Caminhando a meio no calendário o mês de Outubro, e como no meio está a virtude, como se costuma dizer, há que assinalar que este mesmo mês, precisamente a meio de seus dias, em 1949 teve a vinda à terra de um rapaz na cidade do Porto, de nome Manuel, chegado no ambiente das cegonhas maternais do hospital da maternidade portuense - que veio a ser um dos homens que ajudaram a escrever algo da história do Futebol Clube do Porto através do jornal O Porto, antigo órgão oficial do clube azul e branco em que colaborou esse então jovem Manuel Maria e mais conhecido por seus apelidos familiares de Carvalho Brochado, que foi redator-colaborador d’ O Porto bastante tempo, desde finais da década dos anos 1960’s até aos inícios dos 1980’s.
O Carvalho Brochado foi cara deveras conhecida das páginas
do jornal O Porto, como me habituei a ver, por suas crónicas de acompanhamento
aos jogos da equipa principal de futebol do FC Porto, como fazia junto ao
relvado do estádio das Antas, de permeio com suas crónicas de análise a factos da vida azul e branca,
além das crónicas sobre o Hóquei em campo portista, que ele representara como
atleta e depois manteve em ligação estreita. Como comecei a apreciar sua conjugação
portista e por fim estamos juntos no grupo dos resistentes colaboradores do
jornal O Porto que nos reunimos em convívio de vez em quando.
Ora, o Carvalho Brochado, de nome completo Manuel Maria
Carvalho Brochado, nasceu a 15-10-1949 na Maternidade de Júlio Dinis,
pertencente à freguesia portuense de Cedofeita. E viveu muito de seu tempo na
cidade Invicta, fora o período de serviço militar passado em diversas localidades
e por fim em Macau. Enquanto atualmente sua vivência é partilhada entre o Porto
e Mirandela, afeiçoado aos valores portucalenses, no coração do Douro Litoral,
mas também aos idílicos recantos paisagísticos do Nordeste Transmontano da
Princesa do Tua.
Em seu percurso de vida Carvalho Brochado começou a trabalhar aos 14 anos na antiga Mercedes, na Via Rápida. Um ano depois passou a laborar nas oficinas da Carcereira dos “S.T.C.P.”. Já era então, desde 1968, colaborador do jornal O Porto. E manteve-se nos “S.T.C.P.” até Agosto de 1970, altura em que ingressou na vida militar, que o levou até Macau. Aí, foi redator desportivo em dois jornais locais, Notícias de Macau e O Clarim. Tendo ainda sido correspondente pela primeira vez do jornal ”O Norte Desportivo”, levando e trazendo de um lado e outro notícias e saudades, desde a antiga província portuguesa de Macau até ao continente português, entre Agosto de 1971 a 1973.
» Instantâneo captando Carvalho Brochado como repórter de O Porto,
junto ao relvado. Foto registada pelo saudoso Fernando Timóteo, no antigo
estádio das Antas. Em jogo do F. C. do Porto com o Leixões, de seu primeiro trabalho
sobre o futebol para o jornal do clube. Também se vendo no banco do F. C. do
Porto o então suplente Ricardo e o médico Dr. José Santana. Enquanto na jogada o
defesa Vieira Nunes finta um adversário leixonense.
Ora, então anteriormente já Carvalho Brochado colaborava com o jornal “O Porto”, desde 1968, na secção de hóquei em campo. Modalidade em que se havia iniciado nos juniores do Leixões. Mas depois, um ano volvido e a convite de Pinto da Costa, ao tempo diretor das modalidades amadoras, ingressou no F.C do Porto, passando a evoluir na equipa de Reservas. Entretanto tinha ainda sido aluno na Escola Industrial Infante D. Henrique, no curso de serralheiro à noite, até 1969. Enquanto se mantinha desportista com a camisola do FC Porto vestida.
Mas, intrometendo-se pelo meio o tempo de tropa, foi interrompida essa vida, tendo rumado até Macau fardado de militar, até voltar à chamada Metrópole, no regresso à vida civil. Após esse seu regresso de Macau, em agosto de 1973, trocou os S.T.C.P por novo emprego, indo para rececionista da VIAUTO, do seu amigo Jorge Vieira (naquele tempo diretor do departamento de futebol do F.C. do Porto).
Continuou com sua ligação ao jornal O Porto, ao mesmo tempo que se ligou ainda a outras publicações, como foi o caso da revista “Chuto”. Mais tarde foi vendedor de livros, na Variante do colega do jornal Rui Aires (já falecido). Seguidamente passou ainda pela “ENGIGÁS” até 2005. Época em que abraçou a carreira de angariador imobiliário, na “Re/Max”, durante 20 anos, de onde se reformou. Num percurso de vida em que também constituiu família, sendo pai de dois rapazes, os gémeos Rui Brochado e Miguel Brochado, ambos atualmente ao serviço do FC Porto, como colaboradores profissionais da atual Direção do nosso Clube.
= Ficha Técnica d' O Porto em Agosto de 1979
Dado assim um relance à volta de seu currículo, ao sabor da
admiração que a ligação às páginas d’ O Porto solidificou, aproveita-se a
ocasião do seu aniversário, na ocorrência desta data, para o homenagear por
esta via, neste espaço da memória Portista. Sendo o facto bem propício para
trazer acima da memória mais um antigo colaborador do “jornal do Porto” ("O
PORTO"), na linha de dar a (re)conhecer os outrora colaboradores que escreveram
no jornal portista existente em tempos idos. Entre os que se sabe estarem ainda
vivos e como tal integram o atual Grupo dos Colaboradores. Desta vez na calha
de homenagear o amigo aniversariante Carvalho Brochado.
Posto isto, aproveitando a efeméride da data de seu nascimento (quando são escritas e publicadas estas anotações), envio também por este meio os devidos ”Parabéns de Feliz Aniversário”, em modo de simples mas sincera homenagem de apreço, que o amigo Carvalho Brochado merece, neste espaço de Memória Portista.
Com um abraço amigo do
ARMANDO PINTO












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