Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 28 de maio de 2023

Efeméride da Inauguração do Estádio das Antas (1952)

O Futebol Clube do Porto, fundado em 1893 e reativado em 1906, teve como recintos oficiais de futebol o Campo da Rainha, o Campo da Constituição, o Estádio das Antas e agora o Estádio do Dragão.  Tendo aqui o autor destas lembranças ainda conhecido o Campo da Constituição na sua fisionomia antiga, embora então já só como campo de captação e jogos das camadas jovens do futebol e anexo recinto de desportos das modalidades amadoras; mas sobretudo tendo vivido com sentimento alargado a afeição portista ao Estádio das Antas e agora também bem afeiçoado ao Dragão. Sendo como tal, na passagem do aniversário da inauguração do mítico Estádio das Antas, ocasião de puxar bem pela antiga ligação portista ao antigo estádio do mundo azul e branco.

Pois... Aos 28 dias do mês de maio do ano de mil novecentos e cinquenta e dois era solenemente inaugurado o estádio das Antas, oficialmente chamado Estádio do Futebol Clube do Porto. Tendo presidido ao cerimonial o então Presidente da República, General Francisco Higino Craveiro Lopes, aproveitando sua segunda vinda e primeira visita oficial à cidade do Porto após ser investido como Chefe do Estado, então para visitar e inaugurar algumas obras na cidade. Conforme se pode ler no livro “Notícia político-biográfica do General Craveiro Lopes 11.º Presidente da República Portuguesa", da autoria de Zuzarte de Mendonça Filho e publicado em Lisboa em 1954. No qual se encontra uma foto sugestiva, da admiração de Craveiro Lopes pela imponência do estádio portista.

Este Presidente da República, curiosamente, embora escolhido para a função e respetivo cargo oficial durante o regime da ditadura portuguesa do Estado Novo de Salazar, revelou-se algo contrário à situação, a pontos de só ter exercido um mandato, pois logo que lhe foi possível o ditador afastou-o para escolher outro para o seu lugar, como se sabe. Sendo por toda essa envolvência o Presidente Craveiro Lopes deveras admirado popularmente.

À época era presidente do FC Porto o Dr. Urgel Horta, mas grandes impulsionadores da concretização do Estádio do FC Porto haviam sido também outros grandes homens da vida do FC Porto como o sr. Sebastião Ferreira Mendes, o Dr. Cesário Bonito, o Dr. Moreira de Sousa, o Dr. Miguel Pereira, o sr. Afonso Pinto de Magalhães, entre muitos outros.


Desse grande empreendimento do que foi a ampla casa desportiva do FC Porto durante cinquenta e um anos e meio, recuperamos para aqui, agora, alguns textos impressos no jornal O Norte Desportivo, aquando dos 25 anos do estádio, em 1977.

Ora em 1952 ainda eu não existia. Mas depois já andava na escola primária quando se deu o maior roubo verificado nas Antas, como está explícito na peça acima (apenas que o autor do texto, talvez por os jornais serem visados pela censura do regime político da época, quis dourar a pílula escrevendo que o Benfica não tivera culpa… mas bem se sabe o que era norma do sistema, em tal regime). E, por fim, por ter sido ocorrência em que estive presente, junto aqui imagem do meu bilhete do último jogo disputado no Estádio das Antas, a 24 de janeiro de 2004.


O estádio das Antas, que ao tempo da inauguração festiva ainda estava em obras, substituíra o Campo da Constituição, já pequeno para a afluência de público. 

= Panorâmica do estádio das Antas mais tarde, já quando o sucessor estádio do Dragão estava quase pronto... em convivência ainda contemporânea.

E esse recinto muito maior e de maior comodidade, tivera então inauguração apressada, ainda inacabado, para contar com  a presença do Presidente Caraveiro Lopes, em sua visita oficial à cidade do Porto no dia de comemoração nacional (do 28 de maio de 1926). Havendo o jogo da festa inaugural sido um Porto-Benfica terminado em goleada, por a equipa portista andar então cansada das cerimónias antececedentes ao jogo. Teve depois o estádio seu primeiro jogo oficial contra o Sportng a contar para a Taça de Portugal, com vitória portista por 2-0. Decorrendo seguidamente o tempo, sendo que «O Estádio das Antas foi a principal casa dos Dragões durante 52 anos, que puderam lá festejar uma Taça Intercontinental, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma Taça UEFA, uma Supertaça Europeia, 16 campeonatos nacionais, 12 Taças de Portugal e 13 Supertaças.»

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Na pertinência da passagem de mais uma efeméride anual sobre a inauguração do estádio das Antas, vêm à ideia algumas lembranças que ficaram na peregrinação de memórias ligadas a esse mítico e místico local de tantos sonhos, algumas tristezas e muitas alegrias. 

Bem me lembro de dias e noites para ali de corpo e alma dirigido em passos apressados e atenções de ansiedade à flor da pele, aquando de jogos do FC Porto, mas não só, como também de momentos diversos. Por isso, lembrei-me de desta vez, mais uma vez, para aqui trazer algo de algumas dessas ocasiões, através de fotos fixadas no estádio ou com ele por fundo.

E mesmo quanto a isto também não só. Pois, como guardo ainda o rádio transístor com que ouvia os relatos do Porto, quer em casa ou onde estivesse, mas também nas Antas para melhor acompanhamento de tudo, até aos anos 70/80, junto imagem desse pequeno aparelho radiofónico, já sem capa como tinha em couro escuro, entretanto estragada com o uso… Rádio esse que está junto com uma pequenina coleção de máquinas fotográficas usadas por mim em tempos passados, inclusive em fotos feitas no ambiente das Antas. 

Coisas simples e banais, mas que fazem parte das memórias ligadas às idas ao estádio histórico, nesse local onde sempre me senti bem.

Armando Pinto

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sábado, 27 de maio de 2023

Efeméride da conquista da 1ª Taça dos Campeões Europeus de futebol do FC Porto - a inesquecível vitória de Viena-1987!

  

27 de maio, aquele célebre dia de 1987, ficou mesmo a ser e é uma data inesquecível, como momento saliente na vida portista e dos portistas. Dia importante na história do grande Futebol Clube do Porto. Tal foi a final europeia de Viena. Faz agora anos que lá no estádio do Prater, na capital austríaca das valsas musicais, Madjer, Juary, João Pinto, Frasco, toda a equipa, com Artur Jorge e tantos outros, tocaram assim musicalmente em muitos corações e colocaram o nome do FC Porto no topo do mundo. Algo que sempre se revê na retina da memória e só as lembranças desse final de tarde e entrada pela noite dentro ainda fazem arrepiar.

Ora, uns bons anos antes, nas memórias pessoais portistas de um portista começado como tal nos inícios da década dos anos 60, havia acontecido em 1968 a grande alegria da conquista da Taça de Portugal que suplantou o poderio do sistema BSB. Depois houve finalmente o Campeonato Nacional conquistado ao cabo de muitos anos, então vivido em 1978. E, como que materializando sonhos antigos, em 1987 o FC Porto alcança a Taça dos Campeões Europeus de futebol.  Algo que suplantou tudo.

Se há dias felizes e momentos especiais, por vezes, daqueles em que acontece alguma coisa desejada mas até nem muito esperada, um desses foi a 27 de Maio de 1987 (ainda os meses se escreviam em português oficial com letra inicial maiúscula). Quando o FC Porto alcançou o título de Campeão Europeu de futebol e o mundo portista sentiu uma alegria indescritível, num daqueles momentos em que se vê e comprova que o futebol não é só um jogo nem apenas um desporto, é muito mais que isso. Sobretudo, como no caso pessoal, em que estava em jogo o FC Porto, algo especial que faz que se ande no mundo sem ser só por ver os outros andarem.

Pois então aconteceu isso, coisa que há muito desejamos e por vezes sonhávamos, mas com uma ponta de realismo nos parecia quase impossível. Nomeadamente por então ser já um tempo em que no futebol dominavam os interesses dos poderosos. Bastando recordar o que acontecera três anos antes, na final da Taça das Taças, ainda existente nesse tempo, em que a Juventus de Itália, patrocinada por uma firma automóvel de grande fortuna, foi beneficiada em prejuízo do FC Porto que, apesar de ter dado lição de bola, foi autenticamente espoliado desse troféu. Estando-se assim já muito longe de tempos em que qualquer equipa poderia ganhar quaisquer taças internacionais, visto antigamente não haver tantos jogos de bastidores premeditados e mesmo as comunicações eram reduzidas, a pontos das equipas irem jogar praticamente sem conhecerem quase nada dos adversários. Nessas eras antigas em que até a transmissão televisiva era tão rara que a chegada de imagens dos jogos das finais, via Eurovisão, eram uma espécie de imagens depois chegadas na primeira descida aos saltinhos do homem à lua…e a preto e branco.

Pois em 1987 foi já a cores!

Então se como poetou Fernando Pessoa, o homem sonha e a obra nasce, tal qual tudo vale a pena se a alma não é pequena, esse anseio que andava nas nuvens idílicas dos sonhos, tornou-se realidade. E logo com uma valsa de Viena por fundo!

Foi pois tudo isso em 1987, no Mês de Maria, das flores e dos amores. Coisa que leva mais tempo a descrever que o que sentimos num baque, sem saber já por quanto tempo até chegarmos à realidade, num final de tarde de sonho, depois entrado pela noite dentro.

Estava ali diante de nós, nas imagens da televisão, a legenda “FC Porto Campeão Europeu”. Era mesmo isso, assim. Vimos então tudo de coração arregalado para coisa que acontecia mesmo. O João Pinto beija a taça… como o Custódio Pinto beijara a Taça de Portugal em 1968, conquistada por Américo, Valdemar, Nóbrega, Pinto, Jaime, Djalma, Pavão, Rolando, Atraca, Eduardo Gomes e Bernardo da Velha. E mais tarde vimos Ademir, Gomes, Oliveira, Fonseca, Duda, Rodolfo, Séninho, Freitas, Murça, Gabriel e C.ª alcançarem o Título Nacional em 1978. Depois de anos em que até o Campeonato Nacional demorara a chegar, mas chegara. E ali, nesses momentos, a Taça dos Campeões Europeus também era nossa. Valeu a pena desejar e saber esperar. E ainda bem que chegou!

Ora, de tanta coisa, muito temos em coisas físicas a descrever e recordar tamanho feito. Bem como sempre temos diante dos olhos um quadro, feito pelas próprias mãos, a não deixar esquecer por um segundo tal coisa mais linda que nos aconteceu desportiva e portisticamente.


Assim em 1987 alcançámos a imortalidade entre a realeza do velho continente. A 27 de maio de 1987 pintámos o Danúbio de azul com um triunfo de proporções bíblicas diante do gigantesco Bayern de Munique. No relvado do Prater a final da Taça dos Campeões Europeus começou por sorrir desde cedo ao colosso alemão, que foi para o descanso em vantagem, por 1-0. Numa segunda parte absolutamente sublime, o calcanhar de Madjer repôs a igualdade (1-1) e a vitória portista (2-1) surgiu como um relâmpago graças à pontaria de Juary. A valsa extraordinária dos Dragões de Artur Jorge valeu a conquista do primeiro de sete troféus internacionais nas vitrines do grande baluarte desportivo da Invicta. João Pinto recusou-se a largá-lo, mas ninguém o pode condenar, assim até ficou mais para lembrar, gracejar e contar em modo interessante.

E tal como o João Pinto sentiu e se comportou, sem querer largar, esse foi um brinquedo que chegou e sentimos ser nosso!

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Maio, como mês de cerejas tem lembranças tais, também, a virem umas com as outras, sendo um período de muitas e boas memórias viçosamente azuis e brancas, como tem sido lembrado ao longo de muitos dos dias quentes de temperatura primaveril como de fluxo cardio-portista. 


Pois se o mês é assim, também o dia 27 do mesmo tem sido cheio de motivos oportunos de evocação interessante. Como, por exemplo, foi o caso de a 27 de Maio de 1928 Valdemar Mota se ter tornado o primeiro atleta olímpico do FC Porto, ao alinhar e marcar contra o Chile no primeiro jogo da seleção portuguesa de futebol nos Jogos Olímpicos de Amesterdão; bem como na mesma data mas de 1956 o FC Porto ao bater o Torreense por 2-0, com dois golos de Hernâni, venceu a primeira Taça de Portugal das muitas da nossa história. Temas já aflorados, por vezes, e mesmo evocados aqui anteriormente neste espaço de memória portista. E depois, como cereja no topo do bolo, houve em 1987 a vitória na final de Viena de Áustria.


Pois então, a 27 de Maio de 1987 o FC Porto venceu o poderoso clube bávaro Bayern de Munique em Viena, conquistando o nosso primeiro título internacional de futebol ao mais alto nível: a Taça dos Clubes Campeões Europeus.


Efetivamente foi esse um dia inesquecível, depois de algum tempo de entusiasta expetativa pela chegada da hora do jogo desse mesmo dia. E durante o próprio dia, num misto de confiança e receio, porque nada é certo e nem sempre há justiça, chegou enfim a hora da verdade. Tendo assistido em minha casa, pela televisão e a cores, obviamente, junto com dois bons amigos que quiseram viver esse jogo comigo. Algo que eles por certo terão bem presente. E eu tenho, de tal modo que, depois de durante o jogo ter barafustado mais até que o costume, no final foi o máximo, como algo desejado que finalmente foi conseguido. Tendo também comigo o meu filho, jovenzinho mas já ali como eu com olhos de sentimento. Pois que, tendo nós sofrido um golo alemão sem eles merecerem, inclusive num deslize da nossa equipa, e depois de uma exibição de gala sem que a bola entrasse do outro lado, por fim, quase na última dezena de minutos houve enfim a ansiada reviravolta e o FC Porto conseguiu vencer os germânicos mais que favoritos.


Desse jogo, para ilustrar o acontecimento, deitamos olhos a  publicações que, passados estes anos, recordam tal feito.


Tudo o que se possa dizer ou descrever sobre tudo aquilo leva mais tempo e espaço a narrar que a lembrar. Bastando referir que então, embora em casa, e já definitivamente de pé quase encostado ao televisor a ver bem tudo, foi especial ver o João Pinto a receber e beijar aquela taça, algo que quando víamos antes com outros parecia irrealizável para nós… E então, ali, ao ver os nossos a agarrar essa taça (quando o João Pinto deixava...), foi como se lá estivéssemos também a deitar-lhe as mãos. E tudo o mais, que nem vale a pena tentar discorrer por escrito, pois está de viva memória cá dentro.


Futebol Clube do Porto: Campeão Europeu! Eis a legenda que finalmente apareceu nas imagens televisivas e deu tão grande prazer ver e sentir. Tal como no dia seguinte aparecia nos jornais que comprei e com estima guardei. Como ainda em dias imediatos veio nalgumas revistas, igualmente  merecedoras de ficarem guardadas. E coisas várias, mais. Pois o nosso FC Porto alcançou o título de melhor da Europa!


= Bilhete Postal posto pelos CTT em circulação em 1988, no âmbito da LUBRAPEX 88, como homenagem ao F C Porto por em 1987/88 ter vencido as três maiores provas internacionais, a Taça Intercontinental, a Taça dos Clubes Campeões Europeus e Supertaça Europeia.  

Armando Pinto

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terça-feira, 23 de maio de 2023

De vez em quando... da biblioteca pessoal: entre livros clássicos sobre o futebol... em tons romanceados!

Num vislumbre pela estante de livros diversos, aqui em casa, por vezes os olhos calham de reparar nalgum que há muito foi lido mas continua a merecer apreço e representa um olhar sobre o interesse pelo desporto-rei, facto e fenómeno natural interessante porque é algo que leva a existir o Portismo que apaixona o sentimento. Neste caso, entre livros clássicos sobre o futebol... em tons romanceados. Tal qual existe um livro em romance sobre “Pedroto”, de Irene de Almeida, publicado em 1957 e que também é peça mui estimada aqui na biblioteca pessoal; tal como por exemplo o livro “Números e Nomes do Futebol Português”, da autoria de Ricardo Ornelas, editado em 1950 (livros entretanto já aqui referenciados anteriormente). Ou seja para lá dos historiadores sobre algo relacionado com FC Porto, também, os meramente genéricos, mas de cariz alargado e explicativo de visões particulares ou mesmo artifícios subjacentes. Como é o caso do livro intitulado “FUTEBOL romance”, de Hugo Rocha, de 1957. 

Que se explica pela nota de abertura que o autor da obra se apressou a deixar aos leitores:

«Àqueles com quem, outrora, joguei à bola, tanto aos que assinalaram o seu nome na história do futebol em Portugal como aos que não deixaram rasto, como eu, da sua passagem pelos terrenos de jogo – esta história dum caso fictício que talvez se assemelhe a alguns casos reais.»

Pois esse livro acaba, afinal, por relatar em modo de romance o que era o panorama do futebol português pelos anos cinquenta, pelo menos, em Portugal. Tendo sido publicado em 1957, durante fase assanhada do Estado Novo, entenda-se. Um livro em que o seu autor, o então jornalista e escritor Hugo Rocha, apesar de natural da cidade do Porto, mas com ligações ao então Ultramar Português, não expõe demasiado, obviamente, algumas verdades, mas as deixa subentendidas. E como era esse um tempo de censura política e no regime vigorava a também ditadura político-desportiva das presidências federativas de Lisboa (sistema BSB), ele colocou em destaque apenas nomes e figuras de Benfica e Sporting, com relatos meio encobertos sobre situações em que entrava o FC Porto como jogando por fora… embora tocando em certas manobras de bastidores, ainda que ao de leve… como ao tempo era possível, e assim tinha de ser. Enfim, o que se sabe.

Armando Pinto

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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Efeméride do histórico "Penta" de Campeão Nacional do Futebol Português!

Maio, mês das flores e dos amores, é também um mês de grandes recordações portistas, tantas e quantas as boas lembranças de vitórias e conquistas ocorridas ao longo dos tempos no quinto mês, em muitos anos. Tais as efemérides que constam no calendário dos triunfos do grande clube dragão. Calhando assim, desta feita, evocar mais uma:

    - No dia 22 de Maio de 1999, na penúltima jornada do Campeonato Nacional da época 1998/1999, o FC Porto fez a festa do Penta em Alvalade, no antigo estádio do Sporting, num festejo que começou ainda antes do apito inicial. Isso porque o Boavista, clube que nessa época disputava com o FC Porto o lugar cimeiro, perdeu pontos, havendo então ainda antes chegado a notícia do empate dos Boavisteiros em Faro, fazendo que com antecedência o FC Porto automaticamente ficasse campeão, mesmo faltando esse jogo do FC Porto em Alvalade e depois o último nas Antas, por fim. E logo pela quinta vez consecutiva, somando o chamado Penta, marca que ficou a ser única e continua ainda, sendo o FC Porto o único clube Penta-Campeão Nacional de futebol.

Assim sendo, neste tempo amoroso de recordações e de alegres efemérides em tons de azul e branco, há que vincar como a 22 de Maio de 1999 o FC Porto festejou o Penta em Lisboa. Havendo a festa entrado pelo jogo adiante, em casa do Sporting, perante exibição descansada que, mesmo já quase em descompressão de guerreiros, bastou para não deixar o adversário fazer uma graça à sua vontade, acabando empatado o jogo da festa no reduto dum dos opositores tradicionalmente rivais.  


Com regresso triunfante a casa, foi depois na jornada seguinte, de final da prova, a consagração diante da família portista na própria casa, nas Antas. Mas antes, no dia 22 de maio, ainda com uma jornada por disputar, estava já tudo resolvido e a festa foi feita mesmo na capital política e do poder sócio-desportivo do império centralista nacional. Passando o FC Porto a ser o único clube que ganhou cinco vezes seguidas o Campeonato Nacional da Liga Portuguesa. O inédito Penta, de cinco campeonatos consecutivos.


Dessa boa lembrança ilustra-se a recordação com imagem da crónica inserta numa página da revista Dragões, quanto a esse jogo.


Ora então, como Campeão no futebol português: - Penta só há um, o Futebol Clube do Porto e mais nenhum !!!!!

Armando Pinto
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domingo, 21 de maio de 2023

Efeméride da conquista da Taça UEFA em 2003 - a 1.ª da segunda mais importante competição da Europa conquistada por um clube português!

O FC Porto, que em 1987/1988 havia já feito história internacional com a conquista das 3 taças internacionais de futebol na mesma época (Taça dos Campeões Europeus, Taça Intercontinental /Mundial de Clubes e Supertaça Europeia), algo que poucos conseguiram na estratosfera do mundo da bola internacional... também em 2003 venceu a Taça UEFA, que nunca algum clube português conquistara. Sendo atualmente o clube do país do Peito Ilustre Lusitano, cantado em verso heroico por  Camões, que tem sete taças de provas oficiais do palmarés internacional de seniores, mais uma oficial de camadas jovens.

Ora, com toda essa envolvência, é sempre gratificante recordar essa tal primeira vez da Taça UEFA, algo que volvidos anos o FC Porto repetiu com a depois chamada Liga Europa em 2011. Sendo agora, na passagem de 20 anos dessa bela vitória de Sevilha, ocasião de rememorar tão saborosa conquista.


A 21 de Maio de 2003, num dia passado sob grande calor quase a sufocar grande ansiedade pelo jogo de mais uma final internacional em que o FC Porto marcava presença, todo o sentimento portista vibrou com a épica vitória em Sevilha com que o maior embaixador português conquistava a primeira Taça UEFA da história portista e do palmarés histórico do futebol português.


Se já estava marcada na história e nos corações portistas a data de 27 de maio de 1987, da primeira Taça dos Campeões alcançada pelo FC Porto no jogo da valsa tocada de calcanhar em Viena, como o 13 de dezembro do primeiro triunfo na Taça Intercontinental/Mundial de Clubes vencido sobre a neve de Tóquio, mais as noites dos dois jogos da conquista da Supertaça europeia, pois esse 21 de maio ficou na memória por tanta coisa e mais uma, que foi a saborosa vitória final após prolongamento. 


Então, nessa final disputada em Sevilha, ao sul de Espanha com o calor mediterrânico a fazer extravasar emoções por todos os poros, o FC Porto venceu diante dos escoceses do Celtic de Glasgow em jogo transcendente, triunfando de forma justa e inesquecível.


Mais uma grande vitória que ficou nas anais portistas e faz parte de tudo o que mais poderá preservar tais factos entre fastos da memória pessoal-portista.


Disso tudo o muito do que ainda se possa escrever será sempre pouco para descrever a dimensão daquilo tudo. Como está registado em jornais e revistas, de material guardado. Bastando deixar uma curta passagem do livro “FC Porto Figuras & factos 1893-2005” como corolário demonstrativo.


Para resumir melhor por imagens, ilustra-se esta recordação com gravuras dum postal de O Jogo, mais o Guia da final publicado pelo Jornal de Notícias, mais a capa e ficha do jornal O Jogo, da coleção 30 Anos do mesmo, e ainda capas das revistas “Inesquecível”, do Jornal de Notícias, e “Ano do Dragão”, de O Jogo.


Em suma: - Foi bonita a festa, duma bonita vitória!

Armando Pinto
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sexta-feira, 19 de maio de 2023

De vez em quando - Literatura Portista, entre livros e revistas – os primeiros números da “Revista Super Dragões”

No acervo particular de literatura portista de teor histórico e narrativo, fazendo parte da biblioteca pessoal que tem sido possível angariar e possuir, entre os diversos exemplares existentes também consta a “Revista Super Dragões”. Publicação iniciada em Setembro de 2010 e da qual cá em casa, por entre livros, revistas e jornais com “coisas” do FC Porto, também há em arquivo pessoal os primeiros números dessa coleção.

Armando Pinto

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