Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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domingo, 17 de março de 2019

Taça de Portugal de Basquetebol/2019 é do FC Porto. No topo dum fim de semana vitorioso para o mundo portista, só não totalmente feliz por a mala encarnada continuar ativa no futebol profissional…


Havia a secreta esperança que desta vez o FC Porto, no desporto da bola ao cesto, conseguisse finalmente superar o confronto diante da Oliveirense, equipa campeã em título e que esta época estava a parecer insuperável. Embora com receio particular que qualquer coisa impedisse a vitória na Taça que há alguns anos não vinha para o Porto. Mas felizmente tornou-se realidade esse anseio e a Taça de Portugal desta época de 2018/2019 é do FC Porto.


Com efeito o FC Porto conquistou ao final da tarde deste domingo de meio de março a Taça de Portugal do “Basqete”. Fazendo afluir às veias mais seiva empolgante, como sentimos pelas imagens da televisão conquistarmos mais essa taça, como se lá estivéssemos, pois quem jogou jogou por nós e quem ali esteve presente fisicamente apoiou por todos nós. Dando para sentir orgulho nos consócios que vimos nas bancadas daquele pavilhão do Algarve, alguns já caras conhecidas dos meios da convivência sócio-informática portista e todos com algo especial como é o sangue que corre para o coração com o mesmo pulsar. Como se via e sentimos pelas manifestações e sensibilização patente na simbologia azul e branca dos adereços identificativos.


Foi pois um fim de semana bem positivo, desde as vitórias dos jogos da fase final a oito de apuramento para a final desta Taça; passando pela grande vitória do hóquei em patins portista sobre o Sporting, a isolar o FC Porto no comando do campeonato do hóquei patinado; até à outra grande e importante vitória do andebol azul e branco ao eliminar o Sporting também da caminhada da respetiva taça; mais a vitória da equipa principal de futebol que dá para continuar na luta pelo campeonato da Liga. Apenas não sendo melhor porque no futebol profissional o Benfica ganhou mais um jogo com os favorecimentos habituais, na costumeira habituação de que em Portugal a corrupção continua a ser branqueada e o crime batoteiro compensa.  

Enquanto isso nas modalidades de pavilhão desta vez não houve tanta influência externa como doutras vezes, e quer o Benfica como o Sporting ficaram fora da Taça de Portugal de Andebol, o Sporting viu-se relegado para o segundo lugar no Hóquei sobre rodas, e no Basquetebol  o Benfica ficou fora da carroça logo ao primeiro jogo da fase final; enquanto o FC Porto foi vencendo os obstáculos e, chegado à final, ergueu a Taça. Mais uma taça que fica a enriquecer o historial do FC Porto e fará parte do Museu FC Porto by BMG.


Porque estes momentos merecem ficar registados em tudo quanto é Memória Portista, anota-se neste espaço também a devida ficha, através do que é da página informática oficial do FC Porto:


« 17 DE MARÇO DE 2019
Vitória frente à Oliveirense (83-80) garantiu a conquista do troféu que fugia ao palmarés azul e branco desde 2012

O FC Porto conquistou a Taça de Portugal pela 14.ª vez ao vencer, este domingo, a Oliveirense por 83-80. Uma grande recuperação na segunda parte permitiu aos azuis e brancos conquistar o troféu, algo que a equipa de Moncho López não conseguia desde 2012.

O bom início dos azuis e brancos permitiu à equipa portista alcançar uma vantagem de 13 pontos no segundo período. Os atuais campeões nacionais responderam ainda na primeira parte e fixaram o resultado em 39-39 no caminho para os balneários.


A Oliveirense manteve o bom momento na segunda parte e conseguiu terminar o terceiro período a vencer por 11 pontos. Os Dragões nunca deixaram de acreditar e, já nos derradeiros dez minutos, confirmaram a reviravolta no resultado, com um triplo de Will Sheehey.

A vitória azul e branca foi confirmada a 45 segundos do final. Depois de um lançamento falhado do camisola 16, Will Graves conquistou o ressalto ofensivo e colocou o FC Porto a vencer por mais de uma posse de bola.


Brad Tinsley, com 20 pontos, quatro ressaltos e quatro assistências, foi o MVP da final. Will Sheehey (18 pontos, seis ressaltos e duas assistências), Will Graves (11 pontos, 12 ressaltos e três assistências) e João Soares (12 pontos, sete ressaltos e duas assistências) também estiveram em destaque na partida.

Com esta vitória, a equipa portista conquista a Taça de Portugal pela 14.ª vez. A festa começa no Algarve e termina no Museu FC Porto, quando os atletas azuis e brancos entregarem o troféu que fugia à cidade invicta desde 2012.


FICHA DE JOGO

FC PORTO-OLIVEIRENSE, 83-80
Taça de Portugal, final
17 de março de 2019
Portimão Arena


FC PORTO: Brad Tinsley (20), João Soares (12), Will Sheehey (18), Will Graves (11) e Sasa Borovnjak (12)
Suplentes: Vlad Voytso, Pedro Pinto (4), António Monteiro (2), Miguel Queiroz (1), Ferrán Ventura (3), Pedro Bastos e Diogo Araújo
Treinador: Moncho López

OLIVEIRENSE: Travante Williams (15), Eric Coleman (12), José Barbosa, Marc-Eddy Norelia (15) e James Ellisor (14)
Suplentes: André Bessa (15), João Guerreiro (2), Francisco Albergaria, Renato Azevedo, Rui França, João Balseiro (1) e Marko Loncovic (6)
Treinador: Norberto Alves

Ao intervalo: 39-39
Parciais: 24-15, 15-24, 14-25, 30-16 »


E assim a Taça de Portugal, aquela taça que se tem visto e voltou a ver com suas chapas históricas de todos os lados, volta a ser do FC Porto.


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

segunda-feira, 21 de março de 2016

Evocação do grande Dale Dover, o melhor basquetebolista que atuou no panorama português da bola ao cesto!


Os deuses são eternos. Como se diz em frases feitas de memória. E como até tem sido tema para filmes e se aplica no desenvolvimento histórico. Tal o que calha a preceito para evocar uma recordação do grande basquetebolista Dale Dover, o valoroso encestador que passou pelo basquete portista e foi o melhor basquetebolista de sempre que jogou nas provas portuguesas por equipas nacionais.

Dover foi um caso à parte, um ídolo endeusado que cativava adeptos. Com ele a jogar os pavilhões enchiam, a pontos de mais ter feito sentir a necessidade do F C Porto ter um pavilhão próprio, levando à construção do primeiro pavilhão para jogos de competições que o F C Porto teve, o Gimnodesportivo das Antas.

Em harmonia à sua maneira de atuar, era conhecido popularmente por "Flash" Dover. Naquele tempo de que guardamos foto coeva, que ainda é do arquivo pessoal do autor.

A propósito, no “Dragões Diário” vem uma forma de recordação que apraz vincar, como forma de mais fazer perdurar sua imagem à posteridade:

«Viu Dale “Flash” Dover jogar? Lembra-se de uma das lendas do basquetebol do FC Porto no início da década de 70 (do século XX), que tinha médias de 40 pontos por jogo e que enchia os pavilhões portugueses? Falamos-lhe dele, da grande figura do título de campeão nacional de 1971/72, porque o norte-americano apareceu cá na cidade do Porto de surpresa para "matar saudades" e conhecer a estátua que o imortaliza no Museu, que visitou, tal como o Estádio do Dragão. Dover recordou, sempre a falar em português, os tempos memoráveis com a camisola azul e branca e, no fim, confessou ter ficado “portista para sempre”. O FC Porto ficou no coração de Dover e Dover também ficou no coração do FC Porto».

Eis então, como aqui fica, umas imagens de vídeo reportando essa recente visita do “Flash” Dover ao Museu F C Porto by BMG:



Armando Pinto

((( Clicar sobre a imagem de cima, para ampliar. E na seta do vídeo, para aceder ao filme )))

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Basquetebol – F C Porto Vencedor da Taça Hugo dos Santos, da Liga – 2016


Taça Hugo dos Santos, final:
Benfica, 68 - FC Porto, 69
VENCEDOR: F C PORTO!

Depois da estrondosa vitória obtida pelo F C Porto em futebol sénior na sexta-feira primeira do tempo quaresmal, foi mantida a série vitoriosa diante do mesmo adversário, agora em basquetebol também do escalão maior, na final disputada em pleno domingo dia de S. Valentim. Revelando-se a equipa de basquetebol portista autêntica Ala dos Namorados, que Camões cantou epicamente n´Os Lusíadas e Pedro Homem de Melo exaltou no poema Aleluia, em honra do grande Baluarte Invicto.


Pois então, na fase final, após apuramento para a final derivado de ter ultrapassado o Oliveirense, o FC Porto venceu o jogo da final, em Oliveira do Hospital, levando a melhor sobre o Benfica e erguendo a Taça Hugo dos Santos de basquetebol. Saiu assim derrotada a equipa que havia ganho as três últimas edições, durante o tempo que o F C Porto esteve fora de tais competições da Liga. A formação dos chamados encarnados (como antigamente não queriam ser apelidados de vermelhos…) ainda chegou ao intervalo em vantagem, por 31-28, mas na segunda parte os Dragões deram a volta ao marcador e garantiram a conquista do troféu, quatro anos depois.

Refira-se que esta competição junta os quatro primeiros classificados da Liga na primeira volta, tendo no bota-fora de apuramento o FC Porto derrotado a Oliveirense e o Benfica a Ovarense, nas meias-finais.

Como escreveu um grande Portista e apaixonado adepto da modalidade do basquete portista, Sérgio Gomes, os «Dragões vencem Taça Hugo dos Santos (basquetebol) em final emocionante! Tremenda vitória dos pupilos de Moncho. É muito fácil ganhar trofeus quando não há concorrência! Portoooooooooo!!! Em 3 dias dois triunfos sobre o mesmo…! Depois do futebol o basquetebol»!

O F C Porto conquista assim pela sétima vez esta taça, sendo 4 (quatro) com a denominação de Taça da Liga e 3 (três) como Taça Hugo dos Santos. E mais vezes não foi por ter havido um interregno de tempo, devido à ausência conhecida que teve o F C Porto afastado do patamar mais elevado desta modalidade em Portugal.  


A Taça Hugo dos Santos nasceu como competição oficial do basquetebol português na época 1989/90 sob a égide da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) com o nome "Taça da Liga". Em 1995, com a criação da Liga Portuguesa de Basquetebol Profissional, esta mesma competição passa a ser organizada sob a alçada deste organismo autónomo. Em 2008, com a extinção deste mesmo organismo, a competição sofre uma época de interrupção (2008/09), regressando em 2009/10 novamente sob a égide da FPB e com a designação "Taça Hugo dos Santos" em homenagem a um antigo presidente federativo. A partir de agora, o atual detentor do troféu é o FC Porto, que venceu na final o Benfica por 69-68, a 14 de Fevereiro de 2016.

Anteriormente o F C Porto conquistou esta taça, ainda como Taça da Liga, em 1999/2000 diante do Iliabum; em 2001/2002 com a então equipa Portugal Telecom; em 2003/2004 em disputa com o Queluz; em 2007/2008 com a Ovarense. Já como Taça Hugo dos Santos, em 2009/2010 novamente com a equipa do mesmo clube Ovarense; em 2011/2012 perante o Barreirense; e agora, correspondendo à época 2015/2016, no confronto com o Benfica.


Estão de parabéns todos os que fazem parte da estrutura do basquetebol azul e branco. E os adeptos que acompanham a equipa em apoio constante. Os Portistas que estiveram presentes na final bem mereceram esta saborosa vitória, contra o adversário fanfarrão, à imagem do seu treinador que se identifica por gestos.

FICHA
Benfica-FC PORTO, Taça Hugo dos Santos, final

14 de fevereiro de 2016 - Pavilhão Municipal de Oliveira do Hospital

FC PORTO: Pedro Bastos (13), Brad Tinsley (12), José Silva (12), Seth Hinrichs (4) e Nick Washburn (8).
Jogaram ainda: António Monteiro (3), Albert Fontet (5), Miguel Queiroz (11), André Bessa, Ferrán Ventura e Arnette Hallman (1)
Treinador: Moncho López

Ao intervalo: 31-28
Parciais: 14-13, 17-15, 15-19, 22-22

Resultado final: 68-69 a favor do F C Porto.

Armando Pinto

domingo, 4 de outubro de 2015

Dover e Wilson Neves: Referências Portistas do ecletismo clubista de antigamente.


Começada a nova época desportiva do vasto panorama atlético em geral, e chegando a vez das modalidades de pavilhão ou de sala e salão, começam algumas novidades a surgir nesse campo de atividade, principiando no regresso do basquetebol do F C Porto ao convívio do escalão superior federado, bem como o aparecimento da variante de snooker no âmbito das atividades da secção de bilhar.

Essas e outras realidades, na vida do F C Porto, dentro do cenário do fenómeno desportivo e da amplitude da representatividade portista, fazem com que para já se mantenham expetativas, pelo menos, sabendo-se que a grandeza do F C Porto e todo o sentimento da família portista leva a preferir-se qualidade a quantidade. Pois, o F C Porto quando entra em qualquer competição tem de ter equipas capazes de lutar por títulos e não apenas para marcarem presença.

= Dale Dover =

Ora, tudo isso, e muito mais, leva a que não se possam esquecer algumas referências do passado, quanto a atletas que foram expoentes portistas da antiga importância das modalidades amadoras, ao tempo. Porque no prisma da grandeza que o F C Porto desempenha, houve nomes mais salientes que originaram maior atração e geraram intensos entusiasmos. Fruto da qualidade que colocou o F C Porto no cimo das tabelas, desse tempo. Quanto aconteceu no basquete através de Dale Dover, popularmente apelidado Flash Dover, considerado o melhor de todos os basquetebolistas que já atuaram em Portugal, tanto que fazia encher pavilhões e levou nessa era os responsáveis do F C Porto a resolverem construir o pavilhão das Antas (mais tarde chamado Gimnodesportivo Américo Sá). E no bilhar representou Wilson Neves, um senhor que deu uma valente tacada no cenário do bilhar do clube, fortalecendo bem o poder de tabelar empenho perante a organização levada a cabo por homens como Tavares Basto, Jacinto Sousa e alguns mais. A pontos de estar considerado uma das lendas do F C Porto, cujos nomes estão no passeio da fama do atual pavilhão do clube, Dragão Caixa.

= Wilson Neves =

Entre outros exemplos, estes dois nomes recordados, Dover e Wilson Neves (duo das imagens ilustrativas, aqui focados), servem assim de espécie de modelos, da qualidade apreciada, qual paradigma de desportistas do F C Porto que, por isso mesmo, permanecem na memória portista.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Atualidade do F. C. Porto... à posteridade !

(Clicar sobre a imagem, para ampliar)

Repare-se nesta mensagem, de há uns anos atrás, e atente-se no tempo presente...

Continuamos a ter confiança em Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, nele, no Presidente-Dragão, mas há situações que ultrapassam tudo. Não concordamos nem entendemos o que se vem passando.

A realidade é esta:
Na quinta-feira, dia 12 de Julho, surgem notícias do fim do Basquetebol no F. C. Porto e da oficialização das novas camisolas, para a época de 2012/2013.

A ser verdade (ainda queremos acreditar que haja outras soluções e escolhas), tem de se dizer, marcando posição, que...

... Desde que em 2000/2001 o tempo de presidência de Pinto da Costa ficou associado à mudança anual de equipamentos, passando o F. C. Porto a ser como qualquer clube dos que não tinham nem têm camisola certa, já nada admira... Passou a mandar a SAD, o aspeto comercial passou a sobrepor-se a tudo, foi sendo encurtado o número de modalidades...  
Realmente o pavilhão (Dragão caixa) assim depressa vai passar a ser local de encontro de tertúlias, de conferências, cerimónias e encontros de tudo e mais alguma coisa, menos de prática desportiva...
Sinceramente não se entende como são gastos balúrdios com aquisição de estrangeiros para uma modalidade restrita a alguns escassos espetadores, entre diversos exemplos, e acabem e vão acabando com o ecletismo (pese as justificações ou desculpas), tal o que aconteceu com o Atletismo, visto por multidões nas estradas, o Ciclismo, que tantas paixões despertava, etc. etc. E agora o basquetebol... 
Eu até estou à vontade pois não gosto de assistir a jogos de basquetebol, pela constante alternância e incerteza do marcador, mas era uma modalidade histórica no clube e com muitos adeptos... 
Enquanto o caso dos equipamentos até enerva. É vergonhoso para um grande clube ter as bancadas com adeptos equipados com coisa de dez ou mais formatos de camisolas diferentes... Enfim. Então este ano é uma "bodega" autêntica, quer a firma, que me recuso a chamar pelo nome (publicitar), quer os responsáveis, perderam o nexo... 
No meio disso tudo só desejo que o F. C. Porto continue a vencer, para se manter no topo, pois as pessoas passam e o clube fica!

A. P.

= Possibilidade: Segundo circula, em nova versão informativa, há ainda uma hipotese, que será:

«...Os escalões de formação continuam em atividade, pelo que a modalidade não fecha portas no F.C. Porto.
Refira-se que o F.C. Porto ainda não anunciou qualquer posição oficial e poderá vir a reintegrar no clube a equipa que, nas últimas épocas, representou a SAD, e que teria, no futuro, o mesmo enquadramento do hóquei em patins e do andebol. Este seria um caminho para manter a equipa profissional de basquetebol portista...»

AP