Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 8 de agosto de 2020

Efeméride Recordatória da "Desforra vitoriosa" na SUPERTAÇA NACIONAL de futebol em 2010


O jornal O Jogo recorda na edição deste sábado, dia 8, a célebre vitória de início da campanha de André Villas.Boas como treinador principal do FC Porto, no célebre sábado 7 de agosto de 2010.

Por quanto isso representou em diversos aspetos (inclusive num caso pessoal) e continua a simbolizar um dos pratos que foi possível servir à espécie de desforra da roubalheira acontecida na temporada anterior, transpõe-se todo o texto dessa página para aqui, com a devida vénia:


« EFEMÉRIDE - Treinador revelou o discurso que fez no balneário no início da semana que antecedeu o triunfo sobre o Benfica na Supertaça, num jogo que marcou o arranque da época de 2010/11 


* Na época de 2010/11, sob o comando de André Villas-Boas, o FC Porto conquistou a Liga Europa, campeonato, Taça de Portugal e Supertaça. A nível interno levou a melhor sob o Benfica de... Jorge Jesus


VILLAS-BOAS CELEBRA O “DIA DA REVOLTA”

O triunfo na Supertaça no início da época 2010/11, frente ao Benfica, foi considerado por muitos como o momento-chave daquela temporada de sonho. Villas-Boas conta agora como tudo começou

PEDRO MARQUES COSTA

André Villas-Boas assinalou os 10 anos da conquista da Supertaça frente ao Benfica, no início da época 2010/11, com a divulgação do plano de treinos que serviu para preparar a partida e ainda com a revelação da palestra que marcou o arranque da semana de trabalho que antecedeu o embate com o rival, na altura orientado por Jorge Jesus e campeão nacional em título. “O grito de revolta que tínhamos de dar. Faz hoje [ontem] 10 anos e o sabor da primeira vitória e do primeiro troféu remanesce na minha memória. Uma alegria intensa, um respiro profundo para uma noite cheia de portismo. Foi o início de um ano memorável, rico em sentimento, único em vitórias! Obrigado FC Porto!”, escreveu o treinador, nas redes sociais, a recordar o início de uma época perfeita do FC Porto, que ainda viria a conquistar o campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa.


A grande novidade está, no entanto, na divulgação da palestra que serviu para motivar os jogadores para o embate com o Benfica. “Temos um primeiro troféu a sério para ganhar. Se nos concentramos esta semana, se trabalharmos bem, se nos focarmos no objetivo Supertaça, ganhamos o jogo. Ganhamos o jogo e todos aqui passamos de bestas a bestiais de um dia para o outro”, começou por dizer André Villas-Boas aos jogadores no balneário.


Contextualizando, o FC Porto tinha chegado ao embate da Supertaça depois de uma pré-época marcada por alguns maus resultados (tinha perdido os dois últimos jogos de preparação em Paris) e com o Benfica como campeão em título, depois de uma temporada que também tinha ficado marcada pelo famoso caso do túnel na Luz e os consequentes castigos de Sapunaru e Hulk, que os dragões sempre consideraram injustos. “Temos contas a ajustar com o Benfica. Nunca se esqueçam disso”, prosseguiu o treinador. “Os sentimentos que temos que viver são os mesmos de quando vocês ganharam no Dragão [ao Benfica, no final da época anterior, num jogo do campeonato, que não chegou para impedir o título das águias]. Quem esteve aqui no primeiro dia de trabalho sabe que neste ecrã estava uma imagem que gerou revolta. Nunca se esqueçam dela. Nunca se esqueçam do que nos roubaram e como roubaram”, acrescentou. 

Imagens do túnel da Luz e jogadores motivados 

Ora bem, essas imagens de que André Villas-Boas fala foram precisamente dos incidentes no túnel da Luz, sendo que o treinador também tinha colocado no balneário uma imagem do Benfica campeão. O objetivo? Gerar “revolta” no plantel, a tal que o treinador recordou ontem, e motivar os jogadores para recuperarem o título perdido na época anterior. Mas a palestra aos jogadores não se ficou por aqui. “Aprendemos e tiramos as nossas ilações do Torneio de Paris. Ainda bem que aconteceu, porque assim trabalhamos ainda mais sobre os erros que fizemos. Melhoramos, falamos, não fugimos às responsabilidades. Preparar bem, estudar o adversário, e preparar estrategicamente o jogo”, continuou. “Estamos vivos e frescos e toda a gente quer fazer por ganhar. Aplicação máxima como temos vindo a fazer. Trabalho duro, sério e esforço de todos. Persistir no trabalho. Aconselhem-se uns com os outros, com os capitães. Trabalhar é a nossa virtude, vocês são bons, mas o esforço e o empenho tem de ser prioridade em tudo. Sem isso qualquer equipa nos pode ganhar, com isso... ninguém nos ganha. Vamos lá, c******”, rematou o treinador.

O discurso, aliado ao trabalho, resultou em pleno. O FC Porto venceu (2-0) a Supertaça ao Benfica, com golos de Rolando (3’) e Falcao (67’), num jogo que marcou o início de uma época de sonho, com múltiplas conquistas, e que ontem voltou a ser recordada por um dos principais protagonistas. »

(Nota Bene: As imagens digitalizadas são da edição em papel. As restantes integram publicação do próprio Villas-Boas nas redes sociais.)

Armando Pinto
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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Jornada "mártir" de Rui Vinhas, da W52- FC Porto, na Volta a Portugal de 2018


A 6 de agosto de 2018 uma camisola do FC Porto ficou ensanguentada e rasgada no decurso de célebre ocorrência da Volta a Portugal em bicicleta desse ano, perante o estoicismo de um dos ciclistas do FC Porto. Então  «houve sangue, suor e lágrimas de Rui Vinhas na quinta etapa da Volta à Portugal. O ciclista dos azuis e brancos sofreu uma queda arrepiante na sequência de uma colisão com uma carrinha ainda na fase inicial da tirada e chegou mesmo a desmaiar com o impacto, mas como um verdadeiro Dragão, voltou a subir para a bicicleta e cumpriu os 120 quilómetros que faltavam. Rui Vinhas encarnou o espírito do FC Porto e, mesmo debilitado fisicamente, manteve-se em prova até ao fim e ajudou os “irmãos” a vencer a classificação por equipas. A nível individual, a vitória foi de Raúl Alarcón» – como muito bem é nesta data recordado na newsletter “Dragões Diário” do FC Porto. E no final houve regozijo de todos, incluindo Vinhas lá no meio, pois a vitória foi da equipa e dos ciclistas do FC Porto. 

Rui Vinhas, anteriormente vencedor da Volta a Portugal de 2016, escrevera assim de forma diferente a pedalar na biclicleta mais uma histórica página das comoventes histórias do desporto.


Na ocasião, como aqui se chegou a sugerir neste blogue, podia ter ficado essa camisola mutilada no museu do FC Porto a eternizar tal esforço hercúleo em prol do símbolo e mística do FC Porto; mas ficou contudo na memória coletiva portista essa espécie de heroicidade de quem sente o que traz no corpo a representar uma legião de apoiantes e especialmente algo de religião clubística. 


Vinhas, ciclista de grande simpatia no mundo portista mas também no universo do ciclismo nacional, foi assim nessa segunda feira de início de agosto de 2018, no dia 6 desse mês de veraneio português e ao sexto dia de corrida da Volta a Portugal desse ano, o herói do dia, na etapa 5, entre Sabugal e Viseu. Ficando desde logo considerado um grande herói da Volta de 2018.

Rui Vinhas foi então vítima de acidente no decurso da etapa, havendo tido um acidente na parte inicial do percurso. O ciclista da W52 FC Porto chocou contra um carro de apoio da Israel Cycling Academy na recolagem ao pelotão depois de um furo, segundo a comunicação social, embora se ouça que foi atropelado, é o termo, num azar de quem ali anda. E ficou no estado que se viu nas imagens televisivas e mostram as fotografias que circulam nas redes sociais (conforme as imagens que se juntam aqui, também), muito mal tratado e com escoriações em diversas partes do corpo. Sofreu imenso para completar a etapa, mas conseguiu fazer isso, sabe Deus como, depois de percorrer mais de 100 quilómetros assim. Tendo conseguido terminar a etapa, ainda que a 9 minutos e 11 segundos do vencedor da tirada, mas mantendo-se em prova.

Com efeito, Rui Vinhas, ciclista da W52-FC Porto, vencedor da Volta a Portugal em 2016 e um dos elementos da equipa portista a correr nessa edição da Volta/2018, sofreu uma queda na quinta etapa da 80ª Volta a Portugal em bicicleta, ao sexto dia da prova, ficando com marcas corporais bem visíveis e em mau estado de sofrimento.


Nuno Ribeiro, diretor desportivo da equipa, confirmou os ferimentos do ciclista, em declarações difundidas na comunicação social: «Ele estava a recolar ao pelotão quando o carro da equipa de Israel travou provocando uma aparatosa queda. Tem lesões na cara, cotovelos e anca esquerda, mas queixa-se sobretudo de dores num ombro».


Por saber como a sua contribuição para a equipa azul e branca ia ser precisa, de modo a ajudar à defesa da posição de camisola amarela do colega de equipa Alarcón (que seguia como lider da prova na classificação geral) e à união de todos os ciclistas do conjunto portista, Vinhas fez um sacrifício digno do maior apreço. Conseguindo sofrer resistindo, de dentes cerrados e olhos postos no interesse coletivo, Rui Vinhas fez das tripas coração, como se diz das gentes do Porto. Havendo esperança que fosse depois possível recuperar minimamente para, jogando com o dia de descanso imediato, de seguida continuasse, para manter a entreajuda da equipa. Antes de passar a linha de meta benzeu-se várias vezes, numa imagem que fica a marcar toda a envolvência dessa Volta, num misto de sentimentos óbvios e compensação íntima de ter arranjado forças para concluir a etapa.


A sua camisola rasgada era bem o símbolo da heroicidade demonstrada. Algo que merece ser guardado na memória portista.


Armando Pinto
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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

No Adeus oficial de Casillas: Foi uma honra ter tão grande ícone internacional no FC Porto. Abraço Portista reconhecido!


Casillas pôs de vez um ponto final na sua carreira de futebolista, anunciando a sua retirada, depois do enfarte do miocárdio que o obrigou a largar as luvas e descalçar as botas de jogo, ainda com a camisola do FC Porto. Depois de, entre várias hipóteses de continuidade no mundo da bola, ir passar a desempenhar um lugar no staff do Real Madrid.


Nesta hora de despedida momentânea, há um sentimento de apreço por tamanho vulto do mundo do futebol mundial ter pertencido ao FC Porto. E desde já ficamos a desejar que quer o FC Porto, quer o Real Madrid, ainda consigam fazer-lhe uma festa de despedida e homenagem à altura de sua dimensão, podendo ser num jogo entre as duas equipas dos dois clubes, com grandes nomes que tenham ficado de um lado e de outro ligados à carreira de Casillas. E no caso do FC Porto, que seja no estádio do Dragão, sua última casa enquanto ativo futebolista, e se possível juntando simbolicamente (com presença, é obvio) os guarda-redes ainda vivos que anteriormente tenham sido Internacionais A do FC Porto, enquanto foram guarda-redes portistas. Caso que desde logo traz à memória o grande Américo, que quando Casillas veio para o FC Porto levou os jornalistas espanhóis a perguntar por ele, como guarda-redes de quem Di Stefano um dia disse que foi um dos melhores guarda-redes que viu jogar.


Agora, na hora de despedida de sua presença no mundo portista, lembro como foi uma grande surpresa e enorme orgulho quando eu, aqui o autor destas linhas, soube da sua vinda para o FC Porto. E como, à época, como os adversários não gostaram e procuraram fazer companha destrutiva contrária, numa onda em que muitos e bons portistas se deixaram ir na corrente, eu defendi a sua estada no FC Porto, como grande contratação. Como neste blogue ficaram algumas crónicas publicadas, em diversificadas ocasiões. Tendo-o visto em campo por diversas vezes (e não tantas como desejava por também, e muito antes dele, ter sofrido enfartes que não aconselham a emoções de jogos em direto do FC Porto), mas nunca ao vivo de frente a frente, ele fica na minha memória como um dos maiores que passaram pelo meu Porto, tal como Hernâni, Américo, Pinto, Rolando, Cubillas, Pavão, Gomes, Madjer, João Pinto, Jorge Costa, Baía, Falcao, Hulk. Alex Teles, etc. … (Porque isso ao vivo e de frente a frente é algo especial, obviamente, como lembro sempre quando finalmente estive a primeira vez com Américo, meu ídolo de infância, a conversar com ele pessoalmente, depois de tantos os anos em que o admirei de ver em jogo.)


Posto isto, como eterno agradecimento, registo aqui esta despedida entre o futebolista guarda-redes aos olhos do adepto e sócio do FC Porto que escreve estas linhas. Juntando recortes do que, nesta ocasião de adeus, foi publicado nos jornais diários O Jogo e Jornal de Notícias, sobre o tema. Sob a vista de imagens de arquivo pessoal, a encimar este artigo.


Resta dizer: Obrigado Iker Casillas, San Iker, ao "Casilhas do Porto!


Armando Pinto
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terça-feira, 4 de agosto de 2020

+ 2 “Posters” Gigantes do FC Porto, estes de vencedor da Taça de Portugal de 2019/2020


Na linha de documentação e colecionismo sobre história que nos move, e no caso de preservação e junção de tudo o que seja memorização portista, já cá estão guardados mais dois "posters" gigantes desdobráveis sobre o FC Porto, desta vez obviamente sobre a conquista da recente Taça de Portugal de futebol da época de 2019/2020. De publicações comemorativas que acompanham as edições dos jornais O Jogo e Jornal de Notícias de hoje, terça-feira seguinte ao dia da final.


Aqui o espaço de biblioteca e arquivo pessoal não é muito grande, mas quem dera que cada vez se torne mais pequeno para o que queremos juntar e preservar.


Para registo memorial, aqui ficam destes posters algumas imagens de captação fotográfica (pois pelo tamanho não dá para digitalização em maquineta normal).


Armando Pinto
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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Um "post" especial num blogue enternecedor de alguém Portista especialmente!

sábado, agosto 01, 2020


Taça de Portugal é nossa💙


Oh meu Porto que orgulho de ti, obrigado a vocês mister Sérgio Conceição e jogadores..
Obrigado por me darem esta conquista maravilhosa, sim somos do Norte com orgulho..
Para quem não sabe só quem é portista sofre sofre... Mas nunca deitamos a toalha ao chão!!
Somos um povo e um clube de muita história..
Somos invencíveis!!
Somos únicos!!!
Lutamos como irmãos 💙💙
Tenho tanto orgulho de vibrar e gritar e obrigado por nos darem esta alegria!!
Agora percebem de como nós portistas somos feitos??
De raça!💙
De mística!💙
De alma e entrega!💙
E já nascemos a vencer 💙💙💙
(Sofia Cardoso) 
Não será preciso dizer (escrever) mais, mesmo nada, além do que aconselhar a ler no blogue "O Cantinho da Sofia", algo que, tal como o sentimento, é especial;

em
https://sofiagamacardoso.blogspot.com/2020/08/taca-de-portugal-e-nossa.html


Armando Pinto
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sábado, 1 de agosto de 2020

FC Porto vence a Taça de Portugal / 2020, faz a “Dobradinha”, derrota o clube do regime e o grupo da arbitragem vergonhosa. Desta vez e mais uma vez o bem conseguiu vencer o mal… ainda bem!


Resume-se no título tudo, praticamente. Nisto que se regista, pois tamanho feito tem de ser fixado memorialmente, depois do FC Porto ter jogado contra o dobro de adversários dentro do campo e conseguido pôr de cara ao lado tantos aziados de fora do campo, é obra.


Assim, com a vitória por 2-1, escassa para tanto domínio e não robusta por o árbitro e seus assistentes e colaboradores tudo terem feito para contrariar, o FC Porto vence também a Taça de Portugal, fazendo a chamada Dobradinha de juntar o título de Campeão à Taça e venceu o Benfica pela 3ª vez na mesma época, por sinal a mais longa de sempre devido ao surto do Covid.


Num Estádio Municipal de Coimbra vazio, devido às normas governamentais derivadas do Covid-19 (que permitem espetadores em touradas e espetáculos com políticos, mas não no futebol atualmente…), o FC Porto, reduzido a 10 jogadores desde os 38 minutos, por expulsão de Luis Díaz, marcou por Chancel Mbemba, aos 47 e 57 minutos, com o Benfica a reduzir por Carlos Vinícius, aos 84, na marcação de uma grande penalidade inexistente.


No final do jogo, depois de ter visto os momentos finais da primeira parte e toda a segunda metade na bancada, por ter sido expulso, Sérgio Conceição emocionou-se no final do jogo.


O clube dragão, que não vencia a Taça desde 2010/2011, aquando da anterior 'dobradinha', somou o 17.º troféu desta Taça de Portugal. Tanto andaram os jornaleiros da comunicação social a lembrar resultados de finais anteriores que esqueceram os resultados mais recentes da época agora terminada…. e têm de engolir em seco, por fim.


Com esta brilhante e sofrida vitória, por ter de ser contra tudo e todos os corruptos do desporto nacional, FC Porto vence o Benfica por duas bolas a uma e conquista assim a sua 17ª Taça de Portugal. Mbemba foi o autor dos dois golos do FC Porto. Os dragões jogaram com 10 unidades desde o 38º minuto, por arte do árbitro Soares Dias, como viu ainda o treinador Sérgio Conceição ser também expulso por arte de pastelaria e charcutaria do árbitro e seu braçal Mota, no decorrer ainda da primeira metade da partida. Chegando ao cúmulo, com o VAR incluído, de terem inventado um penalti quase no fim a ver se ainda conseguiam alguma coisa. Mas a garra e valor dos jogadores do FC Porto fez com que a luta contra o mal desta vez saísse vitoriosa. E o FC Porto aí está com mais uma Taça de Portugal, fruto da Raça à Porto.


Agora há que saborear isto, a vitória do valoroso mérito e a derrota dos batoteiros sistemáticos.


Armando Pinto
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Nove anos de Porto Canal… à Porto!


A 1 de agosto de 2011 o FC Porto passava a ter seu canal de televisão. Tal como os dois rivais de Lisboa já tinham há algum tempo, mas com diferenças substanciais. Pois que enquanto Benfica e Sporting criaram canais televisivos exclusivamente dedicados a assuntos dos respetivos clubes e apenas olhando a seus interesses, o FC Porto enveredou por um canal generalista, englobando temática portista misturada com programas de teor nacional e sobretudo regional, com o Norte a ter finalmente um canal defensor. O único fora de Lisboa.


Então, «há nove anos, o FC Porto assumia o controlo do Porto Canal. Pela primeira vez, um clube desportivo passava a dispor de um canal generalista, o único de alcance nacional não sedeado em Lisboa, mantendo até aos dias de hoje uma grelha de programas diversificada, com conteúdos FC Porto, informação geral e entretenimento, e foco na região Norte.»


Ora, o aparecimento e existência continuada do Porto Canal veio aproximar muito mais o FC Porto ao país real e a todo o mundo, afinal. De modo particular porque o FC Porto não contava para os canais de televisão lisboetas. Como lembra tempos em que, pelos idos anos de sessenta e setenta, do século XX, se via jogos de Benfica e Sporting na RTP, canal estatal e único ao tempo, quer em jogos de futebol, como de diversas outras modalidades, e do FC Porto, nada de nada. Apenas aparecia algo do FC Porto na televisão durante a Volta a Portugal em bicicleta, porque os corredores do Porto venciam muito mais vezes que os outros. Daí que também o ciclismo ficou mais enraizado nas gentes portistas mais atentas, por ser no ciclismo uma vingança sobre as tropelias do futebol, já que nas corridas não havia árbitros comandados pelo sistema reinol. Acrescendo mais, já na atualização do tempo, que com o surgimento de novos canais mais se acentuou o faciosismo sulista e elitista. Ao passo que o FC Porto estava muito remetido à área metropolitana, sendo que equipas e atletas de modalidades ditas amadoras eram quase só do conhecimento dos espetadores com mais facilidade de assistirem a jogos e eventos no estádio ou pavilhões. Algo que logo alterou tudo, com tudo o que é do FC Porto a aparecer no ecrã televisivo do Porto Canal. Além do FC Porto ter podido passar a fazer algum contraditório às campanhas da segunda circular da capital mandona da nação. A partir que pudemos ter vozes como as de Francisco J Marques, Bernardino Barros, Diogo Faria, Pedro Bragança, José Cruz, Rita Moreira, entre os mais incisivos aqui na visão pessoal, mas também todos os outros que podemos englobar num etc… para não esquecer ninguém, afinal.


Claro que nem tudo tem sido à medida do que sempre queremos diante da grandeza em que temos o FC Porto, nomeadamente em programas de cariz memorial sobre a história do FC Porto, e algo de informação mais voltada às expetativas dos adeptos genuinamente portistas, mas o caminho faz-se caminhando. E o importante, além de tudo o mais, é que o FC Porto tem o seu canal de televisão, que pode ser visto e acompanhado por toda a gente. E não há gente como a Gente Portista!


(Ilustrando a lembrança desta efeméride, junta-se nota de registo publicada na revista Dragões, à época.)

Armando Pinto - 1 de agosto de 2020
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