Cinco de ABRIL-2001/2026: Passam este ano 25 anos do falecimento de Hernâni, o grande
futebolista Hernâni do Futebol Clube do Porto, o senhor Hernâni Silva do futebol
português, desaparecido do número dos vivos a 5 de abril de 2001, mas sempre
recordado como presença histórica assinalável. Lembrança esta que calha assim neste
ano de 2026 em pleno Dia de Páscoa, quando se celebra a ressurreição evangélica
de Cristo e como tal se comemora piamente a vitória da vida sobre a morte.
Hernâni foi um grande jogador de futebol mas sem ter sido tão reconhecido como devia ser, a nível do sistema futebolístico, obviamente por ter jogado pelo FC
Porto. Tanto que ele dizia que um campeonato ganho pelo Porto valia por dez dos
ganhos pelos clubes do regime. Como se viu pelo caso-Calabote, em que foi por um
triz que se não deu mais um “roubo de igreja”, como referia Pedroto. E depois
como dirigente representativo do FC Porto sentiu ainda na pele essa animosidade,
com o FC Porto a ser prejudicado e os desonestos ainda ficarem à vontade para
continuarem a fazer batota. Como continua, e esta época tem sido à descarada,
mais parecendo na continuação dos célebres casos que passam entre os pingos da
falsa justiça…
Vem assim a propósito mais uma rememoração sobre esse senhor
Hernâni Ferreira da Silva. Ao qual aqui neste blogue têm sido dedicados
diversos artigos, por variados motivos, desde aniversários de nascimento,
efemérides de estreias, recordações de vitórias e também por causa de assinalar outras datas, entre as quais também a de seu falecimento. Como desta vez se volta a registar, mas de modo
diferente. Dando-se desta feita lugar a rememorar sua imagem histórica por uma
biografia curricular que foi publicada numa antiga revista de Lisboa, na “Crónica
Desportiva”, em 1957, referente à respetiva ficha desportiva até esse ano.
Assim sendo, com sua carreira futebolística quase a menos de meio, ainda. Quando já
tinha sido Campeão Nacional e ganho a Taça de Portugal pelo FC Porto, um ano
antes, mas ainda sem ter conseguido os outros títulos que veio a conseguir,
desde mais uma Taça em 1958, e outro Campeonato em 1959, até à vitória no Torneio
Internacional Militar, em 1958, mais as sucessivas internacionalizações
posteriores pelas seleções militar e civil, e ainda sua passagem pelo dirigismo
desportivo depois de ter acabado a carreira de futebolista. Contudo dando para
ver como já era apreciável seu percurso, embora percebendo-se como nem tudo o
que ali aparece escrito possa ser completamente fiável, porque tem de se dar um
desconto ao autor do texto, como jornalista de Lisboa, deixando certas dúvidas
a quem lê. Fica porém o que até aí estava escrito e sobretudo as imagens
históricas, que falam melhor que tudo o mais.
Armando Pinto
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