Ao correr do verão e em pleno mês de julho, em 1997,
aconteceu diante do sentimento portista, manifestado no estádio emocionante do
FC Porto, a despedida de um símbolo como era, foi e é João Pinto, o capitão que
levantou a Taça dos Campeões em Viena.
Então, a 22 de JULHO, em 1997, João Pinto subiu ao relvado
das Antas pela última vez. Numa tarde arrepiante, o então capitão João Pinto colocou um
ponto final numa carreira recheada de vitórias, não fosse ele o futebolista que
mais vezes vestiu a malha azul e branca em jogos oficiais do FC Porto (por 587 vezes, na equipa principal do
FC Porto, fora as das equipas de Reservas e Juniores). Nove campeonatos, quatro
Taças de Portugal, oito Supertaças, uma Taça dos Campeões Europeus, uma Intercontinental/Mundial de Clubes e
uma Supertaça Europeia depois, o camisola 2 de seu tempo pendurou as botas que chegou a
rasgar para jogar com um dedo partido e, lavado em lágrimas, despediu-se da família
que o viu crescer. Tendo honrado bem esse número 2 icónico desde os tempos de Virgílio e passado pelo Festa, que seguidamente ficaria eternizado pelo Jorge Costa.
Pois, assim sendo, é esse mais um bom mote para evocar aqui,
neste espaço de memória portista, em homenagem ao carisma de João Pinto.
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A 22 de julho de 1997, iniciados os trabalhos de início de época na “oficina” das Antas, acontecia a apresentação pública em pleno estádio das Antas do que era o cenário próximo, em cerimónia que meteu despedida especial. Então as Antas e toda a família portista despediram-se do grande João Pinto, o “Capitão de Viena”.
«Num dos poucos dias em que o eterno capitão não foi capaz de conter as lágrimas», habituados que todos estamos a sua carismática cara risonha e patente boa disposição. Tendo aí «o lendário número dois de Jorge Nuno Pinto da Costa» se abraçado ao seu presidente de sempre e chorou-lhe ao ombro. Depois de dignificar o brasão abençoado em 587 ocasiões, o maior representante do FC Porto nos relvados pendurava as botas que um dia rasgou para poder jogar com o dedo do pé partido». Desde então, a partir que em 1997 disse adeus à carreira como futebolista, «o Homem que ergueu a Taça de Portugal por entre pedras e garrafas no Estádio de Oeiras tem-se mantido ligado ao clube que ama e o seu coração continua a ter uma só cor: azul e branco.» Sabendo que as pessoas passam, mas o clube fica.
E será sempre lembrado pela Final de Viena!
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Ora, neste tempo de pré-época, da temporada que se avizinha, calha bem recordar outros bons tempos, vindo sempre ao horizonte clubista a formatação do carácter dos representantes do clube, que são quem pode e devem ser a alma de todos os que sentem o mítico Dragão.
Vem assim à memória o caso do "nosso" João Pinto, um dos expoentes do tal sentido de jogador à Porto, como ficou na retina da memória sobre a imagem do emblemático Capitão da final de Viena. Na pertinência da efeméride de nesta data, a 22 de julho de 1997, João Pinto ter posto fim à sua atividade de futebolista, encerrando então essa que foi uma das mais brilhantes carreiras do futebol português. 16 anos e 587 jogos depois da estreia como sénior do FC Porto (em 1/12/1981), o Capitão de Viena despedia-se com este palmarés: 1 Taça dos Campeões Europeus; 1 Taça Intercontinental; 1 Supertaça Europeia; 9 Campeonatos Nacionais; 4 Taças de Portugal; e 8 Supertaças Nacionais. Faz parte do "Hall of Fame" no Museu FC Porto e, claro, foi escolha da maioria dos adeptos que votaram para o "Melhor Onze" portista de sempre, patente no Museu do FC Porto desde sua abertura. Embora essas escolhas sejam sempre relativas, atendendo às idades dos votantes e de quem viram jogar, de modo que os mais antigos podem ficar esquecidos e injustiçados. Mas no caso de João Pinto ele é mesmo um dos melhores de sempre.

João Pinto, que em Viena foi o capitão de equipa devido a Gomes se ter lesionado e não ter podido jogar, ficou para sempre na história, além de ter sido em suas mãos que foi entregue a Taça dos Campeões Europeus, por depois de ter recebido essa tão desejada taça não mais a ter largado durante os festejos no relvado – qual brinquedo que todos guardamos para nós, também. E mais tarde foi inclusive capitão da equipa, intervalando com Gomes e outros, até ter ficado mesmo como capitão principal após a saída de Fernando Gomes.
Pois ao rever isso, algo que jamais sai dos sentidos, recordo os apontamentos que naquele tempo anotei pessoalmente, a registar para mim tal grande alegria, essa grandiosa conquista do FC Porto. Coisa que terá de ser de conhecimento dos vindouros, para contar aos netos, que também vivemos isso. Não no local, por não nos ter sido possível, mas como se lá estivéssemos. Quão estive de corpo e alma. Perdurando pelos tempos adiante terna recordação, mais tarde até vincada com a colocação de autógrafos de alguns dos campeões europeus no livrinho alusivo a essa final triunfante.
Pois João Pinto despediu-se como futebolista na apresentação da equipa para a época que se seguiu, ao tempo. De cujo cerimonial protocolar ficou a imagem que se recorda, também encimando este espaço, entre parcelas memoriais de arquivo museológico portista. Como ficou devidamente perpetuado na revista Dragões, de cujo número de Agosto de 1997 se respiga uma página mais, como ilustração.
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Em rescaldo de tudo o que, quanto ao mesmo iónico João Pinto do Porto, está na História, complementa-se o quadro com algo mais. Assim atente-se no que anotou sobre João Pinto a revista do JN sob título "Porto, Porto Bicampeão", em Maio de 1996:
Armando Pinto
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