Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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domingo, 6 de janeiro de 2019

Uma crónica lapidar…!



Por quanto encerra, desta vez junta-se aqui uma crónica de um jornal desportivo diário, sem necessitar de muitas explicações nem apresentações. Respigando-se, para partilhar memorialmente, tal crónica dum grande jornalista e conhecido portista assumido (classe que se refere atendendo a não faltarem independentes encapotados de cartilheiros, tipo moços de recados de Benfica na maioria dos casos e alguns também do Sporting). Quão desperta atenção e merece relevo a crónica publicada este domingo no jornal O Jogo, da autoria de Paulo Baldaia. Algo que não tem passado muito para a opinião pública, mas é a pura verdade. Cujo conteúdo, através de imagem da respetiva coluna, com a devida vénia para aqui transpomos – para constar em espaço de memória portista, como este afinal.


Armando Pinto
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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

FC Porto vencedor da Supertaça portuguesa 2018/2019 – com direito a poster desdobrável n’ O Jogo


Para início de época, disputou-se a Supertaça Cândido de Oliveira, em jogo entre o vencedor do Campeonato da Liga principal, o campeão nacional, e o vencedor da Taça de Portugal da época passada, respetivamente FC Porto e Desportivo das Aves. Final como vem sendo habitual disputada em Aveiro, com  ambiente colorido, à maneira dos barcos Moliceiros locais. Com bom sabor de boca, a condiuzer com os ovos moles de saborear antes e depois.


Facto este, de tão saborosa vitória, por tudo  e mais alguma coisa, que é de figurar na memória portista, como grande feito, em momento especial.


Mais um título nacional do FC Porto é esta Supertaça portuguesa de início à presente época futebolística de 2018/2019, conquistada sábado primeiro de agosto de 2018, dia 4 deste mês dedicado nas calendas antigas ao imperador romano Augusto. Apropriando honra do FC Porto ser coroado agora com louros imperiais, à imagem antiga desse César Augusto que dirigiu as hostes do império romano em tempo de sua civilização marcante.


É pois marcante mais esta conquista do FC Porto. Estando assim já um trofeu desta temporada na posse do FC Porto. Obtido de forma superior, à maneira já habitual de contra tudo e todos, tal a vergonhosa e enervante arbitragem do árbitro Godinho, o tal que na época anterior deu um encontrão no Danilo e em vez de lhe pedir desculpa o expulsou de campo… Tanto que, desta vez, teve interferência no primeiro golo e único do jogo contra o FC Porto, e depois andou grande parte do jogo a prejudicar o FC Porto, mesmo a provocar jogadores, treinadores e adeptos. Algo que não se entende. Então se em qualquer profissão os respetivos profissionais têm de saber o que fazem... um soldador tem de saber soldar, um escriturário tem de saber escrever, contar, etc., um escritor tem de ter noção das regras da escrita e jeito para trabalhar as palavras, um médico tem se saber fazer um diagnóstico e reagir em emergências, um advogado tem de saber as leis, os juízes que sejam capazes de aplicar corretamente as leis, etc. e tal… porque é que só na arbitragem os árbitros são uns autênticos aselhas e mais parecem fantoches ao serviço da destruição de qualquer trabalho bem elaborado? Até parecem feitos por encomenda, como se diz popularmente, sem jeito nem valor.


Felizmente, desta vez o FC Porto voltou a conseguir superar tudo, marcando mais golos que os que o árbitro tentou que não fossem marcados e especialmente além do tal em que ele teve ação direta, qual autêntica assistência a favor do adversário. Como, não contente, ainda deixou os jogadores do Aves usarem e abusarem de agressividade, a pontos de nem falta ter marcado na agressão de que o Herrera foi vítima, como ficou para a história a escorrer sangue. Enquanto, por Sérgio Conceição naturalmente se ter insurgido no banco contra esse escândalo, foi o treinador do FC Porto expulso por esse inventado árbitro!


Como sinal da total superioridade do FC Porto, coroada ao fim na entrega oficial da taça correspondente, foi também do FC Porto o jogador considerado melhor em campo. Tendo sido assim nomeado o portista Máxi Pereira, que recebeu o trofeu alusivo.


Com mais este título, junta-se mais um número à conta dos títulos obtidos nesta competição, indo já em 21 as Supertaças nacionais vencidas pelo FC Porto, mas também no grosso número clubístico e no pecúleo do Presidente Pinto da Costa. Em tudo mais um ao que ficou ainda recentemente – na edição da sexta-feira anterior do jornal O Jogo – explícito no belo e valioso trabalho de pesquisa e concisa exatidão da jornalista Ana Luísa Magalhães, a merecer perdurar numa publicação mais compatível com a devida importância, género revista (como eventualmente poderia ser, fica a ideia, na próxima comemoração dos 125 anos do FC Porto).


Para já, merecedor de algo assim foi mesmo a vitória na Supertaça. Em cujo prélio a equipa do FC Porto usou o equipamento alternativo da camisola comemorativa dos 125 anos do clube dragão. Tendo o jornal O Jogo, também, na edição desta quarta-feira, dia 8 de agosto, publicado um poster desdobrável a assinalar condignamente mais este triunfo. Mais um documento ilustrativo para juntar ao acervo de tudo o que faz parte da memória portista. E, como tal, a ter direito a figurar aqui neste espaço em imagens digitalizadas e numa (para abranger melhor a imagem maior, do poster propriamente) de captação fotográfica.


Aditamento: 
Também na mesma quarta feira, ao final da tarde (depois do treino de preparação do dia) todos os elementos da equipa principal do FC Porto, acompanhados por todo o pessoal do departamento de futebol, dirigiram-se ao Museu do FC Porto, onde, perante o Presidente da Direção, foi oficialmente entregue ao clube a Taça Cândido de Oliveira de 2018 –  agora devidamente colocada em seu sítio, num lugar de honra do Museu FC Porto by BMG.  


Armando Pinto
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domingo, 20 de maio de 2018

Iker Casillas continua a ser guarda-redes do FC Porto


Para grande satisfação da família portista e desilusão dos adeptos, comentadores, jornaleiros e cartilheiros adversários, Casillas renovou com o FC Porto e assim permanece na equipa azul e branca mais uma época. Com a curiosidade sintomática de ter aceitado reduzir seu vencimento, de modo a possibilitar a permanência do símbolo do FC Porto ao peito, sobre o coração.


Andaram certos boateiros durante largo tempo, nos canais televisivos e em páginas de jornais, a inventar que Casillas não ficava no FC Porto, que afinal lhes saiu mais um tiro pela culatra das armas que nem sabem empunhar, sequer.

= FC Porto com Casillas: Campeões Nacionais de 2017/2018!

Com efeito, de dragão estampado no equipamento, Casillas vai continuar no FC Porto por mais uma temporada. O guarda-redes e o clube chegaram a acordo para a continuidade, na semana das comemorações da conquista do título nacional, com o espanhol a aceitar uma redução no salário, demonstrando de modo convincente como se sente ligado ao FC Porto e como tal deseja continuar como guarda-redes portista.


Iker Casillas, de 36 anos quando renovou há dias com o FC Porto (e a perfazer 37 neste domingo 20 de maio, em que está ainda mais de parabéns!), chegou ao FC Porto em 2015 e leva 114 jogos de dragão na camisola. Tendo esta época de 2017/2018 conseguido ajudar o FC Porto à conquista do título de Campeão Nacional. Juntando ele assim, finalmente, mais um título aos muitos que havia obtido pelo Real Madrid, passando agora a ser também Campeão em Portugal.  

Diante da boa nova, sendo uma honra o FC Porto ter um valor como Casillas no plantel azul e branco, recordamos a sua chegada em 2015 com imagens dum poster desdobrável desse tempo (edição do jornal O Jogo), da coleção particular do autor destas linhas.

Efetivamente Casillas é um valor acrescentado ao mundo portista, por tudo o que é sabido e mais ainda pelo seu valor como guardião das balizas e ser humano, um desportista bem simpático e que é admirado naturalmente por muita gente, incluindo o portista que assim regista mais este facto. Sendo um guarda-redes que engrandece a honrosa galeria de grandes guarda-redes da história do FC Porto, desde uns Siska, Soares dos Reis, Barrigana, Acúrcio, Américo, Mlynarczyk, Vítor Baía, Helton, etc.


Sintomática é a afirmação de Casillas: "Há coisas mais importantes do que o fator económico". Pois o guarda-redes espanhol do FC Porto, que já tinha manifestado vontade de continuar no Dragão, aceitou uma redução salarial para continuar a representar os dragões, decisão muito valorizada pelo mundo afeto ao FC Porto.


Diante disso, mas não só, é um orgulho ver Iker Casillas continuar no FC Porto. Como afirmou inclusive o presidente Nuno Pinto da Costa: «Queríamos que o Iker continuasse. Ele sente-se bem aqui e também queria continuar. Infelizmente, devido à situação do fair-play financeiro, não nos era possível manter as condições que ele tinha, mas chegámos a um entendimento. Não é pelo passado dele que ele é importante. Temos muito orgulho nisso, mas nestas coisas conta o presente e ele acabou a época como titular, foi importante em jogos decisivos e a partir do momento em que o treinador mostrou vontade de o manter no plantel nós fomos até onde era possível. Não era o que ele pretendia, mas dada a sua grande vontade de ficar, chegámos a um entendimento».


Na felicidade portista de vermos manter no FC Porto "um jogador deste nível", que até dá mais visibilidade exterior ao futebol português e alia prestígio ao FC Porto, assim como o FC Porto o enobrece em alongar sua carreira num clube de renome internacional como é o FC Porto (que a nível europeu é a par do Real Madrid e do Barcelona recordista de participações na Liga dos Campeões Europeus), retemos mais outra confirmação do Presidente-dragão: «Fico muito feliz por mantê-lo, ainda mais porque era um jogador que tinha propostas para ir ganhar mais do que ganhava aqui no ano passado e decidiu ficar. É um sinal de que ele se integrou, não só no nosso clube, mas também na nossa cidade. E eu, agora como Cidadão do Porto, fico muito orgulhoso por ter um jogador com este currículo a jogar aqui ao mais alto nível», sublinhou presidente do FC Porto, recentemente agraciado com a Medalha de Honra da cidade do Porto. Esperando nós, agora, que com Casillas e seus atuais e futuros colegas, o FC Porto para o ano possa volta a ter uma equipa ao nível da deste ano, também.


Ilustrativo, da sua participação na obtenção do Título Nacional da época finda, é um artigo e  algo mais constante do caderno "Ataque", com que o Jornal de Notícias assinalou tal conquista  conforme damos à estampa, para o efeito, recortando parcelas do referido caderno-suplemento da edição do JN de sábado 19 de maio:


Armando Pinto
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quarta-feira, 9 de maio de 2018

FC Porto é Bicampeão da " Premier League International Cup " – Taça Europeia de Equipas B e Sub-23, em dia de “posters” dos Campões Nacionais de 2017/2018


Terça-feira 8 de maio de 2018 – mais um dia histórico na vida do FC Porto. Tendo ao fim da tarde a equipa do FC Porto B triunfado na final da "Premier League International Cup", em Inglaterra, levantando a taça do estatuto europeu de equipas B e sub-23. Tendo assim o FC Porto vencido pelo segundo ano consecutivo essa prova internacional de elevado prestígio.

De modo particular, isto em dia em que, depois da consagração do FC Porto como Campeão Nacional de futebol máximo, foram publicados e distribuídos com os jornais O Jogo e Jornal de Notícias dois “posters” grandes e desdobráveis, a assinalar o feito recente. Algo relevante a cujo pecúlio, como complemento, a partir de agora faltará apenas e também juntar uma publicação em livro, para historiar e memorizar a preceito o campeonato que se equipara em sentimento coletivo, por assim dizer, aos títulos mais desejados.


Então, enquanto isso, também os jovens portistas da equipa B reforçaram a maré alta do mar azul e tornaram-se Bicampeões da " Premier League International Cup ".

Na Final, no Emirates Stadium (em casa do adversário finalista), o FC Porto venceu e convenceu:
Arsenal Sub-23 0 x 1 FC Porto B 
(golo marcado aos 10 minutos de jogo, por Madi Queta)


Deste modo a equipa B do FC Porto revalida o título da Premier League International Cup. É mais um troféu para a formação do nosso Clube, mas mais que um trofeu, é algo muito honroso. Continuando o FC Porto a ser o clube português mais representativo!

Com esta vitória, cresce a lista de vitórias internacionais, cujo rol passa agora a ser assim:

"Ranking" de vitórias internacionais de clubes portugueses, em futebol:

- FC Porto - 7 (3 em 1987/1988, 2 em 2003, 1 em 2004 e mais 1 em 2011)
- FC Porto B - 2 (1 em 2017 e mais 1 em 2018)
- Benfica - 2 (1 em 1961 e 1 em 1962)
- Sporting - 1 (em 1964)

ARMANDO PINTO
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Heróis da Estrada – a propósito da Volta a Portugal de 1981…


Já não é novidade que aqui neste espaço de Memória Portista há sempre também espaço para as modalidades que mais despertam atenção ao autor deste blogue. Entre as quais se conta o ciclismo, modalidade que a par do futebol foi dos primeiros amores desportivos e talvez a de maior impacto no Portismo arreigado ao tempo da escolha de preferência clubista, quando o futebol portista nos idos princípios dos anos sessentas pouco ou quase nada ganhava e o ciclismo passava quase à beirinha de casa, bem como especialmente ganhava muita coisa. Daí a satisfação que deu o retorno do ciclismo ao seio do FC Porto, ao voltar à estrada em 2016 a visão de ciclistas a representarem o FC Porto. E, embora sem ligações pessoais diretas, não tendo dentro da secção de ciclismo azul e branco alguém de relacionamento pessoal, obviamente conhecendo tudo e todos apenas como atento aficionado, aqui para nós o ciclismo tem sido o que se pode ver e ler ao longo dos artigos aqui publicados.

Serve este introito para justificar a publicação de mais um artigo dedicado à memória do ciclismo portista, nomeadamente em tempo de defeso das corridas de bicicletas e extensivamente ainda sem haver conhecimento público de como correrá a próxima época, no âmbito do FC Porto, que é o que nos interessa.

Assim sendo, desta feita puxamos o tema do ciclismo para colocar algo devido. Porque se nota haver casos de publicações oficiais e oficiosas em que por vezes os erros acumulados geram confusão. Derivado de num livro sobre a Volta a Portugal terem sido referidos dados pecadores em imprecisões, de cuja publicação a Federação e outras entidades copiaram e seguem erradamente tais incorreções para seus dados públicos. Sendo demasiadamente conhecido o facto do erro habitualmente apresentado no número de vitórias coletivas do FC Porto, nas classificações finais por equipas na Volta a Portugal em bicicleta. Mas há mais. Por isso, para não estar a publicar mais extensas documentações, e porque não há como ilustrar de modo atraente, desta vez traz-se para aqui a publicação dumas pranchas desenhadas, a narrar em banda desenhada a Volta a Portugal de 1981, ganha individualmente por Manuel Zeferino do FC Porto, tendo o clube então das Antas ganho também coletivamente, tal qual o Prémio da Montanha teve como vencedor José Amaro, ao tempo com a camisola do FC Porto e que «à chegada à Guarda já era, sem problemas, o rei da montanha"», enquanto o FC Porto inclusive venceu tudo - «o que já não sucedia há 30 anos».

Eis aqui então a História da Volta de 1981 em ilustração desenhada do álbum “OS HERÓIS DA ESTRADA, edição conjunta do JORNAL DE NOTÍCIAS e do jornal O JOGO, publicada em recortes no ano de 1986.


 Armando Pinto
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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Recordação do jovem Sérgio Conceição nos tempos do “Felgueiras”, na proximidade do Sporting-Porto e reencontro com Jorge Jesus…


Sérgio Conceição, que em tempos pôs Felgueiras na baila por suas fintas dançantes nas arrancadas em direção à grande área dos clubes adversários, quando jogou pelo histórico F C Felgueiras, uma época em que esteve emprestado pelo FC Porto ao clube duriense, do interior do Douro Litoral, volta a ser recordado e a trazer à liça o nome de Felgueiras, a propósito do próximo jogo diante do Sporting de Jorge Jesus, seu antigo treinador ao tempo da respetiva passagem em Felgueiras .

Felgueiras, concelho do distrito do Porto mas em zona de transição de Entre Douro e Minho, cuja situação de interioridade no território nacional não tem ajudado à promoção natural de forno do famoso Pão de Ló de Margaride e máquina do fabrico de calçado, tem sido terra pouco lembrada publicamente ao nível mediático do país. Raramente referenciada na comunicação social, Felgueiras tem aparecido mais por casos de menor apreço – à imagem como se costuma dizer que, ao contrário das boas, as más notícias chegam depressa. Contudo, também de vez em quando vai aparecendo o nome da terra felgueirense mesmo por outras razões. Surgindo assim uma vez por outra como cenário de algum motivo interessante. Como desta feita teve lugar no jornal O Jogo, a propósito de Sérgio Conceição ter jogado em Felgueiras nos seus primeiros tempos de sénior, como futebolista profissional, reportando a ser hoje figura cimeira do futebol nacional como treinador principal do FC Porto. Agora na sequência da proximidade do clássico jogo do FC Porto em Alvalade, que pode decidir para já o primeiro lugar do campeonato da Liga Portuguesa. Reportando o caso a uma reportagem jornalística, de recordação alusiva, dando a palavra a Zé Nando, ex-futebolista formado nas camadas jovens do FC Porto e que passou pelo FC Felgueiras ao tempo de Sérgio Conceição:

«Viagem ao passado antes do clássico: "Aquele miúdo é irreverente e não se cala" 
[I Liga - Futebol Nacional]

Zé Nando, agora adjunto de Manuel Machado no Moreirense, recorda os tempos em que Sérgio Conceição era orientado por Jesus. Um comentário circulava pelo balneário do Felgueiras.

Um Jorge Jesus "muito temperamental" e um Sérgio Conceição "irreverente que não se deixava ficar" é como Zé Nando, antigo futebolista e agora treinador adjunto do Moreirense, recorda os treinadores que se defrontam no domingo no Sporting-FC Porto.

José Fernando da Silva Pinto, conhecido no futebol pelo, e como o próprio refere, "nome de guerra" Zé Nando, tem agora 49 anos e treina ao lado de Manuel Machado a equipa do Moreirense da I Liga portuguesa em futebol.

Mas na época 1995/96, quando saltou do Portimonense para o Felgueiras, que nessa temporada militava no principal escalão do futebol português, Zé Nando cruzou-se com Jorge Jesus como treinador e treinou ao lado do então avançado Sérgio Conceição.

"Recordo-me de um Jorge Jesus muito exigente e muito temperamental. Abordava o treino e o jogo de forma muito competitiva. E de um Sérgio Conceição também exigente e muito metódico", disse à agência Lusa Zé Nando, apontando como características comuns dos agora treinadores do Sporting e do FC Porto a "grande paixão pelo futebol".

O agora técnico-adjunto dos minhotos lembra o treinador dos leões - com o qual conviveu cerca de meio ano porque no mercado de Inverno rumou à Académica - como alguém com "uma metodologia de treino já um bocadinho à frente daquilo que se fazia em Portugal", alguém que "queria que as coisas aparecessem bem feitas ao milímetro".

"A desvantagem era ser muito emocional. Mas compensava com uma boa metodologia de treino, boa abordagem. Gostava de observar os adversários. Vivia para o futebol. Saía do treino e ia ver jogos", descreve Zé Nando.


Já Sérgio Conceição - com o qual já tinha jogado em épocas anteriores - é descrito como alguém que absorveu o facto de ter sido "jogador de futebol de topo": "Fez com se tornasse um bocadinho mais equilibrado. É de uma geração mais nova. O treino foi evoluindo e a psicologia do desporto foi entrando. O Sérgio absorveu isso. Nota-se".

Voltando aos tempos do Felgueiras - de onde Zé Nando diz ter saído por opção própria porque se "sentia, e bem, barrado", diz, por companheiros de posição "com muitos atributos como um Leal vindo do Sporting e com passagens pela seleção nacional" - na memória guarda o dia em que o "miúdo ferveu em pouca água e foi preciso que os mais maduros acalmassem os ânimos no balneário".

"O Sérgio era muito novo, tinha 20 e poucos anos, e uma vez estávamos a ver uma análise de um jogo nosso e o Jesus queixou-se de um lance que tinha dado golo contra nós. O Sérgio não gostou e ripostou. Tivemos de pôr água na fervura e acalmá-los. Ambos se respeitavam. Ambos se riam depois do treino, mas lembro-me de comentarmos 'aquele miúdo de 20 anos é irreverente e não se cala, não se deixa ficar' ", contou.

Sporting, treinado por Jorge Jesus e que ocupa a segunda posição com 19 pontos, recebe domingo pelas 19h15, o líder FC Porto orientado por Sérgio Conceição que soma mais dois pontos, em jogo da oitava jornada da I Liga portuguesa em futebol.»

Armando Pinto
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domingo, 13 de agosto de 2017

FC Porto, em “poster“ interessante, derrota adversários do campo e do sistema, incluindo arbitragem + "videoárbitro" além-Douro…!


Em dia de publicação dum poster de apresentação da versão 2017/2018 do plantel futebolístico principal do FC Porto, através da edição deste domingo do jornal O Jogo, algo não muito comum no panorama jornalístico nacional (comparativamente com o tratamento dos jornais nacionais perante os clubes de Lisboa), o FC Porto venceu o jogo que teve ao final do dia na difícil deslocação a Tondela, diante de mais uma equipa que tem posto tudo em campo quando defronta o FC Porto. Ficando a equipa portista assim bem na fotografia, ao invés da arbitragem e dos vigias do vídeoárbitro que não assinalaram dois evidentes penaltis que seriam favoráveis ao FC Porto e como tal poderiam dilatar o resultado e possibilitar um outro desenrolar da partida. Continuando a saga do tal “vídeoárbitro” só estar bem ligado a norte do rio Douro, pois além-Douro, mais para baixo territorialmente no mapa português, não funciona ainda…


Porém, contra a vontade dos agentes do sistema, a vantagem conseguida pela equipa azul e branca deu para amealhar mais três pontos que mantêm o FC Porto no 1º lugar à 2ª jornada do Campeonato da Liga, fazendo com que esta época o FC Porto tenha já mais pontos, atendendo ao empate da época passada no mesmo recinto e com o mesmo opositor que tem um treinador demasiadamente defensor dos interesses do (seu) clube do sistema, do qual parece que alguns dirigentes são também defensores. Acrescendo, para gáudio azul e frustração de “cartilheiros”, mais jornalistas da imprensa e comunicação falada e visual, que o importante golo desta feita foi da autoria do tal que tanto foi referido na jornada passada… AboubaKar – um marcador de serviço quando é mais preciso. Ah, e com um golo legalíssimo, mas ao qual o árbitro tentou retirar a alegria dos festejos na hora recorrendo à consulta das imagens, escusadamente pois o goleador estava mais que em jogo… contrariamente aos lances dos penaltis a que fez vista grossa, enquanto os revisores das imagens se fizeram ceguetas, mudos e quedos.


Está visto que o FC Porto tem de marcar sempre mais um golo do que os que os árbitros possam inviabilizar... Pois os Dragões têm de ser muitíssimo superiores a tudo e todos, não bastando apenas serem melhores.


Assim, neste Tondela-FC Porto, foi então o Porto em grande, qual "poster" de imagem futebolística em dimensão real, com tamanho de respeito. Na medida do possível, também, porque nem sempre será possível ganhar por mais golos e estas vitórias de resultado escasso ajudam a fortalecer o espírito ganhador, enchendo de maior confiança o grupo e fazendo os adversários temerem ainda mais a representatividade do FC Porto. Tudo numa evidência que faz mover o mar azul que vem acompanhando a equipa portista neste início de temporada e faz encolher-se quem não gosta de ver o Porto vencer.


Ora, então, com referência ao exposto e verificado, eis aqui o referido poster ilustrado, em brilhante papel colorido, vindo a público neste ridente domingo, como fixação da atualidade do plantel (enquanto não há oportunidade da pose oficial de conjunto, normalmente após definição total do grupo). Poster que calha assim a preceito e do qual, em ilustração, se apresentam excertos de suas páginas em imagens digitalizadas e, pelo tamanho grande da composição aberta, se junta visualização da maior folha interior, tipo páginas centrais, em foto.


Armando Pinto
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