Como a memória se faz a partir do presente, cujo dia de ontém já faz parte da história; e porque uma derrota a ultrapassar pode ser mãe de futuras vitórias, conforme dizia Pedroto por suas palavras em tom convincente, aqui estamos – pelo que o F C Porto nos diz respeito.
Há um jornalista, por acaso dos poucos que nos parece se
poder apreciar dum jornal lisboeta, e escreve normalmente bem com figuras
literárias interessantes, que costuma dizer (numa metáfora, da qual passamos
livremente para palavras nossas) que o futebol vistoso, atrativamente bem
jogado, é como a Sara Sampaio aos olhos dos espetadores.
Há esse desejo entre os apoiantes portistas, embora conte
sobremaneira os resultados. Mas bem se pode juntar tudo isso, se até a Sara Sampaio,
a bela manequim de fama mundial, é do Porto, sendo a cidade Invicta a sua terrinha,
como dizem os brasileiros (afirmando assim porque consideram que é uma forma
carinhosa de tratar o país de origem de muitos deles).
Ora numa relativa proximidade ao dia de S. Valentim, que já
faltou mais para chegar, sendo a também Portista Sara Sampaio “a musa absoluta
da campanha de dia dos namorados” duma marca de renome, apetece mesmo que a
sensualidade de palavras passe aos atos, para desatar os nós que têm andado a
impedir um futebol jogado de forma capaz de nos voltar a entusiasmar. O que
mais nos enche de esperanças num futuro melhor sob a batuta de Peseiro. E nos
ficou nos sentidos das palavras e feições de confiança patentes na sua apresentação
oficial. Por coincidência esperançosa, em dia de efeméride
agradável, fazendo anos que no mesmo dia de calendário, há uns bons anos, também
ocorreu a entrada em funções de Mourinho no Dragão.
Para melhor dispor as hostes, depois, à noite do mesmo dia, ouvimos
Pinto da Costa a falar à nação azul e branca, à família Portista, finalmente, vendo-se
no Porto Canal o Presidente do F C Porto a explicar situações e a reforçar a
moral coletiva, inclusive mostrando que está aí para durar, confirmando que se
vai recandidatar a mais um exercício da longa e frutuosa presidência que tem elevado
bem o nosso clube.
Gostei sinceramente, como Portista, deste rejuvenescimento e
inerente revitalização do semblante clubista, no sentido de união que pode e
deve regressar ao nosso ambiente comum. Ficando deveras crente numa recuperação
da mística que tem sido apanágio da grande coletividade que sentimos como parte
integrante de nós.
Que este período resulte num bom enlace é algo que bem
desejamos e pode ser possível, para mais em tempo propício, na tal aproximação à
época celebrativa dos namorados. Quando se gosta, tem de se mostrar que se
gosta mesmo, sem pensarmos em nós mas no bem de quem gostamos, neste caso o F C
Porto.
Assim sendo, é assim que ansiamos seja o presente e futuro
do F C do Porto, qual destino mais romântico, de modo arrebatado, entusiasmante
e apaixonante, como queremos para o nosso Clube!
Armando Pinto









