Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 16 de junho de 2013

Pinho: Guarda-redes do F. C. Porto típico dos anos 50's...


O sentimento Portista é algo especial que não se consegue descrever de forma como concebemos, sabendo porém que se sente e bem, quanto basta. No caso pessoal desde longos tempos, sensivelmente pelos anos da nossa meninice, a pontos de nos recordar imagens que nos ficaram a pairar na retina dessas eras. Uma das quais a associação que fazíamos de desportistas sorridentes que nos eram simpáticos, por serem do Porto é bom de ver, comparativamente, com os artistas de cinema que víamos na televisão ou no pano onde passavam sessões de cinema (pois que vinham fitas da FNAT para saraus de trabalhadores e seus familiares à fábrica grande desta minha região, à Metalúrgica da Longra, recorde-se), do que andava por esse país fora a tornar o ambiente propício, em tais eras... de alegria no trabalho. Ora, um desses artistas da bola, lembro, era o Pinho, que sabíamos ter defendido pelo Porto - pois ainda andava nas figuras dos rebuçados, os populares cromos, quando o autor destas linhas já andava de alguma forma a par dessas coisas do desporto, porque havia uma coisa a despertar o ser, o F C Porto.

Agora, um destes dias, chegou-nos às mãos, finalmente, o livro do Pinho. Muitos anos passados, mas a tempo de o poder ter...

Após termos conseguido juntar e guardar os livros da colecção Ídolos do Desporto que tiveram edição já nos tempos em que podíamos adquirir livros desses, em tempo oportuno, e de permeio naturalmente não ter havido oportunidade pessoal de angariação de outros anteriores, foi-nos agora possível ficar a possuir um desses de antigamente, o livro do Pinho que andara em nossos olhos nos tempos de menino, pelas colagens e trocas de cromos, como verdadeiro personagem de contos da bola de outrora. Daqueles que apareciam em fotos à artista...

Desse material, com adaptação de outros textos, como dum interessante site de Glórias de Futebol do Passado, lembramo-nos de fazer uma junção recordatória, por quanto a figura de Pinho merece. Transpondo para aqui esta espécie de homenagem póstuma e perene, no sentido de preservação memorial. Apesar de nunca o termos visto pessoalmente, mas porque foi um dos ídolos antigos entre atletas que tiveram o distintivo do F C Porto junto ao peito.

Estava-se a meio dos anos cinquenta, do século XX. «Depois de passar cerca de 15 anos sem conquistar o Campeonato Nacional da 1ª Divisão, o FC Porto quebrou definitivamente o enguiço vencendo a edição de 1955/56 da principal competição futebolística portuguesa. O guarda-redes titular da equipa portista nessa épica conquista dava pelo nome de Pinho, homem cuja fisionomia não parecia nada de arcaboiço talhado para a função, mas que afinal se revelou um excelente guardião.

A vida de Manuel Henriques de Pinho, tal era o seu nome completo, começou no dia 21 de Setembro de 1930 na então pitoresca localidade de S. Roque, em Oliveira de Azeméis. Desde muito novo foi sempre participante activo nas “futeboladas” instituídas pelos miúdos da terra e cedo se evidenciou a sua paixão pelas balizas. Ao contrário da maioria da rapaziada, era como guarda-redes que o jovem Pinho gostava de alinhar, demonstrando, precocemente, ter aptidão inata para essa posição.

Já adolescente Pinho surgiu a treinar nas camadas jovens do Oliveirense e, aos 17 anos de idade, foi o guarda-redes da equipa de juniores que conquistou o Campeonato Distrital da A. F. de Aveiro naquela categoria, em 1947.

Logo na temporada seguinte o jovem Pinho integrou a equipa sénior do Oliveirense, assegurando primeiramente a titularidade e simultaneamente contribuindo, com as suas majestosas intervenções, para a conquista do Campeonato Distrital da A.F. de Aveiro por parte da formação de Oliveira de Azeméis.

Surpreendentemente, o mesmo jovem foi contratado pelo FC Porto no início da temporada de 1949/50 por indicação expressa do consagrado técnico portista Artur Baeta, que aconselhou vivamente a sua aquisição.

No FC Porto, obviamente, encontrou a concorrência do conceituado guardião portista Frederico Barrigana, não passando, como tal, da condição de suplente da formação principal e titular na equipa de reservas. Nessa categoria de reserva, o guardião Pinho coleccionou vários títulos de campeão regional da A. F. do Porto, ao serviço da equipa azul e branca.
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= Equipa do FC Porto em 1954/55, com Pinho como suplente de Barrigana. =
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= Espectacular defesa de Pinho no FC Porto =
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A sua estreia oficial deu-se numa partida de carácter amigável disputada entre o FC Porto e o Belenenses, que a equipa azul da capital venceu, marcando quatro golos a Pinho.

Entretanto, a carreira desportiva de Pinho teve também outras peripécias de realçar. Desde logo a passagem pelo Campeonato Militar em futebol, onde Pinho, a cumprir serviço militar, representava a equipa do 5º Batalhão de Cavalaria de Aveiro. Todavia, desta feita, o jovem Pinho actuava na posição de interior esquerdo em detrimento do seu lugar preferido, na defesa da baliza. No mesmo período dedicou-se a outra modalidade desportiva, concretamente, o basquetebol, onde foi jogador no Campeonato Militar ao serviço da mesma equipa militar que representava em futebol.

A tendência de Pinho para praticar outras modalidades estendeu-se também ao FC Porto. Enquanto esteve tapado na equipa de futebol principal do FC Porto pelo célebre Barrigana, o jovem Pinho acedeu ao convite de Manuel Dias Saúde, seccionista no andebol do clube azul e branco, para integrar a equipa de Andebol de Onze do grémio da Constituição e das Antas, tendo ainda chegado a atuar também na variante do Andebol de Sete.

= Pinho entre Campeões do Andebol no F C Porto =

Com muitos e reconhecidos méritos, Pinho acabou sendo um notável guarda-redes da equipa de andebol, sagrando-se campeão regional e nacional naquela modalidade ao serviço do FC Porto.

Mas o grande sonho de Pinho era efectivamente afirmar-se no futebol. Cansado da falta de oportunidades Pinho cogitou abandonar o FC Porto. Esteve próximo de isso acontecer, seduzido que estava por ter a possibilidade conseguida por um amigo em treinar à experiência em clubes da cidade espanhola de Barcelona.
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= Equipa do FC Porto na decada de 50 =
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= Voo de Pinho entre os postes durante um treino =
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Um dia tudo mudou. Dorival Knippel, o famoso Yustrich, afamado treinador brasileiro do FC Porto, afastou o guarda-redes Barrigana da equipa portista, alegadamente por motivos disciplinares, mais para acabar com a predominância dos mais velhos (tendo acompanhado Barrigana, nesse afastamento, também o internacional e capitão Ângelo Carvalho, mais o artistico Porcel), escolhendo Pinho como sucessor na defesa da baliza.

Conquistou então Manuel Pinho o lugar de guarda-redes principal do FC Porto no início da temporada de 1955/56 e logo se afirmou como um dos melhores jogadores portugueses naquela posição.
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= Plantel do FC Porto na temporada de 1955/56 =
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= O guarda-redes Pinho nas alturas =
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= Pinho agarra com segurança, sob as vistas de Osvaldo Cambalacho. =
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Essa época desportiva de 1955/56 foi o ano da concretização de todos os sonhos do jovem modesto vindo de Oliveira de Azeméis. Ganhou a titularidade na equipa portista, foi campeão nacional da 1ª Divisão, venceu a Taça de Portugal, tornou-se internacional pela primeira vez na sua carreira, pela Seleção Nacional B e chegou mesmo a integrar o lote da Selecção A Nacional, embora como suplente.

Pinho jogou em 25 partidas do Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1955/56, ficando Acursio como seu guarda-redes suplente na equipa do FC Porto. A equipa azul e branca, com a participação deveras fundamental do guarda redes Pinho, colocava um ponto final no longo jejum de vitorias na principal prova nacional, vencendo categoricamente o Campeonato Nacional da 1ª Divisão, conquista à qual juntou, ainda, a Taça de Portugal, numa final em que os portistas venceram o Torreense por 2-0.
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= Equipa do FC Porto com o Jamor por cenário, quando venceu a final da Taça de Portugal,com 2-0 sobre o Torrense, na época de 1955/56 =

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= Pinho não consegue evitar o golo num encontro frente ao Benfica =
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= Equipa do FC Porto na temporada de 1955/56 =
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= Seguro no jogo aéreo =
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= Jogo entre FC Porto-Atletico no Estádio das Antas =

Por seu turno, a sua estreia internacional pela Selecção Nacional “B” aconteceu no Estádio das Antas frente à congénere austríaca. Apesar de ter realizado uma boa exibição, Pinho conheceu o sabor da derrota na respetiva primeira internacionalização já que a Áustria venceu Portugal por 1-2.

No mesmo ano contabilizou a segunda internacionalização, novamente, representando a Selecção Nacional “B”, desta feita, defrontando o Sarre, em Sarrebruque. As redes da baliza defendida por Pinho ficaram neste jogo invioladas, fruto, essencialmente, de uma grande exibição do guardião Pinho, num encontro que terminou empatado a 0-0.

Posteriormente o mesmo Pinho chegou a ser incluído no lote da Selecção Nacional “A”, mas nunca pôde alinhar, sendo mais um caso dos que injustamente não chegaram a jogar pela equipa principal portuguesa, tal o favorecimento que era dado aos jogadores do Benfica, Sporting e Belenenses  (em época do poderio BSB, ou seja da Federação Portuguesa de Futebol ser sempre presidida por representantes dos Benfica, Sporting e Belenenses), limitando-se assim Pinho a ocupar a condição de guarda-redes suplente de Carlos Gomes, do Sporting, o titular de Portugal nessas ocasiões.
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 = Selecção de Portugal na decada de 50 =

Imagem amarelecida pelo tempo... do guarda-redes Pinho na Selecção Nacional da Federação de Portugal...

= Pinho, com José Pereira, do Belenenses - os guarda-redes da Selecção "B", nesse tempo. =
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= Selecção de Portugal "B" na decada de 50 =
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= Pinho durante um treino na Selecção Nacional =
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Nessa altura destacava-se também, pela importância que representava, a deslocação do FC Porto ao Brasil e à Venezuela para participar em alguns encontros e torneios amigáveis com clubes sul-americanos. Aí Pinho ficou conhecido pelo epíteto de Rato do Maracanã por causa das sensacionais defesas que efectuou numa partida frente ao Fluminense, no Brasil.

Pinho era, acima de tudo, considerado um guarda-redes muito seguro e atento. De baixa estatura, muito entroncado fisicamente, num aspecto considerado pouco recomendado para um guarda-redes, Pinho caracterizava-se pelo seu posicionamento entre os postes e fora deles, que lhe valiam intervenções eficazes.
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= Equipa do FC Porto na época de 1955/56 =
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= Defesa a soco de Pinho =

= Lançado-se ao relvado, segura a bola com segurança =
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Muito corajoso e arrojado na forma como se lançava aos pés dos adversários e muito rápido na execução de defesas, o guarda-redes Pinho surpreendia também pela sua agilidade quase felina e na forma repentista de decidir e rápida de actuar, capaz de protagonizar milagrosas intervenções.

No período mais conturbado e indefinido da sua carreira no FC Porto, ao chegar o tempo que foi de passagem de testemunho, Pinho revelou-se sempre com um amplo espírito competitivo e crença nas suas capacidades. Era aplicado e nos treinos estava sempre pronto a aprender com os mais velhos e ajudar na progressão dos mais novos.
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= Equipa do FC Porto da vitória na Taça de Portugal de 1955/56, já num tempo de transição de fotos tenuamente coloridas...
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= Entre dois adversários Pinho segura a bola com segurança.
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= Pinho em acção ao serviço do FC Porto, sob olhar protetor de Miguel Arcanjo.=
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Pinho jogou no FC Porto até ao final da época de 1958/59 praticamente sempre como guarda-redes titular dos azuis e brancos. Nesse período venceu novamente a Taça de Portugal na temporada de 1957/58 numa final frente ao Benfica, que os portistas, treinados pelo húngaro Otto Bumbel, venceram por 1-0, com um golo de Hernâni. Tendo estado no banco como guarda-redes suplente o então muito jovem guarda-redes Armando, que subira dos juniores do clube.

Finalmente, na última época ao serviço do FC Porto, Pinho voltou a sagrar-se campeão nacional da 1ª Divisão. Neste Campeonato Nacional de 1958/59, ele alinhou em 16 encontros oficiais, partilhando já a baliza com aqueles que seriam os seus sucessores nos azuis e brancos, o guardião Acúrsio» (como nesse tempo aparecia escrito), esguio mas elegante guarda-redes que esteve à frente da baliza por nove vezes, nesse campeonato, além de Américo, então jovem prometedor já, que também deu sua contribuição num jogo.
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= Pinho na capa da Revista Idolos do Desporto =

= Pinho no Maracanã frente ao Fluminense =
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= Na escuridão do Maracanã... =
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= Frente ao Fluminense Pinho segura a bola à flor da relva =
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= Mais uma boa intervenção de Pinho, num Benfica - F C Porto =
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= Pinho com o emblema do FC Porto ao peito =
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= Pinho guarda-redes polivalente do FC Porto, vitoriado pelos adeptos no final de um jogo de Andebol de 11 =

= Uma vez mais nas alturas, com a pala da bancada central das Antas em plano dum cenário de fundo. =
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= Em mergulho junto ao relvado, segurando a bola =

= Equipa da final da Taça de Portugal ganha pelo FC Porto em 1957/58, com um golo de Hernâni!

= Pinho em acção, com ajuda de Monteiro da Costa e proximidade de Arcanjo. =

= Desafio entre Sporting e FC Porto, com Virgílio pronto também para o que der e vier...

Plantel do FC Porto na época de 1958/59, com as faixas de Campeões Nacionais

= Ao serviço do FC Porto, ainda. =

Aos 29 anos, Pinho era já um guarda-redes muito experiente e dos mais conceituados no futebol português. Findando sua prestação nas Antas de forma algo surpreendente, tendo sido dispensado, no terminus do campeonato em que Guttman abandonou traiçoeiramente o clube, com contrato firmado com o clube rival  lisboeta do estádio então chamado de Carnide. Nesse período, Pinho deixou então o FC Porto no final da temporada de 1958/59 e ingressou na equipa do quase vizinho Vitoria de Guimarães.

Após a saída do Porto, Pinho integrou então o plantel do Guimarães, onde formou com o veterano Silva a dupla de guardiões da baliza vitoriana na temporada de 1959/60. Foi todavia esta a única época que o guarda-redes Pinho esteve ao serviço do Guimarães, pois no final da temporada foi dispensado. Tendo então prosseguido a carreira no Salgueiros, que na época de 1960/61 ascendia à 1ª Divisão Nacional. Esse regresso foi bastante influenciado pelo treinador do clube de Paranhos, precisamente o homem responsável pelo início de sua carreira, Artur Baeta, então treinador do popular Salgueiral. Depois Pinho viajou depressa para uma zona vizinha de Lisboa, tendo ido reforçar a equipa do Atlético para a época de 1961/62. Volvidos tempos, passado que foi sua estada em Alcântara e entrado entretanto na casa dos trinta anos, ao aproximar-se dos 32 anos de idade o veterano e experiente guarda-redes Pinho deixou a 1ª Divisão Nacional e rumou ao distrito de Viseu para ingressar na equipa do Lusitano de Vildemoinhos, então a militar na 2ª Divisão Nacional. E jogou ainda no União de Lamas, então treinado pelo seu antigo colega Barrigana, tendo-se sagrado Campeão na subida do clube dessa época, à 3ª Divisão Nacional.


Posteriormente Pinho emigrou para França, vivendo na pátria de Napoleão durante anos. Regressou mais tarde a Portugal, acabando por falecer num lar de terceira idade na cidade do Porto, segundo chegou ao conhecimento público. Falecido a 10 de outubro de 2005. Tendo ficado, por fim, sepultado na sua terra, na atual vila de S. Roque, no concelho de Oliveira de Azeméis. 

Armando Pinto
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sábado, 15 de junho de 2013

Revista do F C Porto Tricampeão Nacional 2012/13


Quando há evidentes sinais de interesse sobre a memória coletiva, quanto aos variados temas que dizem respeito a comunidades e coletividades, entre diversificados exemplos, faltam por vezes publicações capazes de perpetuar e extensivamente permitir consultas à posteridade, sobre tais casos. Não será esse o sucedido, desta vez, com o sucesso da conquista pelo F C Porto do Tricampeonato de futebol nacional, e inclusive extensivo leque de títulos igualmente nas modalidades de hóquei e andebol, pois esses factos acabam de ficar impressos numa publicação chegada hoje ao público. Que naturalmente adquirimos e já ficamos a possuir.


Com efeito, numa edição d’ O Jogo, foi publicada uma pequena revista, distribuída como parte integrante da edição deste dia 15 de Junho do jornal O Jogo, sobre o tema em apreço. Numa agradável publicação, por meio dum formato quase de bolso, a tornar-se útil, pois essa revista, assim, pode ser guardada em estante, por exemplo, a ocupar por um lado pouco espaço e por outro em boas condições bibliotecárias, atendendo às características próprias. Servindo como mais um suporte documental, no caso, da História recente do F C Porto, para juntar a tudo o que regista ao longo dos tempos a Vida do F C Porto. 

Armando Pinto
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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Novo Treinador Principal do F C Porto: Paulo Fonseca assinou por duas épocas com o Clube Dragão!



Está formalizada a ligação de Paulo Fonseca ao F C Porto, através de contrato assinado e transmitido em direto no Porto Canal. 

Conforme vimos em tempo real, por meio de televisionamento durante o "Jornal das 13" do Porto Canal, foi posto no papel o acordo para que este jovem técnico de futebol passe, desde hoje, dia 10 de Junho, no dia de Portugal, a ser o novo treinador do Campeão Português.

Depois dos sucessivos folhetins que a comunicação social alimentava, está assim desfeita a dúvida.


Com efeito e já certeza, sabe-se desde o início da tarde desta segunda-feira que o treinador que levou o Paços à Liga dos Campeões é o sucessor de Vítor Pereira, tendo então assinado um contrato de dois anos com o FC Porto.

Após dois anos de comando de Vitor Pereira, treinador bicampeão mas deveras contestado entre grande franja de adeptos do F C Porto, segue-se novo período, agora com outra orientação e imagem, em mais uma aposta de Pinto da Costa.

O novo orientador técnico do clube será acompanhado pelos treinadores-adjuntos Nuno Campos e Pedro Moreira, que com ele trabalharam na última época, além de outros elementos escolhidos dentro da estrutura do clube.

Dizendo que "não podia estar mais satisfeito", quanto orgulhoso e motivadíssimo por esta nova etapa, Paulo Fonseca tocou o céu com a chegada ao FC Porto.


Paulo Fonseca não escondeu toda a felicidade por ter assinado pelo FC Porto. O novo treinador dos campeões nacionais confessou que "é um enorme orgulho" chegar ao Dragão. "É uma sensação maravilhosa poder representar o FC Porto, o campeão nacional.

Não podia estar mais satisfeito", foi mesmo uma frase forte do que discursou na cerimónia de apresentação, transmitida pelo Porto Canal. 

Fonseca já encarnou o espírito portista e declarou ter chegado a um clube onde "o compromisso com a vitória é permanente". "Aqui respira-se o ar contagiante da vitória", completa.

   

Agradecendo a confiança depositada pela Direção, o treinador disse estar "motivadíssimo para dar continuidade à sequência de vitórias".

Referindo-se a elogios dos ex-jogadores, conforme tem sido tornado público, ele reconheceu: "A maior recompensa que um treinador pode ter é ver reconhecida a sua competência por quem com ele trabalha ou trabalhou. Esse é o melhor prémio. Esta é uma atividade de relações intensas e gerir emoções não é fácil. Saber gerir as emoções é fundamental". Enquanto, sobre anterior passagem pelo F C Porto em 1995, como jogador, vincou: "Acredito mais no Paulo Fonseca como treinador do que como jogador. Sendo o mais honesto possível, ao jogador faltava-lhe alguma coisa para poder representar o F C Porto. Agora, sinto que este é o momento ideal, como treinador, para chegar a esta posição".

Aos 40 anos e depois de um ano de sonho, Paulo Fonseca chega então a um grande, ao maior clube português, presentemente, com a convicção de que terá que manter a sua ideia de trabalho.

"Sou ambicioso e isso vê-se nas minhas equipas. Gosto de ter equilíbrio nas minhas equipas. É fundamental gerir o jogo com bola. Temos que ser equipa dominadora e estar constantemente no meio-campo adversário", observa.

   

Outro fator destacado pelo treinador foi a necessidade de gerir a dimensão emocional do grupo de trabalho. "A principal tarefa de um treinador é saber gerir emoções dos jogadores", considera. 

Aos adeptos, Fonseca compromete-se a oferecer qualidade de jogo. Para que tal aconteça a receita passa por ter uma equipa "solidária e unida".

Paulo assinou contrato com o FC Porto, após experiências no Paços de Ferreira, Desportivo da Aves, Pinhalnovense, Odivelas, 1º Dezembro e juniores do Barreirense (por ordem inversa de seu percurso prometedor). 

Pelo prisma institucional, o Presidente do FC Porto confirmou ter plena confiança na capacidade do novo treinador e confessa admiração pela forma como actuam as equipas de Paulo Fonseca.

   

 Jorge Nuno Pinto da Costa está plenamente confiante que a aposta em Paulo Fonseca resultará em grande sucesso para o FC Porto. Apesar da inexperiência, o presidente do FC Porto considera que a contratação de Paulo Fonseca "não é uma aposta arriscada". Pinto da Costa acrescenta que "é uma aposta consciente" e explica: "É um jovem, mas tem competência e é pessoa madura. Não conheço nenhum treinador que tenha realizado o trabalho feito no Paços de Ferreira, esta temporada". 

É, portanto, nos resultados obtidos pelo técnico que o presidente do Porto se baseia para justificar esta contratação: "Não foi por simpatia pessoal que o contratei, mas sim porque sou admirador das suas qualidade e da forma como as suas equipas jogam. Equipas disciplinadas, bem organizadas", disse, em declarações ao Porto Canal. 


Longe vão os tempos em que nós, os adeptos, tínhamos de esperar pelos noticiários televisivos da noite, em situações destas, e como na maior parte das vezes a televisão do país apenas dava grande atenção ao que fosse de Lisboa, só nalguns jornais do dia seguinte se ficava melhor a par das ocorrências, quanto aos desenvolvimentos das atualidades do F C Porto, como realidade que sempre mais nos interessou, no caso.

Agora, mesmo para quem vive relativamente distante, tudo se sabe e conhece na hora. Ainda Bem. E com o Porto Canal ainda melhor!

Armando Pinto

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Revista "Dragões" - desta feita com capa para a História...!

 

Desta vez a capa da revista Dragões está mesmo à Porto...! Com magia artística, numa simbiose de levar à eternidade esse momento sublime que foi o golo que pôs os benfiquistas de joelhos...

Mas não só... Pois esse golo e o derivado resultado foi muito mais: porque com um só tiro matou mais coelhos, pondo todos os rivais invejosos do F C Porto a remoerem-se, a pontos de terem mais tarde de inventar desculpas para azelhices - como um tal Bruno, que já que não conseguindo cortar como e onde queria mandar, corta relações externas... esquecendo-se que o Porto ainda é mais forte em situações de afronta...

Ah, nesta capa bonita e sintomática, conta ainda que ficam eternizados, assim igualmente, na representativa pintura coeva, os símbolos das vitórias nos campeonatos nacionais de Hóquei em Patins e Andebol, modalidades em que o F C Porto também é de novo e atualmente Campeão Nacional, tal qual em Bilhar, Boxe e Natação. 

Ora é assim a mais recente edição da revista oficial do F. C. Porto, chegada aos escaparates nestes princípios de Junho. 

A revista "Dragões", com efeito, marca posição de relevo desta vez, relativamente ao que tem vindo a perder em matéria de pesquisa histórica em suas páginas (relacionando com desempenho dos seus primeiros anos, pelo menos, e até da revista Mundo Azul que já existiu no clube, além do próprio jornal O Porto - com efeitos de presentemente darem para recordar, através de suas crónicas, umas quantas parcelas interessantes da História Portista... Marcando a Dragões", desta feita, um cunho próprio e entusiasmante com a fixação artística dum momento marcante, daqueles que só de ver representado logo transporta a eufórica vitoriação, fazendo reviver um golo eterno e consequente vitória inesquecível, que deu para passar noites e dias a acordar e sonambular entre sonho e realidade. Só a capa da revista atual do clube (e ainda só vimos a capa, por ora, tal qual a imagem que nos chega), encarna uma visão tal e qual vale por mil palavras, perpetuando um quadro de chegar à eternidade! 

Armando Pinto