Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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terça-feira, 9 de julho de 2019

Em dia da Medalha do Porto ao Cristiano do hóquei do FC Porto e nacional: - Recordando quando foi eleito 2º Desportista Nacional do Ano, a seguir ao ciclista Agostinho…


Dia 9 de Julho, na comemoração da entrada na cidade do Porto das tropas liberais e libertadoras, na envolvência da cidade do Porto ao triunfo da Liberdade Constitucional e tudo o mais ligado à atribuição do coração de D. Pedro ao Porto… passados séculos é dia ainda e sempre especial na cidade do Porto. E como tal nesta data há entrega oficial das Medalha da Cidade do Porto a individualidades e instituições dignas de merecerem honras de agradecimento público da capital da liberdade, honestidade e do trabalho. Sendo este ano de 2019 também atribuída pela Câmara Municipal do Porto a Medalha de Mérito de grau Ouro da Cidade a Cristiano Pereira, grande nome do hóquei em patins do FC Porto e nacional. 

A propósito, em tal ocasião recordamos uma inicial glorificação de como esse grande hoquista representou desde há muito tempo e já era reconhecido ainda enquanto jovem. Evocando-se assim, agora,  o que era dele dito aquando de sua eleição como 2.º Melhor Desportista Nacional do Ano, em 1969.

Com efeito, após a vitória da seleção júnior de Portugal no Europeu de 1969, assim como da vitória da equipa do FC Porto no Campeonato Metropolitano, sucedeu depois que ao findar desse ano, numa eleição do jornal O Norte Desportivo, através da apreciação de seus jornalistas, foi Cristiano eleito 2.º Desportista Nacional do Ano, logo a seguir ao ciclista Joaquim Agostinho… e à frente de outros valores do desporto nacional desses tempos, como Eusébio e Cª.


De entre as declarações dos votos uma apreciação mereceu destaque, tendo então sido escrito que: «De Cristiano depreende-se ainda um factor, proveniente de sua categoria, que se reveste de especial importância. Dependeu em grande parte da atracção que suscitou o manifesto interesse do público pela modalidade, além da influência decisiva que sempre revelou ao serviço da sua equipa, a ponto de a ter ajudado a conquistar o “Metropolitano”, facto único no historial do hóquei nortenho.»


Disso damos conta, recordando o caso através de anotações desse tempo e recortes guardados em arquivo pessoal do autor deste blogue. Deixando o que ali ficou patente, desde então, a demonstrar o que Cristiano foi e é.

Armando Pinto
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domingo, 5 de janeiro de 2014

Anos sessentas (de Eusébio, mas não só)...


Com tudo o que vai aparecendo na comunicação social, as transformações que nos surgem na sociedade, as repetições de história com que se depara o ambiente, etc. e tal, levam a que volte por vezes às recordações outros tempos vividos ou venham à mente casos integrantes de narrativas conhecidas. Tal o que se avista, recuando a tempos idos, diante de todo o aparato noticioso e profusão de reportagens com que a comunicação social é inundada com a morte de Eusébio, qual ênfase dada à ocorrência, numa ostentação de bradar perante o acontecimento, tratando-se dum antigo futebolista e não duma figura heroica nacional.


Quantos bons futebolistas e desportistas de outras modalidades, quão grandes e valiosos, já desapareceram do mundo dos vivos, mas só os mais atentos seguidores de assuntos desportivos e clubistas se aperceberam, por não ter sido dado grande espaço de difusão a esses acontecimentos… Ainda não foi assim há tantos anos que desapareceram uns Hernâni, Barrigana, e tantos mais, do F C Porto, o Travassos, o Peyroteo, do Sporting, o Matateu, do Belenenses, todos aqueles hoquistas da seleção de sonho dos anos cinquenta (do tempo de grande audiência dos relatos da seleção de hóquei em patins), o Fernando Moreira, Ribeiro da Silva, Agostinho e outros ciclistas, etc. etc… e, em casos desses, nada se pareceu com o luto nacional ocorrido no desaparecimento físico do Eusébio, só porque jogou no Benfica.

=Equipa do F C Porto nos anos 60, duma das formções que em vários anos estiveram perto de conquistar o campeonato nacional, mas por motivos conhecidos tal não foi possível...

Eusébio foi um grande futebolista, que ganhou maior projeção por ser já do tempo da televisão e nomeadamente por haver representado o clube do regime político-social e desportivo desse tempo. Regime esse, afinal, também, parecido ao que temos de há tempos a esta parte e, assim, tal qual, agora revivalista com o retorno ao passado que está a acontecer na sociedade portuguesa. Claro que se lamenta a sua morte, naturalmente, com que, inclusive, o F C Porto, através do presidente Pinto da Costa, já se solidarizou e tomou posição pública. Mas não aceitamos toda a importância dada, como se Eusébio fosse algum D. Afonso Henriques fundador da Pátria ou um Infante D. Henrique promotor da expansão portuguesa, que tivessem voltado à terra. 


= Custódio Pinto, numa figuração de cromo da época, com a camisola da seleção portuguesa...

...E, dos de nosso tempo, porque começamos a seguir o futebol em inícios dos anos sessentas, lembramos, além de Pinga, que diziam os mais antigos ter sido dos melhores futebolistas de sempre, bem como do General do futebol Hernâni Ferreira da Silva, idem do grande senhor Mestre José Maria Pedroto e outros de gerações anteriores, evocamos agora e sempre, como nos eram caros, uns Custódio Pinto, Pavão e mais que vimos com a camisola do F C Porto vestida. Porque portugueses somos todos e Deus há só Um…

Curvamo-nos respeitosamente perante a memória de Eusébio, homenageando tudo o que representou para o futebol português, especialmente pela sua contribuição para a prestigiante presença no Mundial de 1966. Como temos homenageado outros, em nossas memorizações. 

Armando Pinto