Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Efeméride de 3 de Abril: A célebre vitória que fez apagar a Luz…!


Na noite de 3 de Abril de 2011, em pleno estádio novo da Luz, o FC Porto fez o clube encarnado apagar as luzes no fim do jogo Benfica-FC Porto, pelo mau perder dos responsáveis do clube de Carnide. Transformando assim esse momento inesquecível em histórico ditote do estádio da luz apagada! Isso porque o FC Porto foi então vencer a casa do Benfica, tornando-se então Campeão em pleno reduto do adversário, mal habituado que estava o clube do regime pela costumeira proteção de ser levado ao colo…

Ora, sendo Abril um mês propício a queda de água de chuveiro ambiental, costumando-se dizer que em Abril águas mil, pela natural chuva de transição do inverno para a primavera, dessa vez houve água lançada da rega de água do relvado do estádio do Benfica, na vã tentativa de impedir os festejos do título do FC Porto.

Contudo, para lá disso, que ficará pelos tempos adiante a marcar as recordações lusas como uma batalha de Aljubarrota de tempos recentes, dessa feita não contra espanhóis mas com outros vizinhos de má catadura, resultou nos números que o FC Porto obteve mais um título nacional indiscutivelmente brilhante. Culminado antes do final da prova com esse retumbante triunfo festejado na Luz e sem luz.

«Resumindo, como resumiu Guarín, foi “histórico, pá!”» Tal qual é recordado em “Dragões Diário”.

Como ilustração, e como quem vai buscar provas a casa do adversário, para colorir na retina essa façanha, juntamos imagens de páginas de um livro nessa época publicado numa boa e bela edição do jornal A Bola – que, embora sem publicar fotos das cenas da rega do fim do jogo e festejos decorridos na penumbra do recinto, fez contudo uma obra meritória, a dignificar o grande feito do clube azul e branco.


Armando Pinto
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segunda-feira, 16 de abril de 2018

FC Porto vence jogo do ano em casa do Benfica e regressa ao 1º lugar: O Campeão voltou!


FC Porto vence e convence em Lisboa, derrotando mais uma vez o Benfica no estádio da Luz apagada! … Assim o Porto volta ao lugar que é seu, o nosso 1º lugar. E o Porto, nosso grande amor, volta a dar-nos mais uma grande alegria, mais uma vitória – atualizando a Marcha do clube.


No novo e atual estádio da Luz, o já famoso estádio da luz que costuma ficar às escuras em jogos do Benfica com o FC Porto, houve com o de hoje já 15 clássicos Benfica-Porto, com 6 vitórias do FC Porto e 6 empates, em conta muito superior às restantes  e escassas 3 vitórias do clube das toupeiras encarnadas.


Enquanto isso, com esta vitória materializada num potente remate do atual capitão Herrera, aumenta também a vantagem do FC Porto nos confrontos diretos da história dos jogos entre FC Porto e Benfica. Somando agora 168 jogos na totalidade dos desafios a contar para o Campeonato Nacional/1ª Liga Portuguesa, consubtanciados em 66 vitórias do FC Porto, 55 do Benfica e 47 empates. Numa superioridade que fica historicamente marcada por momentos inesquecíveis, como foi, por exemplo, o golo do histórico capitão Fernando Gomes também em Lisboa, no antigo estádio da Luz, e igualmente decisivo, em 1985 para o título nacional do campeonato da então 1ª Divisão Nacional de 1984/85 (que se recorda na icónica imagem da euforia de tal vitória, igualmente, digna de figurar como eterna recordação neste espaço de Memória Portista).


Quanto ao presente: Tamanha vitória, esta de abril de 2018, a superar tudo e todos, acontece então em dia para ficar na história, podendo ter sido decisivo para a atribuição do título de campeão do futebol português, além de ser em dia de entrada na Diocese Portucalense do novo Bispo do Porto e na semana em que se soube ir ser construída uma nova ponte sobre o rio Douro (que vai ter precisamente o nome do anterior bispo, o carismático e portista assumido D. António Francisco dos Santos) a ligar as duas margens entre as cidades do Porto e Gaia, através de realização das respetivas Câmaras Municipais. Coincidindo ainda no mesmo dia ter sido conquistado pelo FC Porto mais um título de Campeão Nacional de Bilhar. Qual série de carambolas felizes.


Perante o resultado do jogo de futebol que pode ter sido do título desta época e tudo o mais que advém, verifica-se que felizmente não tiveram consequências anímicas as jogadas de bastidores, nem tão pouco valeu a pena de véspera até a brigada de trânsito ter tentado interferir na disposição psicológica dos jogadores, sem contar já que desta vez não resultou qualquer mensagem de e-mails, nem a preparação de missas encomendadas, e menos ainda a contratação de agentes de bruxaria… Embora tenha de se continuar a ter atenção a tudo o que ande por baixo da terra e em cima de secretárias. Faltando quatro jogos para o fim do campeonato, que já poderia estar decidido se não houvesse tantas ajudas como tem havido ao clube do regime e o FC Porto não tivesse sido prejudicado em diversos jogos de interferência de árbitros, VAR-videoárbitros e Cª

No fim de contas, pode-se dizer: - Nada melhor que os minutos noventas em jogos com o Benfica… e mais uma vez uma saborosíssima vitória no nosso salão de festas.


Segunda-feira é dia de comprar o jornal para guardar. Enquanto… A noite de fim de domingo é como a gente gosta, com uma vitória como eu sempre quero, com o Porto a marcar e o Benfica a zero.

Armando Pinto
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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Vitória relançadora, de recuperação valorosa! Campeonato da Liga Portuguesa de futebol: SL Benfica, 1 – F C Porto, 2


Vitória relançadora, de recuperação valorosa!

Campeonato da Liga Portuguesa de futebol: SL Benfica, 1 – F C Porto, 2

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O F C Porto venceu em Lisboa o Benfica, na própria casa do clube SLB do regime BSB antigo e do estado moderno da Liga e congénere Federação. Uma vitória acontecida em pleno estádio da Luz atual, que tem sido sistematicamente posto às escuras, como salão de festas de grandes vitórias portistas.


Quando lá por Carnide, e arredores da comunicação social difundida para muito lado, cantavam vitória antecipada, contando com benesses de arbitragens como na maioria das vezes tem ocorrido nestes tempos que correm, a equipa do F C Porto chegou lá e venceu, concludentemente, impondo uma derrota importante aos homens das camisolas encarnadas, do regime (termo usado antigamente e que se manteve, convém não esquecer nem deixar ser adulterado, provindo dos tempos do Estado Novo, regime protetor do clube, então para não se mencionar o nome vermelho, conotado com esquerda política). Políticas à parte agora, quando nestes tempos atuais nem dá gosto defender qualquer lado, mesmo que moderado ou simplesmente diferenciado em nomes, quer de esquerda quer à direita, serve de algum lenitivo outras evidências de atenções, como é o foco em que incide o desporto de alta competição. E o futebol, pese as artimanhas que persistem, ainda é uma válvula de escape para crises de outros valores.


Ora, esta vitória do F C Porto em Lisboa revelou-se, mais uma vez, num triunfo da virtude, tanto que, mesmo assim, ainda houve uma valente agressão benfiquista a um jogador do F C Porto, no caso ao Danilo, mas, contudo, desta feita acabou bem, pois ao não ter sido marcada a falta nem admoestado na hora o agressor, permitiu que no desenrolar da jogada o F C Porto tivesse marcado o seu e nosso primeiro golo do jogo, resultado assim num bom e exemplar castigo do bem contra o mal…  


Pois então, numa noite de brilho da estrela Casillas e bom desempenho dos restantes componentes da equipa portista, o F C Porto arrancou para uma vitória moralizadora, de recuperação do resultado, virando o marcador, à imagem do que acontecera no mesmo estádio anos antes com a equipa comandada por Vítor Pereira, além de algumas outras anteriores, obviamente.

Fica deste modo relançada a luta pelo campeonato, numa recuperação que torna tudo possível ainda. Caso não apareçam árbitros como o tal Rui Costa, que esta época já roubou cinco pontos ao F C Porto, enquanto os manda-chuvas da Liga e da Arbitragem esfregam as mãos. Algo que não pode continuar a suceder. E se Pinto da Costa é multado oficialmente por criticar, como dizem os senhores da Capital, quando até tem estado demasiado calado, então que lute mesmo por todos os meios, à maneira como se soube impor antes no mundo do futebol. Ficando os apoiantes à espera que apoie mais o treinador, colocando-se publicamente mais ao lado de Peseiro e de toda a estrutura, como fazia no tempo de Pedroto.


Estamos assim em tempo de todos os Portistas estarem com a equipa do F C Porto. Como bem fizeram todos os heróis que se deslocaram até à beira do (centro comercial) Colombo, para estarem com a nossa equipa, em apoio ao F C Porto; e, como o descobridor da colocação do ovo em pé e também da América, mostraram que o que é preciso é acreditar nas convicções. Assim como a nossa equipa, como mostrou nesta inesquecível noite de sexta-feira, deve continuar a cerrar os dentes e acreditar sempre, lutando e jogando, a pontos de poder dar a volta a tudo.

Como é normal, o F C Porto para vencer e ser campeão não pode ser igual só aos outros, tem de ser muitíssimo superior. E nós temos equipa assim!


Moral da história, em suma: 
 Foi uma grande alegria. Aqui para o autor destas letras, a maior alegria que tive este ano, para já. Tinha uma fé miudinha, mas estava com receio. Afinal aconteceu. E esta heemmm?! Já andavam a gabar-se, os jornaleiros sulistas e outros que tais, dizendo que o Porto não ganhava em Lisboa há muito, o que até nem era assim há tanto tempo, mas agora têm de voltar a fazer novas contas. Aliás o Benfica não foi campeão durante os cinco anos em que o F C Porto foi pentacampeão, só para dar um exemplo, e nada era referido quanto a abstnência... de sexta-feira quaresmal, como era o dia, realmente. O Sporting não é campeão há nem sei quantos anos, e agora por ir à frente da classificação da Liga até parece que é campeão crónico... Enfim. Mas, com esta grande vitória portista, voltam a ter que se preocupar com o F C Porto, que ainda vai receber o Sporting no Dragão, além de haver ainda muitos mais jogos e o campeonato se alongar.

Armando Pinto

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Efeméride: Estreia de Madjer pelo F C Porto


Entramos agora no Outono, um tempo normalmente taciturno, com o cair da folha e acastanhar da natureza. Contudo, no tempo presente, estes dias têm sido radiosos, quer com o sol de transição que costuma ser apanágio da época, quer com a vitória moralizadora do F C Porto contra o Benfica, para o campeonato português de futebol principal.

Ora, neste tempo de início das aulas, ao começo do chamado ano letivo, vem a propósito uma efeméride também relacionada com os encontros entre o F C Porto e o Benfica, jogado três décadas atrás. Num jogo de estreia particular.

Assim, no dia 22 de Setembro de 1985 Rabah Madjer alinhou pelo FC Porto pela primeira vez, em jogo de carácter particular. Num prélio festivo. Embora a sua estreia oficial com a camisola do F C Porto só tenha tido vez depois, volvido um mês, no estádio do Restelo, em jogo contra o Belenenses, a 27 de Outubro seguinte. Precisamente num jogo em que a primeira exibição de Madjer teve influência, com assistências para os golos que deram uma apreciada vitória de 2-3 (através de 2 golos de Gomes e 1 de Vermelhinho), ali junto ao local de partida das antigas caravelas dos Descobrimentos, como que largando velas rumo ao título nacional que veio a ser alcançado, ao fim do campeonato. E Madjer, como todo o mundo Portista sabe, veio a ficar eternizado no filme da Vida do F C Porto por muitos e bons momentos, com natural destaque para o célebre calcanhar da final de Viena, em 1987.

Mas, antes disso, como vem a talhe, dera-se a estreia do então caloiro do clube Rabah Madjer, num jogo disputado faz hoje 30 anos. E também contra o Benfica. Embora perante outro cenário e realidades, pois à época ambos os clubes passavam por uma daquelas fases que levou a que se fizessem convidados mutuamente em dias especiais (além do Benfica ter feito o F C Porto seu Sócio Honorário, havia já alguns anos - como já referimos num artigo anterior).

Pois então, a 22 de Setembro de 1985 Rabah Madjer alinhou pelo FC Porto pela primeira vez, num jogo particular diante do Benfica, em dia que o clube anfitrião festejava a inauguração do terceiro anel do antigo Estádio da Luz. O desafio terminou com um empate a zero, porém, apesar disso e sem se recorrer a desempate, o troféu em disputa veio para o Porto, oferecido pelos dirigentes encarnados ao clube convidado… conforme se pode recordar por meio duma caixa da revista Dragões (passados meses, em reportagem sobre troféus patentes no antigo museu das Antas).


Armando Pinto

22 de Setembro de 2015

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sábado, 25 de abril de 2015

Na pertinência do Benfica-F C Porto atual


Aí está mais um jogo clássico e importante entre o Benfica e o F C Porto em Lisboa, desta vez a atingir raias de decisivo, para a classificação no campeonato da Liga Portuguesa, a nível da alta competição de futebol sénior. Ainda que não totalmente definitivo na atribuição do título, pois haverá mais alguns jogos a disputar depois e muita coisa poderá acontecer entretanto.

Em todo o caso, perante o cenário atual, embora se anseie que o F C Porto consiga triunfar pelo menos por mais de um golo de vantagem, para poder ficar a depender apenas de si, como se sabe, o mais importante é o F C Porto vencer, precisamente por depois ainda poder haver outros contornos. O que se adivinha difícil, atendendo ao favorecimento que as arbitragens têm sistematicamente dado ao Benfica, obrigando a que os rapazes da equipa principal do F C Porto se tenham de agigantar ainda mais, porque só com uma superioridade que dê para superar tudo, o F C Porto poderá ultrapassar tais dificuldades e contrariedades.

Como se propicia rememorar, a propósito, num jogo em que, há muitos anos, o F C Porto conseguiu ultrapassar a malapata que se abatia sobre a equipa, conseguindo então vencer enfim o clube do regime, conforme adiante lembramos...

= Cubillas, autor do golo, posando junto a Eusébio, para a posteridade.=

Neste ambiente, por norma recordam-se números e factos, andando na comunicação social diversas lembranças, conforme as conveniências e proveniências. Vindo a talhe estatísticas e diversas curiosidades.

Como já de outras vezes recordamos diversos jogos da história destes confrontos, e por se estar a referir a importância essencial de uma vitória portista, neste caso, recordamos agora uma vitória acontecida há muitos anos que nos ficou na memória, por então ter ocorrido num tempo em que o F C Porto já não ganhava no antigo estádio da Luz há uma série de anos.

= Uma caixa sobre o jogo em apreço, de 1974, inserta num dos livros da coleção Ídolos (de Henrique Parreirão) – com a curiosidade da imagem ter sido impressa ao contrário (como se pode ver pela numeração da camisola do então defesa do F C Porto Gabriel). =

Triunfo esse, retumbante por ser como foi, resultante ainda dentro do período de longa espera por vitórias no campeonato, mas já numa aragem ambiental de prenúncio de mudança, como haveria de acontecer, no seguimento do 25 de Abril que já se havia dado meses antes. Sucedendo essa saborosa vitória através de um golo de Cubillas, corria a época de 1974/75, sendo treinador o brasileiro Aimoré Moreira. E o F C Porto alinhou com Tibi, Murça, Alexandre Alhinho, Carlos Simões e Gabriel; Rodolfo, Vieira Nunes, Adelino Teixeira e Cubillas; Oliveira (depois Ailton) e Abel (depois F. Gomes).

= Foto da equipa do F C Porto da vitória de 1974 no antigo estádio da Luz (imagem colhida do blogue "Memória Azul", do amigo Helder Russo). =

Fica a recordação, por então ter surgido depois de tantos anos em que nem nos lembrávamos do F C Porto vencer no recinto desportivo de Carnide, às portas de Lisboa. Mas finalmente aconteceu, como se deseja agora se possa repetir, dando ânimo de ver na autoestrada para o Norte a placa indicativa do Porto, com o peito cheio de satisfação.  

Armando Pinto

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domingo, 12 de janeiro de 2014

Calabotagens...


Dizia Hernâni, o grande futebolista portista e nacional da década de cinquenta, que o F C Porto para conquistar títulos tinha que ser muito superior aos outros, não bastando ser igual ou melhor, tal o que acontecia nas ajudas aos adversários diretos. Só com uma grande superioridade, que desse para superar tudo, é que o F C Porto conseguia vitórias. Afirmando que, por isso, um campeonato ganho pelo Porto valia por dez dos outros. E isso viu-se agora, mais uma vez, no jogo da propaganda vermelha, a reboque da programação de Eusébio…

Obviamente que o F C Porto, desta vez, não exerceu a tal superioridade evidente, e não tendo conseguido isso, ou seja que nem as ajudas de arbitragem tivessem demasiada influência, acabou por ser derrotado, enquanto diversos erros próprios ajudaram à festa programada.

Por outro lado, no fim do jogo, dizia publicamente o comentador televisivo José Fernando Rio, que muito admiramos pela sua análise correta que faz no Porto Canal: «O FC Porto foi impedido de ganhar este jogo. Falou mais alto a homenagem ao Eusébio. Deixo de lado as decisões menores e a dualidade gritante de critério técnico e disciplinar. Não posso é deixar passar em claro as duas grandes penalidades que ficaram por marcar sobre Quaresma e Danilo, ficando o FC Porto a jogar injustamente com menos um jogador, e o claro benefício ao infrator quando Jackson Martínez seguia isolado para a baliza. Uma vergonha para o futebol português!»

E dizemos nós: O F C Porto está muito aquém do costume, mas o Benfica foi ajudado descaradamente. Só quem não quer ver pode não querer reconhecer isso... Vergonha do sistema... e o árbitro Soares Dias (embora com culpas naturais também de seus protetores) - para o Panteão nacional-lisbonense já...! Não que lhe desejemos a morte, obviamente, embora lhe devesse doer a boca (onde andou com o apito) enquanto estes pontos não cicatrizarem... Mas sim, metaforicamente, colocando lá  um Cenotáfio (tumba vazia) como memorial.

No tempo de Hernâni, a era do antigo regime ficou conhecida historicamente pelo paradigma do caso-Calabote, num exemplo dos muitos desse tempo. Agora, como tudo está a regredir, como se sabe e sente, volta a haver Calabotagens…

Hernâni, a quem Eusébio tratava por “senhor Hernâni”, tal a grandeza que achava nele (como o próprio afirmou em seu tempo), dizia que um Campeonato do F C Porto valia por coisa de dez dos outros… E, como ultimamente o FCP tem vencido mais, com a tal superioridade evidente, há que analisar as causas do menor rendimento acontecido na tarde deste domingo cinzento. Para que, como aqueles tais outros festejam agora em Janeiro, no inverno, já nós, Portistas, possamos festejar mais para o tempo primaveril, em Maio…!

Com esse semblante, recordemos o nosso grande Hernâni, a quem as musas da bola obedeciam em seu tempo, sem contudo ter chegado a ser lembrado para celebrações federativas ou governamentais, entronizado entre heróis… como merecia, mas sem excessos, entenda-se.


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Armando Pinto

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Jogo Benfica-F. C. Porto: Mais um daqueles…!


Diz a letra duma canção, dessas cantigas em voga transitória, que, generalizando, não se deve voltar ao lugar onde fomos felizes, mas nem sempre será assim, tanto que todas as regras têm exceções e a da nossa sensatez diz-nos que sempre é bom voltarmos ao lugar onde somos felizes. Neste caso ao nosso salão de festas, onde festejamos e gostamos de comemorar até às escuras… 

E porque o passado não tem que ser apagado, estamos confiantes. Aliás, em sinal de que é bem positivo voltarmos, é que desde que existe o estádio da luz apagada, os números são concludentes: O F. C. Porto ganhou mais vezes no novo estádio da Luz, que o Benfica, nos confrontos diretos Benfica / F. C. Porto; e… o F. C. Porto já foi mesmo campeão em pleno estádio da Luz. Com festa de consagração e banho vitorioso, para que conste… sempre. 

Mas desta vez vem-nos à mente um outro jogo, inesquecível também. Um daqueles… tais!


Pois bem! É que nem só daquele relvado, o regado fora de horas, falam as nossas boas recordações. Também do antigo, do entretanto desaparecido estádio anterior, temos boas memórias, quer históricas como pessoais. Do que reza a história ali vencemos logo no dia da respetiva inauguração; ao passo que, quanto ao que já vivemos, temos diversas vitórias ali também saboreadas. Entre as quais – há sempre um jogo especial – temos como inesquecível aquela vitória por 2-3 (em "score" assim colocado, sendo em casa do adversário), com golo da vitória ao cair do pano, nos últimos minutos, num colocado remate de Timofte.

Quem não se lembra? …Depois de um jogo emocionante, contando mudanças constantes e incertezas na marcha do resultado. E que jogo! Quando, após duas vezes em que estivemos à frente do marcador, sofremos pela segunda vez um golo de empate, já estávamos mais que lixados, empatados, vendo tudo de pensamento aturdido e meio atordoado… eis que, já sem esperarmos, na verdade, ouvimos (pois então ainda acompanhávamos os jogos por relato radiofónico, aos domingo de tarde…), entrando-nos pelos ouvidos e logo saltando a todos os sentidos, que era golo… outro… novo golo do Porto!


João Pinto, o célebre nº 2 do F. C. Porto de Pinto da Costa, primeiro fizera o 0-1, através de um remate certeiro na marcação duma grande penalidade; já na 2ª metade do jogo, após sofrermos o empate, o Kostadinov, aos 84 minutos fez o 1-2, mas logo no minuto imediato os gajos voltaram a empatar. Então, quando já nem sabíamos se a vida valia a pena ou não, quatro minutos depois, e quase sobre a hora final, aos 89, Timofte tirou da cartola um remate de se lhe tirar o chapéu… e tudo ganhou de novo cor e alegria, dando outro sentido e verdadeiro interesse em estarmos a viver, assim, a nossa vida. Num fim de tarde inesquecível, numa solarenga tarde domingueira de entrada da Primavera, a 22 de Março de 1992.


Entretanto, muitos outros jogos houve, antes e depois, mas aquele… ficou-nos sempre na memória. Curiosamente com resultado igual ao da época passada, noutra vitória também obtida quase no encerramento da contenda, a calhar mesmo bem, pois assim foram os gajos, os adversários, que ficaram lixados, de cara à banda… e com cabeça de melão.


Ora, enquanto isso, sabe-se, mais, que no total dos tempos o F. C. Porto e o Benfica já se defrontaram 223 vezes e que o Porto tem 86 vitórias contra 83 do adversário – como não manter firme a esperança, de continuarmos a ser felizes?! 

Observação: Para não variar, este jogo está marcado sob suspeição, com a indicação dum árbitro suspeito. É voz pública: João Ferreira, o árbitro estranhamente escolhido para dirigir e decidir o clássico da Luz, é conhecido por João Pode Ser João… em virtude de ter sido o ESCOLHIDO PELO “ORELHAS” NA ESCUTA ABAFADA (Apito Encarnado abafado), onde o homem do pó dos pneus DIZ QUE PODE SER O JOÃO FERREIRA... Depois, acresce ainda, João Ferreira, FOI O 4º ÁRBITRO NO JOGO DOS TÚNEIS E À CUSTA DO RELATÓRIO DELE HULK E SAPUNARU FORAM SUSPENSOS... 

Deixando de lado essas manobras de bastidores em que os adversários são useiros e vezeiros, fixemo-nos apenas no embate em apreço, no jogo em que temos já os sentidos. Um encontro em que, desejamos, pode aparecer e ficar mais um nome associado a mais um bom resultado para as hostes azuis e brancas. Como estará sempre na Memória Portista, por exemplo, um Hernâni, marcador, aos mouros vermelhos, do golo que nos deu uma célebre Taça de Portugal, em 1958… bem como o Naftal em 1965, para o campeonato… o Pinto em 1968… como o Lemos, dos seis golos numa época aos adversários encarnados (dos quais 4 num só jogo!), em 1970/71… mais o "Bi-Bota" Gomes, quando com um golo de cabeça calou a moldura do campo de batalha da antiga Luz, em 1985... tal como Jardel com aquele golo matado com o peito… o Deco com um autenticamente a régua e esquadro… idem, o Quaresma numa das suas trivelas… etc. etc. .. até Falcao e Hulk, ainda de boas e frescas memórias… ah, e aquele do Timofte, em 1992.


Desse jogo, o jogo que evocamos desta vez, ficam algumas páginas e imagens, respigadas do livro “F. C. Porto – O Dragão soma e segue – Álbum 91/92”, de Manuel Dias; e da revista “Dragões”, de Abril de 1992. 

Armando Pinto
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