Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CURIOSIDADES: Vieira Nunes, marcador do 1º golo no Morumbi brasileiro…


Está na atualidade, do horizonte próximo, a possibilidade do F C Porto vir a alcançar a marca do golo 5000 do campeonato nacional, perante o próximo golo que venha a ser marcado na Liga Portuguesa. Algo que relaciona ao caso das curiosidades, sempre atraentes pelas metas a atingir e objetivos entretanto alcançados.

Entre muitos factos memoráveis de interesse, como são acontecimentos que se podem considerar marcantes, há os casos dos golos especiais, quer nas somas que vão acontecendo (quanto no caso do 5000 de visão atual), quer como nos primeiros marcados em determinado momento ou local. Logo lembrando o de Kelvin, ao minuto 92, que fez ajoelhar a legião encarnada, em 2013, mas também o primeiro marcado no estádio do Dragão, por Derlei, em 2003, tal como o primeiro do F C Porto no estádio das Antas, por Vital (pai), em 1952, etc.

Nessa linha, assim, aproveitamos para lembrar aqui uma curiosidade dessas, como é o facto do F C Porto estar ligado a um estádio brasileiro, o recinto do São Paulo, Morumbi de seu nome mais conhecido.

Ora, segundo rezam as crónicas, o estádio do Morumbi, denominado Cícero Pompeu de Toledo, foi inaugurado duas vezes, sendo a primeira, pré-inauguração, ainda com o estádio inacabado, em 1960; e dez anos mais tarde, em 1970 a inauguração definitiva. Segundo a história, um jogador do clube paulista, chamado Peixinho, fez o primeiro golo do Morumbi (com que foi também selada vitória por 1-0 sobre o Sporting de Lisboa); porém, na inauguração oficial e definitiva, com o estádio concluído, quem fez o golo inaugural do estádio foi um futebolista português, ao serviço do F C Porto.


Com efeito, sob assistência de mais de cem mil torcedores no estádio, o jogo inaugural do Morumbi (já concluído) foi entre o São Paulo FC e o FC do Porto, sendo o primeiro golo da autoria de Vieira Nunes, do clube português, aos 32 minutos do primeiro tempo, tendo o marcador final ficado num empate de 1-1.

Assim sendo, a inauguração verdadeira do Morumbi ocorreu no dia 25 de Janeiro de 1970. Então, o desafio inicial, jogo de inauguração, foi entre o São Paulo e o F C Porto, na partida em apreço, empatada no fim com um golo para cada lado e em que Vieira Nunes abriu a contagem para a equipa portuguesa, aos 32 minutos de jogo; e o São Paulo empatou aos 35 minutos, também do primeiro tempo. Segundo os números oficiais, o árbitro da partida foi José Favilli Neto e o público foi de 107.069 espectadores presentes (sendo desses, 59.924 pagantes).


Lá está uma placa a assinalar todo o acontecimento, para realce da presença do F C Porto na inauguração, além do Presidente da República do Brasil, general Emílio Garrastazu Médici, e do governador paulista, Abreu Sodré, nomes constantes da lápide comemorativa, então descerrada. O F C Porto alinhou com: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Eduardo Gomes, Chico Gordo (depois Seninho), Custódio Pinto (mais tarde substituído por Ronaldo, então avançado) e Nóbrega.

Dessa ocorrência ficam aqui algumas fotos correspondentes, como se pode ler pelas legendas respetivas, insertas nas gravuras originais.


Armando Pinto

2 comentários:

  1. Vieira Nunes era cunhado do Artur Jorge, colega e amigo dele desde os juniores no Porto e depois na Académica em Coimbra. Defesa forte e com técnica, jogou nos tempos em que o FC Porto não ganhava campeonatos ainda.

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  2. Grande jogador. Lembro-me dele, nos anos Sessenta, na Académica, na fase gloriosa da Briosa! Com o Rui Rodrigues, o Celestino, e Marques,. era uma muralha quase intransponível

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