Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Iker Casillas homenageia um dos seus antecessores históricos – o antigo guarda-redes Armando!


O atual guarda-redes titular do FC Porto, Iker Casillas, ofereceu uma sua camisola ao antigo guarda-redes Armando. Homenageando assim, num gesto apreciável, esse histórico guarda-redes Armando Silva, que também foi do FC Porto, com a camisola amarela de guardião da equipa principal portista da atualidade. Tendo a camisola, autografada pelo grande Iker Casillas, sido oferecida pelo próprio ao senhor Armando Pereira da Silva, numa ação em que também tiveram interferência Fernando Gomes e o Eng.º Luís Gonçalves.


Ainda não há muitos meses, aqui neste espaço da blogosfera portista, lembrei que seria muito interessante se houvesse uma homenagem conjunta a diversos guarda-redes históricos do FC Porto, enquanto há ainda alguns vivos dos ídolos do passado – em ideia de como o autor destas linhas gostava de ver juntos Américo, Armando, Rui, Tibi, Amaral, Torres, Fonseca, Vítor Baía, Rui Correia, Helton, entre outros do passado, junto ao Casillas da atualidade… E agora Casillas tem esta atitude bonita e sintomática para com o Sr. Armando Silva!

Parabéns ao dois senhores guarda-redes históricos do FC Porto, na união do passado ao presente, pois a história também passa por todos os que Somos Porto!!!

Armando Pinto

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Castro – Guarda-redes carismático do hóquei portista e hoquista mais internacional madeirense


Como vêm da ilha da Madeira as estrelícias, flores naturais com imagem de requinte, apropriadas a eventos refinados (associando-se essa flor à Madeira, embora de origem sul-africana, mas dando-se bem com a aragem madeirense, sendo espécie muito cultivada na ilha); bem como o vinho Madeira, também de classe comprovada; mais as saborosas bananas, muito apreciadas; entre características que lhe dão o epíteto de Pérola do Atlântico; também da Madeira brota de sua espécie humana bons valores, entre gente saliente nos diversos campos da sociedade. E, dentro de tal galeria, igualmente no desporto, desde Ronaldo e Pinga, no futebol de agora e antes, como no hóquei José Ricardo, geralmente considerado o melhor, mais José Castro, guarda-redes histórico do hóquei em patins.


Ora, como tal e atestando bem o lugar que representa, Castro, que um dia veio para o continente português e durante anos representou o F C Porto, teve uma carreira desportiva de realce, em que se salienta ser o mais internacional hoquista oriundo da Madeira, detendo o maior número de chamadas à seleção portuguesa, somando internacionalizações na seleção júnior e na sénior.

José Manuel Castro nasceu a 17 de Março de 1950, na Freguesia de S. Pedro – Funchal, em plena ilha da Madeira, ao largo do território português banhado de todos os lados pelo Atlântico. Em cujas entranhas telúricas desde cedo se dedicou a jogar sobre patins, tendo começado logo aos 8 anos a praticar hóquei em patins nas camadas principiantes do Marítimo. Mas (conforme o próprio contou um dia numa entrevista ao jornal O Porto) como sempre desejou ser guarda-redes e o equipamento era muito pesado, teve de interromper essa sua atividade (de permeio com outros desportos, tendo também corrido em atletismo e jogado futebol nas camadas jovens) para depois haver regressado ao hóquei pelos 13 anos. Ali no Marítimo do Funchal se manteve durante quatro épocas, principiando em 1963, já a guarda-redes (numa equipa em que alinhava também Jorge Câmara a médio, colega mais novo e que anos depois o voltou a encontrar no Porto).

Conta o amigo Jorge Câmara: «O Castro também praticou atletismo e futebol com a camisola do maior clube desportivo das Ilhas (Marítimo), modalidades que abandonou, para se dedicar em exclusivo ao hóquei em patins. Era necessário arranjar espaço, para que depois das aulas fossemos para a Quinta Bianchi, que vulgarmente era chamada de Quinta Vigia. Havia por ali três quintas, separadas por pequenos caminhos (Quinta Vigia, Quinta Pavão e Quinta Bianchi). Onde dava para treinar com bolas de ténis, durante horas da tarde, sensivelmente das 15 às 18 horas, debaixo das ordens do nosso treinador particular Agostinho Zacarias (Fôfo) o homem dos sete instrumentos, roupeiro, mecânico, massagista, treinador e cozinheiro privado. Até que chegou o ano de 1967 e o Sr. Gil Câmara, decidiu convocar o Castro para a seleção sénior da Madeira para defrontar a Seleção de Lisboa, relegando assim Ricardino Jasmins para o banco de suplentes.»

= Principiantes do C.S.Marítimo, do início de carreira de Castro (em cima, primeiro à direita da foto; estando em baixo Jorge, também à direita). Acompanhados pela grande figura Agostinho (Fofo) o homem dos sete instrumentos. =

Entretanto Castro subira ao escalão de juniores, numa ascensão que levou a que chamasse as atenções, a pontos de, ainda com idade de júnior, em 1967, ter sido escolhido então para a Seleção da Madeira que, em representação da Associação do Funchal, defrontou a Seleção de Lisboa. 

= No jogo da Seleção da Madeira com a congénere de Lisboa =

Até que em 1968, com 17 anos, veio para o F C Porto junto com Ricardo, respondendo afirmativamente a convite para reforçar a equipa portista. E logo no mesmo ano, já como hoquista do F C Porto, e ao lado do colega de equipa Cristiano, foi chamado à Seleção Nacional de Juniores que representou Portugal no Europeu, disputado em Vigo (classificando-se a equipa portuguesa no 2º lugar em igualdade pontual com a formação espanhola, com quem Portugal empatou e apenas ficou no 2º posto por diferença do total de golos).

Cristiano e Castro, ambos da equipa sénior azul e branca, embora com idade para a seleção júnior, foram assim os primeiros internacionais juniores do hóquei em patins do F C Porto.

= Aspeto da homenagem que foi prestada a Castro e Cristiano pela Associação de Patinagem do Porto e pelo F C Porto, no rinque da Constituição. Vendo-se, em representação do clube, o capitão de equipa Alexandre Magalhães. =

Volvido um ano, Castro voltou à seleção portuguesa de juniores e a disputar novamente o Europeu da categoria, outra vez na companhia de Cristiano, e então com mais dois outros colegas hoquistas do F C Porto, Fernando Barbot e António Júlio, conseguindo enfim o título. Sendo os juniores portugueses desse campeonato de 1969 Campeões Europeus. 


Bem como, a nível de competições nacionais, Castro obteve com a equipa sénior do F C Porto o Campeonato Regional da Associação de Patinagem do Porto e o Campeonato Metropolitano (de campeão da metrópole), ficando depois em 2º lugar no Nacional, em fase final disputada com equipas das então províncias ultramarinas. Tal como seguidamente obteve mais títulos, nas edições seguintes do Regional e no Campeonato de Reservas da APP, assim como na fase da Zona Norte do Metropolitano, em 1970 e 1971. Até que o serviço militar, em tempo da guerra colonial, veio interromper essa auspiciosa carreira, sendo Castro mobilizado para ir para Angola.


De tal facto, ilustramos a ocasião com (imagens de) recortes jornalísticos, extraindo d’ O Porto uma crónica do jogo que serviu de despedida temporária e duma entrevista correspondente ao momento:


Durante a prestação da comissão de serviço militar Castro representou o F C de Luanda, ao tempo filial principal do F C Porto em Angola. Após o regresso, Castro foi finalmente chamado a representar a seleção principal de Portugal, fazendo então parte da equipa das quinas vencedora do Campeonato Europeu de seniores em 1975.

= Apontamento do jornal O Porto de 24-7-1975 =


Assim como mais tarde, já entrada a década dos anos oitenta, Castro incluiu a equipa do F C Porto que obteve o primeiro título internacional do F C Porto, com a conquista da Taça das Taças da Europa, em 1982, que então era também a primeira taça europeia da presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa.


Castro, com uma assinalável permanência nos quadros do hóquei patinado do F C Porto tornou-se um guarda-redes emblemático, um referencial na história do F C Porto.


Numa carreira brilhante e recheada de medalhas, placas, salvas e trofeus, contando correspondentes taças de guarda-redes menos batido do Campeonato da Europa dos Juniores de 1968 e guarda-redes menos batido no Torneio do Árbitro Internacional Carlos Bica, em 1981; mais os troféus de guarda-redes menos batido do Torneio de Nova Lisboa (Angola)-1973 e o de menos batido do Torneio Internacional de Espinho-1979 (veja-se as imagens da sua coleção pessoal), o seu currículo desportivo fala por si.


Palmarés:

- Pelo C. S. Marítimo
> Campeão Regional da Madeira de Juvenis - 1966.

Pelo F C Porto
> Campeão Regional do Porto - 1969
> Campeão Metropolitano 1969
> Campeão da Europa de Seleções de Juniores 1969.
> Campeão Regional do Porto 1970
> Campeão Regional de Reservas 1970
> Campeão Regional do Porto 1971
> Campeão Regional de Reservas 1971
> Campeão da Europa de Seleções Seniores 1975
> Vencedor da Taça das Taças 1981/1982
> Campeão Nacional 1982/83
> Vencedor da Taça de Portugal 1983
> Campeão Nacional 1983/1984
> Vencedor da Supertaça 1982/1983
> Vencedor da Supertaça 1983/1984.


Alguns "recortes" dignos de registo: 


ARMANDO PINTO
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terça-feira, 5 de abril de 2016

Armando – Guarda-redes histórico do F C Porto


Armando, guarda-redes formado no F C Porto e que como sénior representou o FC Porto em finais dos anos cinquentas e depois novamente nos primeiros anos da década de setenta, é agora alvo de justa homenagem, através duma entidade de ligação ao F C Porto, por iniciativa da Casa do FC Porto de Rio Tinto.


Armando foi e é uma das minhas referências futebolísticas, nas memórias pessoais de atento adepto do FC Porto. A par do Américo, meu grande ídolo por assim dizer, pois foi já com Américo na baliza do Porto que comecei a sentir mais esse sentimento que é gostar muito do F C Porto. Armando jogara inicialmente ainda o autor destas linhas era criança de pouca idade. E haviam passado lá pelas balizas, como eu ouvia, também Pinho, Acúrcio, etc. 
E até o Roldão, que fora internacional júnior mas depois seguiu outro rumo. Mais tarde apareceu o Rui, que foi eterno suplente do Américo, e ainda outros, como o Norberto, o José Domingos, todos guarda-redes que não conseguiram subir mais perante o valor do indiscutível Américo. Enquanto isso, Armando seguia seu caminho, pois que devido à tropa, como era chamado popularmente o serviço militar obrigatório, teve de seguir um percurso alternativo por outros clubes, até que assentou posição na frente das redes do Braga, com grande sucesso. Mas sem nunca esquecer o seu e nosso Porto. Tanto que, após Américo ter saído do seu posto, devido a grave lesão, e a época seguinte ter sido de grande alternância na baliza do F C Porto, tendo defendido Rui, Aníbal, Vaz, Antenor e Frederico, havendo sido convidado Armando a regressar, de imediato aceitou, possibilitando assim que passasse também a ser o referencial que é nas memórias portistas.

= Armando, na equipa principal do F C Porto, em 1970 / 71, junto com (a partir da esquerda, em cima:) Pavão, Manhiça, Vieira Nunes, Albano, Gualter e (em baixo) Abel, Custódio Pinto, Chico Gordo, Bené e Eduardo Gomes. =

Armando Pereira da Silva nasceu no dia 11 de Outubro de 1938, na cidade do Porto. Depois de ter passado pelas escolas do Futebol Clube do Porto, Armando estreou-se na equipa principal portista na temporada de 1957/58. Logo nessa época esteve presente (como guarda-redes suplente), na Final da Taça de Portugal em que o F.C. Porto venceu o S.L. Benfica por 1-0. Depois, mantendo-se no plantel principal, Armando representou os Dragões nas duas temporadas seguintes, tendo vencido por duas vezes a Taça Associação de Futebol do Porto, fazendo equipa com outros nomes consagrados, como Pedroto, Osvaldo Silva e outros (conforme a foto abaixo), mas no final do Campeonato Nacional de 1959/60 deixou as Antas para cumprir o serviço militar e entretanto ingressou no Gil Vicente. Foi depois obrigado a seguir para a guerra colonial em Angola, onde representou o Ferroviário de Malange.

= Uma das equipas em que Armando alinhou em jogos da Taça Associação de Futebol do Porto. =

No regresso a Portugal, vestiu a camisola do Salgueiros em 1963/64. Na temporada seguinte transferiu-se para o Sporting de Braga tendo-se mantido na cidade dos arcebispos por cinco temporadas e onde venceu a sua segunda Taça de Portugal em 1965/66, havendo então sido titular na vitória sobre o Vitória de Setúbal. Em 1970/71, Armando regressou ao F.C. Porto para defender a baliza portista e substituir o antigo guardião Américo, que acabara a carreira devido a lesão. Nesse período, Armando manteve-se nas Antas até ao final da temporada de 1972/73. Até que na época de 1973/74 voltou ao S.C. Braga onde ainda jogou durante mais duas temporadas, para depois ter terminado a carreira no final de 1974/75. Armando representou ainda a Seleção Nacional Militar, a Seleção B Nacional e a Seleção A onde foi suplente em cinco partidas. Mais tarde passou a assumir o cargo de treinador em equipas dos distritais da área do Minho, inclusive tendo promovido o Grupo Desportivo de Terras de Bouro, alcançando com esse clube o título de Campeão da 2ª Divisão Distrital, na época 1983/84.. Foi agraciado com a Medalha de Exemplar Comportamento da Federação Portuguesa de Futebol, em virtude dos seus 391 jogos feitos sem qualquer castigo.


Armando foi um guarda-redes conhecido, entre a massa associativa portista, como um afeiçoado adepto da coletividade das Antas, e que passou pelo seu clube sem conhecer mais êxitos, como merecia, sendo reconhecido por seus pares como dos melhores valores dessas eras. Ele era um guardião «não espalhafatoso, mais eficiente do que artista voador». Guarda-redes que na Seleção A foi suplente, primeiro de Américo e depois de Damas, durante três anos em que foi escolhido como nº 2 na turma das quinas. Teve a curiosidade de ter chegado a ser considerado especialista a defender penaltis, especialmente do Eusébio, como em seu tempo era deveras referido nessa curiosa peleja com o pantera negra, que não o conseguiu bater de pontapé da penalidade máxima. Detendo nessa sua característica o recorde mundial de penaltis defendidos consecutivamente (4 seguidos) no jogo F C Porto x Celta de Vigo, em Caracas (Venezuela) no verão de 1971.


Com um currículo detentor da conquista de duas Taças de Portugal, uma pelo F C Porto como suplente e outra pelo Braga na qualidade de efetivo, o percurso deste carismático guardião merece maior desenvolvimento. Estando historicamente na linha de grandes guarda-redes como Américo, Vítor Baía, Barrigana e Siska, bem como Tibi, Fonseca, Zé Beto, Mlynarczyc, Helton e Casillas, entre outros obviamente.


Armando Pereira da Silva, nome completo do guarda-redes conhecido por Armando e também referenciado na comunicação social como Armando Silva e até Armando Pereira, formou-se no FC Porto, nas camadas jovens que evoluíram no Campo da Constituição, a partir das escolas e seguiu natural ascensão. Tendo então feito parte da Seleção de Juniores da Associação de Futebol do Porto, cuja formação incluía também, nesse tempo, um jovem defesa portuense que atuava no Infesta… e dava pelo nome de Jorge Nuno (Pinto da Costa). Então o jovem guarda-redes continuou pelos juniores, em cujo último ano, em 1958, na transição para sénior, foi escalado para suplente do jogo da final da Taça de Portugal, no Jamor, conquistada pelo FC Porto através de saborosa vitória sobre o Benfica por 1-0, com célebre golo de Hernâni. Logo a seguir, foi com a equipa principal em digressão a Angola e Moçambique, e durante dois anos fez parte do plantel sénior, tendo mesmo jogado três jogos na 1ª equipa e ainda sido suplente de Acúrcio, em 8 jogos. Com incorporação no serviço militar pelo meio, acabou por ser dispensado, em 1960, ingressando então no Gil Vicente, de Barcelos, para logo de seguida ter sido mobilizado para a guerra colonial, indo para Angola, onde ainda chegou a representar o Ferroviário de Malange, ajudando a conquistar o título provincial.


Após o regresso à vida civil, representou durante um ano o Salgueiros, para depois ingressar no Braga. Aí conquistou o seu maior triunfo como titular, ao serviço do Sp. de Braga, quando a turma arsenalista do Minho ganhou a final da Taça de Portugal, em 1966, por 1-0, contra o Setúbal.


= Foto da equipa inicial do jogo Vasco da Gama, 0 - FC Porto,1, com golo de Flávio, em 1971, no Brasil, sendo treinador Paulo Amaral.
Em cima (da esquerda para a direita): Rolando, Pavão, Valdemar, Leopoldo, Gualter e Armando; em baixo (da esq. p/ d.ta): Seninho, Bené, Flávio, Abel e Ricardo. =

Dez anos depois de ter saído das Antas, em 1970, regressou ao FC Porto, no início da temporada de 1970/71 (após a saída do Américo e, da transição da época 1969/70, em que o clube experimentou diversos guarda-redes). Tendo começado como titular, viveu diversas fases, até que acabou por regressar a Braga três anos depois, para ali acabar a carreira.

= Formação do F C Porto da época de 1972 / 73 - Em cima, a partir da esquerda para a direita: Armando Silva, Manhiça, Valdemar, Manuel Guedes, Dr. José Santana (Médico), Celso, Gualter, José Rolando, Rui Teixeira e Jorge Vieira (Diretor - chefe do departamento de fut.). Em baixo pela mesma ordem: Costa Almeida, Flávio, António Oliveira, Ricardo, Abel, Pavão, Malagueta e Hélder Ernesto. =

Entretanto, durante a sua carreira, havia sido selecionado para diversas formações representativas, como foi o caso de, além de ter representado a Seleção Júnior da Associação de Futebol do Porto, também ter  jogado pela Seleção Militar do Norte (em desafio contra a do Sul), como também pela Seleção da Associação de Braga (contra a do Porto), em seniores. E, internacionalmente, jogou pela Seleção B Nacional (diante da França B), até que na Equipa A foi suplente contra a Roménia (em Lisboa), Suíça (Lisboa e Berna), Roménia (Bucareste), Grécia (Antas-Porto) e México (Lisboa).


Após o abandono do futebol, como se referiu, foi reconhecido pela Federação Portuguesa de Futebol com a Medalha de Comportamento Exemplar. De permeio, nos últimos tempos de futebolista do FC Porto, começou a embrenhar-se no mundo dos negócios, no ramo do vestuário. Por fim, em Braga, seguiu novos rumos profissionais, tendo durante algum tempo exercido funções de treinador em diversas equipas, entre as quais teve enorme sucesso no Grupo Desportivo de Terras de Bouro, tendo levado este clube ao título de Campeão da 2ª Divisão Distrital de Braga, na época 1983/84, promovendo-o ao 1º Escalão da Associação de Futebol de Braga. Até que, na continuidade duma vida de bem, concluiu seu percurso profissional com a aposentação, já merecedor do descanso de guerreiro.

Armando Pinto

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= Para rever: 

Recorde-se anteriores artigos sobre Armando, em

(clicando nos links)


e

A. P.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Honra e Glória na Valia do Posto de Guarda-redes do F C Porto


O F C Porto sempre teve bons guarda-redes, como é da tradição. Ressaltando na memória histórica uns Siska, Soares dos Reis, Barrigana, Pinho, Acúrcio, Américo (o tal que o “monstro sagrado madridista” Di Stefano considerou o melhor guarda-redes que viu), Armando, Tibi, Fonseca, Zé Beto, Mlynarckzic, Vítor Baía, Helton, até ao Casillas. Mas também outros, dos que normalmente não são referidos para não alongar as listas, desde o inicial António Pinheiro, aos antiquíssimos Lino Moreira, Luís Retumba, Manuel Valença, Valongo, Rosado, e alguns posteriores, como Rui, Domingos, Aníbal, Matos (da formação portista) e mais recentes Amaral, Joaquim Torres, Luís Matos, Rui Correia, etc.


Ora, a área das balizas do F C Porto tem efetivamente estado bem preenchida. Continuando agora com grande expressão até a nível internacional, por via de Casillas ser conhecido por todo o mundo, e assim mais é expandido o nome do clube a que pertence atualmente, o F C Porto. Conforme revela o facto de, ao entrar em campo pela primeira vez com o emblema do F C Porto ao peito na “Champions”, ele igualar o recorde de participações na Liga dos Campeões e depois ficar recordista com o decorrer da prova, ao serviço do F C Porto, realce-se. Como tem sido referido na comunicação estrangeira, sobretudo, e também em Portugal. Acrescendo ao caso do clube ser também recordista, estando incluído no grupo restrito dos clubes europeus com essa honra – que no caso do F C Porto acrescenta mais honra e glória, aqui neste canto à beira do Atlântico, em ser a equipa portuguesa com mais presenças na Champions e a única a vencê-la no atual formato.

Com efeito, nos moldes da competição (anteriormente chamada Taça dos Campeões Europeus, quando era disputada por eliminatórias, só entre vencedores dos campeonatos dos países da Europa; sendo agora por fases de grupos e disputa posterior por eliminatórias, englobando os melhores classificados dos respetivos campeonatos) desde 1992/93, a temporada em que entrou em vigor este modelo competitivo, o F C Porto é recordista de participações (20), a par de Manchester United, F C Barcelona e Real Madrid. Enquanto Casillas (após 150 jogos na baliza do Real Madrid) cumpre agora pelo F C Porto o 151.º jogo que efetua na Liga dos Campeões, e de seguida, com o desenrolar da participação na competição, passará para a liderança do ranking – «até enquanto o FC Porto continuar em prova, para deixar o recorde em números que serão difíceis de igualar nos próximos tempos».


Assim sendo, com essa valorização, na verdade, ganha maior valia a galeria de guarda-redes que defenderam as redes do clube Dragão. Sendo, como tal, de recordar alguns desses “valerosos” guardiões azuis e brancos, através de algumas imagens de arquivo do autor, em homenagem a tudo e todos os que bem souberam e sabem defender o F C Porto.










Armando Pinto

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