quarta-feira, 19 de junho de 2013

Campeões… Sempre!


Terminada a época futebolística e enquanto não chega a seguinte, há lugar para mais temas de futebol em férias, sempre com o título nacional conquistado bem presente em nossos sentidos. 

Pois bem, continuando em nossas melhores lembranças essa conquista do campeonato findo, numa prova renhidamente disputada e que parecia ir ter outro fim, vem à baila que esta época, por o título nacional ter ficado resolvido só na última jornada, não houve oportunidade de uso daquela frase noutros anos referida, de se poder antecipadamente encomendar as faixas. Só que isso agora já é mais uma frase feita, daquelas de assimilação semântica, pois atualmente os campeões recebem medalhas alusivas aquando da entrega do troféu próprio, já não havendo a antiga entrega das faixas. No entanto, por quanto representa a obtenção dum campeonato máximo, a outrora tradicional cerimónia das faixas dava uma amplitude característica ao caso, além de proporcionar recordação à posteridade com maior ênfase, na ostentação de tão significativa e atrativa faixa colorida. 

Em vista disso, rememorando antigos êxitos idênticos, devidamente assinalados com a colocação das faixas traçadas no peito dos campeões, recordamos por instantâneos fotográficos alguns momentos de anteriores campeonatos ganhos em arrancadas finais empolgantes.


Assim, começa-se tal revisão no título de 1958/59, o tal conquistado depois da hora… também, mas por motivos de prolongamento demasiado do tempo, devido ao célebre caso-Calabote, a que se reportam as iniciais imagens - reportando a esse ano a primeira imagem, no cabeçalho do artigo, com Yustrich ao centro da formação do plantel quase completo, embora faltando na ocasião alguns dos jogadores utilizados e estando alguns que não alinharam em jogos do campeonato; e a segunda, aqui acima, referente ao cerimonial das faixas, que metia sempre jogo de exibição festiva, para o efeito. 

E, porque esses títulos conseguidos em ardorosos despiques têm sempre outro sabor, relembramos um outro que foi inesquecível: o de 1977/78. O tal título que acabou com a espera de longos 19 anos de desencantos. Escreveu Fernando Pessoa (por meio dum seu heterónimo, em Poemas Inconjuntos, de Alberto Caeiro) que em sua vida, para ser escrita sua biografia «não há nada mais simples. Tem só duas datas – a da minha (dele) nascença e a minha morte (dele também). Entre uma e outra cousa todos os dias são meus» (dele). Mas não é assim tão fácil de definir a “sentimentalidade”. Em nosso caso há muitos dias que não são só nossos, mas de muitos, em conjunto, por assim dizer, tais os que todos os correligionários Portistas viveram vibrantemente do mesmo modo, os momentos de glória das vitórias saborosas do F C Porto.


Fastos esses e estes que podemos exemplificar também na vitoriosa corrida do Campeonato Nacional de 1984/85, conquistado da forma que não mais esquece, após ombro a ombro até ao fim com o Benfica, cuja disputa apenas ganhou decisiva vantagem na derrota dos benfiquistas perante os seus rivais de Alvalade, à penúltima jornada, enquanto o F C Porto triunfava em Setúbal; e no epílogo houve confirmação no jogo final das Antas diante do Covilhã, à mesma hora que os águias eram mais depenados no Bessa.

Sucesso tal que deu posteriormente direito a mais uma festa das faixas, cuja entrega temos documentada nas imagens seguintes.


Entre umas e outras, dessas festivas entregas, ficaram registadas memórias de conquistas de categoria. Consagradas por fim no estádio das Antas, em pleno reconhecimento oficial dos Campeões, diante do público que pôde então vitoriar os homens que ganharam por todos nós, e em uníssono se mostrar aos ídolos o devido respeito, na consideração coletiva. 

Armando Pinto 

=== Clicar sobre as imagens, para ampliar ===

5 comentários:

  1. Este artigo está o máximo. Obrigado por nos dar conhecimento destas histórias do nosso Porto. Se alguém souber gostava de saber quais os jogadores todos que estão na primeira foto, muito rara.

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  2. Boa tarde amigo "Portofólio":
    Agradecendo suas palavras e consideração, respondo à questão colocada. A imagem, constante do livro da coleção Ídolos do Desporto do Miguel Arcanjo, como no original é de tamanho reduzido, aparece não muito visível no aumento, levando a algumas dúvidas quanto às fisionomias. Mas, salvo erro, o que me parece, é ser assim a identificação respetiva: a partir da esquerda - Correia, Pedroto, Hernâni, Sarmento, Perdigão, António Teixeira, Eleutério, Cambalacho, Carlos Duarte, M. Arcanjo, Vale, Sá Pereira, José Maria, Jaburu, Pinto Vieira, Acúrcio e Pinho.

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  3. Ah, esqueci-me...entre Carlos Duarte e M. Arcanjo, passei à frente, mas estão Virgílio, Yustrich e Monteiro da Costa...

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  4. Afinal, segundo melhor estudo, altero a indicação da constituição do plantel referido, com uma que julgo mais correta legenda da composição: a partir da esquerda: Romeu, Pedroto, Hernâni, Sarmento, Perdigão, Teixeira, Eleutério, Osvaldo Cambalacho, Carlos Duarte, Virgílio, Yustrich, Monteiro da Costa, Miguel Arcanjo, Vale, Sá Pereira, José Maria, Jaburu, Gonçalves, Acúrcio e Pinho.

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  5. Respondendo a uma pergunta colocada no facebook, não sei se por ser mais fácil comentar (embora nas redes sociais depressa se perca a localização dos temas, daí que deva responder aqui junto ao artigo), acrescento quanto à foto segunda, que os que se vêm a receber as faixas são: a partir da esquerda - Hernâni, Arcanjo e Barbosa, estando mais atrás Luís Roberto.

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