Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 11 de junho de 2017

Parabéns Rolando! – Exaltação ao “Menino de Ouro do FC Porto” por ocasião de mais um feliz aniversário.


O FC Porto é verdadeiramente um céu aberto de estima, num mundo que dá sentido à vida que deve ter algo sublime a dar valor ao que tem valor. Como sempre foi e será a máxima de um adepto portista que nesta ocasião aproveita a data aniversária de um antigo futebolista, ídolo de tempos iniciais duma vida que tem sido vivida, para levar a bola da escrita colada ao pensamento de modo a lhe prestar uma homenagem, como cumprimento de felicitação por tudo o que tem significado a respetiva ligação ao universo portista.

Com efeito perfaz hoje mais um aniversário natalício o “Rolando do Porto”, o louro futebolista que de camisola azul e branca colada ao dorso fazia espirais de incenso na imaginação de um portista que, ao ouvir os relatos dos jogos de futebol da equipa principal do FC Porto, ansiava que os seus jogadores fossem melhores que tudo e todos. Aquele José Rolando que guardei num livrinho da coleção Ídolos do Desporto, cujo título sintetizava o seu carisma, realmente, como “Menino de Ouro do FC Porto”… e mais tarde, depois de se ter afirmado como “Patrão-mor da defesa do FC Porto” (tal como foi intitulado num outro livro da mesma coleção, volvidos anos… e também bem guardado), passou no meio-campo a ser referência principal do futebol sénior portista. A pontos de durante anos ter sido o único representante do FC Porto que ia à seleção nacional, conseguindo pelo seu valor meter uma lança na áfrica do futebol lusitano dos tempos do sistema BSB, sabendo-se que os atletas do FC Porto então tinham que ser muito melhores que os outros para serem reconhecidos, como acontecia nos tempos em que Rolando foi grande nome do FC Porto.


Ora, José Rolando Andrade Gonçalves, de seu nome completo, nasceu na Rua de S. Brás, da cidade do Porto, ao dia 11 de Junho de 1944. No burgo portuense onde prosseguiu uma vida que só não foi totalmente normal por ter enveredado em boa hora pela carreira de futebolista, inicialmente evoluindo em clubes regionais, como eram o Nacional e o Fontinense em que deu os primeiros chutos na bola, tendo de seguida começado a sério no Futebol Clube do Porto, de permeio com uma passagem por empréstimo no Salgueiros, na subida a sénior em 1962/63, alcançando depois entrada no plantel principal do FC Porto em 1964/65 e nesse mundo azul permaneceu até à temporada de 1974/75.


Entre diversas particularidades, Rolando foi um dos titulares da equipa portista que no dia 16 de Setembro de 1964 venceram os franceses do Olimpique de Lyon por 3-0, no jogo que resultou na primeira vitória do F.C. Porto nas competições europeias oficiais, ao lado de outros grandes como eram Américo, Festa, Pinto, Nóbrega e demais. E para sempre ficará como um dos heróis que venceram a Taça de Portugal na época de 1967/1968, na final em que o F.C. Porto derrotou o V. Setúbal por 2-1 em pleno Estádio do Jamor, por então haver sido uma exceção ao que o regime desportivo nacional impingia ao tempo à nação futeboleira.


Apesar de sua grande valia, mas como sintoma do sistema desse tempo do regime da era de Salazar e Caetano, Rolando representou também a Seleção Nacional embora apenas por oito vezes, mas com evidente dinâmica e amplitude – como ficou inclusive evidente na rábula do famoso cómico Raúl Solnado a gritar “Viva o Rolando” como grito de guerra do fervor clubista que retratava (como se relembra em artigo aqui vincado há tempos, cujo link indicamos no final desta crónica evocativa)…  


Depois de terminada a permanência no FC Porto, Rolando ainda ajudou o Paços de Ferreira na sua afirmação na alta roda do futebol, na subida do clube da zona do mobiliário de madeira; e depois teve alguns desempenhos no treinamento de outras equipas, até que regressou ao F.C. Porto para treinar as camadas jovens, onde foi campeão e, mais tarde, continuou ligado ao Departamento de Futebol. Sendo para sempre um dos referenciais do clube, um nome simbólico na mística portista.


Havendo felizmente vários ícones assim no imaginário do clube Dragão, José Rolando é um desses emblemáticos nomes cuja recordação nos remete a tempos idílicos do Portismo puro vivenciado, de jogadores da família portista, familiares não pelo sangue do corpo mas pelo coração que pulsa através da seiva azul que corre nas veias do sentimento.


Parabéns Rolando, nesta ocasião de mais um aniversário natalício. E parabéns permanentes por quanto representa no apego portista!

Armando Pinto

NOTA: Reportando ao tema acima assinalado, recorde-se um anterior artigo neste blogue dedicado aos "Referenciais"…clicando aqui.


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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sérgio Conceição oficializado Treinador do FC Porto


Na tarde desta quinta-feira foi dada pública imagem da oficialização de Sérgio Conceição como treinador principal do futebol do FC Porto. Sendo colocadas as assinaturas perante o público assistente, através da transmissão direta do Porto Canal, para os adeptos interessados e alguns mirones de outros canais televisivos, ficando assim posto azul sobre o branco, para o efeito.


Quando pelas redes sociais não param as partilhas sobre a corrupção da arbitragem do futebol português, algo que finalmente pode ser investigado se a justiça em Portugal deixar de estar ao serviço do clube do sistema e do regime, chega mais esta notícia para completar o quadro de alguma nova confiança que parece poder alterar o atual estado da nação…


Regista-se assim aqui mais esta ocorrência histórica, na própria hora, por ser um facto possivelmente de boa memória, como se tem anotado outras que fazem já parte da memória. Não que este espaço possa ter grandes aspirações de muita influência no que quer que seja, como aliás muitos outros blogues e páginas entre o que se publica por via informática, mas unicamente porque, apesar de tudo, haverá sempre algum canto duma capsula da memória capaz de perdurar entre tanta coisa, ao longo da existência do mundo que nos seduz.


O compromisso de Sérgio Conceição com o FC Porto estava entretanto bem definido, como anteriormente ficara assente em aperto de honra das mãos do novo treinador portista com o presidente do FC Porto, repetindo-se agora outra anterior entrada, de quando Sérgio Conceição regressou em 2004 ao FC Porto como jogador, perante esta reentrada em 2017 como treinador.


De ora em diante todos os bons portistas vestem a mesma camisola, a do FC Porto, com Sérgio Conceição ao leme da esquadra portista.

Uma fase de maior unidade, esta atualmente no horizonte, com toda a gente que verdadeiramente sente o FC Porto a remar para o mesmo lado, é o que se deseja. Tal qual que deixe de haver quem se iluda na conversa matreira dos adversários. Então não é que ainda na fase decisiva do campeonato passado até apareceram mensagens a tentar afirmar que este ano, para a próxima temporada, o FC Porto ia ter uma camisola principal nada a condizer com o histórico da coletividade... quando afinal (segundo o que tem sido noticiado, entretanto) até serão apuradas mais as características da camisola do primeiro equipamento oficial, relativamente a épocas recentes ?!

Assim sendo, está o futuro a começar.


Pois bem, Sérgio Conceição é o novo treinador do FC Porto. O clube azul e branco oficializou esta quinta-feira a contratação do treinador. Confirmando a contratação do técnico de 42 anos, depois da rescisão com o Nantes, sendo apresentado na tarde deste dia que se espera seja marcante, em ato público ocorrido na galeria das fotografias históricas do Estádio do Dragão.


É de recordar que Sérgio Conceição representou o clube dragão como junior e senior, tendo conquistado quatro  títulos de campeão nacional, desde um campeonato ganho na equipa de juniores até aos três já nos seniores. Enquanto como treinador, após ter orientado Olhanense, Académica, Braga, V. Guimarães e, na época passada, o Nantes de França, chega agora ao FC Porto - “por amor ao clube”, no dizer do próprio, com ideia de “trabalho e determinação muito grandes”.


Felicidades Sérgio Conceição, e a toda a nova equipa técnica do FC Porto, desejamos e confiamos!

Armando Pinto
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terça-feira, 6 de junho de 2017

Reabertura da Casa do FC Porto de Felgueiras revitalizada


Chegou ao conhecimento, por estes dias, que vai reabrir proximamente a Casa do FC Porto de Felgueiras, Delegação nº 84 do FC Porto, fundada oficialmente em 15 de Março de 2004 e cuja sede inicial teve inauguração com pompa e circunstância a 24 de setembro do mesmo ano. Sendo então agora essa instituição felgueirense revitalizada, depois de entretanto ter mudado de edifício-sede e posteriormente haver ficado inativa há algum tempo, de permeio.

= Imagem integrante da 1ª página do jornal desportivo nacional O Jogo de 25 de setembro de 2004 =

Renasce assim, agora, essa Casa Portista Felgueirense, satisfazendo anseios de bons apoiantes do clube mais representativo do Norte de Portugal e maior embaixador desportivo do país, através de jovens adeptos em que se depositam esperanças de uma vivência dragoniana ativa.

Enquanto isto nos enche para já as medidas de satisfação, por Felgueiras deixar de estar atrás de outros concelhos nesta matéria, sendo como é o FC Porto algo especial na identificação bairrista, para quem se identifica com os símbolos e valores da nossa região, recordamos aqui a história da interligação felgueirense ao mundo portista e extensivamente a parte entretanto vivenciada com esta representação do grande baluarte desportivo nortenho, em crónica ilustrada com respigos de reportagens e recordações alusivas à mesma ligação portista vivenciada.

Felgueirenses-Dragões

O ano de 2004, entre outras ocorrências de maior ou menor interesse para os Felgueirenses, foi marca temporal da criação da Casa-Delegação do Futebol Clube do Porto em Felgueiras. Ano esse em que o F. C. do Porto confirmou a sua superioridade futebolística em Portugal, obtendo o seu 20º título de Campeão Português, e se salientou na amplitude do velho continente com a conquista da Liga dos Campeões Europeus/2004 e mesmo a nível mundial com a obtenção da Taça Intercontinental/2004, que deu ao símbolo azul e branco mais um título de Campeão do Mundo.

 = Primeira página do jornal Semanário de Felgueiras de 1 de Outubro de 2004 =

Não sendo o tema da inauguração da Casa do F. C. Porto de Felgueiras, naturalmente, um facto respeitante à totalidade dos munícipes locais, marcou de certa forma um tempo de unidade da sua maioria. Embora alguns adeptos de outros clubes se tenham antecipado, já que antes apareceram, na sede do concelho, idênticas representações dos clubes grandes do sul do país (apesar de uma delas, a Casa do Sporting, entretanto ter fechado, enquanto a outra, a do Benfica, também até esteve moribunda algum tempo, tendo sido reaberta depois), o caso despertou mesmo assim amplo interesse por ser revelador da unidade de significativa franja de pessoas identificadas pelo mesmo clube distintivo do norte do país. Tal espevitamento tardara, possivelmente, pela relativa curta distância de Felgueiras ao Porto-cidade, não havendo assim tanta necessidade como para os simpatizantes dos clubes de Lisboa. Mas apareceu e logo em tempo de euforia para os simpatizantes e adeptos da grande coletividade azul e branca: Atendendo a que, depois de históricos títulos, desde o primeiro importante galardão Portista, com a Taça dos Campeões, ganha pelo F. C. Porto em 1987, e depois o primeiro cetro de Campeão Mundial, quando o Porto venceu a primeira Taça Intercontinental obtida por um clube português, ao que se seguiu a Supertaça Europeia em 1988; e após novas alegrias com sucessivos títulos, tendo no bornal já a série de campeonatos nacionais consecutivos que totalizaram o famoso e único “Penta” conquistado em Portugal, culminou na época de 2003 em que o mesmo Clube-Dragão ganhou tudo o que havia a ganhar, a nível nacional e sobretudo internacional com a Taça UEFA, fazendo o pleno com soma de todas as provas portuguesas, Campeonato (da Liga, como se chamava, e Superliga, como se passou então a chamar), Taça de Portugal e Supertaça; depois o ano de 2004 trouxe mais um título nacional na vitória da Superliga Portuguesa e em apogeu de seguida sobreveio suprema euforia com a conquista da Liga dos Campeões Europeus, acabando ao findar do mesmo ano no levantar da Taça Intercontinental do Mundo, no Japão, num autêntico novo encher de peito, com aquela respiração que faz bem ao coração.

= Reportagem numa das páginas interiores do Semanário de Felgueiras de 01/10/2004 =

Visto isso, vem a talhe, no que nos toca, fazer uma ligação mais que justificada desse grande fenómeno relativamente com a nossa terra, onde existe desde 2004 a Felgueirense Casa do F. C. Porto, que, depois de breve hiato, volta este ano a abrir portas. Reforçando laços de afinidade portista.

Ora, vem de longe a referida afinidade, como há o exemplo de em 1928 se ter realizado a prova de ciclismo denominada “Porto-Felgueiras-Porto”, ganha por Manuel Nunes de Abreu, do F. C. Porto, como ficou para a história. Mais tarde houve um Felgueirense, o Eng.º Mário Castro, que chegou a ser um grande atleta do F. C. Porto em Andebol de Onze, na década de quarenta e cinquenta, do século XX, tendo sido então campeão nacional com o FCP e “internacional” pela seleção portuguesa da modalidade, bem como, já nos anos sessenta, o mesmo também manteve notoriedade como campeão nacional em Pesca Desportiva, igualmente neste caso em representação da coletividade da Constituição e das Antas. Ainda nos anos cinquenta, correu nas estradas do país e pela estranja o ciclista Artur Coelho, que ao serviço do FCP foi camisola amarela em diversas Voltas a Portugal e venceu a Volta a S. Paulo, no Brasil, em 1957 (a cuja memória já dedicamos uma crónica, anteriormente), ao passo que nos campos de futebol evoluíram os então jovens Felgueirenses António Freitas e António Silva, que enfileiraram na equipa de juniores de futebol com a mesma camisola alvi-anil, sob orientação de Artur Baeta. Por esse tempo, Felgueiras teve também seu nome associado à magna campanha de angariação de fundos para a construção do Estádio das Antas, inaugurado em 1952, tendo anteriormente vindo até aqui, nesse âmbito, a equipa principal do Porto, com suas vedetas do tempo (conforme registamos no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”). Performances que tiveram sequência com outros vínculos mantidos, por gente destas paragens, noutros campos onde pulsava interesse azul e branco, como foi o caso do dirigismo e demais funções. Quanto aconteceu com Adriano Castro, personagem que por esses idos de cinquenta, sobretudo, trouxe a Felgueiras diversos atletas Portistas, que eram nessa era autênticos ídolos do desporto, para realizações de apreciadas provas; assim como o anteriormente referido Eng.º Mário Sampaio Castro e Deolindo de Sousa Machado foram membros da Assembleia Delegada do FCP, a meio da década de sessenta; tal como o mesmo Eng.º Mário Osório Pinto Sampaio e Castro chegou a ser vice-presidente do F. C. Porto, nos inícios de mandato do Dr. Américo Sá, de finais de sessenta e meados de setenta; altura em que Artur Peixoto Júnior foi Seccionista do Atletismo Portista; como depois Armindo Vasconcelos foi redator do jornal “O Porto”, órgão de informação do F. C. Porto de que o autor destas linhas foi igualmente colaborador desde 1974 a 1980, além de termos estado também envolvidos na secção de Hóquei em Patins do FCP.

= Reportagem do jornal desportivo nacional O Jogo de 25 de setembro de 2004 =

Volvidos anos, após o F. C. Felgueiras ter dado salto até à então 2.ª Divisão Nacional-Zona Norte, como ao tempo se disputava o 2º campeonato maior português, tendo passado a dispor de melhores estruturas a partir de alterações verificadas no campo de jogos (transformação essa de que resultaram melhorias patentes nas instalações, sobretudo alteração no posicionamento do retângulo de jogo, alargamento das suas medidas e necessário arrelvamento), a respetiva inauguração da 1ª fase do complexo desportivo ocorreu em Setembro de 1985 perante programa de que constou como prato-forte um prélio amigável disputado com o F. C. Porto (que incluiu algumas “vedetas” desse tempo, como Walsh e Juary). Depois disso, conquistada em 1992 pelo Felgueiras a sua primeira presença na 2.ª Divisão de Honra, juntando pecúlio do pódio de Campeão da 2.ª Divisão Nacional B, houve festa de imposição das faixas de campeão, de novo com presença do F. C. Porto (através de formação composta pelos seus titulares, os detentores do título nacional máximo da época), honrando de tal maneira esse jogo festivo com as duas equipas campeãs de suas divisões, prélio que assinalou diante dos prosélitos locais essa data marcante da Equipa Felgueirense.

De permeio outras ligações foram surgindo, contando títulos nacionais de atletismo, quer de Aurora Cunha como Fernanda Ribeiro, obtidos nas respetivas provas disputadas em terrenos de Felgueiras (do Campeonato Nacional que foi corrido na original pista de cross, da zona desportiva, onde mais tarde nasceu campo de futebol “pelado”) e vitória de Fernanda Ribeiro na II Corrida dos 12 KM Várzea-Felgueiras; como diversos prélios de camadas jovens e jogos particulares de formações seniores; bem como organização de provas de automobilismo, nomeadamente o Rali do F. C. Porto. Sem pormenorizar outros aspetos, como a existência de associados entusiastas do F. C. Porto propagados pelo concelho de Felgueiras, e possivelmente outros casos curiosos.

Até que o F. C. Felgueiras e o F. C. Porto se encontraram oficialmente na primeira e única época em que o clube mais representativo do concelho de Felgueiras esteve na prova cimeira do futebol luso. Com efeito, em 1995/96, o Felgueiras empatou no Estádio Dr. Machado de Matos com a formação da Invicta (1-1) e saiu derrotado do embate das Antas (6-2) na 1ª Liga. Tendo nessa época, além de João Costa que estava cedido ao clube felgueirense, também se salientado o então jovem Sérgio Conceição, emprestado pelo FC Porto e que em Felgueiras evoluiu a pontos de na época seguinte logo ter feito parte da equipa principal do FC Porto, dando salto conhecido da sua carreira.

Entretanto, a meio da mesma década de 90, mais um Felgueirense incorporou os Corpos Sociais do FCP, na gerência de Jorge Nuno Pinto da Costa, quando Mário Cunha passou a ser membro do Conselho Superior do F. C. Porto, tendo de seguida o mesmo sido reconhecido a nível clubista, galardoado em 1996/97 com o trofeu Dragão de Ouro de Dedicação Portista do ano 1996.

Depois disso as duas equipas com mais adeptos em Felgueiras voltaram a encontrar-se, tendo dessa feita, ao findar Dezembro de 2000, o F. C. Porto vencido em Felgueiras por 3-0 numa eliminatória (16 Avos) da Taça de Portugal.

Chegados tempos mais recentes, alguns jovens Felgueirenses tomaram o Porto por destino, tendo Inês Moura, atleta juvenil de especialidades em Atletismo, despertado interesse do grande clube nacional, passando a envergar a camisola azul e branca em 2001/2002; assim como o promissor futebolista Tiago Moreira passou a representar o FCP na categoria de infantis em 2000/01, de onde transitou posteriormente aos Juniores. Depois André Pacheco, felgueirense formado nas camadas jovens do Vit. de Guimarães, rumou às Antas, tendo integrado a equipa do F. C. Porto de juniores em 2002/03. Com outro estatuto, seguiu também até ao Clube-Dragão o guarda-redes Vasco Viana, que em 2002/03 fez parte do plantel sénior do F. C. Felgueiras, o qual encontrou então no Porto como companheiro o referido André Pacheco, médio entretanto incorporado nos seniores, pelo que ambos passaram em 2003/04 a fazer parte da Equipa B do F. C. Porto, de possíveis promessas do Estádio do Dragão, embora depois tenham passado a evoluir noutras formações, em diversos clubes onde deram continuidade à sua carreira. Tal como, depois, o avançado Jaime, que despontara na equipa principal do F. C. Felgueiras, integrou em 2005/06 também a Equipa B do F. C. Porto, no então último ano de existência dessa categoria na antiga fase experimental (visto no defeso de 2006 ter sido extinto esse escalão, até ao retorno verificado há três épocas, nas condições atuais).

 = Reportagem no (entretanto extinto) jornal Voz de Felgueiras, de 8 de Outubro de 2004

Ora, entre tudo isso, foi então em 2004 implantada a Casa do Futebol Clube do Porto de Felgueiras, fundada a 15 de Março. Ficando a ser a Delegação nº 84 do F. C. Porto, cuja sede foi inaugurada a 24 de Setembro do mesmo ano, com a presença do Presidente Pinto da Costa – o qual procedeu ao corte simbólico da fita, tendo depois convivido com cerca de mil Portistas de Felgueiras em jantar festivo e bem servido de fervor clubista, pois que não cabiam mais no salão em que tal repasto teve lugar (enquanto, segundo os relatos da imprensa, nas inaugurações das outras sedes referidas, não estiveram mais de cerca de uns duzentos convivas, dos outros ou seja dos rivais de Lisboa).

Depois disso, na sede, ali ao lado do jardim central da cidade de Felgueiras, entre Portistas, aficionados do mesmo emblema e apaixonados das mesmas cores, se viveu e vibrou com vitórias a nível nacional e internacional, com destaque para o título de campeões mundiais de clubes, com a Taça Intercontinental ganha em Dezembro de 2004; a Taça de Portugal de 2006, mais os campeonatos nacionais da Superliga em 2006 e 2007.

Posteriormente, por motivos ligados à exploração do espaço do bar, essas instalações, arrendadas, foram encerradas em finais de 2007, sendo adquirida uma casa na zona das Idanhas, junto à rotunda de entrada na cidade, para onde, depois de profundas obras de remodelação, foi transferida a mesma Delegação Portista, aí se fixando em 2008 a Casa do F. C. Porto de Felgueiras. Cujas instalações albergam a mesma instituição nesta nova fase de revigoramento, prestes a ganhar forma.

= Recordações pessoais de associado da Casa do FC Porto de Felgueiras e do dia da inauguração festiva.

Assim, em leves traços, ao correr de registo identificativo da prezada ocorrência singular verificada desde 2004, para documentário perene, fica uma simplificada imagem da ligação de Felgueiras e Felgueirenses ao maior clube português, cujos laços ficaram antes e ficarão agora proximamente mais fortes com a instalação e revitalização da Casa do F. C. Porto na terra do pão de ló e pólo importante do calçado. Facto esse começado num ano de tantas conquistas que, somadas a todas as já obtidas, e ao que irá advir para orgulho dos muitos e bons indefetíveis adeptos, fazem deste símbolo nortenho o mais representativo de todos quantos sentem o que identifica apego bairrista pela nossa região...

Em tempo de crise social e económica, como o que se sentiu e sente bem nos primeiros tempos do século XXI, só mesmo o FCP, com Esta Vida de Dragão, consegue servir de escape, como que substituindo as reservas pátrias de ouro no nosso orgulho!

Armando Pinto
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Nota Bene:
Na pertinência desta feliz ocorrência atual, atente-se noutros artigos insertos anteriormente neste blogue "Memória Portista" (e ainda no “Longra Histórico-Literária”) sobre ligações felgueirenses ao FC Porto, conforme se relembra em (clicando) 
-  aqui !
A. P.

domingo, 4 de junho de 2017

Bem-vindo Sérgio Conceição! Bom regresso a casa e felicidades na retoma do sonho comum!



Está por dias ou até horas (quando escrevemos isto) a oficialização de Sérgio Conceição como treinador do FC Porto. Podendo desde já tomar-se como constatação a sua entrada no quadro técnico do FC Porto atual, conforme se lê nas capas dos jornais desportivos deste domingo, destacando dos títulos e sub-títulos:

O Jogo - "Kayembe e Chidozie por Conceição"
- Kayembe cedido a título definitivo e Chidozie até final da época
- Dragões não terão de pagar qualquer verba aos franceses

A Bola - "Conceição assina por duas épocas"
- Treinador deve ser oficializado amanhã

Record - "Sérgio já prepara decisões"
- 2017/18 vai começar a "aquecer"

~~ == // == ~~

Assim sendo, Sérgio Conceição é o novo treinador da equipa principal do FC Porto. Passando a ocupar o lugar de sonho de treinadores que se devem sentir identificados com o FC Porto. Um lugar que teve já gente ilustre de campeões como Miguel Siska, Otto Bumbel, Bela Guttmann, Dorival Yustrich, José Maria Pedroto, Artur Jorge, Carlos Alberto Silva, Tomislav Ivic, Bobby Robson, António Oliveira, Jesualdo Ferreira, Fernando Santos, José Mourinho, Co Adriaanse, André Villas-Boas, Vítor Pereira, etc. Ficando todos os bons portistas a desejar que o Sérgio seja feliz nesta nova responsabilidade, tal como soube representar o FC Porto enquanto jogou com o equipamento azul e branco no corpo.  

Havendo desenvolvido funções de treinador entretanto, primeiro como adjunto no Standard Liège, e depois como responsável principal no Olhanense, Académica, Braga e Guimarães, em Portugal, além do Nantes em França, onde estava e era bem desejado que continuasse, Sérgio Conceição quis vir agora para o Porto, depois de anteriormente ter sido falado que esteve quase a se transferir para o Dragão em anos ainda recentes.

Seja como for, agora Sérgio Conceição está como treinador do FC Porto e a partir de agora é o treinador do meu clube, é do FC Porto, e é dele que espero o regresso aos momentos bons, à Porto.


Como no aspeto de treinador o que interessa é o que daqui em diante faça no clube Dragão, assinalamos o seu regresso ao seio do mundo portista com descrições de seus tempos de jogador, que é o que para já se pode recordar de sua ligação ao FC Porto.

Sérgio Conceição foi um dos expoentes de uma geração de futebolistas do FC Porto que, em parte da década de 90 e anos 2000 deixaram marca dourada em muitos feitos portistas, numa linha que incluía, entre outros, Vítor Baía, Jorge Costa, Fernando Couto, Paulinho Santos, Folha, Secretário, Domingos e mais, cujos nomes ficaram na História do FC Porto e de uma forma ou outra continuam ligados à vida portista. Tendo o Sérgio entretanto andado por outras paragens, até que ainda regressou de permeio, como depois findou a carreira de futebolista no estrangeiro e por fim enveredou pelo mister de treinador. Havendo, esse antigo médio-ala e extremo-direito do FC Porto e da Seleção nacional, sido um dos que ficou ligado ao único “pentacampeonato” da história do futebol português, integrante que foi da equipa portista que obteve o Bi e o Tri campeonatos dessa sequência.

= Sérgio Conceição, iniciado nos escalões juvenis da Académica e de formação continuada nas camadas jovens do FC Porto, onde foi campeão nacional de juniores, e entretanto saído de primeiras experiências como sénior na então 2ª Divisão em representação do Penafiel e do Leça, emprestado pelo FC Porto para ganhar “rodagem”, chegou em 1995/96 à divisão maior portuguesa ao ingressar no Felgueiras. Dessa experiência juntamos aqui imagem que capta a pose oficial da apresentação no início da época de 1995/96, quando vestiu a camisola azul-grená do histórico FC Felgueiras, por novo empréstimo do FC Porto, na temporada em que o clube da terra do pão de ló esteve na 1ª Divisão Nacional de futebol, atual  campeonato da1ª Liga. =

Sérgio Conceição foi internacional ainda pela seleção nacional de juniores (tendo sido vice-campeão da Europa no escalão sub-18) e incluiu a seleção A, por 56 vezes e com 12 golos apontados com a camisola das quinas, tendo estado presente no Mundial de 2002 e Europeu de 2004, enquanto representou diversificado leque de clubes ao longo da sua carreira de praticante, dos quais o FC Porto e a Lazio foram casas a que acabou por regressar. Teve entretanto em seu percurso uma assinalável carreira que passou por FC Porto (camadas jovens, em cuja faixa etária venceu um Campeonato Nacional e ainda um Torneio da Venezuela em sub-16), Penafiel, Leça (campeão nacional da 2ª Divisão), Felgueiras, FC Porto (regresso como senior, a que depois voltaria ainda novamente, anos mais tarde, onde venceu a Taça de Portugal, Supertaça e 3 Campeonatos que fazem parte de seu currículo), Lázio (onde ganhou uma Taça das Taças e um Campeonato italiano e ainda triunfou na Taça e Supertaça do Calcio), Parma (de Itália, também), Inter de Milão (Itália), Standard de Liége (Bélgica, tendo aí recebido o trofeu de melhor jogador do campeonato), Al Qadisiya (Emirados Árabes Unidos) e PAOK (Grécia), clubes que o dedicado e corajoso ex-jogador do FC Porto representou.


Sérgio Paulo Marceneiro Conceição, nascido a 15 de novembro de 1974 na área de Coimbra, em cujas cercanias há o estádio de Taveiro com seu nome, é pois nome que pode também fazer história como treinador do FC Porto. A juntar ao seu palmarés de títulos que ostenta já, como jogador, tendo sido por três vezes campeão nacional pelo F.C. Porto em 1996/97, 1997/98 e 2003/04, assim como venceu a Taça de Portugal de 1997/98 e a Supertaça portuguesa em 1997, tal como no estrangeiro 1 Taça das Taças em 1998/99, 1 Supertaça Europeia de 1999, 1 Campeonato de Itália em 1999/2000, 2 Taça de Itália em 1999/00 e 2003/04, mais 1 Supertaça de Itália em 1998.


Além de ter sido um excelente profissional, Sérgio Conceição também será para sempre recordado como um homem de perfil genuíno e autêntico, com um feitio sui generis, de estilo frontal e irreverente, que diz e mostra o que sente, não se deixando levar por interesses de lesa desporto, contando que conhece e reconhece as injustiças em que o futebol do sistema desportivo português é fértil. Talvez por isso é que já há gente preocupada e contrariada, entre quem não quer que o FC Porto ganhe.


Como homenagem ao seu passado, de modo a pedir meças ao futuro, desejando continuidade de sucessos, registamos aqui seu currículo conhecido, enquanto futebolista, através de respetivas fichas insertas em diversas publicações, vindas a público (e aqui colocadas pela ordem que se indica, para identificação de créditos) primeiro, no livro “FC Porto figuras & factos 1893-2005”, bem como, depois, na revista “Anos de Ouro” do 55º aniversário do jornal A Bola e, por fim, na Enciclopédia do Desporto, volume 3, edição Quidnovi de 2003.


Agora venha daí mais, para complementar bem a folha de serviço como treinador do FC Porto!

Nos entretantos da contratação, depois de terem sido anunciados na comunicação social os mais diversos treinadores e entre adeptos não faltando prognósticos, Sérgio Conceição foi sendo tema de opiniões. Sem contar os simpatizantes de outros quadrantes, que opinam simplesmente para tentarem enganar os menos atentos, além de alguns simpatizantes que se dizem portistas e normalmente quando comentam algo publicamente estão quantas vezes contra, há naturalmente opiniões sensatas, sem ser necessário uniformidade. Como no Jornal de Notícias foi expresso na edição de sexta-feira em três opiniões:


Daqui em diante Sérgio Conceição é então o Treinador do FC Porto. Mais um pedaço da História do FC Porto se junta ao grandioso historial portista, mediante possível confiança perante o novo treinador do futebol senior, na esperança de vida que supera o acelarar do coração, à medida das pulsações em dias vitoriosos.

Felicidades Sérgio Conceição!  Que o mesmo é dizer, boa sorte para o FC Porto e feliz futuro para o Portismo que corre nas veias azuis. Cuja cor de pele é da camisola, qual equipamento próprio, como cantou o poeta do Aleleuia do FC Porto, que o traje à Porto, «tem a cor das próprias veias e a brancura  das asas dos poetas...»

Armando Pinto
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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Recordando a chegada do treinador Pedroto às Antas – em tempo propício a reflexões…


Estamos no primeiro dia de junho, Dia Mundial da Criança. Há cinquenta e um anos era o autor destas linhas de idade ainda infante, já não se podendo considerar criança mas à entrada da adolescência, por assim dizer. E neste dia, que à época nem fazia ideia a que era dedicado, andava contudo, apesar de ainda assim de pouca idade, também a pensar no porvir da vida do FC Porto, em tempo de defeso, à espera de notícias sobre chegada de novo treinador para a equipa principal. E ouvi então uns rapazes falarem numa novidade dum tal Pedroto vir treinar o Porto. Pondo logo (esses adeptos de cinquenta e tal anos atrás), então ainda, certas reservas por ele não ter ainda muita experiência como técnico principal, havendo opiniões sobre outras possibilidades, etc. e tal. Afinal velha reinação… Ora de Pedroto eu recordava-me bem de o ver num dos cromos das cadernetas que os meus irmãos mais velhos colecionavam e lembro-me que simpatizara com aquela sua cara de respeito, a quem a camisola azul e branca, das duas largas listas azuis, ficava bem…Isso bastava-me e afinal essas coisas contam muito.


Faz anos hoje que isso me ficou na gravação mental das lembranças. E hoje apraz relembrar. Conforme a ocorrência nesta data avivada na página “Dragões Diário”: «Neste dia, em 1966, ficava a saber-se que José Maria Pedroto iria treinar a equipa principal do FC Porto. Tinha sido com ele que Portugal conquistara o primeiro título europeu (em juniores) e, depois de anos de sucesso em Coimbra e na Póvoa de Varzim, o ‘Mestre’ regressava como treinador principal, após já ter exercido funções nas camadas jovens e como jogador. Nesta primeira de três passagens pelo banco azul e branco, conquistaria uma Taça de Portugal, em 1968 (2-1 ao Vitória de Setúbal).»

Na oportunidade, recordamos algo desses tempos através de algumas imagens coevas, de arquivo pessoal, reportando à vitória da Taça e a um dos reconhecimentos públicos dos melhores desse tempo no FC Porto.


Armando Pinto

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