Entrado no calendário o mês de Outubro, há que assinalar que
este mesmo mês logo nos seus primeiros dias de 1949 teve a chegada ao mundo de um
rapaz, em terras do Alto Minho, que veio a ser um dos homens que ajudaram a
escrever algo da história do Futebol Clube do Porto através do jornal O Porto - antigo órgão
oficial do clube azul e branco em que colaborou esse então jovem, de nome
Telmo, colaborador d’ O Porto algum tempo em finais da década dos anos 1970’s.
= Imagem da foto constante do seu cartão do “Notícias de Famalicão”, do tempo de colaborador d' "O Porto", também.
Aproveitando o aniversário dessa ocorrência, é pois o facto bem
propício para trazer acima da memória mais um antigo colaborador do “jornal do
Porto” (O PORTO), na linha de dar a (re)conhecer os outrora colaboradores que escreveram no jornal
portista existente em tempos idos. Entre os que se sabe estarem ainda vivos e como tal integram o atual Grupo dos Colaboradores. Desta vez na calha de homenagear o amigo
aniversariante Telmo Esteves.
Com efeito, Telmo Carlos Dantas Esteves, de seu nome completo, nasceu a 3 de Outubro de 1949, em Candemil-Vila Nova de Cerveira. E desde há muito reside em Joane-Famalicão.
(Como natural de Cerveira, é assim conterrâneo da ilustre família portista dos Puga, também com ligações ao FC Porto, desde o Professor Manuel Puga, que foi Delegado no Porto da Direção Geral de Desportos e também treinador de voleibol e preparador físico de diversas modalidades do FC Porto, até ao seu filho atual médico do futebol portista e anteriormente também atleta internacional de voleibol do FC Porto, Dr. Nelson Puga.)
Ora, o Telmo, antes ainda de ter começado a escrever no jornal O Porto teve um percurso de vida preenchido, tendo passado pela Escola Primária de Vila Nova de Cerveira, na aprendizagem de letras e números, mais seguinte evolução nos estudos pela Escola Técnica de Viana do Castelo, Escola Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão e Instituto Comercial do Porto. Foi depois Professor em Guimarães, na Sertã, em Valpaços, na Parede, em Mondim de Basto e em Fafe. Entretanto nos princípios da vida de professor no ensino secundário fez o serviço militar obrigatório e na tropa foi camarada de Cristiano Pereira (o hoquista Cristiano do FC Porto) e de um campeão nacional de remo. Depois ainda foi formador do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), lecionando ITI (Introdução às Tecnologias da Informação), TOE (Técnicas de Organização Empresarial), OM (Organização e Métodos), em que lhe foi atribuída a disciplina que era para advogados, mas tinha muita formação na área; e Contabilidade e Fiscalidade. De permeio foi escrevendo em diversos órgãos informativos, como colaborador ou correspondente de jornais desportivos como Record e Equipa, de Lisboa, e O Norte Desportivo e Gazeta dos Desportos, do Porto. Mais a revista Chuto. Tendo passado também pelo Lusitano Desportivo (emigração) e pela imprensa regional, havendo sido correspondente do Carrocel Desportivo do ex-RCP e sido produtor em duas rádios locais.
Além disso ainda criou um jornal seu, o “Minho Desportivo” - publicado num número único, de 15 de julho de 1976.
Do tempo de sua colaboração à revista "Equipa", pode rever-se um exemplo do respetivo número de 28 de dezembro de 1977 (com uma entrevista a Luís Pereira, antigo futebolista do FC Porto e ao tempo a jogar no Riopele):
Enquanto, pelo meio, foi colaborador do jornal O PORTO, jornal de que era assinante e no qual colaborou algum tempo.
A propósito da criação do seu jornal Minho Desportivo, depois
incluído no livro “História da Imprensa Desportiva em Portugal”, por Francisco
Pinheiro, foi convidado para Call-Paper em Congressos de futebol, através do
CEISXX (Centro de Estudos e Investigação do Século XX) da Universidade de Coimbra,
não tendo participado por impedimento profissional. Foi ainda admitido a Pós-graduação
em Jornalismo Político da Universidade Lusíada. A Pós-graduação não funcionou e
foi convidado para outra em Ciências Empresariais, que não aceitou.
Segundo conta, começou a gostar de futebol, em criança ainda, desde que viu um
cartaz de um jogo e então presenciou ao vivo o FC Porto do tempo de Barrigana, integrante duma
equipa mista do FC Porto, num jogo particular em Famalicão.
A seguir colecionou cromos, já em tempo do Américo, Azumir, Pinto, etc. Mais tarde, no Porto,
como aluno conheceu jogadores portistas, de futebol e de andebol, como colegas.
Viu o jornal O Porto e passou a ser seu colaborador. Assim como viu o jornal
Centro Desportivo e dele foi correspondente. Escrevia versos, que foram
publicados em vários jornais e foi convidado para o Dicionário Bibliográfico
dos Poetas Portugueses e teve poesia criticada por Viale Moutinho na Mundo da
Canção. É sócio da Casa do Futebol Clube do Porto de Vila Nova de Famalicão (presidida pelo comum amigo Pedro Pinto). Sendo o Telmo também um dos
membros do GRUPO DOS COLABORADORES DO JORNAL O PORTO (que reune pelo menos duas
vezes ao ano em salutar convívio).
Ora, aproveitando a efeméride da data de seu nascimento
(quando são escritas e publicadas estas anotações), envio também por este
meio os devidos ”Parabéns de Feliz Aniversário”, em modo de simples mas
sincera homenagem de apreço, que o amigo Telmo merece, neste espaço de Memória
Portista.
Com um abraço amigo do
ARMANDO PINTO
Nota: a propósito e num enquadramento, reveja-se um anterior
artigo, publicado neste blogue, dedicado ao Telmo Esteves (clicando) em
https://memoriaporto.blogspot.com/2020/07/na-calha-da-taca-de-portugal-revista.html
A.P.
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