Ainda com algumas sombras presentes da encenação que adveio dos recentes
acontecimentos com que o regime desportivo se tem procurado apropriar, e na
sequência do anterior artigo relativo aos anos sessentas, do século XX,
trazemos desta vez à ideia pública, como azeite sobre água, umas réstias do que
se passou na mesma década, por ter sido em inícios desse período, nos primeiros
anos sessentas, que nasceu bem dentro do autor o Portismo que perdura e
deslumbra nossos sentimentos. E mais para diante conquistamos uma Taça de
Portugal, qual lança que se conseguiu meter… enquanto o Campeonato era perdido
diversas vezes, ingloriamente…
Sem necessidade de muitas palavras, mais, recordamos, aqui e agora,
através dum singelo resumo duma publicação de âmbito nacional, algumas
passagens assinaláveis desses tempos em que o regime ditatorial não dava
grandes possibilidades de luta, mas, contudo, a dimensão Portista exerceu uma resistência
possível. Quando qualquer vitória do F C Porto valia por muitos títulos dos
outros, como se sabe… e sentíamos.
Assim, eis aqui alguns dados, desafiando o tempo e sinalizando o que foram
esses tempos.
(CLICAR sobre as digitalizações, PARA AMPLIAR)
Armando Pinto
Como enciclopédico que é conhecido, você escreveu com mão de mestre mais estas crónicas sobre os anos 60. E tem razão quanto ao engano do Eusébio, que dizia que o Porto nunca tinha ganho ao Benfica com ele em campo. Aliás um antigo companheiro dele em Moçambique já o desmentiu publicamente sobre coisas que ele contou, também.
ResponderEliminarConforme retiro da imprensa, «em 31 jogos, Eusébio marcou contra o FCP 25 golos - 6 na Luz, oito nas Antas e um no Jamor, entre 15 vitórias, nove empates e sete (7) derrotas. Entre 1962 a 1973.
Do que a propaganda benfiquista quis passar ao lado, eis o seguinte (só referindo um caso, para evitar repetir):
18 de Novembro de 1962 - O FCP surpreende a Luz (2-1). Com 2-0 no marcador, bis do brasileiro Azumir, o moçambicano Eusébio assinou o ponto de honra aos 79'…»
Depois foi o que o Armando Pinto disse num comentário do artigo anterior.
Mas engraçado é haver um tal Tovar que mente com quantos dentes tem ou devia ter e mete os pés pelas mãos com crónicas de dados falseados. Contudo bem sabemos o que a casa dele gasta…