Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 13 de abril de 2025

Na calha da vitória portista no Casa Pia-FC Porto: lembrança dum jogo entre os dois emblemas em data quase coincidente – na distância de 1939 para 2025…!

 

O jogo vitorioso do FC Porto com o Casa Pia, em pleno sábado véspera do Domingo de Ramos, ficou marcado pelo golo monumental de Rodrigo Mora. Além obviamente pelos 3 pontos de tal vitória importante na fase atual.

Ora, além de tudo isso, porque com a vitória deste fim-de-semana fica ampliado o curto histórico de jogos entre as duas equipas, pois até agora das ainda poucas vezes que as equipas dos mesmos dois clubes se encontraram o FC Porto nunca perdeu com os Casapianos, havendo vencido por 10 vezes e apenas empatado uma vez, vem a propósito relembrar um jogo desses, disputado em 1939. Esse, na época de 1938/1939 em que o FC Porto foi vencedor dessa edição do então Campeonato Nacional da 1.ª Divisão (atual Primeira Liga). Por sinal época em que na 1.ª volta do Campeonato Nacional tinha havido uma goleada de 10-0 que o FC Porto aplicara no jogo disputado no Porto com a equipa das camisolas pretas. Enquanto depois na 2.ª volta o FC Porto voltou a vencer, dessa feita triunfando sobre o Casa Pia em Lisboa, por 2-1, com golos de Carlos Nunes e António Santos (e o golo do Casa Pia foi por meio de um penalti repetido, visto o guarda-redes portista Soares dos Reis ter defendido o primeiro, que o árbitro mandou repetir…). Além de o FC Porto ter jogado quase toda a 2.ª parte reduzido a dez unidades, devido a lesão de um jogador (Baptista), por não haver substituições, ao tempo. Sendo esse jogo que apraz recordar, agora, por haver sido disputado a 9 de abril, em 1939, ou seja em tempo de data quase coincidente com este bem presente que o FC Porto foi vencer ao reduto do Casa Pia por um golo sem resposta, a 12 de abril de 2025. E em ambos os casos com o FC Porto a jogar no terreno dos homens do Sul.

Esse jogo foi disputado então em 1939, no antigo Campo do Restelo, onde jogava a equipa de futebol da Casa Pia, instituição sediada ali na área. Campo do Restelo esse que ficava junto à parte ocidental das traseiras do Mosteiro dos Jerónimos, não coincidindo com qualquer parte do que viria a ser o complexo do Estádio do Restelo. Pois não havia ainda o Estádio do Restelo do Belenenses, só inaugurado nos anos 50. De cujo encontro, ali disputado, se  pode ver uma crónica do jornal Os Sports, de Lisboa (notando-se o seu caseirismo lisboeta). 

Do mesmo, ainda se vislumbram algumas imagens do referido antigo periódico, mais uma foto do jornal A Noite, também de Lisboa. Sendo que as imagens reportam à parte da defesa, do lado defensivo do FC Porto, por serem documentos felizmente preservados do álbum do Soares dos Reis – o que foi primeiro guarda-redes internacional do FC Porto e Glória Portista que repousa a paz dos justos no Mausoléu do FC Porto. 


 

Armando Pinto

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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Homenagem ao Fernando Barbot (filho) - histórico do Hóquei em Patins do FC Porto - na data de seu aniversário natalício!

  

Nesta data de 11 de abril celebra seu aniversário natalício o antigo hoquista Fernando Barbot. Fazendo assim anos o Barbot que foi Campeão Europeu na Seleção Nacional de Juniores de Hóquei em Patins no ano de 1969, como se associa dentro da história do FC Porto e do hóquei patinado português. Bem como é identificado também por Fernando Barbot filho, como filho mais velho do senhor Fernando Barbot pai, histórico dirigente do hóquei portuense e portista  sendo como tal este herdeiro o primeiro dum trio de irmãos da lista honorífica de hoquistas do FC Porto.

Nascido no Porto a 11 de abril de 1951, Fernando Manuel Fernandes Barbot Costa perfaz então nesta data mais um seu aniversário natalício. Numa conta significativa de anos de história guardada na retina de suas memórias e no filme memorando das boas amizades ganhas ao longo de sua vida. Motivo que, aqui e agora, em preito de homenagem, com os Parabéns do seu amigo autor deste blogue, leva a uma rememoração de seu percurso desportivo. Juntando numa só memoração algo de alguns artigos que entretanto aqui já lhe tinha dedicado.

Acresce que estando o amigo Fernando Barbot momentaneamente em recuperação de saúde, aproveitamos para lhe desejar melhoras, sempre com bom estado de espírito, à Dragão de sempre. E, como já há algum tempo que não nos vemos, eu lembro-o sempre ao olhar para o stick que ele um dia me ofereceu, o mesmo que ele usou no Europeu de Juniores em Vigo-Espanha. Além de outras recordações físicas e memórias pessoais de amizade e admiração.

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Fernando Barbot é um nome de peso na memória do hóquei portista. Primeiro através do antigo dirigente da secção de hóquei em patins do FC Porto e da Associação de Patinagem do Porto, e depois pelo filho com o mesmo nome, que calçou os patins e de aléu nas mãos evoluiu em rinque com a camisola do F C Porto, tendo inclusive sido campeão europeu, pela seleção nacional de juniores na conquista do título europeu de 1969. 


De tal nome respeitado, os elementos dessa dinastia Barbot eram assim oriundos de uma família tradicionalmente ligada ao hóquei, pois além do patriarca dedicado à área administrativa e organizativa, jogavam hóquei em patins os filhos, Fernando, Luís e João Paulo, três irmãos Barbots. Havendo anos depois, já após ter guardado os patins e o stique (“stick”), o filho Fernando também desempenhado funções diretivas, na qualidade de dirigente da A.P.P.

Ora o Fernando Barbot campeão europeu é o personagem hoquista que desta vez aqui lembramos, com todo o merecimento pela sua dedicação ao hóquei e, na parte que nos toca mais, pela afeição ao nosso comum clube Dragão.


Pois o então jovem Fernando tinha assim nome próprio como seu pai, que foi Vice-Presidente da Direção da Associação de Patinagem do Porto, organismo ainda com a sua sede numa das salas do Clube Fenianos do Porto (era o Sr. Armando Ribeiro o Presidente, como figura grada do hóquei, de que mais tarde chegou a ser selecionador nacional), assim como depois foi mesmo Presidente, o sr. Fernando Barbot, tido então com grande respeito, tal o renome obtido no mais alto cargo representativo da Associação portuense. E como hoquista, o filho Fernando mereceu a honra de ter sido chamado à seleção nacional de juniores, havendo integrado a primeira fornada da patinagem da Constituição que obteve o título europeu nessa equipa representativa de Portugal, como hoquistas formados no F C Porto. Honra sobretudo para o clube, pois esses três, que eram Cristiano, Fernando Barbot e António Júlio, tornaram-se aí os primeiros atletas campeões da Europa formados nas Escolas do F C Porto em todas as modalidades. Saídos que foram da formação iniciada no antigo rinque da Constituição, cuja criação dava então frutos, a pontos de Cristiano, nesse tempo ainda com idade de júnior, já ser figura principal da equipa sénior. Num lote de campeões europeus juniores que, com honra e glória para o clube e para o país, era ainda reforçado com Castro, guarda-redes que viera da ilha da Madeira e de idade júnior também já ajudava na equipa sénior do F C Porto.


Ora, Fernando Barbot, filho, é o mais velho dos três herdeiros do senhor Fernando Barbot pai, que ao tempo era um associado já antigo do F C Porto, de nome completo Fernando Adelino de Azevedo Mavigné Barbot Ferreira da Costa (1924-1989), distinguido com a categoria de Sócio Honorário individual da Associação de Patinagem do Porto (enquanto o FC Porto é Sócio de Mérito coletivo). Sendo o filho de nome completo Fernando Manuel Fernandes Barbot Costa. Rapaz que foi para o hóquei praticamente pela mão de seu pai – como referiu ao jornal O Porto, na ocasião (em entrevista conjunta ao grupo portista que dignificou o F C Porto através da representação portuguesa em Vigo). Era o então jovem Fernando estudante do Colégio João de Deus, no Porto, descrito como “um moço aprumado e de maneiras pouco modernistas", estando à época com 18 anos, logo ainda com mais tempo na categoria júnior (jogando com seu irmão Luís, mais Jorge Câmara e outros prometedores hoquistas desse tempo). Acrescentando o próprio, naquela entrevista: «Quando pequeno, aí com uns três anos de idade, era ele (o pai) quem me levava a ver os jogos. Como adorava patinar de “stic” nas mãos, não demorou a fazer-me jogador…»

= Quarteto dos hoquistas que foram os primeiros campeões europeus do F C Porto (em pose no antigo espaço do campo da Constituição - a partir da esquerda:)  António Júlio, José Castro, Fernando Barbot e Cristiano  =

Campeão Europeu com a camisola da seleção portuguesa que venceu o Campeonato da Europa de juniores, disputado em Vigo entre 10 e 14 de Setembro de 1969, Fernando Barbot faz parte da galeria de internacionais de hóquei do F C Porto. De cuja equipa, em que esteve incluído, há apenas uma fotografia de conjunto, numa pose coletiva feita durante a viagem rumo à Galiza, na paragem para almoço, motivo porque estão todos de fato de treino. Isso porque naquele tempo para cada jogo só eram escalados oito elementos, dos dez do lote escolhido, originando assim que só se equipavam os que constavam na ficha do encontro.

= Seleção Nacional de Juniores que se sagrou Campeã Europeia de 1969, da qual faziam parte quatro hoquistas e um massagista do F. C. do Porto. Além de alguns mais que depois também vieram para o F C Porto. Em pé, da esquerda para a direita: José Fernandes (então da CUF, mas que depois ingressou no F C Porto), Dinis, Leitão (ambos do Parede), António Júlio (F C Porto), Fernando Barbot (F C Porto), Rui Monteiro (guarda-redes, Paço d´Arcos) e Joaquim Lopes (massagista e também do F C Porto). À frente, de cócoras: Vítor Orênsio (Parede), António Vale (Valongo) - estes dois, mais tarde transferidos para o F C Porto, Cristiano (F C Porto) e José Castro (guarda-redes, F C Porto).=

Dessa campanha, entre curiosidades e recordações, Fernando Barbot guardou o regulamento (que era entregue a todos os selecionados, com diretrizes de comportamento). Outros tempos, outras regras…


A participação da equipa portuguesa nessa prova foi seguida com grande entusiasmo e natural esperança, em virtude de na época anterior a seleção junior, já com Cristiano e Castro, do F C Porto, ter feito um brilharete no Europeu de 1968 também disputado em Espanha, tendo ficado com os mesmos pontos da seleção anfitriã, que venceu por diferença de golos. A ponto que, na jornada decisiva de Setembro de 1969, foram diversas personalidades do hóquei nortenho até Vigo, devido à proximidade, mas também ao interesse entusiasta, com saliência para alguns dirigentes do F C Porto e para o capitão da equipa principal do F C Porto, Alexandre Magalhães, entre pessoas que foram levar um abraço de estímulo aos jovens hoquistas portugueses.


Desse campeonato junta-se aqui também o frontispício do livro, devidamente autografado por todos os membros da comitiva. Sendo interessante anotar a respetiva identificação das assinaturas:
- Do lado esquerdo e de cima para baixo – Rui Monteiro, António Vale, Victor Orêncio e António Júlio; do lado direito e no mesmo sentido: Amílcar Fernandes (diretor da Federação), Welson Marques (Adjunto do selecionador), Guilhermino Rodrigues (Selecionador nacional), José Manuel Castro, Fernando Barbot, Joaquim Pedro Dinis, José Fernandes, Cristiano e Leitão.

= Capa do livro oficial do Campeonato Europeu de Juniores – 1969 (IX campeonato de europa de hockey sobre patines junior)

No regresso sucederam-se algumas justas homenagens, a nível oficial e também particular. 


De uma dessas ocasiões é a captação fotográfica que se junta, a seguir, reportando a homenagem da Associação de Patinagem e do próprio F C Porto em cerimónia realizada no rinque da Constituição. Vendo-se, no instantâneo desta foto, Cristiano, Barbot e Castro, no momento em que era entregue a Fernando Barbot uma placa alusiva com que a APP homenageou os Campeões Europeus de sua jurisdição. Na imagem está, à direita, o então diretor Dr. José Eduardo Pinto da Costa (ainda sem as  barbas brancas que tornam hoje mais conhecido o Doutor Pinto da Costa). 


Deste título, que foi acompanhado nesse tempo pelo autor destas linhas à distância mas com grande apreço e entusiasmo clubista de jovem entusiasta portista, é o "stick" usado pelo campeão europeu júnior Fernando Barbot, a que se reporta esta imagem, aqui. Aléu este que me foi depois então oferecido pelo mesmo meu amigo Fernando Barbot... e guardo bem.


Havendo entretanto Fernando Barbot continuado no escalão júnior, junto com seu irmão Luís Barbot, Armindo, Jorge e demais dessa época, Fernando ajudou a formação júnior do F C Porto a classificar-se para a fase final do "Nacional", facto inédito até então. (Enquanto o irmão mais novo era peça importante da equipa do escalão a seguir, sagrando-se campeão nacional como integrante da equipa que venceu o Campeonato Nacional de Juvenis, também ocorrência conseguida pela primeira vez nessa categoria em tal grau dos jovens portistas.)

= Equipa de Juniores do F. C. do Porto que pela 1.ª vez se classificou para o Campeonato Nacional, decorria o ano de 1970. Em pé: Tavares (massagista) Fernando Barbot, Luís Barbot, Armindo, Feliciano, Adriano Ferreira e Lopes. De cócoras: Vítor Freitas, Vítor Machado, Jorge Câmara, José Manuel Coelho e Joel (roupeiro).=

Fernando Barbot subiu depois à categoria sénior em 1971, tendo feito parte da equipa portista que venceu a fase Norte do Campeonato Metropolitano. 


Havendo então alinhado ao lado de Cristiano, que durante anos foi referência do hóquei portista, de José Ricardo, possivelmente o melhor hoquista português nascido na Madeira, de Joaquim Leite, grande valor do hóquei patinado e que entretanto foi internacional de hóquei em campo, mais do guarda-redes internacional sénior João Brito, do Hernâni que era nome certo nas seleções do Norte e da Associação de Patinagem do Porto e, como outros, só não foi à seleção A da FPP por ser de onde era… etc. e tal.


Entretanto Fernando Barbot havia recebido um convite para jogar pelo Boavista, mas não chegou sequer a equacionar essa possibilidade, preferindo manter-se entre os seus amigos de longa data, em vez de ir representar o clube do Bessa, que nesse tempo também tinha equipa de hóquei e com diversos contactos mútuos através de jogos da equipa B do FC Porto, como em jogos de torneios de reservas - a que se reporta o exemplo de uma imagem coeva (vendo-se na apresentação dum encontro Fernando Barbot a capitanear a equipa portista, enquanto os hoquistas da zona da Boavista pareciam muito descontraídos, em sinal do seu clube não ter grandes aspirações na modalidade, ao tempo).


Intrometendo-se a chamada para a tropa, como nesse tempo era e de longa duração o serviço militar obrigatório, acrescido à situação da equipa senior do F C Porto ter recebido alguns reforços vindos de outras equipas, Fernando Barbot solicitou a Jorge Nuno Pinto da Costa (ao tempo responsável desse setor no clube) que lhe fosse permitida a saída para um outro clube da cidade, para se manter a jogar com regularidade. Porque tinha contrato assinado com o F C Porto por mais tempo (sendo os contratos de três anos, à época), apesar de não ganhar dinheiro algum, como aliás nunca recebeu qualquer vencimento enquanto atleta. Tendo então passado a jogar no pavilhão do Lima, pelo Académico do Porto, oficialmente como emprestado pelo F C Porto, mas com a carta na mão, já. Carta essa, como era chamada, que consistia no documento de filiação clubista e inscrição associativa e federativa, efetivamente. Fez então parte da última equipa da camisola branca academista que esteve presente numa fase final do Campeonato Nacional, em 1974/75. Nessa altura tirou o primeiro grau do curso de treinadores, junto com Cristiano e outros, numa interessante experiência (pois esse curso era abrangente em diversas áreas de técnica e tática, tendo por mestres nomes sonantes do desporto nesse tempo, desde o conhecido treinador e jornalista Correia de Brito, o Prof. Manuel Puga, que era grande preparador físico em várias modalidades, além de ter sido conceituado treinador de voleibol e representante na cidade do Porto da Direção Geral dos Desportos, até ao árbitro internacional Afonso Cardoso e ao especialista de medicina desportiva Dr. Sousa Nunes, incluindo mesmo parte de dirigismo desportivo com um federativo como Vaz da Silva, etc.).  Passado então um período de três anos no clube alvi-negro, recebeu convite para representar o Candal, ainda.


Passou então Fernando Barbot a representar o Candal, de 1976 a 1978, numa equipa formada por hoquistas oriundos do F C Porto, especialmente porque o treinador havia sido pessoa importante do hóquei portista, Alfredo Sampaio Mota, antigo chefe de secção do hóquei em patins das Antas. Tendo então Fernando Barbot, junto com Jorge Câmara, Rui Caetano, Januário, Domingos Ferreira, José Manuel e seu irmão João Paulo Barbot (todos ex-F.C. do Porto), levado essa equipa de equipamento azul a ter subido de divisão, ingressando na 1ª Divisão nessa altura. Tendo Fernando Barbot ficado também assinalado nesse plantel histórico daquela zona de Gaia, tanto que ainda constam quadros emoldurados dessa equipa em cafés e outros locais públicos da localidade.

Depois disso, dando continuidade à linha de seu pai como dirigente associativo, Fernando Barbot exerceu também funções diretivas na Associação de Patinagem do Porto. Tendo então, nessa qualidade, sido dirigente que andou mais próximo à equipa da Seleção da mesma Associação. Como, por exemplo, ocorreu já em princípios da década dos anos oitenta, ter estado numa representação associativa da Seleção do Porto que foi em digressão à África do Sul, a Joanesburgo, em 1983, a convite do Malhanga Roller Hóckey, equipa derivada do antigo clube F C Malhangalene, filial do F C Porto. Cuja deslocação dessa embaixada portucalense levou um abraço das gentes do hóquei nortenho aos amigos compatriotas então radicados em Joanesburgo e que haviam rumado àquele país do sul de África depois da descolonização de Angola e Moçambique. Havendo servido de cicerone, durante a estada dos hoquistas da APP naquele país, o antigo hoquista e futebolista portista Acúrcio Carrelo, à época também residente naquelas paragens.

= Com a Seleção da APP.  A partir da esquerda para a direita: em cima - Fernando Barbot (Dirigente da Associação), João de Brito (selecionador/treinador), Alves (FC Porto), Fanã (FCP), Gentil (Oliveirense), Vítor Bruno (FCP) e Adão Castro (Vice-pres. da APP e chefe da embaixada); em baixo – Vítor Hugo (FCP), Quim Silva (guarda-redes do Valongo), ? (guarda-redes da Sanjoanense) e Licínio (Sanjoanense). Também se deslocou David Reis (FCP) que não se equipou.

Por fim, afastado das lides hoquísticas, Fernando Barbot sempre que possível tem marcado presença em encontros e convívios de antigos hoquistas, bem como de mais gente ligada ao hóquei em patins. Como tem acontecido, por exemplo, em almoços e jantares comemorativos de vitórias alcançadas com a camisola da seleção nacional e do FC Porto (conforme neste blogue tem sido referido em diversas crónicas).

= Irmãos Barbots, junto com Cristiano, num convívio de Gente do Hóquei Portista.

= ... E com o autor destas linhas, simples adepto do hóquei portista e amigo também, especialmente !


= No jantar de convívio comemorativo do 50.º aniversário da conquista do Campeonato Metropolitano de 1969, assinalado pelos Campeões em dezembro de 2019. 

Para a história, com o nome de Fernando Barbot na memória portista, permanece nos anais do hóquei em patins aquela grande vitória que foi o Europeu conquistado em Espanha, na Galiza, corria o ano de 1969. Cujo acontecimento foi assinalado entretanto quando perfez 45 anos, em 2014, através dum jantar de convívio entre alguns desses campeões europeus que puderam estar presentes. Como neste blogue demos nota, conforme se pode rever 

(clicando sobre os links) em

e

Como mais tarde, volvido tempo devido, também os 50 anos, e dessa vez mesmo em Espanha, como igualmente foi registado neste espaço de Memória Portista... 

(clicando) em



ARMANDO PINTO

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quinta-feira, 10 de abril de 2025

Lançamento do livro “Memórias de um Dragão” - do portista José da Cunha – Dia 24 de MAIO

 

José da Cunha, um amigo correligionário Portista que em tempos foi colaborador do jornal O Porto, antigo órgão informativo oficial do Futebol Clube do Porto; e, além de jornalista nalguns órgãos de comunicação nacional, também escritor com alguns livros de contos e romances publicados; vai apresentar no próximo dia 24 de maio o seu mais recente livro, desta feita dedicado à sua vivência portista, sobre memórias relacionadas com o FC Porto: “Memórias de um Dragão”.

 O lançamento vai acontecer a 24 de maio, pelas 16 horas, na sede da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto - Rua de Rodrigues Sampaio, 140 - Porto (rua que faz gaveto com a Rua do Bonjardim, cerca de 100 metros acima do Teatro Rivoli; onde há três parques de estacionamento ali perto - um mesmo em frente à sede da AJHLP, outro uns 200 metros abaixo, na Praça D. João I, e mais acima no Silo Auto).

A obra vai ser apresentada pelo conhecido Professor José Neto, autor do prefácio do livro. Haverá animação musical. E, como acréscimo, está confirmada a presença de conhecidas Figuras do FC Porto, como alguns antigos campeões nacionais, europeus e mundiais de várias modalidades, ex-treinadores e distintos adeptos e figuras públicas do FC Porto.

Ora, José da Cunha, antigo jornalista e atualmente escritor, teve percurso no jornalismo passado pelo jornal O Porto, como por alguns jornais de âmbito nacional e áreas diversas. Enquanto como escritor tem já diversos livros publicados, tais como: “Contos sem Amarras”, “Fintou o Destino” e “E Tudo o Vento Mudou”. Um de contos e dois romances. Enquanto agora o próximo, “Memórias de um Dragão”, a apresentar em maio, é de memórias de sua ligação ao FC Porto, como portista, antigo colaborador do jornal O Porto, ex-órgão oficial informativo e historiador do Clube. 

Ao José da Cunha, além da ligação sentimental portista, une também fazermos parte de um grupo de amigos formado por antigos colaboradores do jornal O Porto, outrora órgão oficial do FC Porto, em cujo âmbito temos reunido através da organização de nosso Encontro num amplo formato de almoço de convívio. Num bom grupo de sobreviventes, ainda, que conseguimos formar equipa, pelo número que chega e passa de uma equipa de futebol clássico, mais pela sintonia à mesa e fora dela. 

Como Curriculum Vitae pode ser acrescentado:

José da Cunha Oliveira nasceu em 1949, em Atães, Gondomar, e vive na cidade do Porto desde os 16 anos. Aos 19 anos ingressou na Força Aérea como voluntário, com o objetivo de evitar a sua participação em confrontos armados em caso de mobilização para a guerra do Ultramar. No entanto, devido a uma desobediência de cariz administrativo, foi obrigado a desertar da Base Aérea da Ota, após um ato libertário e de insubordinação que lhe valeu alguns dias de prisão, a expulsão da Força Aérea e a quase certa mobilização, no âmbito do serviço militar obrigatório, para um teatro da guerra colonial. Para fugir a tal inevitabilidade, foi a salto para França, donde viria a regressar mais tarde. A Revolução de Abril de 1974 marcou a sua vida, a ele, que se considera incapaz de respirar sem liberdade. De religião não precisa, pelo que não segue nenhum credo.

Gosta de ler e escrever, de comunicar e de viajar, de praticar desporto e de criar amizades sinceras para toda a vida. O conceito família é-lhe também muito caro.

Como cidadão empenhado, foi presidente da Assembleia de Freguesia da Sé e deputado na Assembleia Municipal do Porto.

Apresentou trabalhos como autodidata em diversas exposições coletivas de Pintura e Escultura. No jornalismo, escreveu, entre outros, para os jornais O Porto, O Norte Desportivo, Primeiro de Janeiro, Gazeta dos Desportos, Jornal de Notícias, revista Bancada (em que foi chefe de redação), Jornal Lagoa Transmontana (que fundou e foi seu diretor), mais Rádio Placard (Porto).

Além de suas ligações afetivas, de naturalidade e residência, a Gondomar e Porto, tem também ligações pessoais e familiares a Lagoa (aldeia do Nordeste Transmontano, de onde sua esposa é natural, do concelho de Macedo de Cavaleiros), onde costuma passar férias retemperadoras, e até já apresentou publicamente seus livros, também.

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Após o lançamento de apresentação inicial, dia 24 de maio, no Porto, já estão agendadas outras sessões, para mais apresentações públicas do livro "Memórias de um Dragão":

No Sábado 7 de Junho, pelas 15 h, nova apresentação, na Biblioteca Municipal de Gondomar Camilo de Oliveira.

Também o livro vai estar patente nas Feiras do Livro do Porto e de Lisboa, bem como o autor estará disponível para apresentações e sessões de autógrafos junto dos associados de Casas do FC Porto, inicialmente na Área Metropolitana do Porto e depois noutras regiões.

Em todas as sessões: Entrada livre.

Nota: Sendo este espaço de Memória Portista; e tratando o livro em apreço de “Memórias de um Dragão”; naturalmente os seguidores e leitores aqui do blogue, amigos e consócios do mesmo denominador comum que é o FC Porto, estão “convocados” para poderem divulgar junto dos seus amigos as "Memórias de um Dragão", de um Portista, como nós, o José da Cunha, amigo de nosso mundo azul e branco. E, já agora, aconselha-se que os meus amigos partilhem este artigo, de modo à mensagem chegar o mais longe possível, como merece o livro. Mais um aqui para a coleção do autor deste blogue, e um novo para a biblioteca de temática portista.   

Observação extra: Curiosamente a data de 24 de maio corresponde ao aniversário do jornal O Porto, que iniciou sua publicação a 24 de maio de 1949, na presidência do Dr. Miguel Pereira; e a 24 de maio de 1986 perfez seu último aniversário de vida, sendo extinto depois ainda em 1986 durante a presidência de Pinto da Costa, no ano seguinte à criação da revista Dragões.

Armando Pinto

terça-feira, 8 de abril de 2025

Inesquecível Jornada do Porto-Dínamo de Kiev em 1987...!

 

A 8 de abril da Primavera de 1987, o Estádio das Antas viveu uma noite europeia de glória e grande esperança, embora no final com certo receio fatalista, quando o FC Porto jogou em casa com o "Dynamo Kiev" e venceu por 2-1, depois de ter chegado a ter vantagem de 2-0. No célebre encontro da 1.ª mão da meia-final da Taça dos Campeões Europeus de futebol da época de 1986/87.

Então o clube das Antas recebeu pela primeira vez um duelo das meias-finais da Liga dos Campeões, ao tempo ainda chamada Taça dos Clubes Campeões Europeus. Perante grande moldura humana com o coração a bater forte, tal como fortes foram os aplausos aos dois golos obtidos pelos jogadores do Porto. Depois surgiu o golo da equipa da cidade que ao tempo pertencia à então União Soviética. Ficando no ar a dúvida, misturada com certa esperança, que passados dias, no jogo da 2.ª mão, se transformaria numa grande alegria.

Estava o FC Porto a passar uma das suas melhores fases históricas, depois de anos de espera calma e pelo meio algum tempo de expetativa e conformismo. Pinto da Costa havia passado a presidente em 1982 e desde aí (depois de ser perdida uma final da Taça de Portugal em pleno estádio das Antas, com o Benfica, em 1983) só em 1984 o FC Porto conseguira vencer uma Taça de Portugal, na final no Jamor com o Rio Ave, e uma ida à final europeia da Taça das Taças, contudo a medo e sem força para suplantar os jogos de bastidores, que levaram ao que se passou diante da Juventus. E depois, por fim, em 1985, conseguiu enfim ganhar o Campeonato Nacional. Facto que repetiu na época seguinte e o título Nacional de 1986 deu direito a nova participação na maior prova europeia, então com muito melhores resultados. Tendo decorrido uma campanha europeia entusiástica para as hostes portistas, até que nas meias finais um dos dois jogos europeus teve lugar nas Antas. Algo inédito e histórico. 

= Verso do bilhete, com imagem do plantel portista…

Então... Um "slalom" de Futre e uma grande penalidade convertida por André ajudaram a travar o todo-poderoso Dínamo de Kiev, nesse jogo terminado com o resultado de 2-1, mas o público ficou indeciso, pela margem mínima verificada, nesse tempo em que um golo marcado fora valia a dobrar em caso de empate no agregado dos jogos. E mesmo Artur Jorge não ficou satisfeito com o resultado e desde aí traçou o objetivo de marcar mais golos na segunda mão. (Os desejos do treinador foram ordens e, duas semanas depois, os remates certeiros de Celso e Gomes carimbaram o passaporte para Viena.)

Estava-se então a 8 de Abril de 1987  ainda os meses se escreviam com maiúscula na letra inicial...muito antes do acordo que alterou tudo, mas agora não adianta, é ir buscar e rematar com as coisas como estão.

Dessa noite europeia memorável, além das sensações que ainda estão presentes na retina da memória, ficou bem guardado o bilhete da entrada, de quando o FC Porto venceu o Dínamo de Kiev por 2-1 na primeira mão das meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Conforme se reproduz a frente e o verso do mesmo “ingresso” de sócio (ao tempo de Bancada Superior) – com anotações manuscritas sobre tal vitória por 2-1, com golos de André e Futre (mais o que acresceu depois através de nova vitória em Kiev, materializada por golos de Celso e Gomes). Qual “passaporte” para a final de Viena.

Isso no jogo de “cá” com o então campeão Russo – pois que “lá” voltou a ser repetida a dose – como está bem gravado na memória de todos os bons Portistas.

Muito tempo se passou e tanta coisa também, inclusive com a separação dessa antiga União Soviética e agora com a invasão da Rússia à Ucrânia. Sendo pois Kiev algo que transporta tempo e memória, mais sensibilidades afins a tudo o que é subjacente. Vindo isso acima agora, também, na passagem da efeméride desse primeiro jogo disputado com o Dínamo de Kiev em 1987. Jogo inesquecível que aqui o autor destas lembranças também viu e sentiu de corpo e alma presente no estádio das Antas. 




E em Kiev o FC Porto voltou a ganhar e passou à Final!

Começava-se então a magicar como era bonita aquela cantiga com letra de Pedro Homem de Melo, na voz da Amália, a entoar: “Havemos de ir a Viana”  pois era nome parecido, com que antes nem se sonhava... Viena.

Armando Pinto

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sábado, 5 de abril de 2025

Porto – palavra exata. Algo de sentimento especial!

A minha pele mais agarrada ao sentimento. A sagrada camisola azul e branca do FC Porto. Tendo crescido no Portismo com a camisola das duas listas azuis diante dos olhos, e o nome do Porto e de Américo, Pinto, Hernâni, Festa, Arcanjo, Nóbrega, etc. nos ouvidos e letras, de rádio e jornais. Eram as camisolas historicamente clássicas ainda de golas brancas (tipo camisa ou pólo), lindas que se fartavam, a chegar bem cá dentro, vindas de décadas anteriores, já, e me enchiam os olhos então nos inícios e até mais de meio dos anos sessenta. Seguindo-se as também de duas listas azuis mas de gola redonda, desde finais dos anos 60 e pelos 70 bem dentro, como esta que primeiro tive colada ao corpo e ainda tenho guardada, agora numa moldura. E com esta e sucessoras, mais ou menos apreciadas em seus padrôes, mas porque todas têm o brasão abençoado, vivemos por elas com estas cores, nossa simbologia e sentimento. Não só no futebol, mas também. E pelas camisolas azuis e brancas é todo o sentimento de quem se habituou a ganhar com justiça, na força que o bem ainda vai ganhando sobre o mal. Na beleza que ganham as horas e os dias quando o Porto ganha.  Mas a ganhar ou a perder, sempre Porto até morrer!

Porto – palavra exata. Algo de sentimento especial!

Armando Pinto

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sexta-feira, 4 de abril de 2025

Homenagem de parabéns a um blogue amigo - no 18.º aniversário do “Dragão até à morte”! (Recordando artigo sobre a Blogosfera Portista na revista Mundo Azul…)

O “Dragão até à morte” é há muito um espaço portista de referência, entre os mais carismáticos blogues de teor afirmativo e defensor do Futebol Clube do Porto. Sendo a chamada blogosfera um mundo de impacto. E como tal os blogues de teor portista detêm uma importância assumida. Bastando ver como os adversários não gostam da sua existência. Como já acontecia há quase duas décadas, quando eu comecei a seguir o blogue “Dragão até à morte” e de seguida passou a haver também um meu, o primeiro, entretanto vandalizado e feito desaparecer do espaço Blogger da Internet por adeptos adversários. Mas, por mais que custe aos do contra, como se diz, continua a mesma linha no atual “Memória Portista”, de cariz mais historiador, mas também e sempre defensor do FC Porto, acima de tudo.

Ora, desses tempos em que apareceu o “Dragão até à morte” já restam poucos blogues. Mais se justificando os parabéns que merece este mesmo blogue do amigo Manuel Vila Pouca, que perfaz agora 18 anos de existência. Atingindo a maioridade, como ele também diz hoje.

Assim sendo, com uma vénia de saudação, faz-se aqui e agora uma justa homenagem ao “Dragão até à morte”, com uma elucidativa recordação, através da reposição de um artigo publicado em 2010 na antiga revista Mundo Azul, sobre a Blogosfera Portista, por já aí o “Dragão até à morte” ter merecido referência.

Posto isto, cantando por escrito os parabéns ao trabalho do Vila Pouca, fica a ideia que continua a ser muito importante o espaço da Blogosfera Portista, entre os bem-intencionados blogues. Para continuar… ok, caro Dragão até à morte!

Armando Pinto

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