Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 28 de julho de 2018

Apresentação da equipa principal do futebol do FC Porto


Todos os anos há algo de similar no começo de cada época, para lá das esperanças e fé que move os passos ao local da apresentação oficial da equipa portista do futebol sénior, para ver a equipa principal, afinal, do FC Porto, sendo o futebol o desporto rei. Diferindo apenas a amplitude, através dos tempos.

Em épocas de outrora tudo se processava inicialmente no antigo confessionário dos balneários, com a equipa técnica a ser apresentada pelo presidente e pelo chefe do departamento de futebol, seguindo-se inicial palestra do treinador e posterior reunião de conjunto a definir as linhas mestras para a época, até que os jogadores subiam ao relvado do estádio das Antas, perante a curiosidade dos sócios e restantes adeptos ciosos e sequiosos de ver futebol através dos jogadores do FC Porto. Muito diferente dos tempos atuais, em que a apresentação aos sócios e apoiantes acontece já com os trabalhos de preparação em curso, após treinos e estágios, metendo programa festivo deveras atrativo, como hoje se verifica.

Não faltam fotos desses momentos, dos mais variados modos e feitios. Contudo, para assinalar mais um início de época a sério, desta feita em dia de apresentação oficial da equipa portista para a época que se perfila após a grande conquista ainda de fresca memória, ilustra-se esta singela memorização com uma imagem pessoal nas bancadas do estádio das Antas no dia de apresentação de há uns anos bons – quando em 1996 o autor deste blogue, mais uma vez, se deslocou propositadamente ao Porto, nesses tempos em que ainda nem havia autoestrada de ligação do interior do distrito do Porto para a capital do Norte, por exemplo, para presenciar in loco a apresentação do FC Porto. Por sinal em dia da chegada do Jardel e entrada em cena do restante plantel que, mais uma vez teve uma grande época, depois. Entre cujo lote estava Sérgio Conceição, então a ingressar no plantel de honra do FC Porto, vindo de estada no FC Felgueiras por empréstimo, após alguns tempos de rodagem nalguns clubes.


Na pertinência, como que a dizer que vem a propósito, complementa-se pois este assinalar dessa tal vez, dum dia da apresentação, através de algumas páginas da revista Dragões, como ilustração acrescida, com correspondentes páginas de reportagem alusiva.


Ontem como hoje, a fé move os nossos passos, agora para o estádio do Dragão!

Armando Pinto
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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Efeméride do lançamento das sementes de relva no estádio das Antas


Em todos os inícios há sempre que semear para depois colher, ou seja há o ato de introduzir para fazer algo nascer, conforme os casos. Tal como desportivamente, pela fase de preparação, há um tempo de planear a germinação, com vista aos frutos que daí advêm. Vindo de imediato ao pensamento o que ansiamos sempre para o FC Porto, ao início de cada época, na fé do porvir.

Foi assim também no caso da concretização da edificação do mítico estádio das Antas, velho sonho dos antepassados portistas e realidade das gerações seguintes. Vindo a talhe, na ocasião da passagem da correspondente efeméride, lembrar a ocasião em que foram deitadas as primeiras sementes para o relvado original das Antas.

Foi a 26 de julho de 1951, que foi lançada à terra a semente para o relvado do estádio das Antas, então em construção.

Ao tempo, ainda o arrelvamento era feito com sementes deitadas no próprio local e com tempo para a respetiva nascença. Levando que a semeadura no terreno tivesse de ter sido efetuada ainda com as bancadas em construção, para dar espaço de tempo a nascer enquanto a obra decorria.

Dessa evolução, pode-se ter ideia através de imagens de antes e depois. Primeiro com uma captação visual de Outubro de 1950, conforme ficou publicada na revista Stadium a situação nesse tempo.


O Estádio do FC Porto, como seria e foi o nome oficial, era mesmo algo de relevância nos mais variados quadrantes do sentimento relacionado, como se comprova por artigo jornalístico a fazer crónica correspondente, conforme publicação de Setembro de 1951 na revista Stadium.


Enquanto isso, após o início das obras do anfiteatro das Antas, enquanto já se viam as bancadas em formação (perante cenário aéreo com as cestas de carvão que faziam o trajeto de S. Pedro da Cova para o Monte Aventino), foi sendo preparado o retângulo de jogo para receber as primeiras sementes de relva – conforme imagem coeva, que se dá à estampa.


Até que chegou o tempo do semear da relva. Acontecendo isso em data de finais de Julho, para aproveitar o tempo de calor propício ao natural desenvolvimento e nascença.

Estava-se na fase tradicionalmente quente da época de veraneio em Portugal. Ainda no âmbito das festas tradicionais das terras dedicadas a S. Tiago Maior, o Apóstolo da Península Ibérica, a cujo túmulo em Compostela desde séculos acorrem peregrinos, por cujos itinerários dos Caminhos de Santiago se fundaram comunidades paroquiais com S. Tiago por Orago. Como que por analogia, estava a ser também profetizado no Porto algo sublime.

Nesse dia, a 26 de Julho de 1951 – conforme passou a constar nos anais portistas e ficou registado na História do FC Porto escrita por Rodrigues Teles, em seu 3º volume – a ocorrência foi marcante na consolidação do anseio. Facto agora relembrado na newsletter “Dragões Diário”, como acontecimento:

«Faltavam dez meses para a inauguração do Estádio das Antas quando, a 26 de Julho de 1951, foi semeada a relva do novo estádio. Norman Hall, ex-jogador de classe da década de 1920 e sócio honorário, dirige todos os trabalhos, ele que foi a Inglaterra fazer a seleção das melhores sementes.»


Das envolvências e do próprio tema deu conta mais tarde o jornal O Norte Desportivo, aquando da comemoração dos 25 anos do referido estádio portista, historiando passos históricos a que ficou ligada a A Sementeira, casa que faz parte das memórias portuenses.


Por uma foto coeva, do dia da sementeira, fica-se com ideia da importância do ato e de quanto a evolução da construção do estádio representava então - vendo-se o carro com as sementes, devidamente engalanado e ilustrado.

Na sequência dos acontecimentos, está ligado ao arrelvamento das Antas Alípio Pereira Dias. Ao qual, no livro "FC Porto figuras & factos 1893-2005", por J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias, é descrito esse grande portistas: «Comerciante bem conhecido e estimado na cidade do Porto, associado do F. C. do Porto, sempre se disponibilizou para colaborar, leal e desinteressadamente, com sucessivas Direcções do clube. Proprietário de um estabelecimento comercial na Rua Mouzinho da Silveira, "A Sementeira", ficou a dever-se-lhe a oferta, sem o mínimo encargo, da semente para o primeiro arrelvamento do Estádio das Antas. (Posteriormente) Em 1987, foi distinguido, a título póstumo, com o "Dragão de Ouro" como "Sócio do Ano".»


Atendendo a toda a vivência em torno do assunto e enquanto enquadramento ao desenvolvimento na Vida do FC Porto, respiga-se ainda da mesma obra da História do FC Porto, escrita na década de cinquenta, um manifesto de regozijo – antevendo, já então, o que sempre foi e será o FC Porto: Um GRANDE CLUBE!

Armando Pinto
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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Carlos Simões: Um "fortalhaço" ligado ao 25 de Abril e não só...


Há nomes para sempre relacionados com determinados factos e especialmente de ligação perene a curiosidades que vêm à tona da memória amiudadas vezes, quando se relembram certas ocorrências. Tal o caso do antigo defesa Simões, aquele “esteio da defesa” portista do tempo de Pedroto, entre os nomes eternamente ligados à conquista do título nacional obtido pelo FC Porto ao cabo dos sempre relembrados 19 anos de espera e seguinte bi-campeonato conquistado, o “raçudo” defensor que fazia dueto com Freitas no centro da defesa, que também ficou associado à época romântica do 25 de Abril, nas esperanças advindas pelas mudanças operadas. Conforme vem a talhe ilustrar com uma página da publicação que à época lhe foi dedicada na coleção Ídolos do Desporto, da versão dos anos oitentas.


Entretanto, o mesmo Carlos Simões, habituado a marcar os opositores que o defrontavam, não os deixando fazer o que queriam, também ficou historicamente marcado noutro sentido, mais tarde, ao ser lembrado em assimilação, por vezes, pelo autogolo que quase sem saber como, involuntariamente e de modo azarado, calhou de ter feito diante do Benfica no jogo mais importante desses tempos. Como é da história. Mas, enquanto os autogolos nem costumam ser bem recordados a maior parte das vezes, esse é sempre lembrado pelas melhores razões, por ter depois feito com que um empate soubesse a vitória. Conforme sucedeu nesse célebre 1-1, com dois golos marcados por jogadores do FC Porto em situações diferentes que o Benfica e o FC Porto protagonizaram a 28 de maio de 1978 nas Antas, e acabou por ser decisivo para a conquista do título por parte do FC Porto.


Isso tudo após amálgama de peripécias, no decurso desse jogo que o FC Porto não podia perder, mas em que logo de início ficou em desvantagem por via do lance infeliz do Simões, devido à bola lhe ter embatido a meio da perna e de joelhada ter acabado por trair o colega Fonseca, surpreendido e impotente para deter o rumo do lance. Seguindo-se o resto do tempo com os jogadores do Benfica remetidos a defender a vantagem caída das núvens, enquanto os homens da equipa portista iam tentando e tudo fazendo para contrariar o azar e fatalismo até aí sentido. De permeio com esporádicas escapedelas dos benfiquistas, que em raros contra-ataques meteram certos arrepios na imensa mole dos assistentes; inclusive levando Fonseca, com pouco trabalho mas mantendo grande atenção, a ter salvo a honra da casa numa "defesa do outro mundo" com que salvaguardou a escassa diferença do marcador. Até que a poucos minutos do fim Ademir repôs a igualdade e pôs o estádio das Antas em delírio. Estava lá então, no meio da bancada central do lado da Maratona, o autor destas linhas. Felizmente ainda com vinte e poucos anos, senão teria por certo sido antecipado algo do enfarte e ataques de pericardites depois acontecidos... 


Muito antes disso, porém, Simões viera para o FC Porto num reflexo das alterações vividas na mudança de regime político. Em ocorrência que apraz referir, na passagem da data do seu ingresso no FC Porto.


Eis como é recordada essa efeméride, na missiva oficial portista “Dragões Diário”:

Em 1974 «…ainda o cadáver do Estado Novo estava quente e já o FC Porto recebia um dos reforços que seriam protagonistas do 25 de abril do futebol português, que se concretizou na temporada de 1977/78. A 23 de julho de 1974, o defesa Simões confirmava que estava de saída da Académica de Coimbra e que o maior clube da Invicta era o seu destino. Em 1974/75, o atleta deu início a uma sequência de nove temporadas consecutivas de Dragão ao peito, em que conquistou duas Ligas portuguesas, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.»


Ora, esse grande defesa do FC Porto dos anos setentas, grande em estatura, pujança física e valor, o “bigodes” Simões, um “fortalhaço” defensor, pedra fulcral da fortaleza edificada por José Maria Pedroto, é pois merecedor das boas lembranças a que seu nome ficará eternamente associado.

Armando Pinto
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domingo, 22 de julho de 2018

Alarcón vence o Grande Prémio de Portugal "Nacional 2"


Durante cinco dias, em cinco etapas, Portugal foi percorrido pela corrida de ciclismo de norte para sul através da estrada Nacional 2, prova assim decorrida ao longo da maior estrada da Europa, a chamada Nacional 2, desde o cimo de Portugal, a partir de Chaves, até ao Algarve, a terminar em Faro. Edição primeira esta que, ao assinalar a existência dessa estrada de tão longo percurso, teve como primeiro vencedor o ciclista do FC Porto Raúl Alarcón, da equipa W52-FC Porto, também triunfante por equipas.


Primeira edição agora realizada, entre 18 e 22 de julho, ligando Chaves a Faro ao longo de cinco etapas, o Grande Prémio Nacional 2, como se denomina a nova grande corrida, teve um total de 779 quilómetros, ao longo da maior estrada da Europa e terceira do Mundo, a pôr a EN 2 no mapa do ciclismo mundial.


Prova esta que, pela importância que se lhe atribui, teve nesta primeira vez o antigo e prestigiado ciclista Cândido Barbosa com o honroso cargo da direção desportiva de tal grande competição de alto nível competitivo, classificada pela UCI no nível 2.2 [por etapas de segunda categoria]". Com objetivo de nos próximos anos a prova ser classificada em 2.1 [primeira categoria] e com mais um dia de competição", segundo foi anunciado. Nas palavras de Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, afirmando que "este é um projeto fantástico, que une Portugal de Chaves a Faro, demonstrando que o ciclismo continua a ser a modalidade que mais une os portugueses".


Chegada ao fim esta corrida de amplitude clássica, a Nacional 2, na ligação duma extremidade em Chaves e chegada à outra em Faro, é de assinalar então a vitória de Alarcón que venceu a primeira etapa e desde aí manteve sempre a camisola amarela, com alargada vantagem. Enquanto coletivamente também a equipa azul e branca venceu por equipas, em mais uma demonstração de categoria, mesmo sem apresentar a totalidade dos principais ciclistas, pela gestão necessária no decurso da época.


Assim sendo, RAÚL ALARCÓN É O VENCEDOR DO GP PORTUGAL NACIONAL 2, tendo o Ciclista da W52-FC Porto estado toda a prova na liderança da geral individual.


Para a história: Raúl Alarcón é o grande vencedor do 1º Grande Prémio Portugal Nacional 2, que terminou este domingo 22 de julho com a realização da quinta e última etapa, a ligar Ferreira do Alentejo a Faro (142,8 quilómetros). O ciclista da W52-FC Porto concluiu assim a boa exibição mantidada desde que assumiu a liderança da prova no primeiro dia e não mais a largou.


Com efeito, a vantagem conquistada na etapa inaugural acabou por ser decisiva para o triunfo final de Raúl Alarcón, que consumou o Grande Prémio Portugal Nacional 2 com 2 minutos e 39 segundos de vantagem sobre Mário González (do Sporting-Tavira) e 2m 43s sobre David de la Fuente (Aviludo-Louletano-Uli), segundo e terceiro classificados, respetivamente.


Da equipa portista presente, César Fonte (8.º), José Neves (12.º), Rui Vinhas (18.º), João Rodrigues (31.º), Samuel Caldeira (36.º) e Daniel Freitas (78.º) foram os restantes Dragões em prova. A boa prestação portista também se refletiu na classificação geral por equipas, com a W52-FC Porto a vencer coletivamente.


Parabéns Raúl Alarcón e equipa W52 FC Porto: fantástica prova!


Alarcón, além da vitória da classificação final na Geral Individual, também venceu o Prémio da Montanha.


Classificações finais respeitantes ao FC Porto:

Geral Individual Final
1º Raúl Alarcón 18h 00m 18s
8º César Fonte +2m 56s
12º José Neves +3m 09s
18º Rui Vinhas +4m 01s
31º João Rodrigues +5m 47s
47º Samuel Caldeira +11m 26s
78º Daniel Freitas +31m 43s

Geral Equipas
1º W52 – FC Porto

Geral Montanha
1º Raúl Alarcón
2º João Rodrigues
3º César Fonte

Geral Juventude
3º José Neves

Em resumo e conclusão: Raúl Alarcón e a W52-FC Porto fizeram hoje história ao serem o primeiro ciclista e equipa a vencer no 1º Grande Prémio de Portugal Nacional 2.

Armando Pinto

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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Ligações à Volta a Portugal em Bicicleta



Na proximidade da realização da Volta a Portugal em bicicleta, prova desportiva de atração popular, este ano com início a 1 de Agosto; e perante o facto de Felgueiras ser meta de partida para a penúltima etapa da mesma grande prova, no dia 11; tal ocorrência, relacionada com o concelho do autor destas linhas e também do patrocinador da equipa W52-FC Porto, merece uma rememoração pública sobre as ligações de Felgueiras ao ciclismo competitivo e particularmente em haver inclusive tradições na Volta a Portugal, quer em passagens, como em chegadas e partidas de etapas, na antiga vila e atual cidade sede do concelho felgueirense, do distrito do Porto e província do Douro Litoral – como o autor procurou recordar em artigo escrito para publicação no atualmente único jornal concelhio com edição impressa. De cuja crónica, reportada a esse tema, se transpõe para aqui o respetivo texto, ilustrado com imagem da coluna publicada na edição de sexta-feira 20 de julho, no Semanário de Felgueiras.


Felgueiras na Volta a Portugal

Aí vêm eles (i bem’ eles – na fala popular) ouvia-se de repente, cortando espera ansiosa; e um movimento de cabeças, a par de imediato bruaá, dava movimento a clamor da multidão expetante. E logo se inclinavam os dorsos, para melhor ver os corredores, pondo olhos e sentidos à direção em que os ciclistas vinham. Era assim na espera e por fim passagem repentina dos ciclistas da Volta a Portugal em bicicleta, a grande corrida nacional que levava o povo à rua para ver os ciclistas. Coisa que em Felgueiras, por tempos passados, se revelava algo social, num misto de festa popular com momentos de contemplação, pelo deslumbramento de ver, ainda que num repente, os homens dos nomes ouvidos na rádio, mais caras vislumbradas nos jornais. Como ficou na tradição oral um ano em que Fernando Moreira, ao tempo grande ídolo dos adeptos da modalidade, venceu a meta volante instalada no centro da então vila de Felgueiras, em etapa vinda da Póvoa em direção ao Porto, no ano em que venceu a Volta, em 1948 – facto perpetuado com alusiva foto que veio na revista lisboeta Stadium. Pois, durante muitos anos a caravana voltista passou em Felgueiras, mas não parava. Quer na sede do concelho, como noutras localidades concelhias. Até que lá veio tempo em que parou mesmo e de permeio a terra felgariana teve direito a ver de perto os ciclistas antes de iniciarem novo percurso, rumo à glorificação triunfante.

O ciclismo é um desporto tornado espetáculo apreciado até por gente que nem costuma andar de bicicleta, sendo antes fenómeno de apreço ao esforço e destreza, na vertente de valorização da heroicidade. Porque o ciclismo competitivo é uma máquina de heróis que em cima das máquinas de rodas dão asas aos anseios de vitórias conseguidas pelos músculos. Valorizando como tal atenção a que Felgueiras não foge à regra, com gosto de ver. Conforme tradição enraizada, desde tempos de admiração por antigos ídolos dos pedais, como no tempo do nortenho Fernando Moreira, até à existência de conterrâneos salientes sobre as bicicletas de corrida, como foram Artur Coelho, que em diversos anos chegou a andar com a camisola amarela da Volta, mais Joaquim Costa, Albino Mendes e Miguel Magalhães. Nas afinidades ao ciclismo, constando protagonismo felgueirense através daqueles conterrâneos que participaram entre os concorrentes (conforme já aludimos em anteriores artigos), mais acréscimo de ter existido a equipa Zala e mais tarde a equipa W52-Quintanilha-Felgueiras, com sede em Felgueiras e que ostentava camisola com as cores municipais com o símbolo do concelho. Enquanto este ano volta a ser realidade o facto da cidade de Felgueiras ser ponto de partida duma etapa da Volta a Portugal, por sinal de início à tirada mais apreciada da edição atual, voltando assim a ser ponto de referência, depois de em anos recuados já ter sido local de relacionamento com a mesma Grandíssima.

Com efeito, Felgueiras foi já sítio de finais de etapas algumas vezes e dessas coincidindo numa a meta final com o próprio fim da Volta; assim como teve entretanto também anteriormente um início de etapa, cuja experiência se irá repetir agora em agosto. Fazendo parte da história da ligação felgueirense com a popular Volta que em 1992 terminou na cidade de Felgueiras a etapa Mondim-Felgueiras; assim como em 2006, em meta instalada no cimo do monte de Santa Quitéria, terminou a então etapa que ligou Gondomar a Felgueiras; tal como em 2008 a 70.ª Volta a Portugal acabou com um contrarrelógio de Penafiel até ao Monte de Santa Quitéria; ao passo que na volta de 2009 teve largada de Felgueiras a 5ª etapa, de ligação entre Felgueiras-Fafe. Festivo início este ano reeditado no penúltimo dia da competição, abrindo alas à sempre difícil etapa para a Senhora da Graça.

Eis assim uma leve memoração, na apropriação afetiva a tal vera ligação desta região a que a natureza dotou de vivas cores. Vestindo Felgueiras condizente camisola multicolor de festiva ocasião.

ARMANDO PINTO
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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Homenagem ao Portismo de Alvarinho Moreira - Casa do FC Porto de Caracas-Venezuela


Já está no escritório doméstico do autor deste blogue, entre o acervo do particular mundo azul e branco, também um cachecol da Casa do FC Porto de Caracas-Venezuela, devidamente assinado pelo amigo presidente Alvarinho.

Assim, como homenagem a esse portista de eleição, colocamos aqui imagens alusivas, desde a chegada do mesmo cachecol e seguinte colocação junto com outros similares de diversas recordações.

Alvarinho, pessoa mais que conhecida do universo portista, que organiza por vezes diversos eventos, entre os quais tem conseguido realizar o Jantar dos Campeões, tem ainda em comum um assunto há tempos lançado, o qual, em reforço, apraz agora relembrar – conforme o mesmo colocou publicamente no facebook o ano passado, já:

(TEXTO NO FACEBOOK) «Armando Pinto, um enorme Portista, lançou a ideia de termos no Estádio do Dragão, em parte visível de fácil acesso, talvez digo eu ao fundo da alameda, frente à porta 01, ou em cima, ou perto do Dragão Caixa, um MONUMENTO de união e de força, um enorme dragão, que simbolize a nossa grandeza, donde o nosso hino se materialize, em imagens, pessoas, memórias e feitos, motivações para um futuro brilhante, orgulho no presente, honra no passado, exemplo para a nossa juventude.
Acompanho-te meu amigo neste teu sonho, envio de imediato e-mail ao PRESIDENTE e às relações publicas do FC PORTO. Estou seguro que a ´´tua`` ideia, esse sonho será concretizado.
LONGE MAS NUNCA DISTANTE, UM GRANDIOSO ABRAÇO AZUL E BRANCO. MÃOS À OBRA VAMOS A ISSO.
Alvarinho Moreira PRESIDENTE DA CASA DO FC PORTO CARACAS, FILIAL 43 DA VENEZUELA, DRAGÃO DE OURO 2011.»

Dixit. 

E agora, aqui entre nós: Porque não ser assim mais uma boa forma de assinalar os 125 anos do FC Porto?!

Armando Pinto

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Contas À Moda do Porto – A propósito de efeméride da construção do Estádio das Antas


É da tradição o Porto ser de boas contas, generalizando-se no termo Porto as gentes e instituições sérias. Como é da história haver honestidade em tudo o que é Porto. Quer monetariamente como em caráter, na rigidez granítica própria da região portuense e nortenha do litoral e interior duriense. Como ouro sobre azul, na imagem do clube mais representativo de todo o mundo associado a Porto – “palavra exata, nunca ilude. Renasce nela a Ala dos Namorados”!


É pois sobre contas à Porto que vem a propósito rememorar a efeméride do dia, desta vez reavivada na missiva oficial “Dragões Diário”:

«... A 16 de julho de 1950, era dia de pegar na máquina de calcular e fazer contas às obras iniciais da construção do Estádio das Antas, exatamente seis meses depois de terem arrancado. As faturas da primeira fase do projeto ascendiam aos 500 mil escudos, 2.500 euros na moeda atual, e eram liquidadas na hora. O sucessor do Campo da Constituição começava, passo a passo, a ganhar forma, com a prestimosa ajuda das centenas de sócios e adeptos do FC Porto que as campanhas de captação de verbas movimentavam. A Campanha do golo, Quando todos ajudam nada custa e o Cortejo dos Materiais foram decisivas para que, em menos de dois anos, o recinto fosse inaugurado para se tornar, durante seis décadas, um monumento de referência da cidade e da região.»


Ao tempo andavam no ar algumas sugestões de possíveis nomes a dar ao estádio, desde Monteiro da Costa a Artur Pinga. Mas afinal iria ficar, depois, oficialmente chamado Estádio do Futebol Clube do Porto, embora popularmente fosse e ficasse conhecido por Estádio das Antas, em associação à zona da cidade em que ficou implantado (comparativamente com o anterior campo, sempre conhecido por Constituição, relacionado à rua da frontaria do recinto).


Recordando o andamento das obras iniciais, juntamos imagem histórica de março de 1950 (depois das obras de movimento de terra terem começado pouco tempo antes) e a seguir da evolução imediata da obra e do cortejo de angariação entretanto realizado.


Armando Pinto
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