Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

Mostrar mensagens com a etiqueta Inauguração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Inauguração. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Evocação do Gimnodesportivo das Antas / Pavilhão Américo Sá



A 14 de julho de 1973 foi inaugurado festivamente, em atos próprios da circunstância, o Pavilhão das Antas, oficial e inicialmente chamado de Gimnodesportivo. Amplo recinto desportivo coberto que então dava finalmente às equipas portistas das modalidades de pavilhão uma casa própria, em condições (visto o anterior e próprio, o rinque do campo da Constituição, ser descoberto, ao ar livre, ainda). Deixando assim, com o novo espaço, de ser necessário andar de lado para lado, com os apoiantes atrás, por pavilhões de outros clubes, através de alugueres e correspondentes custos, em jogos do clube na condição de anfitrião.

Depois de campanha de angariação de fundos, que mobilizou os adeptos mais interessados na vida clubista, tornou-se então realidade esse pavilhão desportivo que passava a acolher atividades do FC Porto, não só de competição mas também saraus, assembleias e outros eventos, bem como depois testemunhou muitos títulos para o nosso clube. Mais tarde foi batizado como Pavilhão Américo de Sá, em homenagem ao presidente em cujo mandato foi construído e que o inaugurou.
Na ocasião foi cunhada medalha comemorativa, que inicialmente foi ofertada às entidades presentes na inauguração, tal como foi oferecida às pessoas que mais diretamente estiveram ligadas a comissões e outros grupos relacionados com a construção, assim como foram distribuídos artefactos apropriados. Também a secção de hóquei em patins portista à época elaborou uns emblemas próprios, com o distintivo do clube junto com um par de patins e um stick. Tendo recentemente o autor destas linhas recebido de um amigo, hoquista desse tempo, a oferta dum exemplar desses – conforme orgulhosamente mostramos em imagem ao lado.



Ainda sobre esse período relembramos de passagem a fase de angariação de fundos, através de imagens de um dos bilhetes do Sorteio Monumenbtal levado a cabo para o efeito, assim como dum autocolante comprovativo de contribuição, tal como da inauguração relembramos o livro oficial (com imagem da capa) e juntamos alguns recortes jornalísticos, de reportagem d’ O Porto.

Estava ao tempo em expansão a chamada Cidadela Desportiva das Antas, que englobava por trás do estádio o campo secundário de treinos, mais um pavilhão de treinos, a piscina de 25 metros e anexo tanque, e depois veio ainda a juntar o pavilhão do bingo e um campo de treinos pelado, tal como nos baixos da arquibancada do estádio um pavilhão de ginástica e outros espaços de atividades variadas, além de mais dois campos relvados ao lado do estádio.

Acabaria por ser demolido no início deste século XXI o Pavilhão Américo Sá, de competição, tal como o Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães, de treinos, e restantes instalações (mais precisamente em janeiro de 2001 no caso do pavilhão), aquando das obras de requalificação que permitiram a construção do Estádio do Dragão e áreas envolventes. Em 2009 nasceu o pavilhão Dragão Caixa, atual casa das modalidades de pavilhão, como se sabe.


Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Efeméride: Estreia de Madjer pelo F C Porto


Entramos agora no Outono, um tempo normalmente taciturno, com o cair da folha e acastanhar da natureza. Contudo, no tempo presente, estes dias têm sido radiosos, quer com o sol de transição que costuma ser apanágio da época, quer com a vitória moralizadora do F C Porto contra o Benfica, para o campeonato português de futebol principal.

Ora, neste tempo de início das aulas, ao começo do chamado ano letivo, vem a propósito uma efeméride também relacionada com os encontros entre o F C Porto e o Benfica, jogado três décadas atrás. Num jogo de estreia particular.

Assim, no dia 22 de Setembro de 1985 Rabah Madjer alinhou pelo FC Porto pela primeira vez, em jogo de carácter particular. Num prélio festivo. Embora a sua estreia oficial com a camisola do F C Porto só tenha tido vez depois, volvido um mês, no estádio do Restelo, em jogo contra o Belenenses, a 27 de Outubro seguinte. Precisamente num jogo em que a primeira exibição de Madjer teve influência, com assistências para os golos que deram uma apreciada vitória de 2-3 (através de 2 golos de Gomes e 1 de Vermelhinho), ali junto ao local de partida das antigas caravelas dos Descobrimentos, como que largando velas rumo ao título nacional que veio a ser alcançado, ao fim do campeonato. E Madjer, como todo o mundo Portista sabe, veio a ficar eternizado no filme da Vida do F C Porto por muitos e bons momentos, com natural destaque para o célebre calcanhar da final de Viena, em 1987.

Mas, antes disso, como vem a talhe, dera-se a estreia do então caloiro do clube Rabah Madjer, num jogo disputado faz hoje 30 anos. E também contra o Benfica. Embora perante outro cenário e realidades, pois à época ambos os clubes passavam por uma daquelas fases que levou a que se fizessem convidados mutuamente em dias especiais (além do Benfica ter feito o F C Porto seu Sócio Honorário, havia já alguns anos - como já referimos num artigo anterior).

Pois então, a 22 de Setembro de 1985 Rabah Madjer alinhou pelo FC Porto pela primeira vez, num jogo particular diante do Benfica, em dia que o clube anfitrião festejava a inauguração do terceiro anel do antigo Estádio da Luz. O desafio terminou com um empate a zero, porém, apesar disso e sem se recorrer a desempate, o trofeu em disputa veio para o Porto, oferecido pelos dirigentes encarnados ao clube convidado… conforme se pode recordar por meio duma caixa da revista Dragões (passados meses, em reportagem sobre trofeus patentes no antigo museu das Antas).


Armando Pinto


((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

CURIOSIDADES: Vieira Nunes, marcador do 1º golo no Morumbi brasileiro…


Está na atualidade, do horizonte próximo, a possibilidade do F C Porto vir a alcançar a marca do golo 5000 do campeonato nacional, perante o próximo golo que venha a ser marcado na Liga Portuguesa. Algo que relaciona ao caso das curiosidades, sempre atraentes pelas metas a atingir e objetivos entretanto alcançados.

Entre muitos factos memoráveis de interesse, como são acontecimentos que se podem considerar marcantes, há os casos dos golos especiais, quer nas somas que vão acontecendo (quanto no caso do 5000 de visão atual), quer como nos primeiros marcados em determinado momento ou local. Logo lembrando o de Kelvin, ao minuto 92, que fez ajoelhar a legião encarnada, em 2013, mas também o primeiro marcado no estádio do Dragão, por Derlei, em 2003, tal como o primeiro do F C Porto no estádio das Antas, por Vital (pai), em 1952, etc.

Nessa linha, assim, aproveitamos para lembrar aqui uma curiosidade dessas, como é o facto do F C Porto estar ligado a um estádio brasileiro, o recinto do São Paulo, Morumbi de seu nome mais conhecido.

Ora, segundo rezam as crónicas, o estádio do Morumbi, denominado Cícero Pompeu de Toledo, foi inaugurado duas vezes, sendo a primeira, pré-inauguração, ainda com o estádio inacabado, em 1960; e dez anos mais tarde, em 1970 a inauguração definitiva. Segundo a história, um jogador do clube paulista, chamado Peixinho, fez o primeiro golo do Morumbi (com que foi também selada vitória por 1-0 sobre o Sporting de Lisboa); porém, na inauguração oficial e definitiva, com o estádio concluído, quem fez o golo inaugural do estádio foi um futebolista português, ao serviço do F C Porto.


Com efeito, sob assistência de mais de cem mil torcedores no estádio, o jogo inaugural do Morumbi (já concluído) foi entre o São Paulo FC e o FC do Porto, sendo o primeiro golo da autoria de Vieira Nunes, do clube português, aos 32 minutos do primeiro tempo, tendo o marcador final ficado num empate de 1-1.

Assim sendo, a inauguração verdadeira do Morumbi ocorreu no dia 25 de Janeiro de 1970. Então, o desafio inicial, jogo de inauguração, foi entre o São Paulo e o F C Porto, na partida em apreço, empatada no fim com um golo para cada lado e em que Vieira Nunes abriu a contagem para a equipa portuguesa, aos 32 minutos de jogo; e o São Paulo empatou aos 35 minutos, também do primeiro tempo. Segundo os números oficiais, o árbitro da partida foi José Favilli Neto e o público foi de 107.069 espectadores presentes (sendo desses, 59.924 pagantes).


Lá está uma placa a assinalar todo o acontecimento, para realce da presença do F C Porto na inauguração, além do Presidente da República do Brasil, general Emílio Garrastazu Médici, e do governador paulista, Abreu Sodré, nomes constantes da lápide comemorativa, então descerrada. O F C Porto alinhou com: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Eduardo Gomes, Chico Gordo (depois Seninho), Custódio Pinto (mais tarde substituído por Ronaldo, então avançado) e Nóbrega.

Dessa ocorrência ficam aqui algumas fotos correspondentes, como se pode ler pelas legendas respetivas, insertas nas gravuras originais.


Armando Pinto

domingo, 29 de setembro de 2013

Museu F C Porto by BMG inaugurado


Já foi inaugurado o museu do F C Porto, no dia do 120º aniversário Portista. E, conforme nos apercebemos, pela reportagem televisiva do Porto Canal, está ali algo especial, tal qual se costuma dizer, “só visto”… 


Ora como ainda não tivemos possibilidade de ver in loco, fisicamente e com nossos olhos e sentidos, cingimo-nos a apreciações lidas. E, embora sem termos conseguido ver bem quaisquer das “coisas nossas” (do que lá está cedido pelo autor destas linhas), sabemos que no museu do F C Porto consta nossa quota-parte. Como proximamente acabaremos por ver e sentir todo aquele universo da constelação azul e branca, pois haverá também um dia para os colaboradores dessa realização...


Enquanto isso, como referimos, damos nota da inauguração, porque um acontecimento destes, tão ansiado, tem de ficar devidamente assinalado. Colocando-se aqui, para o efeito, algumas notas informativas, primeiro da apresentação atempadamente publicada na revista Dragões, e por fim, também peças colunáveis da reportagem à posteriori transmitida no jornal O Jogo.


Para a História, perdurará na memória esse dia em que o Presidente-Dragão Nuno Pinto da Costa abriu as portas do novo museu. Tendo, na ocasião, ao seu lado o antigo Presidente da República Ramalho Eanes e Ricardo Guimarães do BMG, o banco parceiro neste processo. Na companhia de individualidades da sociedade nacional, entre muitos vips convidados. 


José Pedro Aguiar-Branco, ministro da Defesa, e Luís Campos Ferreira, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, representaram o Governo. Artur Jorge, Joaquim Oliveira, Mário Jardel, António Oliveira e Fernando Santos estiveram entre as dezenas de convidados, além de pessoal da estrutura do clube e patrocinadores de outras áreas da vida clubista. Além dos dois capitães e do treinador da atual equipa principal de futebol do clube. A bênção do espaço foi feita por D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas e conhecido adepto do F C Porto. 


À entrada, uma obra de Joana Vasconcelos, a "Valquíria do Dragão", rivaliza com o Toyota ganho por Madjer, em 1987. "Apoiar os bravos, para que este esquadrão seja sempre o melhor", disse a artista, para explicar o significado da sua obra. O museu só abrirá ao público a 26 de Outubro, mas a amostra deixou os visitantes maravilhados pela modernidade e pelas tecnologias.


Num género de vista de olhos, aqui ficam algumas imagens alusivas, ao correr do texto, bem como recortes de reportagem, conforme se pode ler.


Agora, com o maravilhoso mundo preservado e exposto neste nosso museu, o F C Porto está ainda mais importante, ao nível dos melhores do mundo, entre grandes clubes com muita memória e grandiosa História.


Armando Pinto

»»» Clicar sobre as digitalizações, para ampliar «««