Na sequência de recentemente ter sido notório o caso do
jornal A Bola estar a esquecer alguns golos marcados por jogadores do FC Porto
na lista de goleadores, dos que costumam ser listados nesse jornal para atribuição
do prémio de goleador do campeonato... e porque na história não se esquece que em
tempos nas colunas desse mesmo periódico foi tirado por duas vezes o
correspondente trofeu Bola de Prata a dois jogadores do FC Porto com esses
processos (como foi em 1958/59 a António Teixeira e em 1990/91 a Domingos Paciência)... vem desta vez a propósito lembrar esse António Teixeira, que na ocasião recebeu
do FC Porto uma pequena bola de ouro como resposta - conforme já foi recordado
e consta em artigos anteriores neste blogue, bem como mais recentemente na “Revista da
Maia 2026”, também.
Ora, esse antigo avançado portista tem interessantes
curiosidades na História Portista. Sendo que nesse título de 1958/59 além de ter
sido jogador com mais golos marcados no campeonato, embora n’ A Bola lhe tenham
tirado alguns para o efeito resultante… foi também o autor do último golo do FC
Porto em Torres Vedras, que valeu o Campeonato - o terceiro golo do FC Porto,
marcado quase no fim do jogo (Torreense, 0-FC Porto, 3!) e como tal o que fez a
diferença final, como se sabe. Nesse tempo em que as notícias chegavam apenas via
rádio-telefonia, quando no estádio da Luz o Calabote, embora prolongando o jogo
de lá muito tempo, pensava que o Porto só tinha marcado dois…
Vem assim acima da memória relembrar o mesmo António
Teixeira, cuja carreira e seu palmarés têm relevo no âmbito portista.
Antes disso, já conhecido como jogador de grande presença na linha avançada do plantel sénior do FC Porto, teve voz no jornal O Porto em 1957, quando no interior do jornal oficial do Clube lhe foi dada a palavra, por escrito, com uma exposição na primeira pessoa, contando pessoalmente o seu trajeto de vida, como que a fazer um ponto de situação da carreira futebolística, até 1957.
Já tinha sido campeão nacional pelo FC Porto e vencido a Taça de Portugal em 1956, mas ainda com alguns anos de futebolista pela frente - ou seja antes de ter vencido outra Taça de Portugal, como foi em 1958, e depois sido Bicampeão em 1959, além de algumas vezes mais ter somado outras internacionalizações pelas Seleções Nacionais B e A. Tal como mais tarde ainda ter enveredado pela carreira de treinador e ainda ter voltado ao FC Porto para o banco dos responsáveis.
Ora, sabendo isso tudo, mas nem tudo o que sobre ele diz respeito, atente-se no que o próprio contou - conforme ficou e está registado no jornal O Porto ao correr de 1957. De sua vida até 1957.
Armando Pinto
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