Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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domingo, 3 de março de 2024

Memória do 1.º Congresso das Filiais e Delegações do FC Porto – a propósito do aniversário de seu mentor e do jogo desse dia…

Em Março de 1984 realizou-se no Porto, em pleno Pavilhão Gimnodesportivo das Antas, o 1.º Congresso do FC Porto, das Filiais e Delegações do Clube. Tendo sido seu Mentor o então Vice-Presidente Alexandre Magalhães, que teve a ideia e a levou por diante, e como organizador principal o Dr. Monteiro Pinho, tendo a Comissão para o Congresso tido Coordenação Geral de Alexandre Magalhães, Monteiro Pinho e César Gomes, secundados por uma vasta equipa de diretores e funcionários que conseguiram realizar esse importante e grande acontecimento no mundo portista.

Ora, na ocasião, ao segundo fim-de-semana de março, já o grande diretor Vice-Presidente da Direção havia “feito anos” dias antes, no dia 3, e assim estava ainda de parabéns. 

Entretanto o Congresso, realizado de sexta-feira a domingo, entre os dias 9, 10 e 11 de março, nesse tempo de transição para a Primavera de 1984, teve encerramento no domingo em que se realizou nas Antas um Porto-Benfica para o Campeonato Nacional de futebol da então 1.ª Divisão, em que todos os congressistas estiveram presentes como convidados. Jogo que o FC Porto ganhou brilhantemente (com golos de Sousa, Walsh e Oliveira, do Benfica, na própria baliza, para o FC Porto; tendo Nené marcado o tento solitário dos benfiquistas). 

Assim sendo, recorda-se isso agora, a propósito de duas lembranças que vêm a calhar. Ocorrendo, neste dia em que se lembra isto, o aniversário natalício do senhor Alexandre José Magalhães, e realizando-se neste mesmo domingo mais um Porto-Benfica.

Com esta memória, aqui presto minha homenagem com parabéns pessoais ao aniversariante deste dia, sr. Alexandre Magalhães. Fazendo votos que também o jogo deste domingo deixe boas recordações como o de 1984.

Força Porto. Porto só há um. O nosso, que deve ser dos sócios e mais nenhum…!

Abraço de Parabéns amigo senhor Alexandre Magalhães.

Aqui do seu amigo

Armando Pinto

Nota: Imagens do oficial "LIVRO DO 1.º CONGRESSO das Filiais e Delegações - FC Porto".

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Vitória memorável em viagem reluzente!


Com o século XXI entrado há alguns meses, ainda sob efeitos do verão dessa nova era, decorria o tempo jubilar do chamado Ano Santo de 2000 quando, no âmbito desse Jubileu, houve uma campanha de viagens excursionistas à Terra Santa. E, enquanto decorria uma dessas excursões de turismo religioso, o FC Poro entrava no Campeonato Nacional maior a jogar em casa diante do grande rival Benfica. Algo que então ocorreu com boa gente longe de casa, assim. Como aconteceu comigo, que, aproveitando essa campanha de melhores possibilidades, também fui de abalada até às paragens de Israel e mesmo lá, onde viveu Cristo, tinha na cabeça o que poderia acontecer no Porto, em pleno estádio das Antas.


Ora, antes deixara recado a meu filho para, logo que terminasse o jogo, me ligasse a dizer o resultado. Sendo que por acaso nesse ano e por via dessa saída ao estrangeiro, passara a ter telemóvel (pois anteriormente ainda não necessitara disso, por não estar ainda habituado, entretanto). Sendo que o jogo, perante a diferença horária, me apanhava lá no Oriente a horas adiantadas da noite. Contudo, com o cansaço das andanças pelos variados pontos do interessante itinerário de vários dias, no dia do jogo, sendo bem noite onde estava, adormeci mesmo a sono pegado. Havendo sido a minha esposa que, no quarto do hotel, atendeu a chamada e primeiro ficou a saber o resultado. De modo que ao raiar da manhã, mal abri os olhos, vi logo a cara sorridente dela a dar-me a boa nova.

A paisagem da claridade da cidade santa dera lugar à reluzente noite passada em Jerusalém, enquanto na cidade Invicta o FC Porto derrotava o Benfica, por dois golos a seco, categoricamente. Enchendo-me o peito de melhor palpitação, diante de tudo o que me satisfazia os sentidos.


Que alegria senti então, a tornar ainda mais feliz essa estada em bom lugar, dando mais prazer ao poder visitar aqueles sítios de que tanto ouvia falar e conhecia de leituras e filmes, desde a catequese em criança, até noticiários pela vida fora.  

Pois então o Porto vencera o Benfica, concludentemente. No princípio do Campeonato iniciado nesse mês de agosto de 2000. E essa vitória ficou cá na retina dos sentidos como momento marcante dessa inesquecível viagem turística.


De tal recordação inesquecível ilustra-se a lembrança através do que sobre o jogo foi registado na revista Dragões. Para avivar narrativa dos números, entre memórias bem marcantes.  




Armando Pinto
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terça-feira, 9 de junho de 2020

Histórica passagem à final da Taça de 1968 com goleada ao Benfica


A 9 de junho de 1968 viveu-se uma inesquecível tarde gloriosa no mítico estádio das Antas. Estava uma tarde soalheira de domingo, ao tempo, num ambiente primaveril de boa disposição, há 52 anos, quando em pleno recinto das Antas o FC Porto, perante exibição de gala, não deu hipóteses ao Benfica na discussão da passagem à final da Taça de Portugal. O Benfica tinha Eusébio, como se sabe, mas o FC Porto teve Djalma na plenitude da arte que o fazia admirado dos prosélitos portistas. 


E então, confirmando o que de bom já havia acontecido na primeira mão da meia-final desse ano, com um animador empate que trouxe para as Antas a decisão, o FC Porto goleou o Benfica por 3-0 e brilhantemente ganhou assim direito a estar na final.

Para isso, além de mais uma grande exibição de Américo, a dar confiança a toda a equipa, e naturalmente exibições bem conseguidas dos do costume, como Pinto, Rolando, Pavão, Atraca, Valdemar, Nóbrega, etc., nos dois jogos houve mesmo Djalma, efetivamente. Na Luz e nas Antas, porque antes, a 2 de junho, na semana anterior ao jogo da segunda mão, já «o avançado brasileiro tinha respondido à letra aos golos de Eusébio e Jaime Graça» na igualdade de 2-2 com que terminou esse primeiro embate da eliminatória. 


Depois, no “cá te espero” de reencontro no Porto, que qualificou os azuis e brancos para final da Taça de Portugal, Djalma voltou a bisar, decidindo a eliminatória ainda antes de Pavão ter marcado também um golo a acrescentar ao resultado desse modo com contornos de goleada, na robusta conta de 3-0.


Estava conseguido o lugar de finalista e volvida uma semana houve depois aquela inesquecível tarde de glória que foi a da conquista da Taça que tanto encheu de alegria os portistas que há muito esperavam uma vitória de âmbito nacional e ali tiveram então boa compensação em se manterem fiéis, nesses tempos de domínios dos gentílicos do sistema reinol. Ficando então aí também para a história a grande vitória do futebol sénior portista da presidência de Afonso Pinto Magalhães e do treinador Pedroto na sua primeira passagem pelo comando da equipa principal do FC Porto.


Por tudo isso, e porque foi importante e entusiástica a vitória da 2ª mão da Meia-final da Taça de Portugal da época de 1967/1968, apraz recordar e elevar justamente a passagem à final. Agora que passa a data da efeméride de tal feito, por quanto sabe bem recordar aquilo, pelos contornos de dificuldades tradicionalmente sempre colocadas ao FC Porto e habituais favorecimentos algo institucionais ao Benfica, mais e muito mais naquele tempo. Assim como pelo significado que ficou a deter esse triunfo, perante o quase mito levantado por alguém de que o Benfica com Eusébio nunca teria perdido com o Porto, quando perdeu diversas vezes e dessa feita em 1968 foi mesmo eliminado da Taça, até.  


Tudo isso ficou gravado na memória portista, como ficou registado quer na retina memorial, como nas recordações pessoais mais ternas e ainda nos apontamentos particulares do portista jovem desse tempo (então com cerca de 13 anos...) e que hoje recorda isto. Como para aqui se transporta de folhas anotadas manualmente, nessa idílica fase do portismo que percorre certa veia de historiador por carolismo, no entusiasmo de que tudo o que seja de património histórico do FC Porto é valorizável para quem gosta que o FC Porto tenha vencido e vença sempre o mais possível.   


Armando Pinto
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