Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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segunda-feira, 29 de abril de 2024

Efeméride da estreia de Américo como titular na Seleção Nacional A (junto de Alberto Festa, mais Custódio Pinto como suplente utilizado) com vitória na Suíça em 1964...

A 29 de abril de 1964 jogou finalmente a titular na Seleção Nacional principal de futebol o guarda-redes Américo, no Suiça-Portugal em que também jogou Custódio Pinto como suplente utilizado, depois, na companhia do colega de equipa Festa, que já jogara anteriormente com a camisola das quinas e voltou dessa vez a entrar de início. Os três jogadores do FC Porto que contribuíram para essa vitória então alcançada nesse encontro decorrido no frio do país helvético.

Passa pois nesta data, em que se escreve e regista o facto, a efeméride em apreço, desse jogo em que jogaram os três referidos jogadores do FC Porto. Sendo, desta feita, dado realce à estreia de Americo Lopes como titular, visto Pinto ter sido suplente, embora utilizado depois no decorrer do jogo. 


Américo merecia ter sido chamado a representar a "Seleção Nacional A" muito antes, desde que em 1961/62 passou a ser o guarda-redes n.º 1 do FC Porto, mas como ao tempo era mais vincado, nessa era do sistema federativo BSB, os jogadores do FC Porto raramente eram selecionados e muito menos jogavam como efetivos da equipa das quinas.

Ora, para melhor elucidação e cingindo o tema à parte mais antiga e menos lembrada, dá-se conhecimento do que foi acontecendo anteriormente, tal um caso passado em 1962. Quando Américo estava já considerado o melhor guarda-redes do Campeonato Nacional e ficou em espera, como suplente, com a internacionalização adiada. Bem como algo caricato se passou com Alberto Festa, conforme se pode ver e recordar. Basta atentar no que ao tempo foi então narrado no jornal O Porto, em sua edição de 9 de maio desse ano. Onde, porque ao tempo havia censura oficial (sendo o jornal “Visado pela Censura”) foi aquilo descrito em tom jocoso, como simples “Anedota da Quinzena” – sobre o que se passou nesse jogo ocorrido a 6 de maio de 1962 (Brasil, 2-Portugal, 1). Em que alinharam, pela equipa representativa de Portugal, como titulares 4 do Benfica, 4 do Sporting, 2 do Belenenses e 1 do FC Porto (Serafim, então em estreia pela Seleção A), além de terem entrado depois, nas substituições operadas, mais 1 do Benfica e 1 da CUF. 


Sendo na mesma edição do jornal, em "O Porto a rir", finalizado assim:

 Outro exemplo do que se passava com as chamadas às seleções Nacionais A e B de futebol: Quando Américo passou a ser convocado, mas depois não era escalado para jogar… Tal o que ocorreu entretanto em 1963, como foi relatado no jornal O Porto de 6 de Abril de 1963. Eram muitos os chamados, em sinal de reconhecimento de valia, mas depois eram postos de lado, desconvocados ou a ficarem a suplentes nos jogos das equipas representativas de Portugal, melhor dizendo da Federação Portuguesa de Futebol do regime BSB. Conforme se pode ver pela notícia, no caso, tendo estado selecionados dessa vez sete portistas: Américo, Jaime, Pinto, Festa, Serafim, Paula e Hernâni – com a história que depois foi como se sabe… ter sido!


Até que finalmente, sempre houve vez de Américo ser chamado para jogar como titular na Seleção Nacional do sistema BSB da Federação Portuguesa de Futebol. Corria abril de 1964, ao dia 29 do mês das chuvas mil... nesse que então foi o 8.º Portugal-Suíça em seleções principais de seniores.

Do facto, no jornal O Porto de 6 de maio de 1964, foi dada uma “achega”, a propósito, na rubrica “O Porto a rir”, coluna tradicional do conhecido publicista João Manuel. 


Desse mesmo jogo, da estreia de Américo como "Internacional A", ficou registada a ocorrência no segundo livro da coleção "Ídolos do Desporto", dedicado a Américo sob o título d' "O GUARDA-REDES ETERNO":




Armando Pinto
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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Efeméride da Festa de Homenagem ao hoquista Armando Morais (vítima do trágico “caso do acidente que o atingiu com perda de uma vista, quando jogava pelo FC Porto)… em 1964 !

Em pleno sábado 12 de dezembro de 1964 teve lugar no Pavilhão dos Desportos do Porto, como era então chamado, vulgo nave de abóboda do Palácio de Cristal, o festival desportivo da Festa de Homenagem a Armando Morais. O infortunado atleta, desse tempo, que foi vítima do trágico caso do acidente que lhe fez perder uma vista, quando jogava pelo FC Porto, em 1964. Facto infeliz ocorrido no início dessa temporada, durante um jogo de hóquei em patins no rinque-casa da Sanjoanense, entre as equipas B do FC Porto e do clube de S. João da Madeira, a contar para o Torneio de Abertura da Associação de Patinagem do Porto.

Nesse mesmo dia, da Festa de Homenagem, como apresentação, o jornal O Porto anunciava o acontecimento, com uma entrevista do homenageado, Armando Morais, junto com o promotor da homenagem, Alexandre José Magalhães, então jogador do hóquei em patins portista, capitão da equipa principal do FC Porto e colega do atleta em apreço.


Festa então abrilhantada com a presença da equipa de andebol de 7 do Salgueiros, clube que nessa data colaborou; bem como a equipa de basquete do portuense Vasco da Gama, ao tempo rival no Basquetebol; e especialmente uma Seleção de hóquei em patins do sul (Misto de Lisboa). 

E na noite desse sábado o pavilhão-mor da cidade do Porto vibrou até à sua abóboda, com o calor do público presente, em entusuiasmo maior que o número mas vibrante, desde as bancadas até aos camarotes e varandins. 

Apoteose essa, merecida, numa bela e emotiva festa de homenagem, que ficou descrita a preceito no jornal O Porto, em sua edição seguinte.

Armando Pinto

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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Trágico “caso do acidente que atingiu o hoquista Armando Morais"… em 1964

 

Um caso que não é lembrado e até está esquecido. Passado na Primavera de 1964: O caso, por acaso, que foi mesmo trágico, tendo provocado a Armando Morais, então atleta do hóquei em patins do FC Porto, grave consequência física resultante na cegueira de uma vista; e como tal levando a ter de abandonar a sua carreira desportiva, além de alterar toda a sua vida.

De nome completo António Armando Bordalo Maia de Morais – o desportista aqui e agora a relembrar – era no mundo do desporto e sobretudo no hóquei conhecido por Armando Morais. Tendo praticado o Hóquei em Campo e depois, por fim, o Hóquei em Patins.

Para descrever tudo com bases documentais em informações escritas, começa-se pelo fim, indo diretamente ao triste resultado humano. Quão ficou narrado depois, no “Relatório e Contas de 1964”, sobre a Anuidade da gerência e atividade do FC Porto nesse ano. Onde, na parte do Hóquei em Patins, ficou descrito (no final da página 78 com continuação no princípio da 79), a propósito do “Torneio de Abertura", ao início da época”:

Posto isto, passa-se a um rememorando sobre isso e toda a seguinte evolução de tal ocorrência, a começar do princípio.

Assim, registou o jornal O Porto de 11 de março de 1964, à página 4:

Enquanto isso, na edição seguinte do jornal O Porto, em seu número de 25 de março, era atualizada a situação, com descrição atinente a um correto desenvolvimento. Conforme ficou impresso nas páginas 3 e 4, respetivamente:


Continua depois, a mesma sequência em O Porto de 8 de abril, em sua página 5:


Passado algum tempo, em Agosto noticiava o jornal O Porto a intenção de ser feita uma festa de homenagem ainda durante esse verão – conforme foi publicado na edição de 5 de agosto, à página 11:

E, sobre o mesmo António Armando Morais, continua O Porto em 19 de Agosto, na sua página 4:

Entretanto, por impossibilidade de utilização do recinto que estava nos planos para a festa de homenagem, assim como por o clube que estava para participar não ter aceitado colaborar, essa realização foi adiada. Como foi dado conta no jornal O Porto, e sua edição de 9 de setembro, na página 6:

Passado algum tempo, soube-se que afinal a homenagem seria em dezembro. Como foi noticiado no jornal o Porto, em sua edição de 25 de novembro, à página 4.

E então a 12 do mês da quadra natalícia, nesse ano de 1964, teve lugar a homenagem. Como aqui vai ser recordado (na continuação do próximo artigo de recordação memorial).

Armando Pinto

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Efeméride – a vitória do FC Porto no Troféu Corpus Christi, de Ourense, em 1964


Tempos houve, no panorama futebolístico ibérico, em que havia certo intercâmbio de jogos integrantes de torneios entre clubes portugueses e espanhóis, sobretudo do norte peninsular e com maior incidência na vizinhança de Entre Douro e Minho e a Galiza. Além de outros particulares com uma equipa apenas, de visita e receção, ou participação única no âmbito de alguma festividade ou homenagem, por exemplo. Nomeadamente no período do defeso, quando, entre um campeonato acabado e antes do começo de outro, se sucediam encontros desses, havendo troféus então com enraizado prestígio. 

Foi assim, numa ocasião dessas, que o FC Porto foi convidado e participou num torneio com o nome das festas tradicionais da cidade galega de Ourense, o Troféu Corpus Christi, em 1964. Cujo sucesso se deu em plena época do S. Pedro, festa popular em Portugal, e em Ourense decorrem as festividades que têm ponto alto na majestosa procissão do “Corpus Christi” – “faz anos” nesta data, em que escrevemos esta recordação.


Estava-se, pois no início do verão de 1964, sendo a equipa principal do FC Porto treinada nesse tempo pelo brasileiro Otto Glória, passando o plantel por período de renovação, ainda tendo alguns grandes ases da geração dourada dos anos cinquentas, como Hernâni, Carlos Duarte, Virgílio, Arcanjo e Perdigão (por esses dias a acabar as suas carreiras), reforçada que fora a equipa anos antes com a entrada do guarda-redes Américo para titular e chegada ao clube de uns Pinto, Azumir, Atraca, Jaime, etc. Bem como entretanto passara a contar com novos elementos como Almeida, Rolando, Paula, Festa, Nóbrega, por exemplo. Entre outros, alguns dos quais com valor mas que por diversos motivos não tiveram muita utilização, tal o caso de Valdir, bom avançado mas de ação limitada por lesões. E escasseavam ainda as oportunidades de confrontos com equipas estrangeiras, deparando-se assim boas ocasiões, como dessa vez em que o FC Porto defrontou o Deportivo da Coruña e o Athletic Bilbao (que antes fora, curiosamente, o primeiro rival dos azuis e brancos nas competições europeias, em 1956/57).



Passa agora a efeméride da final desse torneio, disputado em finais de junho de 1964, com tal troféu em disputa. Tendo aí o FC Porto ganho a respetiva taça grande, que o capitão Hernâni levantou ao lado dos colegas.   


Com efeito, então o FC Porto bateu o Atlético de Bilbau (Athletic Bilbao) por 3-1 (com dois golos de Azumir e outro de Nóbrega) e conquistou o Troféu Corpus Christi, disputado em Ourense (Orense), na Galiza. No primeiro jogo da competição, os Dragões já tinham vencido o Desportivo da Corunha (Deportivo Coruña) pelo mesmo resultado (com outro bis de Azumir e mais um golo de Hernâni). 


Armando Pinto
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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Troféu Luís Otero – Objeto duplamente histórico na memória museológica portista


Tal como noutros tempos houve alterações profundas na sociedade perante mudanças estruturais, como foi em Portugal no período de transição da Monarquia à República, entrado o século XX (para não recuar demasiado na cronologia) diante do desaparecimento de antigos dinheiros como eram as moedas de Reis até à entrada do Escudo, mais a mudança das cores nacionais do azul e branco da realeza para o verde e vermelho do Partido Republicano Português e seus movimentos associados, como à entrada do século XXI surgiu a moeda Euro que substituiu pela metade o Escudo, também no futebol tudo se tem alterado ao longo dos tempos e talvez até mais depressa. Acontecendo, no caso do futebol, como desporto rei, que o facto se evidencie demasiado na repentina situação das transferências e grandes somas envolvidas. Contudo, antes disso ainda, o panorama foi sendo modificado em variados aspetos menos agressivos, como eram em tempos distantes as provas do início de época, através de torneios famosos que eram possíveis por não existirem ainda pré-eliminatórias de acesso às competições europeias, nem os campeonatos nacionais começarem em pleno período de verão, havendo inclusive férias grandes, como era chamado a esse período de veraneio alongado.


Pois então, enquanto pelos idos de quarenta e inícios de cinquenta, do século XX, ainda não existiam provas internacionais oficializadas, foram decorrendo jogos de permutas entre equipas de diversos países, tendo o FC Porto tido jogos famosos com receções vitoriosas diante do Vasco da Gama do Brasil, Arsenal de Londres, Portuguesa do Rio, Fluminense, o Real Madrid, Vazas, Valência, etc, cuja repercussão se refletia em tais momentos terem sido distinguidos com publicações de coloridas separatas de publicações da especialidade, à época, em género de “posters” médios ilustrados. Gravuras essas que se viam nesse tempo, como embelezamento, por exemplo, coladas ou pregadas a forrarem tapamentos de locais públicos, quais divisórias de tábuas de madeira em tascas e similares estabelecimentos de comes e bebes nessas eras, quando não em quadros emoldurados a decorarem lojas de comidas e casas de pasto, como em tempos idos se chamava aos restaurantes tradicionais de aspeto singelo ou clássico, respetivamente. Para depois, quando começaram as provas europeias oficiais, iniciadas a partir do Outono, os períodos de verão antecedente aos jogos de campeonato eram precedidos de torneios internacionais organizados por clubes, que se foram tornando famosos.

Então, pelos anos sessentas, em plena década que o FC Porto em Portugal não conseguia mostrar sua valia pelas manobras dos bastidores federativos, foi conseguindo desforrar-se no estrangeiro, onde foi sendo possível fazer coisas bonitas e ganhar provas importantes. Tal o caso do famoso torneio espanhol do Troféu Luís Otero, anualmente organizado em Pontevedra, na Galiza.


Eis o atraente trofeu que agora, em Setembro de 2017, é o “Objeto do Mês” de amostra no espaço público de acesso à Loja do Dragão e ao Museu do FC Porto: o Troféu Luís Otero, de 1964. Sendo esse o segundo, como importa sempre recordar, pois que tal torneio e consequente troféu foi conquistado por duas vezes pelo FC Porto, a primeira em 1962 e por fim em 1964.

Com efeito, como é descrito na relação correspondente, a propósito, «ao longo da história, o FC Porto marcava presença em importantes torneios de verão, autênticos festivais futebolísticos que ajudavam a preparar as épocas desportivas, a encantar plateias nacionais e estrangeiras e, também, a depositar factos e objetos memoráveis no património do clube.


É o caso do Troféu Luís Otero, conquistado pela segunda vez pelo FC Porto em 1964 com uma equipa onde emergia Rolando, um dos históricos capitães azuis e brancos, e o jovem Artur Jorge. A taça, erguida em Pontevedra (Espanha), e outras curiosidades sobre este torneio descobrem-se no Hall do Museu, área de circulação livre, onde todos os meses há uma revelação da diversidade e riqueza da coleção do clube, colocando a história ainda mais ao alcance de todos » - para todas as idades e com entrada livre, no Hall do Museu.
                                                                                                     Rolando »»»

Assim sendo, apraz avivar o facto ao quadrado, recordando a vitória dupla conquistada, através de alguns dos dados relacionados com essa participação em tal torneio, da primeira vez realizado entre três competidores, e à segunda dois, sempre com o FC Porto em jogo.

= Azumir e Valdir =

Em 1962, os participantes foram o Pontevedra CF e Real Betis, de Espanha, mais o FC Porto, de Portugal. Tendo o FC Porto tido o seguinte programa

- Meia-final, a 24 de Agosto de 1962 - FC Porto, 2 - Real Betis, 1 [golos: 1-0 por Hernâni, aos 40´; e 2-0 por Azumir, aos 44´; 2-1 pelo espanhol Luís, aos 87´]´,
Alinhando as equipas com
FC Porto: Rui; Virgílio, Miguel Arcanjo, Mesquita, Atraca, Paula, Carlos Duarte, Pinto, Azumir, Hernâni e Serafim.
Real Betis: Corral; Colo, Ríos, Arieta, Lasa, Bosch, Senekovic, Luís, Ansola, Cortés, Portilla.

- Final, no seguinte 26 de Agosto - Pontevedra CF, 0 - FC Porto, 2 [golos: 0-1 por Azumir, aos 52´, e 0-2 por Serafim, aos  58´]
Alinhando os finalistas assim
Pontevedra CF: Gato (Estévez); Firi, Calleja, Cholo; Pastor, Bea (Guillermo);Recalde, Vallejo, Tucho, Cerezuela, Ferreiro.
FC Porto: Rui; Virgílio, Arcanjo, Mesquita; Festa, Paula; Carlos Duarte, Pinto, Azumir, Hernâni e Serafim.


Chegados os elementos da comitiva portista ao Porto no dia seguinte, houve receção apoteótica que, a propósito, foi também ainda há um ano recordada globalmente. Incluída tal lembrança que foi nas efemérides referidas diariamente na página informática do Museu FC Porto e extensivamente partilhada na pública carta de mensagens e novidades do clube, “Dragões Diário”, relembrado a 27 de Agosto, que nessa data fazia anos que «em 1962, a equipa do FC Porto regressava a casa com o Trofeo Luis Otero, de futebol, conquistado em Pontevedra (Espanha). Vários jogadores históricos, como o guarda-redes Américo, faziam parte do plantel nesse ano». Os quais, entre mais, se podem recordar visitando o Museu para conhecer melhor os ídolos perpetuados na memória do clube.


Por acaso Américo não chegou a alinhar em nenhuma das vezes em que o FC Porto venceu esse torneio, por estar lesionado. Contudo fazia parte do plantel obviamente, tendo de ambas as vezes depois alinhado logo de início no campeonato português, ele que era e foi o guarda-redes nº 1 desse valioso grupo, do qual se recorda uma das formações contemporâneas.


Volvidos dois anos (com interregno de um ano em que só participaram o Bétis e o anfitrião Pontevedra, com o visitante sevilhano saindo vencedor), em 1964 o FC Porto voltou a ser convidado, sendo participantes o Pontevedra CF, de Espanha, e o português FC Porto:

- Final, a 6 de Setembro de 1964 - Pontevedra CF, 0 - FC Porto, 2 [golos:0-1 por Bernardo da Velha, aos 32´, e 0-2 por Nóbrega, aos  75´]
Alinhando
Pontevedra CF: Fermín; Azcueta, Batalla, Cholo; Martín Esperanza, Roldán I; José Luis (Recalde), Cerezuela (Roldán II), Vallejo, Neme, Odriozola.
FC Porto: Rui; Festa, Almeida, Joaquim Jorge; Carlos Baptista, Paula; Jaime (depois Artur Jorge), Bernardo da Velha, Valdir, Pinto (Rolando) e Nóbrega.


Armando Pinto
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