Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 16 de maio de 2023

Na efeméride da infeliz noite Uefeira da final da Taça das Taças de Basileia/1984 - lembrança da Taça Reparação oferecida depois por portugueses via programa 1,2,3 da RTP...

A 16 de maio de 1984 o FC Porto pela primeira vez chegava a uma final europeia de futebol, estando presente na disputa da final da Taça das Taças, também conhecida por Taça dos vencedores das taças, nesse ano realizada na Suíça. Ocorrendo então aquela noite que ficou considerada negra em Basileia: «Do lado de lá estava um adversário com cinco Campeões do Mundo pela Itália e estrangeiros do gabarito de Platini, mas o grande trunfo da Juventus chamou-se Adolf Prokop. O árbitro alemão que espiava para a polícia política do RDA - enquanto embrulhava resultados do lado de lá do Muro - levou a “velha senhora” Juventus ao colo quando não marcou dois penáltis contra os transalpinos nem falta de Boniek sobre João Pinto no lance do 2-1. 


Espoliados do troféu, os atletas azuis e brancos revoltaram-se contra o “roubo histórico” que os impediu de erguer a Taça das Taças.» Revolta sofrida extensivamente aos dirigentes e sobretudo à massa associativa e mundo de adeptos azuis e brancos.

Ora, essa triste memória vem à tona das lembranças porque, apesar de tudo, ainda houve portugueses que sentiram a afronta ao país, através do futebol. Embora houvesse alguns que ficaram contentes com o sucedido, como se notou em conversas públicas, mais programas televisivos e peças jornalísticas. Mas a esses a resposta foi adequada pelo tempo adiante… Pois como se costuma dizer que pragas rogadas com razão surtem efeito, além da praga de Guttman contra o Benfica, depois pegou mesmo a praga dos portistas ofendidos e plenos de razão contra benfiquistas e sportinguistas, tanto que os dois clubes da segunda circular de Lisboa desde aí perderam todas as finais europeias de seniores em que se viram envolvidos…

Assim, na oportunidade, calha a propósito lembrar que meses depois, da final de Basileia, após campanha nacional em outubro seguinte foi entregue ao FC Porto uma taça de reparação e reconhecimento, através de subscrição pública a reverter para esse grande taça de prata… que aqui se recorda. 

  

Com efeito, a 11 de outubro de 1984 foi entregue publicamente ao FC Porto uma significativa taça grande, recebida através dos jogadores ao tempo integrantes da equipa principal na época de 1984/85, em representação dos heróis de Basileia de 1984, como resposta ao facto de, meses antes, a equipa do FC Porto ter sido despojada da Taça das Taças frente à Juventus. Então foi solenemente dada uma réplica do troféu, oferecida por adeptos do clube FC Porto e de outros clubes. Tendo esse grandioso troféu, avaliado em mais de mil contos (em linguagem da época), resultado de uma subscrição pública, a que aderiram inclusive clubes vários; e foi entregue ao FC Porto no Teatro Rivoli, no Porto, durante as gravações do concurso televisivo “1, 2, 3” da RTP.


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Pois... A primeira final europeia de futebol em que o FC Porto esteve presente resultou numa das mais gravosas roubalheiras internacionais vistas por muita gente, pela transmissão da televisão via Eurovisão. Sendo como tal uma daquelas “coisas” que não dá gosto recordar, mas não se pode esquecer. Associando-se sempre aquilo a uma espécie de jogada de bastidores, que mais tarde teve ainda outros contornos, incluindo algo relacionado ao que sucederia anos depois com um jogador daquela equipa italiana desse tempo, mais tarde dirigente do organismo europeu do futebol. Como tal sem se poder esquecer, para haver memória do mal que foi feito ao FC Porto dessa vez ao nível europeu, por então terem estado em jogo outros interesses, de marcas em equipas de poderes (sendo a Juventus patrocinada por importante marca de automóveis). Havendo isso originado depois que, em Portugal, através dum programa televisivo de grande impacto, à época, tivesse havido uma campanha a procurar redimir o facto de essa taça não ter ficado onde devia ser. Caso que, isso sim, é de recordar melhor e vem a talhe sempre que surge um motivo a avivar a memória de tal ferida, ocorrida a 16 de maio no distante ano de 1984. Tendo presente a taça grande que ficou no Museu do FC Porto, vinda do Programa de televisão 1, 2, 3 ("Um, Dois, Três") da RTP.


De realçar que essa campanha teve aderência e participação de grande número de tele-espetadores anónimos e gente conhecida, entre os quais Ramalho Eanes, então Presidente da República. Tendo tido apoio de Benfica, Belenenses e Vitória de Setúbal, também.


Ora, havendo o desfecho desse jogo tirado ao FC Porto praticamente a taça em disputa, além de um penalti descaradamente roubado ao Porto, mais um outro pelo menos duvidoso, e sobretudo com o golo decisivo a ter resultado duma evidente falta do avançado polaco Boniek, um dos estrangeiros então ao serviço da Juventus (tal como o francês Platini que ficou com a ficha manchada pelos casos conhecidos em que esteve associado ao longo dos tempos, entre o que para sempre fica ligado ao que se falou e escreveu nesse tempo)… mais tarde foi tentado reparar de alguma forma essa realidade em Portugal com a entrega de uma taça honrosamente reparadora. Facto concretizado, finalmente, através de iniciativa dum programa televisivo, chamado “1,2,3” da RTP, de Lisboa, por meio de subscrição pública. Havendo a entrega sido efetuada em outubro de 1984 durante a realização ao vivo duma edição desse programa, então realizado propositadamente num palco da cidade do Porto, no Rivoli, com a presença dos jogadores do plantel do FC Porto, sendo a taça entregue a Gomes, Zé Beto, Lima Pereira, João Pinto, Jaime Magalhães, Frasco, Inácio, Eurico, Costa e C.ª (assim como, porque se estava já em período da época seguinte, também alguns novos, como Futre) – conforme se recorda aqui e agora, também, com imagens de reportagem da publicação respetiva do mesmo programa, na então existente ”1,2,3 revista”


Dias depois, no jogo então disputado nas Antas, essa valiosa e estimada taça foi entregue à Direção do FC Porto, sendo pelas mãos do Presidente Pinto da Costa mostrada ao público presente no estádio do FC Porto.


Após isso ficou a taça orgulhosamente encimando uma das estruturas de troféus da antiga Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães, no estádio das Antas, em exposição histórica do FC Porto.


E no atual Museu FC Porto by BMG, no estádio do Dragão, está em vitrina significativa  embora presentemente ainda com legenda errada, pois não foi oferecida apenas por sócios do clube, mas também por um universo nacional que incluiu clubes adversários e inclusive o Presidente da República desse tempo... .


De seus 23 quilos de prata, em fabrico de joalharia que custou 1. 300 Contos (no dinheiro da época), tem peso e tamanho à medida da dimensão de seu significado! 

Em remate de enquadramento memorando (com recurso a uma das revistas guardadas pelo autor desta lembrança), recorda-se a expressão do caso através do que na época foi publicado na "123 revista", própria de divulgação e programação do programa desse nome da estação televisiva RTP – conforme se regista com imagens das respetivas capa e contracapa, mais páginas interiores, reportando tão mediática ocorrência.  



ARMANDO PINTO

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sábado, 13 de maio de 2023

BIBLIOGRAFIA DO AUTOR - ATUALIZAÇÃO /ABRIL 2023

 

Obras publicadas:

- Livro (volume monográfico) «Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras»; publicado em Novembro de 1997. Edição patrocinada pelo Semanário de Felgueiras.
- Livro «Associação Casa do Povo da Longra – 60 Anos ao Serviço do Povo» (alusivo ao respetivo sexagenário, contendo a História da instituição - Abril de 1999). Edição da Casa do Povo da Longra.
- Livro (de contos realistas) «Sorrisos de Pensamento – Colectânea de Lembranças Dispersas»; publicado em Outubro de 2001Edição do autor.
- Livro (alusivo da) «Elevação da Longra a Vila» - Julho de 2003Edição do autor.
- Livro (cronista do) «Monumento do Nicho Nas Mais-Valias de Rande» – Dezembro de 2003 (oferecido à Comissão Fabriqueira paroquial, destinando receita a reverter para obras na igreja). Edição do autor.
- Livro «Padre Luís Rodrigues: Uma Vida de Prece Melodiosa» – Na passagem de 25 anos de seu falecimento; publicado em Novembro de 2004Edição do autor.
- Livro «S. Jorge de Várzea-História e Devoção», publicado em Abril de 2006Edição da Paróquia de Várzea.
- Livro «Futebol de Felgueiras – Nas Fintas do Tempo» (sobre Relance Histórico do F. C. Felgueiras e Panorâmica Memorial do Futebol Concelhio, mais Primeiros Passos e Êxitos do Clube Académico de Felgueiras) – Edição do autor, pub. Setembro de 2007.
- Livro "Destino de Menino" - dedicado ao 1º neto - Dezembro de 2012, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro "Luís Gonçalves: Amanuense - Engenheiro da Casa das Torres", edição patrocinada pela fábrica IMO da Longra - biografia de homenagem ao Arquiteto do palacete das Torres, de Felgueiras - Janeiro de 2014.
- Livro "História de Coração" - dedicado ao 2º neto - Novembro de 2015, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro “Torrente Escrita – em Contagem Pessoal”, ao género autobiográfico – Dezembro de 2016 - edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente (apenas para partilha familiar).
- Livro “História dum Brinquedo que não se pode estragar”, dedicado ao 3º neto - em Fevereiro de 2019, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro “Luís de Sousa Gonçalves O SENHOR SOUSA DA IMO”, edição patrocinada pelo IESF-Instituto de Estudos Superiores de Fafe – biografia de homenagem ao fundador da fábrica de metalurgia IMO da Longra – novembro de 2019.
- Livro "Ciclistas de Felgueiras", publicado em Janeiro de 2020, através da editora Bubok Publishing, A. L. , e apresentado publicamente em Março seguinte. Edição do autor. Sobre os cicilstas e homens do ciclismo naturais de Felgueiras que correram e andaram no dirigismo ao mais alto nível desportivo, tendo participado na Volta a Portugal em bicicleta e no caso do mais famoso também em importantes provas no estrangeiro. 
- Livro Um tal Covid na história familiar… num sorrido de vida” - dedicado ao 4º neto / Dezembro de 2022, em edição restrita do autor, numerada e autenticada pessoalmente.
- Livro "50 ANOS DE NAMORO! - Primavera / Verão de 1973 a 2023" - dedicado à esposa, em edição restrita do autor e autenticada pessoalmente / abril de 2023.



E
Livros oficiais (alusivos a realizações de eventos), entretanto também publicados:

- «1ª Mostra Filatélica e Exposição Museológico-Postal da Casa do Povo da Longra» (relativa a Semana Cultural de abrangência comemorativa do centenário do aviador Francisco Sarmento Pimentel e octogenário do Correio da Longra - Julho de 1995).
- "FREGUESIA de RANDE (S. Tiago) e POVOAÇÃO da LONGRA - Rande" - Coordenação geral e autoria de alguns textos - Publicação patrocinada pela Junta de Freguesia de Rande, a reverter para obras da igreja paroquial de Rande - Março de 1996.
- «1º Festival Nacional de Folclore “Longra/97”» (englobando partes historiadoras e galeria diretiva da Associação Casa do Povo da Longra - Maio de 1997).
- «2º Festival de Folclore do Rancho da Casa do Povo da Longra» (contendo Lendas e Narrações das freguesias da área da instituição - Setembro de 1998).
- «3º Festival de Folclore da Longra – Memória etnográfica do sul Felgueirense e afinidades concelhias» (Julho de 1999).
- «4º Festival de Folclore da Longra – Celebração Folclórica do sul Felgueirense» (Julho de 2000).
- «Evocações da Festa Paroquial de S. Tiago de Rande» (Julho de 2000 - de promoção à festa desse ano, por solicitação (e edição) da respetiva comissão organizadora, traçando panorâmica das festas antigas.)
- «Rancho da Casa do Povo da Longra-Sete anos depois... em idade de razões» (Maio de 2001 – livro comemorativo do 7º aniversário do mesmo agrupamento e também alusivo ao 5º Festival de Folclore da Longra, de Julho seguinte – incluindo texto de fundo narrativo do “Conto de um Rancho Amoroso”, sobre a história do grupo em questão.)
- «6.º Festival do Rancho da Casa do Povo da Longra – Desfile de Oito Anos de Vida» (Junho de 2002).
- «7.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Danças Mil em Nove Anos de Folclore» (Junho de 2003).
- «Grupo de Teatro da Casa do Povo da Longra – Sete Anos na Arte de Talma Associativa» (Outubro de 2003 – Livro historiador do respetivo agrupamento, em tempo do seu sétimo aniversário). A pedido (e edição) do Grupo de Teatro da CP Longra
- «8.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Alcance duma Década Etno-partilhada» (Junho de 2004).
- «9.º Festival da Associação Casa do Povo da Longra – Comunhão de Tradição Associativa» (Junho de 2005).


Mais participação em revistas de teor local e clubístico...


Assim como (além de colaboração em jornais, ao longo de muitos anos, em episódicas participações em jornais diversos e mais regularmente quer no jornal O Porto entre 1974 a 1980, no Mensageiro da Longra em 1978, no Notícias de Felgueiras enre 1985 a 1995 e no Semanário de Felgueiras desde 1996 até à atualidade), ainda, algumas participações em livros literários e publicações diversas


ARMANDO PINTO
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sexta-feira, 12 de maio de 2023

Efeméride da conquista conseguida por Américo do Prémio Somelos-Helanca d' A Bola - em tempo ainda do sistema BSB !

  

A 12 de maio de 1968 Américo foi considerado o melhor jogador do Campeonato Nacional de 1967/1968, ocasião em que com essa distinção conquistava a Iª edição do Prémio Somelos-Helanca. Ocorrência registada em dia das cerimónias noturnas de Fátima.

Ora, porque há efemérides sempre dignas de serem lembradas, vem a propósito evocar esta, em jeito de qualquer coisinha relacionada.

Pois é, este é um tempo, mesmo, em que ecoam na caixa de ressonância da memória diversas passagens do tempo de nossas vidas. Como em casos pessoalmente vividos, há algumas décadas… e curiosamente de ocasiões relacionadas com Américo, meu grande ídolo desportivo de minha infância portista. 

O guardião Américo já antes tinha sido o primeiro guarda-redes a ganhar a 1ª edição da Baliza de Prata, como guarda-redes menos batido em 1964. 

Depois de uma época nos juniores, tendo começado oficialmente na formação portista em 1951, estreara-se como sénior no FC Porto em 1952/53. 

Volvidos anos teve direito à faixa de Campeão Nacional, pois jogou uma vez com a camisola n.º 1 já no campeonato ganho em 1959, fazendo jus à honra acrescida; até que depois alcançou a titularidade em 1961/62. Isso após ter sido suplente de Barrigana, Pinho e Acúrcio, de permeio com intromissão da tropa, cujo serviço  militar obrigou a dois anos de paragem futebolística, seguindo-se alguns anos a terceiro guarda-redes do plantel, com passagem pelas Reservas (equipa B) do FC Porto, incluindo empréstimo por uma época ao Boavista, até que ficou dono das balizas do FC Porto como titular indiscutível da equipa principal portista de 1961/62 a 1968/69 (quando teve de terminar a carreira devido a grave lesão). Disputou 256 jogos oficiais pela equipa A do FC Porto, que lhe valeram 🥇 1 Campeonato Nacional, em 1958/59 e 🏆 1 Taça de Portugal, de 1967/68. Algo assinalável, nesse tempo do sistema federativo BSB… 

Pois em 1968, quão ficou na memória portista, no final do campeonato, em Maio, deu-se o caso de ter ficado então consolidada a vitória do guarda-redes Américo no Prémio de Regularidade "Somelos-Helanca", conforme o nome da firma patrocinadora. Um galardão à época começado a ser atribuído, em pontuação atribuída pelos cronistas do jornal A Bola, ao longo dos jogos do campeonato, precisamente ao mais pontuado e como tal considerado o melhor. Facto mais assinalável por se tratar do jornal vermelho A Bola, tradicionalmente afeto aos clubes de Lisboa e nomeadamente protetor do que for do Benfica.

= Américo (muito depois de ter terminado a carreira do futebol), entre o seu antecessor, Acúrcio, mais atrás; e Vitor Baía, o mais famoso de seus sucessores. =

A propósito, recordamos aqui aquela referida façanha, de Américo ter suplantado a concorrência em pontuação de reconhecimento por um jornal adverso ao F C Porto.

= Foto da equipa do FC Porto no ato de entrega da Taça Somelos-Helanca, ao final da época de 1967/68. Relativa à conquista do Prémio Somelos-Helanca ganho pelo guarda-redes Américo, como futebolista mais regular e valioso dessa época. Esta pose conjunta seguiu-se a Américo ter recebido em mãos esse trofeu (tendo sido fotografado individualmente junto a essa taça grande, em foto que estava junto à mesma na primeira Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães, na antiga sede do clube, da Praça do Município). Estando nesta foto da cerimónia de entrega (em cima e da esquerda para a direita): Jaime Silva, José Rolando, Bernardo da Velha, Valdemar, Américo, Rui, Fernando, Sucena, Eduardo Gomes; (e em baixo, pela mesma ordem) Lisboa, Luis Pereira, Djalma, Malagueta, Custódio Pinto e Ricardo. 


É uma das lendas do clube, com placa alusiva no passeio da fama junto ao pavilhão Dragão Arena, e está imortalizado no Museu do FC Porto através duma sua camisola numa vitrina e por uma estátua no cimo do autocarro da AT "Destino: Vencer".


Américo, o “Baliza de Prata”, como era também conhecido por ter sido o primeiro guarda-redes que venceu igualmente tal troféu (esse da Agência Portuguesa de Revistas), é efetivamente um nome histórico e motivo de constante recordação.

Em vista disso coloca-se aqui um recorte alusivo da época, respigado do jornal O Porto; assim como uma apreciação contemporânea, meses depois, sobre a sua forma, sabendo que viria a abandonar o futebol passados meses devido a grave lesão. Guardando a atualidade dele constar no museu do F C Porto By BMG com uma estátua, embora de modo pouco visível, estando em cima do autocarro incluído no espaço museológico.


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Mas  não está tudo. Porque, a talhe da passagem da temporada celebrativa de Fátima, algo ficou na memória também, na relação com a admiração pessoal nutrida por esse grande valor da história portista. Tendo acontecido que há uns anos bons, ainda antes do FC Porto ter sido Campeão Europeu de futebol (pois um ano antes havia sido de hóquei em patins) eu fui, em maio de meio da década de oitenta,  também um dos peregrinos a fazer o caminho de Fátima a pé. E nessa caminhada por etapas, no dia em que passei pela zona onde Américo residia, e vive ainda felizmente, ao deparar-me com as placas indicativas da sua terra afetiva, logo me veio à ideia esse grande guarda-redes, imaginando como gostaria de um dia o visitar e poder ver in loco coisas suas que eu tanto gostava de ver quando ele defendia as balizas do meu Porto. E não é  que, passados anos... houve um dia em que pude mesmo estar com ele no seu museu particular, em sua casa?!  E depois disso até já pude colaborar com algo que poderá em breve ver a luz da publicação. 


Ora, Américo, entre tantos prémios e distinções, ao longo de sua grandiosa carreira, recebeu mesmo esse galardão que era atribuído pelo pessoal do jornal A Bola. Logo na primeira edição de tal prémio de regularidade da época. Havendo recebido naturalmente outros mais importantes. Porém esse ressaltando sobremaneira por ter sido de onde vinha... Em sinal de seu valor ultrapassar então as barreiras do clube, levando a de vez em quando também os do regime até reconhecerem que ele era mesmo bom, o melhor de seu tempo ! 

Armando Pinto
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terça-feira, 9 de maio de 2023

Livro "ÓSCAR CRUZ Trajeto de Vida" - obra enriquecedora da Biblioteca Portista!

Eis um livro esperado. O livro do amigo sr. Óscar da Silva Cruz, de nosso mundo de amizades portistas.

Apresentado publicamente há já algum tempo, mas porque na ocasião não me foi possível marcar presença na sessão para que também estava convidado, o autor deste blogue tem agora em mãos, finalmente, o livro ”ÓSCAR CRUZ Trajeto de Vida”  de cariz biográfico sobre o percurso do histórico diretor das obras do FC Porto entre os anos 80, 90 até 2000 e principal obreiro do Rebaixamento das Antas, no aumento da lotação do estádio das Antas, o sr. Óscar Cruz.

Assim sendo está mais enriquecida a biblioteca pessoal do autor deste blogue, com esta obra que reforça a coleção portista particular, tratando-se dum livro que fortalece o acervo histórico-literário de temática portista, podendo como tal considerar-se um bom livro enriquecedor da Biblioteca Portista.

Agora que já lhe pude deitar os olhos da atenção pessoal, e o tenho comigo, posso dizer que este é um livro de fácil leitura, em estilo de escrita rápida que cativa bem o sentido da consideração, dando testemunho da história de vida bem vivida e melhor realizada desse senhor que é também bem retratado pela escrita, à imagem da sua atenta afabilidade.

Exprimindo na primeira pessoa: 

- Livro este para o qual com muita honra pude colaborar, dentro do solicitado, com envio de algumas imagens de literatura portista do arquivo pessoal. 

Com efeito, sendo o FC Porto como sempre foi no âmago particular uma família, no conceito de Família Portista, teve o autor deste blogue a boa sensação de ter podido contribuir com algo mais para a preservação da Memória Portista. Desta feita com pessoal contribuição, dentro do possível e de quanto foi necessário, para a elaboração deste interessante livro, entretanto publicado e apresentado. Reportando sobre o período em que esteve como Diretor de Obras e Instalações do FC Porto o depois também Vice-Presidente da Direção Portista sr. Óscar Cruz, no enquadramento histórico das primeiras décadas do tempo de consolidação do FC Porto sob a Presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa.  


Retenha-se como enfoque que o livro versa bem sobre o histórico Dirigente Óscar da Silva Cruz, o homem das obras de solidificação do FC Porto, desde a primeira Loja Azul (trisavó ou mais da atual Loja do Dragão...) até ao início da piscina olímpica, que esteve nos planos de ampliação da cidadela desportiva das Antas, e de modo especial Dirigente da concretização do rebaixamento das bancadas para aumento de lotação do estádio das Antas.

Ora, o inicial período inesquecível dessa retoma da vida do FC Porto, como foi então após a eleição de Pinto da Costa em 1982, teve diversos contribuintes diretos à normalização que tornou possível o seguinte engrandecimento do Clube. Entre os quais efetivamente esteve Óscar Cruz, que tomou a seu cargo as instalações e manutenção física do património portista, além de junto com outros ter possibilitado a reabilitação do clube, como colaborador ativo e apoiante do Presidente, nesse período dos diretores sem sono, tal o tempo que os mesmos tiveram que dedicar à orientação clubista.

Ora, agora que o livro já cá canta, como se diz, cantando bem aos olhos dos sentidos de quem gosta muito de tudo o que seja referente ao Futebol Clube do Porto, relembra-se que anteriormente houve um encontro para antecedente apresentação particular da amostra do livro a dois dos colaboradores de material contributivo à escrita da obra. Tendo aqui o signatário destas linhas tido mais o gosto de estar com esse senhor, como é estar sempre com Gente que ajudou a fazer História do FC Porto. Ficando disso, além do gosto de ter estado pessoalmente com ele e ter ficado seu amigo, também imagens para recordar.

Foi mesmo com grande prazer que vivi esses momentos de convivência com o antigo Vice-Presidente do FC Porto, senhor Óscar Cruz. Junto com outro amigo que também colaborou. Como ilustra da ocorrência uma foto dos três juntos, na ocasião, o sr. Óscar Cruz, eu (Armando Pinto) e o amigo Paulo Jorge Oliveira. E a três se passaram então bons momentos de Portismo, no espaço acolhedor do Restaurante Porto Paraíso, cujo proprietário e sua família Carvalho apoiou  a edição do livro.

Em suma, além do que na ocasião ficou narrado em artigo publicado também aqui neste blogue, permanece bem cá no íntimo essa nossa episódica tertúlia, que o fruto vertido no livro mostra ter valido a pena. 

Agora... está o livro em nossas mãos! Ficando a ter mais documentado esse frutuoso tempo da Vida do grandioso FC Porto!!!


Ali, entre o conteúdo das suas interessantes paginas, aparecem também revelações curiosas, algumas mesmo dignas de realce. Quão sintomática a verdade de alguns episódios, entre os quais ressalta o que está contado na página 140, por exemplo, revelador do carisma portista na verticalidade de Diretores como Óscar Cruz e Alexandre Magalhães, conforme ocorreu numa reunião com uma firma construtora.  Entre curiosidades patentes neste livro. 

Livro que se recomenda e deve fazer parte de todo o bom espólio documental e estimativo dos Portistas atentos e interessados na Vida do FC Porto. 

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Óscar Cruz – Director de 1982/83, primeira Gerência de Jorge Nuno Pinto da Costa, até 1988; Vice-Presidente desde 1988 até 2000.

Armando Pinto

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segunda-feira, 8 de maio de 2023

Título de Campeão Europeu de Hóquei em Patins do FC Porto nos jornais desportivos nacionais…

No dia seguinte ao final da fase final a Oito da Liga dos Campeões Europeus de Hóquei em Patins (Final 8 da Liga dos Campeões – “WSE CHAMPIONS LEAGUE - FINAL 8 2022/2023”) e naturalmente à vitória do FC Porto e consequente conquista do título de Campeão Europeu pela 3.ª vez na modalidade dos patins… regista-se o que sobre isso vem publicado nos jornais desportivos. Sendo o mais efusivo e justo o jornal O Jogo, com direito a destaque na capa e reportagem inserta na segunda e terceira páginas. Enquanto o jornal A Bola, como era de esperar como jornal principalmente benfiquista e também seguidamente com laivos de sportinguista… obviamente fez umas linhas meio envergonhadas, apenas. Ao passo que o jornal Record, como parceiro na organização da fase final dessa prova, naturalmente teve de dar espaço com duas páginas de reportagem, embora na capa simplesmente reservasse um cantinho quase escondido…

Ora, como este foi mais um acontecimento para sempre recordar, os jornais que registam o tema são para guardar. D’ O Jogo toda a parte correspondente, capa e páginas seguintes, e do Record as duas páginas reportadas.

Armando Pinto

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domingo, 7 de maio de 2023

FC Porto Campeão Europeu de Hóquei em Patins 2022/2023 – Vitória na “Champions League”! Feito alcançado pela 3ª vez após 33 anos de espera. Ricardo Ares junta-se a Cristiano e José Fernandes, os treinadores Campeões Europeus da História do Hóquei Portista!

Após 33 anos, a Taça dos Campeões Europeus, agora chamada Liga dos Campeões (“Champions League”) volta a ser do FC Porto. Depois da primeira, no tempo do Cristiano como treinador, em 1985/1986, e da segunda com o então treinador José Fernandes no comando, em 1989/1990, repete agora o feito o treinador Ricardo Ares, num trio de treinadores Campeões Europeus do FC Porto.

Depois duma fase de grupos algo difícil, em que o FC Porto se classificou em 2º lugar do respetivo grupo, e após uma fase final da Taça de Portugal desta época que não foi feliz, a equipa do FC Porto transcendeu-se na fase final da Final a Oito da Liga dos Campeões, eliminando com vitória concludentes o Benfica, valor conhecido português, e o Barcelona, potência do hóquei espanhol e internacional, para chegar à final diante do Valongo, que eliminara Sporting e Oliveirense; enquanto pelo caminho haviam também ficado de fora da prova o Barcelos e o Trissino de Itália, nos jogos com aqueles contendores.


Para registo memorando desta grande vitória, transpõe-se para aqui a crónica da página oficial do FC Porto:


« REIS DA EUROPA, 33 ANOS DEPOIS

7 DE MAIO DE 2023

FC Porto venceu o Valongo (5-1) e sagrou-se campeão europeu de hóquei em patins pela terceira vez.

O sonho tornou-se realidade 33 anos depois e o FC Porto é campeão europeu de hóquei em patins! Esta tarde, em Viana do Castelo, os Dragões venceram o Valongo por 5-1 e colocaram o nome do FC Porto no Olimpo da Europa pela terceira vez na história, depois de 1985/86 e 1989/90.

Quem perspetivou uma final fechada e com duas equipas demasiado encaixadas uma na outra, estava errado. O primeiro grande momento da tarde foi assinado por Rafa, que abriu o ativo em Viana do Castelo num magnífico lance individual (aos 8 minutos). O Valongo respondeu por intermédio de Miguel Moura (13 m), mas daqui até ao intervalo só deu FC Porto. Carlo Di Benedetto (18 m), com um remate indefensável, e Gonçalo Alves (21 m), de livre direto, estabeleceram o 3-1 que o marcador mostrava à ida para o descanso.

O reatamento prometia uma formação valonguense a entrar com tudo para reduzir a desvantagem, mas o que aconteceu foi precisamente o oposto. Em mais um lance pleno de inspiração individual, Carlo Di Benedetto bisou e deu ainda maior conforto ao coletivo comandado por Ricardo Ares (30 m). A partir daqui o encontro perdeu algum frenesim e o FC Porto começou a olhar de outra forma para o avançar do relógio. Facundo Bridge ainda desperdiçou um penálti e Gonçalo Alves não fez melhor num livre direto, mas ainda haveria tempo para Xavier Barroso fazer o 5-1 final (49 m).

Assim que soou a buzina, explodiu a festa azul e branca em Viana do Castelo. Afinal de contas, o FC Porto é campeão europeu de hóquei em patins pela terceira vez na história.

FICHA DE JOGO

FC PORTO-VALONGO, 5-1

Liga dos Campeões, Final 8, final

7 de maio de 2023

Pavilhão Municipal José Natário, em Viana do Castelo 

Árbitros: Miguel Díaz e Rubén Fernández (Espanha)

FC PORTO: Xavier Malián (g.r.), Telmo Pinto, Rafa, Gonçalo Alves e Carlo Di Benedetto

Suplentes: Tiago Rodrigues (g.r.), Xavier Barroso, Reinaldo García (cap.), Ezequiel Mena e Diogo Barata

Treinador: Ricardo Ares

VALONGO: Alejandro Edo (g.r.), Rafael Bessa, Nuno Santos (cap.), Facundo Navarro e Facundo Bridge

Suplentes: Gonçalo Bento (g.r.), Miguel Moura, Francisco Silva e Diogo Abreu

Treinador: Edo Bosch

Ao intervalo: 3-1

Marcadores: Rafa (8m), Miguel Moura (13m), Carlo Di Benedetto (18m e 30m), Gonçalo Alves (21m), Xavier Barroso (49m) »


Armando Pinto
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quarta-feira, 3 de maio de 2023

72.º Aniversario natalicio do mais histórico ícone do hóquei portista: - Parabéns Cristiano!

Cristiano, o histórico hoquista que foi principal bandeira da modalidade dos patins dentro do FC Porto, celebra seu aniversário natalício, nesta data em que apraz soprar 72 velas correspondentes a seus anos. Sendo assim de lhe manifestar nossos Parabéns.  

Cristiano Pereira, também conhecido por Cristiano Trindade Pereira, de seu nome completo Cristiano Joaquim Marques Trindade Pereira, foi como hoquista sénior, ainda em idade de júnior, um grande motor de arranque no aparecimento do hóquei em patins do FC Porto a nível nacional, a meio da década dos anos 60, ultrapassando então a anterior situação do clube apenas como competidor com os melhores do Campeonato Regional. E já como tal, mas ainda com idade de júnior, foi um dos 4 primeiros Campeões Europeus de Juniores do FC Porto, pela seleção nacional da categoria, tal como depois na seleção principal foi o 1.º Campeão Europeu e Mundial do FC Porto. Bem como, uns bons anos mais tarde, foi também o treinador da conquista da 1ª Taça dos Campeões Europeus do FC Porto. 

Sobre seu currículo e tudo o mais, já neste blogue, em diversos artigos ao longo dos anos de existência deste espaço de memorização portista, foram narradas suas façanhas de aléu em riste, como tão bem metia o setique em modo de colher para mandar a bola para a baliza.Tal qual mais tarde como treinador e selecionador campeão deixou forte marca na história do hóquei portista e nacional.  

Parabenizando Cristiano, nesta data de seu aniversário, e mais uma vez, ilustra-se esta mensagem com algumas imagens de cromos e calendários de bolso da coleção pessoal, de modo a diversificar a reportagem de apreço.

ARMANDO PINTO

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