Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 2 de setembro de 2017

Efeméride: A Homenagem da despedida de Américo, na cronologia histórico-portista


A 2 de setembro de 1969, realizou-se no Estádio das Antas a festa de despedida do Guarda-redes Américo, contando no programa um jogo da equipa do FC Porto com o Benfica, de preenchimento à principal atração que era a homenagem ao histórico guarda-redes Américo, que então encerrava a sua carreira nessa altura, na sequência de uma lesão grave que obrigou ao fim da atividade do grande guardião das balizas portistas.


Américo Ferreira Lopes, depois de ter sido júnior do FC Porto e passado entretanto a sénior, representou o FC Porto ao longo de cerca de 18 temporadas, havendo sido inscrito na Federação Portuguesa de Futebol como junior em 1950 e como senior em 1951/1952, tendo jogado já oficialmente na equipa principal durante a época de 1952/53. Até que depois, e após interrupção de dois anos devido a ausência no serviço militar obrigatório, mais uma época de empréstimo no Boavista, se fixou definitivamente no FC Porto, enquanto a partir de 1961/62 se posicionou finalmente como dono do lugar de guarda-redes principal do FC Porto.


No decurso duma brilhante carreira Américo disputou 250 jogos  pela equipa A do FC Porto (pois antes de agarrar o lugar nº 1 fez muitos jogos pela equipa de Reservas, mais os jogos em que reprentou o Boavista e de permeio as seleções nacionais B e A), havendo conquistado pelo FC Porto um Campeonato Nacional em 1958/59, o do famigerado caso-Calabote (que esteve na origem da célebre primeira ‘Liga Calabote’, a que se seguiram mais como é sabido...), sendo nesse tempo treinador Bella Guttman; e mais tarde uma Taça de Portugal em 1967/1968, como titular dessa equipa orientada por José Maria Pedroto.


Para além disso, o seu percurso desportivo ficou marcado por diversas distinções individuais. Como foi, por exemplo, o primeiro guarda-redes a ganhar o trofeu Baliza de Prata, em 1964, correspondente a ter sido o guarda-redes que menos golos sofreu em 1963/64, então instituído pela Agência Portuguesa de Revistas; e um Prémio Nacional de Regularidade entregue através de pontos atribuídos pelos jornalistas desse tempo do jornal A Bola, o Prémio Somelos de 1967/68.


Antes já Américo havia sido distinguido com uma Festa de Homenagem, proporcionada pelo FC Porto no estádio das Antas, como reconhecimento ao então primeiro Baliza de Prata, em 1964, num festival noturno que contou com um jogo de futebol em que o FC Porto jogou com o Sporting, equipa que assim se associou a honrar o então recente vencedor da primeira Baliza de Prata, em prélio festivo a 30 de Setembro desse ano. Volvidos anos, em 1969, no mesmo mês, Américo era homenageado na sua despedida da defesa das balizas dos campos de futebol. Ficando como caso raro dum futebolista que foi alvo de duas públicas festas de homenagem.


Armando Pinto
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