A 16 de maio de 1984 o FC Porto pela primeira vez chegava a
uma final europeia de futebol, estando presente na disputa da final da Taça das Taças,
também conhecida por Taça dos vencedores das taças, nesse ano realizada na Suíça. Ocorrendo então aquela noite que ficou considerada negra em Basileia: «Do lado de lá estava um adversário com cinco Campeões do Mundo pela Itália e
estrangeiros do gabarito de Platini, mas o grande trunfo da Juventus chamou-se
Adolf Prokop. O árbitro alemão que espiava para a polícia política do RDA -
enquanto embrulhava resultados do lado de lá do Muro - levou a “velha senhora”
Juventus ao colo quando não marcou dois penáltis contra os transalpinos nem
falta de Boniek sobre João Pinto no lance do 2-1.
Ora, essa triste memória vem à tona das lembranças porque,
apesar de tudo, ainda houve portugueses que sentiram a afronta ao país, através
do futebol. Embora houvesse alguns que ficaram contentes com o sucedido, como
se notou em conversas públicas, mais programas televisivos e peças
jornalísticas. Mas a esses a resposta foi adequada pelo tempo adiante… Pois
como se costuma dizer que pragas rogadas com razão surtem efeito, além da praga
de Guttman contra o Benfica, depois pegou mesmo a praga dos portistas ofendidos e
plenos de razão contra benfiquistas e sportinguistas, tanto que os dois clubes
da segunda circular de Lisboa desde aí perderam todas as finais europeias de
seniores em que se viram envolvidos…
Assim, na oportunidade, calha a propósito lembrar que meses
depois, da final de Basileia, após campanha nacional em outubro seguinte foi entregue ao FC Porto
uma taça de reparação e reconhecimento, através de subscrição pública a reverter
para esse grande taça de prata… que aqui se recorda.
Com efeito, a 11 de outubro de 1984 foi entregue publicamente ao FC Porto uma significativa taça grande, recebida através dos jogadores ao tempo integrantes da equipa principal na época de 1984/85, em representação dos heróis de Basileia de 1984, como resposta ao facto de, meses antes, a equipa do FC Porto ter sido despojada da Taça das Taças frente à Juventus. Então foi solenemente dada uma réplica do troféu, oferecida por adeptos do clube FC Porto e de outros clubes. Tendo esse grandioso troféu, avaliado em mais de mil contos (em linguagem da época), resultado de uma subscrição pública, a que aderiram inclusive clubes vários; e foi entregue ao FC Porto no Teatro Rivoli, no Porto, durante as gravações do concurso televisivo “1, 2, 3” da RTP.
E no atual Museu FC Porto by BMG, no estádio do Dragão, está em vitrina significativa – embora presentemente ainda com legenda errada, pois não foi oferecida apenas por sócios do clube, mas também por um universo nacional que incluiu clubes adversários e inclusive o Presidente da República desse tempo... .
Em remate de enquadramento memorando (com recurso a uma das revistas guardadas pelo autor desta lembrança), recorda-se a expressão do caso através do que na época foi publicado na "123 revista", própria de divulgação e programação do programa desse nome da estação televisiva RTP – conforme se regista com imagens das respetivas capa e contracapa, mais páginas interiores, reportando tão mediática ocorrência.
ARMANDO PINTO


























































