Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Lembrando: Festa de Homenagem portista e nacional a Virgílio Mendes em 1957!

 

 - 1 de setembro de 1957 - Festa de Homenagem a Virgílio, internacional do futebol português, em festivo programa no estádio das Antas - com atribuição da Medalha de Ouro de Mérito Desportivo pela Federação Portuguesa de Futebol.

Virgílio é um nome de grande vulto memorando no futebol do F. C. Porto e do futebol nacional. Tendo sido (depois do começo de números nas camisolas das equipas de futebol em Portugal) o primeiro número 2 carismático do futebol portista, o que deu tal carisma a esse número de camisola, antecedendo outros eternamente salientes como Festa, Gabriel, João Pinto e Jorge Costa. Havendo em seu tempo sido o recordista português de internacionalizações, quando chegou a ser o futebolista português e portista mais internacional pela Seleção Nacional A. Tendo aquando da homenagem, em referência, já ido por 29 vezes representar Portugal na Seleção Nacional. Sendo de salientar o facto do mesmo ter sido em seu tempo o que mais vezes jogou com a camisola das quinas (atingindo o número de 39 internacionalizações nesse tempo de poucos jogos de seleções ao ano), sabendo-se como os jogadores do F. C. Porto para jogarem na dita Seleção Nacional sempre tiveram de ser muito superiores aos dos clubes de Lisboa. Ao ponto de nessa fase de seu percurso futebolístico, ainda a meio de sua carreira, ter tido uma homenagem de reconhecimento pelo Futebol Clube do Porto e pela Federação Portuguesa de Futebol. Coisa rara e sintomática, que o eleva a um pedestal especial.

Virgílio era, foi e é assim um dos nomes históricos que são eternos. Como se viu com essa homenagem organizada em 1957, de consagração pública com a entrega da Medalha de Mérito da FPF que lhe havia sido atribuída e nesse dia seria colocada em seu peito sobre a camisola do FC Porto. Com impacto que se foi vendo pelos artigos de anúncio da mesma festa, como foi sendo publicado no jornal O Porto.

A festa de homenagem a Virgílio Mendes, realizada a 1 de setembro de 1957, deveu-se ao reconhecimento do seu pundonor, dedicação e carreira exemplar como atleta do FC Porto e da Seleção Nacional. Servindo como uma "festa de consagração" para premiar a lealdade de jogador histórico que permanecia há muitos anos no mesmo clube. Bem como, também, com o fito de ser uma "festa de benefício", com a receita de bilheteira a reverter para o homenageado, numa forma de compensação monetária de perda de outras regalias, por o clube não poder pagar melhor salário, atendendo a ele ter tido ofertas de clubes estrangeiros mas se ter mantido fiel ao Futebol Clube do Porto, ele que então jogava com a camisola do F. C. Porto há uma década, já desde 1947.

Entretanto, esse festival desportivo serviu também para marcar o início da época futebolística, que teria arranque no fim de semana seguinte com o início do Campeonato. Assinalando aí, a 1 de setembro de 1957, no Estádio das Antas, a homenagem ao defesa e capitão do Futebol Clube do Porto, Virgílio Mendes, com ponto alto no ato de atribuição da Medalha da FPF. 


Então como cabeça de cartaz seguiu-se um jogo amigável entre as equipas principais do Futebol Clube do Porto e do Sporting Clube de Portugal. Jogo que a equipa do F. C. do Porto venceu, para abrilhantar ainda mais a festa: FC Porto, 4 - Sporting, 3.

Do evento, durante as cerimónias no Estádio das Antas, ficaram como principais detalhes deste marco histórico uma prenda do FC Porto (grande salva de prata); mais uma prenda também do Ferroviário do Entroncamento, clube de sua terra e onde iniciou a carreira; e a Medalha de Ouro ao Mérito, com que Virgílio foi distinguido pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) pelas suas internacionalizações e o estatuto de capitão, popularmente apelidado de "Leão de Génova" devido a uma exibição lendária pela seleção em Itália.

Do que se passou na Festa de Homenagem a Virgílio consta uma reportagem alargada no jornal O Porto, de cujas páginas de sua edição seguinte se respigam algumas passagens para esta rememoração.



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(Entretanto e depois, até ao final da sua carreira, Virgílio jogou 16 épocas consecutivas no FC Porto - de 1947 a 1963 - tornando-se um dos defesas-direitos mais icónicos e um dos futebolistas com mais partidas oficiais na história do FC Porto.)

Armando Pinto

NOTA: Pode recordar-se a carreira de Virgílio Mendes (clicando) em  

https://memoriaporto.blogspot.com/2022/11/recordando-virgilio-mendes-o-portista.html

e

https://memoriaporto.blogspot.com/2015/09/efemeride-da-estreia-de-virgilio.html

AP

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

De vez em quando - lembrando… Ivic: a propósito duma missiva algures de Split-Croácia… no mundo portista-português pelo mundo!|

 

O Futebol Clube do Porto é um mundo! Quão é a verdadeira noção do mundo portista, espalhado o portismo pelos quatro cantos do mundo, na universalidade e identidade que se alargam pela diáspora portuguesa de ligação portista. Tanto como chegam por vezes notícias a dar conta de factos relacionados. Tal o caso de ainda por estes dias ter chegado ao autor deste blogue uma comunicação alusiva, a dar conhecimento de como este nosso blogue Memória Portista chega e é lido longe, onde pulsa um coração portista, como no caso que vem aqui e agora merecer atenção.  E como o FC Porto é referenciado por muito lado.

Ora, um Portista que vive fora e longe de Portugal já em metade de sua vida, praticamente, mas sempre com o coração a bater pela paixão do Futebol Clube do Porto que o une mais a Portugal, conta por uma tocante missiva como, em tempo de férias e ainda mais longe, numa viagem, se deparou com algo que o fez sentir ainda mais orgulho no nosso FC Porto. De seu nome Hugo Azevedo Martins, residente há 20 anos no Luxemburgo, quase tantos como os anteriores anos vividos em Portugal, conta - como para aqui se transpõe, pois seu testemunho é importante (com a devida identificação, autorizada pelo próprio):

«Eu me chamo, como lhe disse, Hugo Martins. Tenho 40 anos e estou há quase 20 anos a morar no Luxemburgo. E quando cheguei ao Luxemburgo tentei sempre acompanhar a atualidade do F.C. Porto. Tendo procurado na Internet, encontrei o seu blog e outros, pelo que posso acompanhar a atualidade e ver a história do F.C. Porto.

Eu agora estou de férias na Croácia, perto da cidade de Split. Então fui conhecer a cidade e por mero acaso paramos num café que se chama Nostradamus, que deve ter alguma ligação ao clube da cidade Hajduk Split. 

Quando entrei no café vi algumas coisas sobre o clube da cidade, mas o que mais vi em destaque foi sobre o maior treinador da história deles, Tomislav Ivic. Pensando eu que ali tivesse uma pequena menção sobre a passagem do Tomislav Ivic no F.C. Porto, também, mas para minha surpresa tinha e mais, mesmo vários artigos e imagens sobre o F.C. Porto.

Por isso, envio em anexo as fotos que fiz sobre esses artigos e talvez se um dia quiser fazer alguma publicação sobre treinadores que marcaram a história do F.C. Porto, pode publicar as fotos. O senhor tem conhecimento do quadro que está na parede, agradecendo ao senhor Tosmislav Ivic pela conquista da Taça intercontinental? Não sei se terá algum interesse para si, mas eu achei interessante, porque no meio da Croácia ter uma referência destas ao F.C. Porto é sempre bonito ver, como é a grandeza do F.C. Porto. (Hugo Martins)»

Ora bem… e muito bem: - É claro que gostei de receber isto e tenho o maior interesse. Na verdade também eu não conhecia o quadro referido, do qual fica aqui a imagem enviada e por mim recebida, tal como as outras. 

E nem espero para fazer algum artigo sobre Ivic, pois esta comunicação e respetivo conhecimento merecem apreço e louvor, como esta publicação agora e desde já procura dar o devido realce. Dando assim conta a todos os que seguem este espaço portista de como o FC Porto é mesmo um mundo. Prestando esse caso de Ivic como mais um ensejo para a nossa marcação efusiva de território do nosso ego, a favor da justeza de nossa autoestima portista, com a interiorização que mesmo passados tantos anos uma passagem pelo FC Porto teve impacto e deixou marca, tal foi a estada de Ivic no FC Porto ter marcado espaço no universo do futebol internacional.

Atente-se então nas imagens de quadros e adereços que constam nesse café em Split, lá longe na croácia!



Abraço, amigo seguidor do blogue “Memória Portista” e viva o Futebol Clube do Porto!

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Por cá e por mais longe o FC Porto sente-se acima de tudo, sem ninguém ser mais importante que o Clube, por mais mimados que possam haver ou sejam motivo para falsos portistas tentarem  algo contra o FC Porto. O FC Porto é algo especial e está sobre quaisquer interesses particulares! Estamos no bom caminho e somos campeões, por mais que custe aos adversários.

Armando Pinto

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sábado, 1 de agosto de 2026

Lembrando: Jogo de estreia de EURICO com a camisola do FC Porto - entre jogos de pré-época, em 1982 (a 1 de AGOSTO: Vitória SC, 1-FC Porto, 2 - em Guimarães)!

 

Em pleno período preparatório para a época de 1982/83 que se avizinhava, ao tempo, houve no fim-de-semana do sábado final de julho e domingo primeiro de agosto, de 1982, uma amostra aos adeptos da equipa sénior do futebol portista em jogos de preparação com alguns dos reforços. Tendo assim, no domingo 1 de agosto, acontecido a estreia do defesa Eurico a jogar pelo FC Porto, então ainda em jogo particular. Ele viera do Sporting junto com Inácio, estreando-se primeiro pelos ares do Norte em representação do grande clube nortenho. 

= Eurico entre as aquisições do FC Porto no defeso de 1982, incluindo o regresso de Gomes, para 1982/83.

Eurico, que antes havia jogado no Benfica e no Sporting, com cujas camisolas já tinha sido campeão por ambos, ingressava então no FC Porto (onde também seria depois campeão, em 1985, de modo que iria ficar como único futebolista campeão pelos 3 grandes clubes portugueses). Tendo então, na sua entrada no FC Porto, em 1982, começado por vestir a camisola em jogo vitorioso, em Guimarães.

Desse mesmo jogo, em crónica a englobar os dois desafios desse fim-de-semana, registou o jornal O Porto informações, através das quais se revê a constituição da equipa portista na estreia de Eurico, a 1 de agosto de 1982:  Vitória S.C. Guimarães, 1-F.C. Porto, 2 -  em Guimarães!

Depois, já no início do campeonato, ocorreu a sua estreia oficial pelos Dragões no dia 21 de Agosto de 1982, em jogo no Campo do Portimonense, em Portimão, com a equipa portista a vencer por 2-1, na 1.ª jornada do Campeonato Nacional de 1982/83. Seguindo-se a caminhada que levou à ida à final da Taça das Taças de 1984 e a Taça de Portugal ganha com a camisola azul e branca nesse mesmo ano, para em 1985 ter contribuído para o seu primeiro título de Campeão Nacional pelo FC Porto, no campeonato ganho ao terceiro ano da presidência de Pinto da Costa, repetindo-se a dose na época seguinte com o segundo campeonato pelo FC Porto, mas sem ter podido jogar muito, por de permeio se ter intrometido grave lesão, sofrida logo na jornada inaugural em jogo com o Benfica, que o FC Porto venceu, mas perdendo esse grande defesa (que com Lima Pereira ao lado, mais João Pinto e Inácio, formou a célebre linha defensiva que foi ao Europeu de França pela Seleção Nacional).

Eurico ainda recentemente foi anfitrião, em seu atual restaurante, de dois encontros, em anos diferentes, dos almoços do grupo dos colaboradores do antigo jornal O Porto - sendo de uma dessas ocasiões a oportunidade havida dele ter autografado um calendário de bolso, que o autor deste blogue tinha há muito tempo guardado. 

Armando Pinto

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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Lembrando... o ingresso do avançado brasileiro DJALMA no FC Porto - em JULHO de 1966.

Em tempo de transferências do mundo do futebol, no período inicial de nova época desportiva, vem a toque de bola lembrar uma transferência ocorrida com uma aquisição feita pelo FC Porto, enquanto decorria o Mundial de futebol de 1966, em Inglaterra, com a seleção portuguesa a passar a fase em que o selecionador Luz Afonso e o treinador Otto Glória erraram em deixar a baliza da equipa das quinas à mercê dos ingleses - mas isso é outra história, aqui apenas aflorada como enquadramento no tempo. Interessando que nesse ínterim o FC Porto por cá ia procurando fazer pela vida para a nova época, sem contar com o que na Velha Albion se passava na equipa com as camisolas portuguesas, apenas incluindo do FC Porto o defesa Festa, que conseguiu furar a linha BSB, do regime presidencial de Benfica, Sporting e Belenenses (com a baliza a ter ficado escancarada diante da Coreia, valendo a reviravolta acontecida, mas depois já com resultado negativo à frente da seleção inglesa de Charlton e C.ª)…

Então, a 27 de JULHO, em 1966, foi noticiada a transferência de Djalma, brasileiro que na anterior época de 1965/66 dera nas vistas na linha avançada do Vitória de Guimarães e se salientara como goleador, levando a que o FC Porto o adquirisse para reforço da época de 1966/67. Numa transferência que se revestiu de contrapartidas, envolvendo idas para o Guimarães do defesa Joaquim Jorge e do avançado Lázaro, além da soma de dinheiro da parte do contrato.

Ao tempo o setor atacante do FC Porto estava enfraquecido, apenas contando com o avançado-centro Manuel António, adquirido na temporada anterior à Académica, mas sem confirmar o valor que demonstrara anteriormente com o equipamento preto da academia coimbrã, acrescido do outro avançado, o “ponta de lança” Amaury, ter regressado ao Brasil.

O caso é assim referido no livro do jornal A Bola, “História de 50 anos do Desporto Português”:

Tal como no livrinho da “Coleção Ídolos do Desporto”, dedicado ao Djalma, está pormenorizada a transferência:


Djalma teve depois grande influência na boa campanha da equipa portista de 1966/67 a 1968/69, tendo tido ponto alto com a conquista da Taça de Portugal em 1968, para cuja ida à final contribuiu com 4 golos marcados ao Benfica nos dois jogos da meia-final (empate 2-2 na Luz com 2 golos seus e vitória nas Antas por 3-0 com mais 2 dele e 1 de Pavão), bem como na final foi ele que marcou o canto de que resultou o golo da vitória, por 2-1 sobre o Vitória de Setúbal.  

Ganhou fama, a par com os dotes de goleador, com sua maneira de responder às agressões dos adversários. Tendo, depois de o FC Porto ter perdido o Campeonato de 1968/69 por casos internos na parte final, sem ele ter estado envolvido, entenda-se, saído para o Belenenses em 1969/70.

Armando Pinto

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Lembrando… de vez em quando…. ATRACA - um Algarvio que foi “Jogador à Porto”, de garra portista!

 

Neste dia, de julho ainda sem futebol a sério com as sagradas camisolas do FC Porto em campo, é dia propício para recordar um valor do futebol portista de outros tempos, a propósito de ser data correspondente como efeméride de seu nascimento - tal o caso de Atraca, antigo futebolista do FC Porto nos anos 60, nascido em 1940 a 10 de julho. Um futebolista que era tido verdadeiramente como “jogador à Porto”, tal a forma como jogava, com raça a marcar em cima os opositores, a ponto de, apesar da sua pequena estatura física, se elevar bem alto sobre quaisquer adversários altos que lhe aparecessem pela frente na proximidade ou dentro das áreas do FC Porto. Como ficou célebre por seus duelos com o bom gigante Torres do Benfica, que Atraca suplantava normalmente (e por isso originava que esse alto avançado benfiquista se via muitas vezes a tentar fugir por outros lados onde Atraca não estivesse). 


Como ponto alto de sua carreira, Atraca foi um dos futebolistas da inesquecível vitória da Taça de Portugal de 1968. 

E, apesar de ter falecido novo, em 1973, esse raçudo Atraca é dos jogadores desse tempo mais recordado nas boas memórias desses futebolistas que passaram com a camisola do FC Porto a fase mais acirrada do sistema BSB.

De nome completo João Eleutério Luísa Atraca, com nome de ficha futebolística como Atraca, conforme era e ficou mais conhecido, nasceu no dia 10 de Julho de 1940 no Algarve, em Faro. Iniciado nas lides da bola de futebol na sua região, em plena juventude de sua carreira desportiva começou por ser conhecido no futebol, verdadeiramente, quando em 1961/62 abandonou o SC Farense e ingressou no Futebol Clube do Porto. Tendo passado a evoluir na equipa de Reservas (atualmente Equipa B), em adaptação e integração no plantel, contando que por esse tempo apenas jogavam os 11 que entravam de início nos jogos, sem haver substituições de jogadores de campo (apenas podendo ser substituído o guarda-redes em caso de lesão). Depois Atraca teve estreia oficial na equipa principal com a camisola dos Dragões a 26 de Maio de 1963, no Campo de Santana em Matosinhos, em jogo que o FC Porto venceu em casa do rival Leixões por 2-0, a contar para a 2.ª mão da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal da época de 1962/63. E, após sucessivos anos que contam na memória dos anais azuis e brancos, como resistência às manobras de bastidores que iam sendo feitas pelo mandão regime facioso do sistema BSB, em 1968 Atraca fez parte da histórica equipa do FC Porto que conquistou a Taça de Portugal de 1967/68, vencendo na final do Jamor o Vitória de Setúbal por 2-1. Enquanto, de permeio, conquistou ainda também a Taça Associação de Futebol do Porto por quatro ocasiões, de 1962/63 até 1965/66.

Atraca esteve incluído nos trabalhos de preparação da Seleção dita nacional para a ida ao Mundial de 1966, como um dos 7 do FC Porto que estiveram no estágio de pré-convocatória (Atraca, Almeida, Jaime, Nóbrega, Festa, Pinto e Américo, mas dos quais apenas os 3 últimos foram na caravana dos 22 escolhidos e depois simplesmente Festa jogou… Como na memória ficou, por exemplo, que com Américo na baliza Portugal teria feito muito melhor que o 3.º lugar alcançado… qual sina que teima de acontecer com a dita Seleção Portuguesa ao longo dos tempos). Enquanto, com essas e outras, Atraca apenas chegou a ser Internacional pela Seleção Militar (existente pelos anos 50 e 60 com torneios internacionais, sobretudo entre países da NATO), pois, apesar de ter por diversas vezes estado nos treinos dos trabalhos da Seleção principal, nunca teve chances de jogar oficialmente pela tal Seleção Nacional A.

No fim de contas, conforme consta dos números conhecidos, em jogos da equipa principal do FC Porto, nos oito anos que Atraca esteve no FC Porto, disputou 170 jogos oficiais pela equipa principal, marcou 3 golos e venceu 5 Títulos (1 nacional, a Taça de Portugal, e 4 regionais da Associação de Futebol do Porto). Tendo por fim em 1969/70 voltado ao Farense, passando depois ao Odemirense, clube que representava quando em 1973 faleceu, vítima dum acidente de viação.

Armando Pinto

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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Lembrando… de vez em quando – Entre quem esteve no FC Porto e fez história do mundo portista: Martin Kalk, antigo treinador da Natação do FC Porto.

Já neste blogue houve algumas referências à história de algumas das modalidades do FC Porto, entre as quais a Natação. Uma das modalidades que aquando da criação do novo Museu do FC Porto ficaram em acanhado compartimento do Museu FC Porto By BMG, de modo muito simplificado, algo reduzido melhor dizendo, em que por junto ficaram as modalidades diversas. Realidade que agora levará tempo a compor e repor, naturalmente, com tantas questões urgentes a resolver. Mas se anseia que venha a ser alargada a exposição permanente e completada tal extensiva riqueza patrimonial e museológica, quando for possível.

Ora, também como durante os anos recentes no Museu do FC Porto quase só foram salientados maioritariamente feitos e intervenientes dos 42 anos da Direção iniciada em abril de 1982 e terminada em abril/maio de 2024, muitos outros foram passando ao esquecimento. Mas não só, mesmo mais casos ainda desses tempos, também. Não admirando que muitos e muitos nomes de antigos servidores do FC Porto sejam hoje desconhecidos, pelo menos das gerações mais novas. Como no caso desta vez a recordar.

Podia-se colocar como num exercício de memória a ver quem se lembrava ou acertava, mas não vale a pena e o melhor é ir diretamente ao tema. Sendo desta feita ocasião de lembrar o antigo treinador da Natação do FC Porto, Martin Kalk. Relembrando uma entrevista que lhe foi feita na Revista “Bancada”, em seu número de FEVEREIRO DE 1982. Através da qual se vislumbra o que ele foi então no FC Porto, no tempo dos célebres “Golfinhos das Antas”, ainda no tempo da presidência do Dr. Américo Sá.

Armando Pinto

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terça-feira, 30 de julho de 2024

Lembrando Albertino: o futebolista-pintor que foi e é artista em seus misteres

 

Em finais de julho de 1979 foi acertada a transferência de Albertino para o FC Porto, concluída depois em inícios de agosto. Concretizando-se finalmente, então, essa mudança há muito falada e esperada, mas que tivera anteriormente diferentes circunstâncias e rumos. Após ele já ter vestido a camisola do FC Porto numa digressão ao Perú, ainda apenas por empréstimo do anterior clube, e entretanto ter sido mesmo anunciada a sua contratação, sem se ter concretizado. Mas como o destino marca a hora, conforme se diz, acabou mesmo por ser mais tarde, e mais vale tarde que nunca. Havendo Albertino passado a vestir a camisola azul e branca de vez e a sério a partir da época de 1979/80.

Vem assim a talhe lembrar esse mesmo Albertino que para sempre ficou portista, além de ter ao mesmo tempo com o futebol, dividido sua arte pela pintura, também.

Ao Albertino já neste blogue foi dedicada uma anterior lembrança, através de respigos da revista “Ídolos”. Facto que dispensa aqui mais descrições sobre sua carreira. Mas como nunca será demasiado acrescentar algo mais, desta vez reforça-se a memorização deitando mãos e olhos ao que dele foi publicado na “Revista dos Desportos BANCADA” (de que era Chefe de Redação o amigo José da Cunha, também antigo colaborador do jornal O Porto), em seu n.º 3 de janeiro de 1982.


Armando Pinto

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- Para relembrar o anterior artigo, aqui publicado em 2013, “Albertino: Artista com Alma Portista…” - clicar em

https://memoriaporto.blogspot.com/2013/04/albertino-artista-com-alma-portista.html

A P