Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Carlos Alves - o “luvas pretas” também do F C Porto


Não é muito lembrado em certa comunicação social afeta a memorizações, mas o original “luvas pretas”, Carlos Alves (avô do antigo futebolista João Alves, do Boavista e do Benfica), alinhou também no Futebol Clube do Porto, depois de ter representado o Carcavelinhos e o Académico do Porto. Havendo jogado apenas uma época no F C Porto, por motivos de saúde.  A tempo de ter estado nos 10-1 infligidos ao Sporting, num jogo em que Carlos Nunes marcou 4 golos!

Como ilustração junta-se imagem de pose junto de dois futebolistas do F C Porto (Avelino Martins e Valdemar Mota), como colegas da seleção nacional.


Vem a talhe recordar esse facto, da passagem de Carlos Alves pelo clube ao tempo sediado no campo da Constituição, do Porto, no dia em que perfaz oitenta anos em que esse futebolista se estreou pelo F C Porto.

Com efeito, foi a seis de Outubro de 1935 que Carlos Alves, o referido “luvas pretas”, se estreou com a camisola do FC Porto. Jogou uma época no FC Porto, em 1935/36, então quase a fazer 33 anos, mas ainda foi dos jogadores mais utilizados nessa temporada. Tendo de seguida sido forçado a abandonar o futebol derivado a doença pulmonar que o atacou. Jogava a defesa e tornou-se célebre por jogar sempre de luvas pretas (como é bem lembrado no "Dragões Diário"): «tudo porque uma adepta lhe ofereceu as luvas antes de um jogo da sua equipa de então, o Carcavelinhos, com o Benfica, pedindo-lhe para as usar. Alves recusou mas ao intervalo, com o resultado desfavorável, pensou que ia dar sorte e usou-as na segunda parte. O Carcavelinhos deu a volta ao jogo e Carlos Alves passou a jogar sempre de luvas pretas.»

Luvas tais com que já aprecia  como integrante da seleção nacional no jogo de estreia de Pinga com a camisola das quinas

= Carlos Alves na Seleção Nacional que alinhou no jogo de estreia de Pinga pela equipa representativa de Portugal. Em dia que a equipa portuguesa teve vários futebolistas do F C Porto, como se pode ver pela legenda. Carlos Alves, antes ainda de ingressar no F C Porto,  figura em primeiro plano, de luvas. =

Do vigor que Carlos Alves colova na disuta do jogo da bola  há uma imagem sugestiva, publicca na capa da revista Stadium de 19 de Feveiro de 1936, em que ele, com a camisola do FC Porto nesse tempo, aparecia em disputa com um jogador do Belenenses - como se recordde seguida.


Entretanto, e por fim, anexam-se ainda extratos de duas publicações alusivas, através dum relato da história das suas luvas, duma página das Seleções Desportivas (nº 10, de Julho de 1978); e uma nota biográfica inserta na Enciclopédia do Desporto, edição Quidnovi (volume 1, editado em 2003).



Armando Pinto

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Efeméride da Estreia de Virgílio


Nesta data, a sete de Setembro, corria o ano de 1947, entrava na equipa do F C Porto em jogos oficiais Virgílio Mendes - mais tarde celebrizado como Leão de Génova pela garra posta em campo num jogo disputado na cidade italiana daquele nome, pela seleção nacional.

Podendo não parecer, esse foi um facto importante, à época, e com repercussão pelos tempos seguintes, porque Virgílio se tornou num nome referencial da mística portista. 

Pois foi então, em jogo diante do Leixões, disputado no Bessa, que ocorreu a estreia de Virgílio pelo F C Porto, juntamente com os também novos componentes da equipa, ao tempo, Gastão e Ângelo (ex-SCP). Como curiosidade, acrescente-se que nesse encontro o F C Porto venceu os matosinhenses por 4-3.

Virgílio dispensa muitas apresentações, mas o seu passado merece que assim o evoquemos. E como de vezes anteriores o temos relembrado com diversos respigos documentais, desta vez lhe dedicamos uma justa ilustração com recorte dum livro da coleção Ídolos.


Observação: Claro que houve lapso tipográfico na data impressa nessa pequena nota (do livro da coleção de Henrique Parreirão). Virgílio Mendes nasceu em 1927.

Armando Pinto
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Evocação da estreia de Barrigana

    
                                   
A 5 de  dezembro de 1943 Barrigana estreou-se na baliza do FC Porto, frente ao Vitória de Guimarães. Conhecido à chegada como "o falcão de Alcochete", ficou célebre como "O Mãos de Ferro". O Vasco da Gama, do Brasil, chegou a oferecer-lhe dez vezes mais do que ganhava no Porto, onde, no entanto, preferiu ficar. É uma das estátuas que conduzem o visitante até à entrada do Museu do FC Porto by BMG.

Assim, é hoje recordado tal facto, numa lembrança da memória de um clube grande como o F C Porto, já que não é possível nenhum tributo físico, derivado a Barrigana não se encontrar há muito tempo presente no mundo dos vivos, embora permaneça na memória que o torna imortal entre Portistas.


A propósito, nestes tempos de primeiros anos da segunda década do século XX, estando nós em 2013, vem à ideia que será do clube se lembrar de alguns dos grandes jogadores ainda vivos, antes que desapareçam mais dos nossos maiores sem que sejam trazidos à presença pública diante das gerações atuais. Como ainda há tempos lembramos o caso dos melhores dos nossos guarda-redes entretanto ainda vivos, entre muitas possibilidades de reforço mental à mística azul e branca.


Ora a 5 de Dezembro de 1943 Barrigana assumiu a defesa da baliza do F C Porto diante do Guimarães, em jogo disputado na cidade berço da nação, no campo do Bem-lhe-vai (como ao tempo chamavam ao reduto dos vimaranenses), segundo rezam as crónicas. Tendo passado a ocupar o lugar até então desempenhado por Soares dos Reis II, naquele encontro terminado com um empate a dois golos para cada lado. Barrigana teve como companheiros, nesse seu batismo de jogo oficial, outros nomes grandes do futebol nacional e portista como Alfredo Pais, Camilo, Anjos Pocas, Maiato, Sárrea, Lourenço, António Araújo, Correia Dias, Artur Pinga e Gomes da Costa.

Isso em jogo oficial, pois a verdadeira estreia dera-se a nível  particular, dias antes. Como o próprio contou, de ambas as ocorrências, no livro "O Homem das Mãos de Ferro", de cujo volume respigamos duas páginas com a parte correspondente, para aqui.



Na oportunidade desta efeméride, da estreia de Barrigana na equipa principal do F C Porto, recordamos sua figura em tempos idos com a capa da revista Stadium de 30 de Outubro de 1946, em cima, e alguns aspetos da respetiva carreira através de uma parte da interessante reportagem que lhe foi dedicada no livro “100 Figuras do futebol português” (numa edição d’A Bola em 1996), mais duas páginas do “Livro dos Craques do Porto”, edição Quidnovi em 2001 - ainda ele era vivo, então.




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Armando Pinto