Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Objeto do Mês" de ABRIL: Caldeirão R C Celta de Vigo – oferta recebida pelo FC Porto num amigável FC Porto-Celta, em 1958 – com associação a algo pessoal de ligação portista…!

Na já habitual colocação pública de um objeto das reservas do Museu do FC Porto em exposição mensal, no espaço livre de passagem entre o museu e a loja do Dragão, está este mês de ABRIL de 2026 exposto no mesmo átrio, vulgarmente conhecido por Hall do Museu, um simbólico objeto típico da Galiza, representando o caldeirão da cultura galega-céltica. Tratando-se do “Caldeirão RC Celta de Vigo”, de oferta recebida pelo FC Porto num amigável FC Porto-Celta de Vigo realizado no princípio do ano de 1958. 

Houve então, logo a 1 de janeiro desse ano, a disputa de um encontro particular de cariz festivo no estádio das Antas, em pleno Dia de Ano Novo, entre as equipas principais do Futebol Clube do Porto e do Real Club Celta de Vigo, terminado com um empate simpático de 1-1. Tendo no final desse jogo havido um convívio entre as representações dos dois clubes, celebrado também com trocas de lembranças, havendo sido oferecido pelo presidente daquele clube da região irmã da Galiza um pequeno caldeirão de ferro, com o emblema do clube galego e em letras gravadas o respetivo nome do mesmo clube. Ficando assim como lembrança, na troca de gestos de cortesia, do Presidente António Herrero ao homólogo portista Dr. Paulo Pombo, essa peça que assinala o momento, com tal simbólico objeto.

Ora, esse caldeirão típico da região galega, em materiais diversos, é extensivamente um objeto algo simbólico que em tempos, pelo menos, costumava servir de recordação de visitas à região circundante de Vigo até Santiago de Compostela. Como pessoalmente ficou um exemplo, duma visita excursionista a Compostela em 1973, em que eu trouxe como recordação um caldeirão desses, de material mais leve, obviamente, e com decoração algo folclórica. 

Cuja função decorativa, do artefacto singelo, ficou a assinalar a lembrança desse passeio em tal momento de carácter particular. Com extensivo significado, no caso, por ter sido em 1973, no ano em que entrei para sócio do FC Porto.

Armando Pinto

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