Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Falecimento de Joaquim Torres, antigo guarda-redes vencedor da Taça de Portugal e Campeão Nacional pelo FC Porto


O antigo futebolista Joaquim Torres, guarda-redes vencedor da Taça de Portugal de 1976/77 e campeão nacional pelo FC Porto na época 1978/79, morreu esta quinta-feira, dia 23, no hospital do Barreiro, aos 74 anos, vítima de pneumonia, segundo publicação difundida por alguns órgãos de comunicação.


Antes de se transferir para os 'azuis e brancos', clube que representou entre 1976/77 e 1979/80, o guardião notabilizou-se no Vitória de Setúbal, clube em que defendeu as balizas entre 1963/64 e 1975/76.


Natural da Fuzeta, no Algarve, onde nasceu a 19 de Fevereiro de 1945, Joaquim Torres transferira-se para o Vitória de Setúbal ainda júnior e defendeu a baliza do clube sadino durante 10 temporadas, período em que foi treinado por Fernando Vaz e José Maria Pedroto.

Os seus bons desempenhos como guardião principal do Vitória de Setúbal, no qual em 1971/72 esteve na equipa que levou os setubalenses à sua melhor classificação de sempre, o segundo lugar no campeonato, e participou em várias jornadas brilhantes dos sadinos nas competições europeias, levaram Pedroto, que entretanto se tinha mudado para o FC Porto, a contratá-lo para o clube Dragão.

No FC Porto foi o guarda-redes titular da equipa que venceu a final da Taça de Portugal de 1976/77, com vitória sobre o Braga por 1-0, depois duma campanha a todos os títulos demolidora (como ficou patente na eliminação do Sporting, copiosamente derrotado nas Antas por 3-0).


Após essa época em que foi o guarda-redes principal do FC Porto, na imediata de 1977/78 cedeu o lugar a Fonseca, entretanto chegado ao clube, mas na seguinte voltou a titular em grande parte da época, tendo tido importante desempenho na conquista do Campeonato Nacional de 1978/79. A ponto de ter sido autêntico herói, com exibições decisivas nos jogos disputados em Lisboa.


Entre esses jogos ficou inesquecível o disputado em casa do Sporting, ao ter defendido um penalti inventado pelo árbitro Marques Pires a um quarto de hora do final do jogo de Alvalade. Através de cuja sua estirada ao primeiro remate e nova defesa à recarga, manteve inviolada a baliza portista, assegurando importante empate que conservou a equipa portista no caminho do título. Algo que esse árbitro bem pensara contrariar, assinalando tal penalti em jogada desenrolada ainda fora da grande área. Mas Torres concentrou-se e anulou essa tentativa!


Além do FC Porto e do Vitória de Setúbal, Joaquim Torres representou ainda o Amora e o Nacional.

Depois de terminar a carreira de futebol, o antigo guarda-redes dedicou-se à sua paixão pela fotografia, tendo sido colaborador do diário O Jogo, muitos anos, como fotógrafo; assim como desempenhou também funções de fotógrafo em vários órgãos de comunicação social na região de Setúbal.


Falecido assim em tempo próximo de mais uma final da Taça de Portugal, ao desaparecer fisicamente sempre permanecerá na memória portista como vencedor duma Taça de Portugal. Além de sua importante parte na conquista de um Campeonato, que lhe valeu o título de Campeão Nacional de 1978/1979, Joaquim Torres  será igualmente recordado como vencedor em 1977 da Taça de Portugal, também.


Armando Pinto
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