Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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sábado, 11 de agosto de 2012

19ª Supertaça para o F. C. Porto, com golo de estreia à Jackson…!


Qual filme normal, há sempre um artista que nunca morre nas fitas de cinema; e mais até quando marca um momento especial, tem sempre um final feliz. Então, nas imagens que passam diante dos olhos apaixonados, para ser mesmo filme a sério o artista acaba a beijar a gaja, no fim…


É o que aconteceu na noite deste sábado, no filme do jogo da final da Supertaça nacional, culminando com Jackson Martinez - que, afinal se estreou (como antevimos no artigo anterior) e em grande, mediante um golo cheio de oportunidade, sobre o final do jogo. Com aquela bola cabeceada para golo, acabada por entrar e se envolver no véu da noiva... das redes da baliza. Dando largas, por fim, a tomar o gosto à medalha, levada aos lábios... na avaliação.


Conseguido que foi o mais importante, como é sempre a vitória, começa bem mais esta nova época futebolística. Assim, o F.C. Porto conquistou a sua 19.ª Supertaça de Portugal em 34 edições da prova. Algo que os outros clubes todos juntos não conseguem, nem chegam sequer para alcançar tal soma dos Dragões. Acrescendo que o Clube azul e branco venceu o mesmo troféu pela quarta vez consecutiva. Somando mais o facto desta Supertaça Cândido de Oliveira ser, para já, o 72º trofeu oficial conquistado pelo F. C. Porto, dos que são reconhecidos pelas instâncias desportivas de pleno direito, quanto a títulos de futebol sénior.


Deste modo feliz, a taça segue para o Estádio do Dragão graças a um golo em cima dos 90 minutos de “Cha-Cha-Cha” Martínez, que então marcou na estreia oficial com a camisola dos Dragões, através dum belo golpe de cabeça.


Jackson Martinez, o bem sucedido autor do golo do encontro e que valeu a vitória do F. C. Porto, referiu à comunicação social: «Estava difícil ganhar à Académica. Sabíamos que é uma equipa que corre os 90 minutos. Tentaram jogar bom futebol e com isso complicaram, mas no fim conseguimos vencer, que foi o mais importante. Agora é desfrutar primeiro e pensar que há que continuar a trabalhar. Há coisas melhores para vir. O campeonato vai ser muito mais forte».


Eis assim que a Supertaça fica com o F. C. Porto e as medalhas respetivas ao peito dos Dragões!


Armando Pinto

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Supertaça… e Taça Cândido de Oliveira…!


Um mesmo nome, em duas taças diferentes ?!  Desenvolvimento a seguir - indo lá por partes...
~*~
Está quase aí, prestes a chegar, mais uma final da Supertaça Cândido de Oliveira. Como é oficialmente chamada a Supertaça nacional de futebol, entre os vencedores do Campeonato Nacional, atual Liga, e da Taça de Portugal. Uma prova em que o F. C. Porto tem sido rei, ao longo do historial de tal competição portuguesa, tendo-a vencido já 18 vezes, bem mais que os outros vencedores todos juntos, acrescendo ser ainda o único clube que a venceu em três edições seguidas. 

Não admira que haja forte desejo de manter essa toada vitoriosa, no jogo a disputar em Aveiro, diante da Académica de Coimbra. Como aliás já referiu o "comandante" Lucho González, afirmando à comunicação social que naturalmente o F.C. Porto parte com maior fatia de favoritismo e com grande vontade em conquistar a Supertaça, no sábado. Embora haja algumas condicionantes (acrescentamos nós, como adeptos), atendendo à ausência forçada dos nossos craques brasileiros presentes na final olímpica, quão até o menor tempo de preparação dos internacionais portistas recentemente presentes no Europeu. Contando-se, porém, com o valor do plantel, bem recheado de engenho e arte no domínio do jogo, dentro do campo. Tal qual Lucho González garante que a equipa de Vítor Pereira está ciente de que é «imperativo fazer tudo para conquistar o troféu».


É isso, assim mesmo, perante a importância da prestigiada Supertaça nacional. Disputada, como é atualmente, no início da época – o que tem levado a que o F. C. Porto tenha começado as recentes épocas logo a ganhar!


Esta disputa, agora de pontapé de saída a cada nova temporada futebolística, teve inicialmente outras posições no calendário nacional, jogada a duas mãos, como era, mesmo acabando por ser resolvida já com o campeonato em andamento, inclusive havendo chegado a ter finalíssimas e a durar até outra época imediata. Até que estabilizou oficialmente, no figurino atual. Bem como inicialmente apenas foi chamada Supertaça e depois teve atribuição do nome daquele Homem do futebol, antigo futebolista, treinador e jornalista. Mas, muito antes, curiosamente, o mesmo nome já teve atribuição num outro trofeu, pois houve já uma Taça Cândido de Oliveira. (E… esta heem?!) Da qual, pelo menos, temos notícia duma edição, disputada em 1959/60 e ganha pelo F. C. Porto. Algo que não sabemos se estará contabilizado nas provas oficiais, embora de qualquer modo o F. C. Porto tenha maior número de títulos totais, como se sabe. E pode até já sábado aumentar… 

Pela pertinência, na proximidade da disputa em apreço, trazemos o caso à baila. No conhecimento dessa existência, de que nos dá conta, por exemplo, um excelente trabalho do jornalista António Simões na obra Glória e Vida de Três Gigantes, livro editado em fascículos pelo jornal A Bola.

Ora então, o mesmo nome, em duas taças diferentes?!


Essa taça, na edição referida, teve lugar a duas mãos, em 1960, havendo então o F. C. Porto levado a melhor sobre o outro finalista, o Belenenses, na soma dos dois jogos realizados. Contudo no último e decisivo, em Lisboa, como era costume, o F. C. Porto viu-se prejudicado, com três jogadores expulsos entre rocambolescas ocorrências das que era useiro e vezeiro o sistema BSB - das presidências federativas feudais, cingidas a gerências de Benfica, Sporting e Belenenses… 

Pois da dita taça, efetivamente, dá testemunho um trecho daquele livro, na parte referente ao F. C. Porto, cuja passagem respigamos, para aqui. E basta…


© Armando Pinto

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