Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Uma efeméride: a prestigiada vitória no “Joan Gamper”


Nem sempre se pode andar a apontar datas de efemérides ou eventos, mas casos há que merecem uma atenção mais assinalável. Costumando-se dizer que todos os dias são dias… mas há sempre qualquer coisa a anotar e alguns dias foram e são mais que outros.

Tal o caso de há 28 anos o F C Porto ter ido a território espanhol da Catalunha sob auréola bem evidente da vitória na (ao tempo chamada) Taça dos Campeões Europeus; e de forma categórica então ter vencido um prestigiado torneio internacional, o tradicional do Barcelona com nome do seu fundador. E logo com mais ênfase por no jogo de apuramento a equipa azul e branca ter eliminado o clube organizador, e por fim, na final, ter derrotado o Bayern de Munique…


Ora, perfaz 28 anos nesta data de Agosto que o FC Porto disputou essa final do prestigiado Torneio Joan Gamper, em Barcelona. «Em Camp Nou, o adversário era o Bayern Munique, e a vitória voltou a ser nossa, numa reedição da final de Viena, realizada meses antes. Resultado: 2-0, golos de Semedo e de Madjer - novamente com o pé esquerdo, mas não com o calcanhar - que permitiram trazer o troféu para a cidade Invicta». Como também é recordado no “Dragões Diário”. Isso depois de no anterior jogo de apuramento o F C Porto ter ganho direito de disputar a final ao ter vencido o anfitrião Barcelona por 2-1, com golos de Madjer e Jorge Plácido.


Ficam aqui algumas imagens relativas do acontecimento: Ao cimo, visão sempre apreciada da taça ao alto; depois, aqui acima, um instantâneo da jornada de classificação; seguindo-se foto duma fase do prélio final, e encerrrando, abaixo, com o retrato de família, em apoteose de festa da consagração, como se pode ver.


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Armando Pinto


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domingo, 16 de agosto de 2015

Hernâni e Gomes da Costa: Dois Ícones dos “Jogadores À Porto”!


Ainda não há muitos anos havia noção de desportistas com o chamado amor à camisola, na ideia de afetividade sentida ao clube da camisola que vestiam. Entre atletas das diversas modalidades praticadas no âmbito do ecletismo dos clubes de nomeada, no caso mais amplo das coletividades de maior expressão. Pois nos clubes de menor dimensão, naturalmente, esse facto era ainda possivelmente mais notório. Com a evolução verificada pelo andar dos tempos, especialmente no futebol profissional, tal facto foi-se modificando, até que presentemente o futebol se tornou em algo muito diferente do que antes levou a ser uma grande paixão popular.

Assim, pois, em tempos que lá vão, quando começamos (aqui o autor desta crónica) a sentir predileção portista, dizia-se, como indicação de futebolistas que jogavam nas Antas: - o Américo do Porto, o Hernâni do Porto, o Pinto do Porto, etc. Etc... Tal como pelos anos adiante ainda se dizia o Festa do Porto, o Nóbrega do Porto, o Pavão do Porto, o Rolando do Porto… Ou seja havia então jogadores que passaram praticamente sua carreira no F C Porto. Tanto como Hernâni unicamente esteve uma temporada noutro clube, por via do serviço militar; ao passo que Américo se formou no clube e apenas esteve fora uma época por empréstimo, porque havia outros à frente (depois de seu primeiro ano de sénior como terceiro guarda-redes, até que depois regressou como segundo e por fim ficou a primeiro guardião), enquanto Custódio Pinto veio do Montijo muito novo, ficou até a residir pela área do Grande Porto o resto da vida e só não acabou a carreira de jogador no FCP por ter sido afastado de modo inglório, por fim (dispensado pelo treinador António Teixeira. A modos parecidos, só que menos conhecidos, ao que anos mais tarde aconteceu no caso de Fernando Gomes, prejudicado pelo feitio do pequenote Otávio). Acrescendo mais o facto de alguns outros terem tido propostas de transferências, que não quiseram (como Virgílio, Rodolfo, etc. etc.) e, só por isso mesmo, não chegaram a conhecer situações de terem de defrontar o F C Porto, mas assumiram-se de corpo e alma no clube em não terem querido sair. Por entre os muitos que, dentro do possível, se mantiveram fieis ao F C Porto, assim como vários houve que simplesmente conheceram em seu corpo a camisola azul e branca do clube do emblema encimado pelo mítico Dragão.

Acima disso, contudo, é de salientar ter havido casos de alguns futebolistas de caracter portista, tal, que levou a que não quisessem defrontar o F C Porto aquando de confrontos da equipa do seu Porto diante dos clubes em que estavam momentaneamente; além do caso de um que se recusou a jogar noutra equipa para não ter de defrontar a sua. Vindo assim a talhe os exemplos de Cesário Bonito, Francisco Gomes da Costa e Hernâni Ferreira da Silva. Não sendo tão conhecido o episódio do primeiro, o Dr. Cesário Bonito, por o memo não ter atingido saliência maior como praticante, pois jogara nas eras de diversas categorias ao tempo existentes (primeiras, segundas e terceiras equipas, em épocas recuadas dos primórdios do futebol a sério pelas bandas da nossa Pátria); mas esse, que depois veio a ser Presidente da Direção (e ficou mais conhecido como um grande Presidente do F C Porto), em jovem se havia recusado a defrontar o F C Porto quando foi estudar para Coimbra e teve convites para jogar na Académica. Já Gomes da Costa (do tempo do Pinga), ficou celebrizado como bom avançado, e Hernâni (maioral do tempo de Barrigana, Virgílio, Pedroto, Arcanjo, e também ainda de Perdigão, Américo, Azumir, etc.) foi quem se sabe, um senhor do futebol e do F C Porto.



Esses são, por assim dizer, paradigmas dos jogadores à Porto de antigamente. Se bem que, depois, na evolução dos tempos, houve também outros que souberam sempre ser bons profissionais e ficaram no gosto das pessoas que sentiam e sentem o clube. Como hoje ainda felizmente os há, de outra maneira, interessando haver os que dentro do campo, quando estão com a camisola do F C Porto colada ao peito, dão tudo o que podem pelo clube que representam.

Neste prisma, de jogadores de carisma especial, juntamos os dois exemplos mais sintomáticos: Gomes da Costa e Hernâni Silva. O Dr. Gomes da Costa, que mais tarde foi pessoa também carismática no município de sua terra, em Vila Pouca de Aguiar (referindo-se isto para que não possa haver qualquer confusão com outro de mesmo apelido, o velho militar dos compêndios históricos); e mais o sr. Hernâni, que por fim foi dirigente no F C Porto e pessoa do maior respeito civil e desportivamente, como reza a história, imclusive com nome numa rua da sua terra, em Águeda.



Para o caso, como ilustração documental, apresentamos alguns recortes, primeiro, aí acima, dum trabalho historiador de Rodrigues Teles, sobre os Internacionais A de futebol do F C do Porto, aquando da colocação da galeria (em quadros emoldurados) dos Internacionais Portistas na sede do F C Porto (editado em brochura em 1968/69 e posteriormente publicado em fascículos no jornal O Porto de 1969 a 1970). Bem como, por fim, aqui abaixo, colocamos (respeitante a Hernâni) um respigo dum exemplar da pequena revista “Seleções Desportivas”, de 1978 e (sobre Gomes da Costa) uma ficha inserta na “Enciclopédia do Desporto”, volume 4, edição Quidnovi, de Julho de 2003.



Armando Pinto

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sábado, 15 de agosto de 2015

Cristiano – Bandeira referencial do hóquei em patins do F C Porto


Fazendo justiça ao lugar que representa na história da atividade do hóquei patinado portista, Cristiano Trindade Pereira, o hoquista Cristiano, é reconhecido nos meios conhecedores da memória dessa modalidade especial do desporto português. Não admirando que seja um hoquista sempre lembrado.

Nesse pé, com patins obviamente, como quem diz ao correr da crónica, Cristiano teve também lugar em espaço honroso da edição de sábado do Jornal de Notícias, no suplemento histórico-cultural Ataque, neste feriado Dia Santo de 15 de Agosto – conforme recorte que respigamos. Dando nota aqui desta ocorrência em dia de futebol atrativo no Dragão, para recordar a importância de mais uma estrela do F C Porto, porque o que enleva o F C Porto merece um cantinho especial no memorial do mundo azul e branco.


E, acresce ainda: Cristiano, que entretanto também já recebeu o Dragão de Ouro como hoquista e treinador de hóquei em patins, havia sido anteriormente galardoado com o Troféu Pinga, prémio antecessor do atual galardão máximo do clube, como relembramos na foto cimeira, diante de sua representatividade clubista, como aconteceu em factos como igualmente demonstra a foto de baixo (sendo as duas de arquivo do autor destas linhas).



Armando Pinto
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Chuva e Constelação de Estrelas – galeria de guarda-redes históricos do F C Porto


A meteorologia destes dias não deixou ver muitas estrelas pelo ar, perante o semblante nublado e aspeto chuvoso destes dias de meio de Agosto, como que contrariando o que estava anunciado para esta altura do ano, entre nós. Ficando mais uma vez a sensação desta zona do planeta terra não dar grande visão da chamada chuva de estrelas.

Ora, tal facto, duma noite de estrelas cadentes, é um fenómeno astronómico normalmente visível, sendo neste caso anual com possível maior projeção na já passada noite de 13 de Agosto. Designado isso também por chuva de Perseidas, essa ocorrência mais conhecida por chuva de estrelas voltou então a colocar gente de olhos postos nos céus, de certo modo sem sequer ver estrelado o firmamento.

Contudo, apesar do pouco campo de visão atmosférico pelos ares portugueses, outras estrelas podem ser vistas por estes tempos, com a chegada de nomes brilhantes do futebol internacional ao campeonato português, especialmente com realce para o guarda-redes espanhol e campeão do mundo Iker Casillas. Um senhor guarda-redes de fama mundial, capaz de dar mais visibilidade ao prestígio portista, como se está a passar, estando o F C Porto na moda – como reflete a imprensa, conforme ilustramos através de excerto (ao lado) da primeira página d’ O Jogo desta quinta feira.


Pois Casilhas, como grande nome do universo futebolístico e exemplo de presença no panorama desportivo, de modo especial traz um brilho mais cintilante à defesa e expansão da marca FC Porto, como ainda dá continuidade à tradição de bons guarda-redes na história do F C Porto. A pontos que fica mais cintilante a autêntica constelação de guarda-redes históricos, como foram e são muitos dos bons guardiões das balizas Portistas.


Na oportunidade, vem a propósito evocar alguns dos grandes vultos que defenderam as balizas do grande baluarte nortenho português. Merecem, pois, uma homenagem na recordação dragoniana tais símbolos referenciais da guarda do reduto do clube Dragão.

= Siska e Soares dos Reis I =


= Barrigana e Acúrsio Carrelo =

= Pinho e Américo =

= Armando e Tibi =

= Fonseca e Zé Beto =

= Baía e Helton =

= Casillas =

A tradição de grandes guarda-redes remete a inesquecíveis monstros das balizas, desde Siska, passando por Soares dos Reis, Barrigana, Acúrsio, Pinho, até ao grande ídolo Américo, dos tempos de inícios do Portismo do autor festas linhas, e sucessivamente mais alguns valorosos bons exemplos Portistas como foram Armando, Rui, e depois Tibi, Fonseca, Zé Beto, seguindo-se o inesquecível Mly de Viena e Tóquio, mais o mui titulado Vítor Baía, passando pelo seu sucessor Helton, ainda em boa forma para qualquer eventualidade, e agora Casillas, a encher o peito da família portista com o tamanho de sua presença entre os postes da baliza.








Em tal galeria de estrelas com aura sublime, de entre feições atléticas memoráveis, de rostos acima recordados, evocamos de modo particular alguns casos, conforme textos dignos de perpetuação na memória Portista. Tal o caso de algumas páginas de livros e revistas que fazem história do grande clube azul e branco, que deixamos contar por si, quanto falam as respetivas crónicas.


( A seguir) Do que veio n' "O Norte Desportivo", desde Caracas, a reportar à participação do F C Porto e do Real Madrid no Mundialito, em meados da década de sessenta, prova também chamada Pequena Taça do Mundo e então disputada na Venezuela:


«Em entrevista concedida à Radiotelevisão, o célebre Di Stefano referiu-se assim ao grupo português» (e extensivamente ao guarda-redes portista que defrontou):
«… A equipa do F. C. do Porto é bastante boa e falta-lhe mais qualquer “contacto”. Considera-a no nosso nível e o resultado que defendeu é bastante bom. Quanto aos seus futebolistas confesso que me surpreendeu encontrar um guarda-redes da categoria de… Américo. Esse Américo é um guardião de muita categoria e com lugar em qualquer equipa internacional. Teve algumas defesas de classe excepcional. Posso dizer, com toda a sinceridade, que Américo é um dos melhores guarda-redes que tenho visto.  E, olhe que teve um trabalho aturado para aguentar os nossos constantes ataques.»



ARMANDO PINTO
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