Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Recordação do dia… (em 2009 - antigo blogue "Paixão Pelo Porto")!

 

Uma recordação, de quando comecei a colaborar com um antigo blogue, em 2009 - o "Paixão pelo Porto". Onde de seguida foram publicados diversos artigos meus, assinados com as minhas iniciais A P ou mesmo por Armando Pinto. Os textos eram publicados duas vezes por semana, por norma às quartas e segundas-feiras, salvo exceções conforme houvesse motivos de atualidade, por exemplo. Blogue esse depois extinto em 2013, sem explicações.  Havia eu de permeio tido um blogue meu, também, mas entretanto anulado. E já então tinha o meu ainda atual “Memória Portista”.

De curiosidade interessante os comentários (no fim), como o que me deu depois razão... por quanto eu antes referira que Américo havia sido capitão de equipa do FCP, até ao famigerado jogo do árbitro sportingista "Calado", que o expulsou para então o Sporting poder marcar algum golo... de que precisava. Com um lapso, porém, do comentador, porque Américo esteve emprestado ao Boavista apenas 1 época e anteriormente havia estado 2 épocas sem jogar quando esteve no serviço militar. Coisas que aconteciam sempre mas aos jogadores do FC Porto, durante o regime desportivo BSB e político do Estado Novo.

Armando Pinto

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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE FEVEREIRO DE 2009

A «foto do dia» - Américo

O amigo Armando Pinto teve a gentileza de me enviar esta foto (e uma lista com troféus e distinções individuais) do 'enlameado' Américo (se alguém souber quem foi o fotógrafo que captou este belo momento, faça favor de acrescentar).
Se não conhecêssemos o Américo, bastaria esta imagem para logo o considerarmos um ícone do FC Porto dos anos 60. Os mais velhos garantem que foi, a par de Vítor Baía, o melhor guarda-redes que passou pelo FC Porto em toda a história do clube.
Foi pena ter representado o FC Porto naquele período difícil em que o clube tinha enormes dificuldades para vencer uma prova nacional. Infelizmente, a história acaba sempre por reconhecer com mais frequêcia os que ficaram ligados às vitórias, como Vítor Baía ficou, e esquecer os que defenderam o clube em momentos delicados, como Américo defendeu.
Américo chegou ao FC Porto no início da década de 50 (salvo erro em 1950/51), ainda com a idade de júnior. Contudo, e já depois de passar a sénior, teve grandes dificuldades em garantir a titularidade, pois teve a infelicidade de disputar o lugar com outros dois «monstros» da baliza portista, Pinho e Acúrcio. A sua promoção à titularidade, no início da década de 60, coincidiu com o célebre período (interrompido pela conquista da Taça de Portugal, em 1967/68) de vários anos que o FC Porto passou sem vencer o campeonato e a Taça de Portugal. Apesar de só ter visto o seu nome ficar ligado à conquista da Taça de Portugal, em 1967/68, Américo seria reconhecido com outros troféus e distinções individuais: "Baliza de Prata", galardão da então Agência Portuguesa de Revistas; "Prémio A Bola/Somelos Helanca"; "Òscar da Quinzena", da RTP; "Troféu Pinga", do FC Porto (antecessor do "Dragão de Ouro); "O Melhor do Ano" (1966 - eleição do programa «Escolha o seu ídolo»); e "Melhor Desportista do Ano" (1967) d' O Norte Desportivo.

3 comentários:

Anónimo disse...

Amigo Ricardo Vara:


Comungamos do agradecimento ao amigo Armando Pinto.

Foto feliz, sem dúvida.

Foi publicada no «Norte Desportivo»
de 5ª feira seguinte ao jôgo.

Reproduzida, posteriormente, no
«Idolos do Desporto» dedicado a Américo, que possuímos... autogra- fado.

Jôgo com o Benfica de 1963/64, empatado 1-1 (no saudoso Estádio das Antas)

Foi um autêntico «duelo» Américo-Eusébio, sob chuva torrencial.

E, de facto (amigo Armando Pinto) lá está a braçadeira de capitão, condução (quási) única em Américo.

Dia, jornada, constituição das equipas, vamos «investigar» e depois diremos.

Paulo Moreira disse...

aí esta uma excelente foto.

Parabéns pelo post

Anónimo disse...

Amigo Ricardo Vara:


Enquanto não «investigamos» aqui vão umas reflexões:

- Faltou dizer que o Américo foi campeão nacional (1958/59 - fez um jôgo) sendo o terceiro guarda re- des, atrás do Acúrsio e do Pinho;

- Faltou dizer que fez duas épocas no Boavista (emprestado - 1955/57);

Sobre

«... Os mais velhos (garantirem) que foi, a par de Vítor Baía, o melhor guarda-redes que passou pelo FC Porto em toda a história do clube ...»


Achamos de uma tremenda injustiça porque, apesar de só termos visto do Barrigana para cá, a história do Clube conta as façanhas de ou- tros grandes guarda-redes, e se ca-lhar, com justo destaque para o eterno SISKA, esse sim, teria sido o maior de todos.

O Vitor Baía, é o de maior currícu-lum e... dos maiores.

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