Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Pedroto e Sérgio Conceição recordistas: de mais vitórias no clube e mais jogos sem perder no Campeonato Nacional – pelo FC Porto!

 

O FC Porto, depois de ser o único Penta até agora em Portugal em vitórias seguidas como Campeão no Campeonato Nacional de futebol da Liga Portuguesa, passa a ser agora também recordista em série de jogos sem perder na mesma prova maior do futebol português, após a vitória em Guimarães. Nesta época futebolística de 2021/2022. Facto saliente, embora o que mais interessa é que assim, a cinco jornadas do fim, foi mantido o 1º lugar e a vantagem de 6 pontos para o 2º classificado, com o título a ficar mais próximo. Tendo O FC Porto, com Sérgio Conceição como treinador, então batido o anterior recorde do Benfica, que vinha do tempo de Mortimore, desde há quase meio século.

Ora, com estas e outras, no Campeonato da Liga Sérgio Conceição continua a fazer história como treinador do FC Porto, sendo que já é o segundo treinador com mais triunfos de sempre ao leme do FC Porto. Na noite em que os Dragões suplantaram a maior série de invencibilidade lograda por qualquer clube no escalão principal do futebol português, o atual técnico dos azuis e brancos também atingiu novo marco a nível individual, ao chegar às 189 vitórias no comando da equipa principal portista. Cujo registo permite a Sérgio Conceição já ter deixado para trás Artur Jorge, que somou 187 vitórias no comando técnico dos Dragões e isolar-se como o segundo treinador com mais triunfos no comando do FC Porto. Isso porque o Mestre José Pedroto continua como recordista nesse aspeto.

Com efeito, só Pedroto ganhou mais jogos do que Sérgio Conceição como treinador do FC Porto. 

Atualmente, à frente de Sérgio Conceição encontra-se apenas o histórico José Maria Pedroto, que chegou às 214 vitórias. Numa conta, até à atualidade, em que Sérgio Conceição como treinador principal do FC Porto soma 189 vitórias em 264 jogos e Pedroto alcançou entretanto as 214 vitórias em 321 jogos.

Agora foi batido o recorde de jogos seguidos sem derrotas, que passou a ser de 57 jogos consecutivos sem perder no campeonato, no tempo de Sérgio Conceição como treinador do futebol do FC Porto.


Sérgio Conceição agora, e Pedroto antes: -Dois treinadores de grande folha de serviços. Dois treinadores com nome grande na História do FC Porto.

Armando Pinto

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domingo, 10 de abril de 2022

FC Porto brilhante vencedor da Taça de Portugal de Hóquei em Patins /2022 – com goleada na final e mau perder do derrotado Benfica…!

O FC Porto é justo vencedor de mais uma taça. Tendo saído vencedor da final da Taça de Portugal de Hóquei em Patins nesta primavera de 2002, este sábado 9 de abril, na fase final a quatro disputada em Paredes. Enquanto o finalista derrotado, Benfica, também mais uma vez, voltou a ter mau perder, através de mau comportamento e atitude de seus representantes hoquistas, técnicos e dirigentes. Havendo feito falta de comparência à entrega de medalhas e cerimónia da entrega da taça ao vencedor, em muita falta de desportivismo e sobretudo azia de não aceitação da derrota que até foi por números expressivos, tendo o jogo acabado em goleada por 5-1.

A ausência do cerimonial de consagração, além de tudo o mais, tem de ter consequências, senão daqui em diante todos os que perderem terão justificação para irem depressa para os balneários e assim se esquivarem a verem os vencedores levantar a taça que também queriam mas não souberam vencer.

Resume-se tudo em poucas palavras: Mau perder do Benfica, mais uma vez - No final da Final da Taça de Portugal de Hóquei em Patins, disputada no pavilhão de Paredes, os benfiquistas goleados pelo FC Porto como foram por 5-1, não ficaram para a entrega das medalhas e agora querem protestar o jogo... talvez por pensarem que por baixo do pavilhão de Paredes haveria toupeiras que os ajudassem!

Com efeito, no fim, segundo comunicado do clube do regime, o Benfica quer protestar o jogo, alegando um pretenso erro técnico, no desejo deles. Ora, se nas imagens não se consegue vislumbrar qualquer erro, e o golo é limpo, é mesmo desculpa essa reclamação, a tentar enganar os adeptos do costume. Talvez por estarem tão habituados a ser beneficiados, desta vez e agora não aceitam não ter sido favorecidos.

De todo o modo, e após ter eliminado na meia final o Barcelos, o FC Porto foi brilhante vencedor da final, por concludente goleada, com quatro golos de vantagem, conforme regista o resultado de 5-1. Não se entendendo o barafustar de quem perdeu e reclama por mimo. Até faz rir tal atitude de quem não sabe perder dignamente.

Para a História, regista-se o que fica historiado na página oficial do FC Porto, em fcporto.pt:

«HÓQUEI EM PATINS - QUE BEM FICA A TAÇA NO DRAGÃO - 9 DE ABRIL DE 2022

FC Porto venceu o Benfica por 5-1 com um hat-trick de Gonçalo Alves

A Taça de Portugal vem para o Dragão. O FC Porto bateu o Benfica por 5-1 na final da prova rainha e levantou pela 18.ª vez o troféu. Gonçalo Alves, com um hat-trick, foi o maior protagonista do encontro.

O FC Porto entrou praticamente a vencer na partida. Gonçalo Alves adiantou os azuis e brancos 2m30s, num lance em que, numa primeira instância, foi marcada falta e só depois foi assinalado o remate certeiro. Os muitos adeptos portistas que viajaram diretamente do Dragão Arena para Paredes, depois de terem estado a apoiar a equipa de voleibol, não assistiram ao lance de maior importância do primeiro tempo, mas rapidamente foram contagiados com a intensidade e dinamismo do encontro, que teve Xavi Malián – decisivo em várias ocasiões – como o grande protagonista na etapa inaugural. Além das várias defesas em jogo corrido, o guardião dos Dragões segurou a vantagem dos da Invicta ao defender um livre assinalado após a mostragem do cartão azul a Ezequiel Mena. Os portistas saíam na frente do marcador para os balneários e mais perto do objetivo (1-0).

O começo da etapa complementar foi idêntico ao da inaugural, com Gonçalo Alves a marcar e a ampliar a vantagem do FC Porto no embate (2-0). Nicolia derrubou Reinaldo García dentro da área (29m) e o 77 bisou no jogo. Ao 38.º minuto, Nicolia festejou efusivamente na única oportunidade que teve para o fazer, após ter reduzido num livre direto resultante de um cartão azul mostrado a Reinaldo García, mas o entusiasmo adversário seria breve já que Xavi Barroso, no minuto seguinte, após um passe de Rafa, rematou para o 3-1 no placar. Antes de soar a buzina que consagrou o FC Porto como o vencedor da Taça de Portugal, houve ainda a oportunidade para Gonçalo Alves, o protagonista da tarde, chegar ao hat-trick (44m) de penálti e de Carlo Di Benedetto, que à partida para o duelo era o melhor marcador portista na prova, fazer o gosto ao stick (5-1, aos 46m).

FICHA DE JOGO

BENFICA- FC PORTO, 1-5

Taça de Portugal, Final 4, final

9 de abril de 2022

Pavilhão Multiusos de Paredes

Árbitros: João Duarte e Pedro Figueiredo

BENFICA: Pedro Henriques (g.r), Diogo Rafael, Eduard Lamas, Lucas Ordoñez e Gonçalo Pinto

Suplentes: Rodrigo Vieira (g.r), Carlos Nicolia, Pablo Àlvarez, Pol Manrubia e Daniel Oliveira

Treinador: Nuno Resende

FC PORTO: Xavier Malián (g.r.), Telmo Pinto, Xavier Barroso, Gonçalo Alves e Rafa

Suplentes: Tiago Rodrigues (g.r.), Reinaldo García, Ezequiel Mena, Carlo Di Benedetto e Carlitos Ramos

Treinador: Ricardo Ares

Ao intervalo: 0-1

Marcadores: Gonçalo Alves (3m, 29m e 44m), Carlos Nicolia (38m), Xavi Barroso (39m) e Carlo Di Benedetto (46m) »

 ~~~ ***** ~~~

Também, porque vitória assim empolgante merece mesmo ser assinalada a preceito, aqui de modo digitalizado se regista a coluna respeitante que teve publicação no jornal O Jogo, edição impressa de domingo dia 10.


Com mais este triunfo, o FC Porto é ainda mais recordista de troféus na Taça de Portugal, somando o 18.º cetro como vencedor na prova, enquanto o Benfica continua com 15 taças no seu palmarés.

Armando Pinto

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sábado, 9 de abril de 2022

Efeméride: Quando o FC Porto eliminou o Sporting da Taça de Portugal em 1977 com festivo 3-0 Pascal

Em 1977 o dia 9 de abril foi em pleno sábado da véspera da Páscoa desse ano. Sendo em espírito Pascal que então ficou nossa boca bem doce com as amêndoas dessa tarde solheira passada com os olhos e sentidos no jogo decorrido no relvado das Antas.

Então, nesse dia 9 de Abril de 1977, sábado primaveril, ocorreu o jogo dos “Quartos” da Taça de Portugal, na véspera de Páscoa. Com o FC Porto a receber o Sporting, em eliminatória dos Quartos de Final da Taça de Portugal de 1976/1977.

Estava ainda de fresco na memória o Porto-Sporting para o Campeonato, nesse ano e pouco tempo antes, que o FC Porto venceu por 4-1, em tarde domingueira que ficou na retina por um grande jogo de Oliveira, que muito jogou e fez jogar, além de ter marcado 3 golos (a engrossar o resultado, somado com mais 1 golo de Duda). E passado pouco tempo, então, aconteceu esse outro Porto-Sporting, desta vez para a Taça, ao sábado, por no domingo imediato ser Dia de Páscoa. (Resultando daí a passagem do FC Porto para a Meia Final na caminhada seguinte, rumo à vitória da Taça de Portugal de 1976/77, como aconteceu depois na final com o Sporting de Braga.)

Ora, como tal, nesse jogo ainda dos Quartos de Final com o Sporting de Lisboa, à chegada da Páscoa de 1977, andava no ar o entusiasmo da quadra. Enquanto o estádio das Antas encheu por completo, aparecendo preenchido em todos os seus sítios, ficando a abarrotar, tendo assim metido uma das maiores enchentes de sempre. A pontos de muita gente apenas ter conseguido entrar no recinto já com o jogo iniciado, chegando aos degraus das bancadas em magotes de gente apinhada, a modos que no espaço normal dum assistente tiveram de caber pelo menos coisa duns três ou mais espetadores apertados, em média. (Eram tempos de toda a gente ficar em pé nos dias de grandes jogos, mesmo porque nessa era ainda as bancadas não tinham cadeiras e os lugares eram soltos, sem numerações sequer. Tanto como os bilhetes eram feitos e vendidos em quantidades maiores que a lotação dos estádios, sendo os jogos entre os grandes umas boas oportunidades de amealhar maiores receitas. E como a eliminatória era a uma só mão, em jogo único, o campo era neutro e a receita a dividir pelos dois contendores, além da parte que cabia à Federação (e o que havia para pagamentos das despesas de organização, etc. e tal), mais convinha a todas as partes, incluindo às entidades oficiais, tal sucesso de bilheteira.

Com a azáfama e aperto da entrada no estádio (não havendo ainda torniquetes nem outros sistemas, mas apenas vistoria de fiscais à entrada) até o bilhete foi rasgado mais por largo pelo porteiro – como ficou guardado, para recordação, o bilhete de entrada do próprio autor destas recordações.


O jogo começou logo em grande euforia portista, pois, mal iniciado, no culminar da primeira jogada chegada à baliza adversária, aos 2 minutos de jogo, Duda marcou o 1º golo dessa tarde de Sábado Pascal. Como soube bem ver logo a bola a bater dentro da rede da baliza, do lado sul do estádio. Ainda muitos pagantes espreitavam por entre cabeças, a tentarem arranjar espaço para ficarem, e já o marcador funcionava, assim. Em grande estilo. Com a multidão azul e branca a festejar. Depois foi todo o desenrolar do jogo com o FC Porto sempre por cima, dilatando o marcador com mais um golo de Oliveira e outro de Ailton. Enquanto o Sporting tentou defender-se de maior goleada.

Estava consumada essa alegria, de modo que no dia seguinte até o Compasso ecoava mesmo como Aleluia, quão teve mais encanto a envolvência tradicional do tilintar da campainha anunciadora da Visita Pascal e o ritual tradicional dessa festa anual comemorativa da vitória do bem sobre o mal e da vida sobre a morte.

Armando Pinto

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sexta-feira, 8 de abril de 2022

Efeméride: O jogo com o Dínamo de Kiev nas Antas – 1.ª mão da Meia-Final da Taça dos Campeões Europeus em 1987

No dia 8 de Abril de 1987, em noite europeia memorável, o FC Porto venceu o Dínamo de Kiev por 2-1 na primeira mão das meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus. No jogo de “cá” com o então campeão Russo – pois que “lá” voltou a ser repetida a dose – como está bem gravado na memória de todos os bons Portistas.

Muito tempo se passou e tanta coisa também, inclusive com a separação dessa antiga União Soviética e agora com a invasão da Rússia à Ucrânia. Sendo pois Kiev algo que transporta tempo e memória, mais sensibilidades afins a tudo o que é subjacente. Vindo isso acima agora, também na passagem da efeméride desse primeiro jogo disputado com o Dínamo de Kiev em 1987. Jogo inesquecível que aqui o autor destas lembranças também viu e sentiu de corpo e alma presente no estádio das Antas. De cujo acontecimento ficou e está bem guardado o bilhete de entrada no mesmo jogo. Do qual para aqui se transpõe comprovativo de imagens correspondentes, reproduzindo a frente e o verso do mesmo “ingresso” de sócio (ao tempo de bancada Superior) – com anotações manuscritas sobre tal vitória por 2-1, com golos de André e Futre (mais o que acresceu depois através de nova vitória em Kiev, materializada por golos de Celso e Gomes). Qual “passaporte” para a final de Viena.

Armando Pinto

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quarta-feira, 6 de abril de 2022

Com o desaparecimento de “Carvalho do Sporting”, o “Américo do Porto” é ainda agora resistente dos “Mosqueteiros” guarda-redes portugueses dos anos 60

Faleceu ontem, na terça-feira dia 5 deste mês primaveril de abril de 2022, o antigo guarda-redes do futebol sportinguista Carvalho, contemporâneo do portista Américo. Sendo de anotar o caso, algo inédito neste espaço de memorização portista, porque nesse tempo, em seus tempos, pelos idos anos da década da carreira de 1960 por diante, havia grande rivalidade entre adeptos dos clubes grandes na simpatia e defesa dos guarda-redes defensores dos seus respetivos clubes; e como tal o guarda-redes Carvalho era figura referencial também nessa comparação. Havendo então de topo o Américo do Porto, mais o Carvalho do Sporting e o Costa Pereira do Benfica. Sendo o Costa Pereira mais velho que os adversários dessa era e que obviamente jogava há muito mais tempo na equipa principal de seu clube e mesmo na seleção nacional (apesar de ser popularmente considerado “frangueiro”, quão passou à história como célebre sofredor de golos considerados “frangos”, mas mesmo assim depois ainda por lá andou, como era do clube do regime…). Enquanto Américo e Carvalho, que já estavam em seus clubes nos anos 50, passaram a titulares das respetivas equipas em 1961/62. Até que chegados a meio da década desses mesmos anos se intrometeu José Pereira, do Belenenses, porque ao tempo a Federação Portuguesa de Futebol era presidida à vez e apenas por representantes de Benfica, Sporting e Belenenses, e como a Seleção dita portuguesa era em maioria composta por jogadores de Benfica e Sporting, havia que pelo meio meter alguns Belenenses… em tempo do sistema BSB. Como aconteceu na fase final do Mundial de 1966, em que Carvalho jogou no 1º jogo e o “Pássaro de Belém” fez os restantes, apesar das culpas históricas nos golos sofridos contra a Coreia e por fim na derrota diante da Inglaterra, que tirou Portugal da final. Ao passo que Américo, que era publicamente considerado o melhor de todos (tanto que inicialmente na numeração oficial dos 22 Magriços até teve o n.º 1 na camisola), por ser do Porto e obviamente de fora desse triunvirato, ficou fora, a ver os jogos do banco. A pontos de então o Costa Pereira, já em final de carreira e que ficara em Portugal como comentador da RTP, ter afirmado na televisão portuguesa que fez falta o Américo na baliza… e mais tarde o selecionador Manuel Luz Afonso mesmo ter reconhecido o erro. Com a curiosidade também de Carvalho se não ter conformado com seu afastamento da baliza em Inglaterra, dizendo como crítica que se tivesse sido preterido perante o Américo entendia, mas diante de José Pereira já não… culminando nessa crítica lhe ter valido desde aí nunca mais ter sido convocado para a equipa das quinas.

Pois então, ao tempo, pelos românticos anos 60 eram esses três, Costa Pereira, Carvalho e Américo, os “Mosqueteiros” das balizas portuguesas. Tendo Américo sido o primeiro a conquistar o trofeu “Baliza de Prata”, ao que lhe sucedeu Costa Pereira na época seguinte e depois o Carvalho. 

Daí que num estágio dos selecionados para a seleção nacional ter ocorrido um curioso diálogo entre eles, como ficou registado numa revista da Agência Portuguesa de Revistas.

Desses três grandes guarda-redes nacionais (tendo falecido Costa Pereira entretanto em 1990 e Carvalho agora, em 2022),  Américo é ainda sobrevivente, por estes dias, já com 89 anos, em 2022. Sendo ainda, e até também, agora, resistente dos internacionais e campeões nacionais do FC Porto dos anos 50 e 60. Um exemplar raro dos Mosqueteiros dos bons velhos tempos.

Armando Pinto

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terça-feira, 5 de abril de 2022

Efemérides: O Tricampeonato Nacional do FC Porto de 2008 (Tricampeão pela segunda vez) e memória do desaparecimento físico de Hernâni (falecido em 2001)

 

A 5 de abril de 2008 ficou confirmada a conquista do segundo de três Tricampeonatos da história do futebol senior do FC Porto. Então em jogo disputado no Estádio do Dragão, com uma vitória por 6-0 sobre o Estrela da Amadora, quando ainda faltavam cinco jornadas para o fim do campeonato da 1ª Liga. Estava assim confirmado o segundo Tricampeonato (de três) da história do FC Porto, depois da sequência começada em 1994-95 e que só terminou com o Penta, em 1998-99  e cinco anos antes do Tri seguinte entre 2010-11 e 2012-13.

Tempo em que jogadores históricos como Lucho González, Tarik Sektioui, Ricardo Quaresma, Bruno Alves e Lisandro López marcaram os golos desse jogo (numa conta acrescida com um involuntário dum adversário, Maurício, que marcou na própria baliza). Sendo esse dia também marcante na história do FC Porto por diferente motivo, como foi anos antes o desaparecimento do grande Hernâni, um dos melhores jogadores de sempre do FC Porto e do futebol português.

Com efeito, nesse dia fazia anos que a 5 de Abril de 2001 Hernâni Ferreira da Silva nos deixou. Como perfaz agora, nesta data, tal efeméride digna de evocação. Tendo Hernâni desaparecido fisicamente, mas continuando bem presente, como permanente recordação. Qual eterna recordação por seu virtuosismo futebolístico, além de seu grande carácter e forte personalidade, como rezam as crónicas afirmativas de sua influência dentro e fora do campo perante o futebol portista em seu tempo, a somar à sua genialidade como jogador. Era tal a sua importância que um jornalista afeto ao Benfica e conhecido por suas crónicas no jornal A Bola tentou fazer passar a ideia que Hernâni havia sido adepto benfiquista antes de ter envergado a camisola azul e branca (como Carlos Pinhão escreveu num livro da coleção Ídolos do Desporto), o que era totalmente falso, mas enganou muita gente e ainda leva a equívocos, por vezes. Quão revela como os adversários gostariam de o ter de seu lado quando jogava!

Perfaz assim agora as correspondentes somas de anos dessas duas efemérides significativas que permanecem vivas na Memória Portista.

Armando Pinto

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quinta-feira, 31 de março de 2022

Ciclismo atual do FC Porto mesmo com o caso da suspensão de Raul Alarcón – sem decisão ainda definitiva – por causa do passaporte biológico (mas não uso de doping) por decisão da UCI confirmada pelo TAS - porém ainda em recurso...

O ciclismo português antes do aparecimento de Adriano Quintanilha, com equipas fortes na modalidade, andava em agonia no desporto português. De modo que o público se desinteressara efetivamente desse desporto das bicicletas de corrida, a pontos dos ciclistas serem praticamente desconhecidos, poucos sendo os que eram conhecidos sequer de nome de adeptos interessados no ciclismo, indo longe os tempos de banhos de multidões como anteriormente. Até que isso foi mudando precisamente com o reforço das equipas da W52, e então quando houve a junção com o FC Porto aconteceu o grande “boom”, passando a estar em alta, como se diz, acontecendo um desenvolvimento rápido. Mas causando estrondo entre invejosos e aziados, entre quem não tinha a modalidade dentro de seus quadrantes clubísticos. Porque quer se queira quer não, em Portugal é o mundo dos clubes que move o desporto e é no âmbito e horizonte das preferências clubísticas que tudo gira. Com os dos clubes da capital a não gostarem que outros sejam melhores. É a verdade nua e crua.

Pois desde que começou a parceria da W52 com o FC Porto que a Equipa W52-FC Porto domina o ciclismo português, sem rival nas grandes competições. Daí que havia que tentar minar isso, ou combater dentro do que fosse possível aos opositores. Para mais porque o Benfica deixou de ter ciclismo e enquanto foi o único dos grandes com a modalidade, mesmo assim, não conseguiu chegar perto do palmarés do FC Porto, que era e é o clube desportivo português com mais vitórias em Portugal em provas importantes e de regularidade. E o Sporting deixou fugir a oportunidade de ter a parceria com a estrutura mais forte, depois de desencontros com Quintanilha, que apesar de ser conhecido como sportinguista até essa altura, foi tratado com desdém no clube leonino nesses contactos. Acrescendo que o Sporting se apressou a tentar contrariar o facto com sua associação à equipa histórica do Tavira, sem contudo ter tido sucesso em cima das bicicletas e no andamento pelas estradas. Culminando tudo com o que ocorreu através dos organismos internacionais, sendo por essa via conseguido fazer alguma coisa. Porque a realidade W52-FC Porto era e é um projeto a abater e a equipa W52-FC Porto algo que mexe com as invejas e azias dos adversários, desde dirigentes a público do contra, por assim dizer.

Assim sendo, foi injustamente vítima de tudo isso o ciclista espanhol Alarcón, a correr com inscrição em Portugal, nas suas participações pela W52-FC Porto, o qual apresentou recurso sobre a anterior decisão da UCI, mas cujo protesto não foi atendido nas instâncias do ciclismo, passado muito tempo, ficando por enquanto arredado de provas até outubro 2023, além de todos os resultados, entre 2015 e 2019, terem sido anulados, mas ainda não de forma definitiva. Para que assim, caso se concretize a vontade dos homens do poder do ciclismo oficial, o FC Porto perca esses resultados, obviamente, por decisão arbitrária de quem se colocou do lado dos opositores, é óbvio. Sendo estranho mesmo como demorou tanto tempo a decidir, o que demonstra que houve por ali muitas e opostas tomadas de posição e interferências. Porém ainda, repete-se, sem que haja uma decisão judicial definitiva.

O espanhol, que sempre clamou a sua inocência, recorrera ao TAS (Tribunal Arbitral du Sport), que agora ratificou a decisão do Tribunal Antidopagem da UCI, refutando, nomeadamente, a alegação de que "há vários fatores que afetam o volume do plasma e que influenciam os parâmetros hematológicos, que não estão relacionados com práticas dopantes".

Decisão então oficial de modo estranho, visto Alarcón nunca ter acusado positivo em todos os controlos efetuados nos finais das etapas, em todas as corridas em que participou e foi chamado para ser controlado. Algo que enfraquece a modalidade, que se revela atrita a influências de bastidores, de tal modo. Sendo que o passaporte biológico do atleta não mostra "qualquer anomalia", como "inadequação na preservação das amostras", "falha na cadeia de custódia" das amostras ou "ausência de qualificação" dos agentes antidoping que recolheram o sangue.

Desta forma Alarcón fica incluído, por ora, no número de ciclistas que perderam suas vitórias ns Volta a Portugal, dos quais o mais sonante foi Joaquim Agostinho, por duas vezes, mas esse e outros mesmo por doping. Ao contrário de agora.  

Com esta situação o Portista Amaro Antunes e o então ciclista do Sporting Joni Brandão, atualmente a vestir a camisola portista, foram oficiosamente 'promovidos' a vencedores das Voltas a Portugal correspondentes a 2017 e 2018, respetivamente. Numa decisão do TAS referente ao recurso do espanhol, datada de 28 de janeiro, com uma ideia de "muito certamente o uso de um método proibido, ou seja, transfusão sanguínea". Sem ser verdadeira, mas apenas hipotética. Como é explícito na palavra do texto, sabendo-se que em linguagem escorreita a palavra certamente condiz com possivelmente. Mais, conforme também aparece no texto oficial, a expressar que "O painel considera que o perfil [hematológico] do corredor evidencia uma grande possibilidade de manipulação sanguínea…” Ou seja, apenas possibilidade. Mas decidiram assim, sem certeza. Com que fins e a pedido de quem e do quê?

Assim, o painel do organismo de ciclismo da UCI rejeita o recurso do ciclista de 36 anos, confirmando a suspensão de quatro anos imposta pela UCI até 20 de outubro de 2023, e a anulação de todos os resultados desportivos do ex-corredor da W52-FC Porto entre 28 de julho de 2015, data do primeiro resultado 'adverso', e 21 de outubro de 2019, pelo que o espanhol 'perde' as duas Voltas a Portugal conquistadas. Alarcón foi suspenso pela UCI em 8 de maio de 2021, depois de já ter sido suspenso provisoriamente em 21 de outubro de 2019.

O espanhol, que sempre clamou a sua inocência, recorreu ao TAS, mas outros interesses se sobrepuseram, por ora. Mas ainda com possibilidades de reversão...

Isto leva a concluir como há muitos adversários a querer diminuir a equipa W52-fFC Porto, mas ao mesmo tempo a que todos os que se sentem se empertiguem mais, quer os ciclistas como toda a estrutura do FC Porto se sintam, porque quem não se sente não é boa gente. E a equipa W52-FC Porto continuará a ganhar.  


Nota: A notícia difundida ontém e hoje nalguns órgãos de comunicação social na prática ainda não corresponde à verdade. Houve entretanto um recurso para o tribunal cível, na Suíça, que decidirá por fim. Mas até lá nada é definitivo, neste caso.

Obs.: Curioso como certa comunicação social sabe que ainda há um recurso pendente e pode levar algum tempo mais, mas já estão a tentar colocar a situação de forma não verdadeira; ao mesmo tempo que dirigentes de orgãos com responsabilidades comentaram antecipadamente a despropósito.

A propósito, veja-se como no jornal A Bola o principal patrocinador e responsável desmascara o caso:

«TUDO ISTO NÃO PASSA DE UMA PALHAÇADA»

CICLISMO 12:13 - Por Fernando Emílio

« Em reação à notícia divulgada na quarta-feira por A BOLA sobre a ratificação, pelo Tribunal Arbitral do Desporto (Tribunal Arbitral du Sport - TAS), da suspensão de quatro anos aplicada pelo Tribunal Antidopagem da UCI ao espanhol c, com efeitos diretos nas classificações das voltas a Portugal de 2017 e 2018, bem como de outras competições, Adriano Quintanilha, responsável e patrocinador da equipa do ciclista, a W52-FC Porto, deu conta de que a decisão já foi contestada, tendo sido apresentado recurso num tribunal civil na Suíça.

«Por não concordarmos com a decisão do TAS, apresentámos, no dia 5 deste mês, e através de advogados espanhóis, recurso para o tribunal civil na Suíça, porque acreditamos nas palavras do corredor que afirma estar inocente. A primeira decisão que foi tomada pela UCI não nos surpreendeu, por sabermos como é que as coisas funcionam. É uma situação muito parecida com o que se passa em Portugal, onde não são divulgados os nomes dos ciclistas que se encontram suspensos preventivamente pela ADoP [Autoridade Antidopagem de Portugal]», deu conta, a A BOLA, Adriano Quintanilha. 

«O caso de Raul Alarcón tem contornos muito estranhos. Só em outubro de 2019 comunicaram que apresentava valores anormais no passaporte biológico referentes a 2017 e 2018. O ciclista não correu a Volta a Portugal de 2019 devido a queda no Grande Prémio Abimota e tomou medicamentos para as dores, porque fraturou a clavícula, mas tudo foi devidamente declarado. Nesse ano recebeu o vencimento por inteiro e em 2020 foi apoiado monetariamente e já existia um acordo para renovar para 2020 e 2021», precisou o empresário do setor do vestuário.

«É uma perseguição que estão a fazer ao ciclista e à equipa. Se não confiasse no Raul não estava a apoiá-lo e a gastar dinheiro em recursos. Só para este último pagámos cerca de 40 mil euros e iremos até às últimas consequências. Não preciso do ciclismo para nada, todos conhecem a minha vida profissional, sou pela verdade e pela honestidade, mas não tentem enganar-me. Tudo isto não passa de uma palhaçada, com alguns senhores sentados nos cadeirões e nós a pagar. Tenham vergonha e não levantem mais problemas», concluiu, crítico, o responsável pela W52-FC Porto, empenhado em fazer chegar o documento justificativo do recurso ao nosso jornal, bem como o nome da cidade em cujo tribunal civil foi apresentado, já que pela via desportiva o caso ficou encerrado.  »

Armando Pinto