Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Taça Intercontinental, do título Mundial de Clubes de Hóquei em Patins, já está no Museu e na História do FC Porto !

O feito e o efeito do FC Porto ter conseguido, no domingo anterior ao Natal de 2021, o importante título de Campeão Mundial de Clubes de Hóquei em Patins, é algo que muito enobrece o grande clube dragão  que anteriormente já havia sido Campeão do Mundo de futebol por duas vezes, sendo agora também no hóquei de patins.

Enquanto no futebol até agora é o único clube português com esse título alcançado pela equipa principal, acrescido mesmo de ser Bi-Campeão por vias das vitórias na Taça Intercontinental de futebol em 1987 e 2004, também neste dezembro de 2021 o FC Porto juntou o título Mundial/Intercontinental de 2021 de Hóquei em Patins, ao ter superado o Sporting. Alcançando então na lista de vencedores os anteriores portugueses campeões Óquei de Barcelos e Benfica, de modo que entre os atuais clubes principais do panorama nacional do hóquei continua a faltar assim ao Sporting e à Oliveirense esse título máximo da modalidade do setique sobre patins.

Como tal este feito tem repercussões e continua bem presente. De modo que ainda merece reforço com recorte da publicação deste dia n' O Jogo, jornal em que mais assiduamente costumo pousar os olhos (e do qual apenas se não registou aqui também a reportagem do jogo no jornal da segunda-feira, por aí a correspondente crónica de reportagem ter tido comentários deveras parciais por quem não gostou da vitória do FC Porto e tentou escamotear a má arbitragem acontecida, incluindo esquecimento da agressão do hoquista do Sporting na jogada admoestada com a injusta expulsão do Di Benedetto…).  Ao passo, sobre rodas, que esta terça-feira já merece ser prervado o texto dado à estampa no mesmo jornal O Jogo.

Ora, em reforço e complemento, nesta terça-feira seguinte, dia 21 foi feita oficialmente a entrega da Taça Intercontinental de hóquei em patins no Museu FC Porto, como vimos pela transmissão em direto no Porto Canal, cuja cerimónia, como é já tradição e se espera sempre, foi abrilhantada pelo discurso efusivo do Presidente-Dragão Jorge Nuno Pinto da Costa para os novos campeões do Mundo.

Tudo isto em seguimento celebrativo do feito do dia 19 de dezembro de 2021, cuja data ficará eternamente gravada na história do hóquei em patins como sendo aquele dia em que o FC Porto conquistou o único título internacional da modalidade que faltava no seu palmarés. Pois então a turma portista do treinador Ricardo Ares, bem secundado por Edu Farres, Miguel Almeida e Iván Jaquierz, levou a melhor sobre o Sporting no agregado das duas mãos e, no final, a festa foi imensa e merecida por todo o esforço dispensado durante os 100 minutos. Mas também sobre tudo o que tem sido feito pela secção no bem evidente labor de Eurico Pinto e João Baldaia.  

Então, curiosamente de modo até engaçado, viu-se que a taça estava com uma asa partida, devido aos muitos festejos que mereceu a sua posse entre as mãos dos vencedores. Tendo o Presidente brincado com essa naturalidade da taça assim ser testemunha do grande momento, indo obviamente ser consertada para ficar no museu em condições. Ao mesmo tempo que parabenizou o seccionista atual Eurico Pinto, digno sucessor de seu pai Ilídio Pinto, na linha de abnegados diretores históricos, recordamos, como os pioneiros Júlio António Jesus Silva, Manuel Melo Cruz, Manuel Ferreira Gomes e Mário Correia, passando por seguintes diretores como Henrique de Carvalho, Joaquim Sousa Azevedo, Professor Aires Miranda. Jorge Nuno Pinto da Costa, Fernando Barbot (pai), Alfredo Sampaio Motta, Hernâni Trindade Pereira, César e Dinis Brites, etc.

Ao passo que o treinador Ricardo Ares (com 1 Taça Intercontinental / Mundial de Clubes) entra na galeria de treinadores com títulos internacionais no FC Porto, como João de Brito (1 Taça das Taças), Vladimiro Brandão (1 Taça das Taças), Cristiano Pereira (1 Taça dos Campeões Europeus e 1 Supertaça Europeia/ Taça Continental), José Fernandes (1 Taça dos Campeões Europeus), Vale (1 Taça CERS) e Vítor Hugo (1 Taça CERS). Contando-se entretanto, até agora, em suma duas Taças das Taças, duas Taças dos Campeões Europeus, duas Taças CERS, uma Supertaça Europeia/Taça Continental, e agora a Taça Intercontinental/Mundial de Clubes como palmarés internacional hoquístico do FC Porto.

~~~ ***** ~~~

Na página oficial "FCPorto.pt" ficou registada a entrega da taça, assim também:

« 21 DE DEZEMBRO DE 2021 

Campeões do Mundo de hóquei em patins entregaram a Taça Intercontinental no Museu FC Porto

Depois de, no passado domingo, “com grande brilhantismo”, como referiu Jorge Nuno Pinto da Costa no seu discurso, terem conquistado a Taça Intercontinental no pavilhão do Sporting, os novos Campeões do Mundo entregaram-na ao Presidente do FC Porto no Museu.

Após ter recebido a Taça, que estará brevemente exposta no Museu, e uma réplica como recordação pessoal, o dirigente máximo do clube começou por deixar uma “palavra de agradecimento” aos atletas do hóquei em patins azul e branco “por terem enriquecido este Museu de uma maneira brilhante”. O presidente destacou Eurico Pinto, o “obreiro do que vem sendo feito no hóquei em patins” que deu “sequência a uma dinastia” da qual Pinto da Costa fez parte em 1962 e revelou que a contratação de Ricardo Ares “foi quase que uma bênção porque naquele momento fizemos um desejo que era conquistar esta Taça, e realmente esta Taça está aqui”. Por fim, concluiu: “Em nome do FC Porto, quero dizer-vos que vocês ficaram na história do clube (…) Desejo-vos as maiores felicidades e que no final da época nos encontremos aqui no Museu FC Porto, será sinal que são mesmo os melhores e disso não tenho dúvida”. Seguiu-se o abraço a Eurico Pinto e a Ricardo Ares, que marcou o término da cerimónia.

Jorge Nuno Pinto da Costa: “A minha primeira palavra é de agradecimento aos campeões por terem enriquecido este Museu de uma maneira brilhante. Era um título que faltava ao FC Porto, há muito lutávamos por ele e, com brilhantismo, na casa do adversário, conseguimos consumar este desejo de todos e trazer a Taça para o Museu. Felicito-vos a todos com um grande abraço, mas não posso deixar de destacar o Eurico Pinto, que, há vários anos, dando sequência a uma dinastia no hóquei em patins, vem sendo um colaborador fantástico e tem sido o obreiro do que vem sendo feito no hóquei em patins. Como adepto e presidente, qualquer vitória me enche de alegria, mas compreenderão que, para mim, o hóquei é especial porque o primeiro cargo que ocupei no FC Porto foi na secção do hóquei em 1962, ainda nenhum de vocês era nascido. Tenho um carinho muito especial por esta modalidade em que me iniciei na minha atividade desportiva, tive a oportunidade de assistir à assinatura de contrato do Ricardo Ares, foi quase que uma bênção porque naquele momento fizemos um desejo que era conquistar esta Taça, e realmente esta Taça está aqui, um bocadinho empenada, mas vai ficar direita, sinal de que os festejos foram muitos pela forma como todos viveram esta vitória. Um abraço ao Eurico, ao Ricardo e a todos os atletas, sem exceção, que foram magníficos e conseguiram, em casa do adversário, trazer o troféu que tanto queriam. Em nome do FC Porto, quero dizer-vos que vocês ficaram na história do clube, foi a primeira vez que conquistamos este título. Desejo-vos as maiores felicidades e que no final da época nos encontremos aqui no Museu FC Porto, será sinal que são mesmo os melhores e disso não tenho dúvida. Muito obrigado e muitos parabéns a todos.”»

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Memória Hoquística – do meio de DEZEMBRO DE 1976: Vitória no “Torneio Manuel Maria Lopes Gonçalves”!

Quando agora, em dezembro de 2021, o FC Porto se sagrou Campeão Mundial de hóquei em patins, na histórica vitória conseguida no pavilhão sportinguista, de tal forma que até deixou a Sporting TV com a transmissão interrompida à pressa por desgosto… calha a preceito recordar alguns nomes de hoquistas de outrora do FC Porto, entre os que fizeram a ligação do hóquei patinado portista desde os tempos de luvas remendadas com adesivos e sem sequer poderem ficar com as camisolas… até ao tempo atual em que a modalidade no FC Porto é algo esplendoroso, como se sabe. Vindo assim a propósito recordar uma vitória ocorrida também a meio dum mês de Dezembro já distante, em 1976: - O triunfo no “Torneio Manuel Maria Lopes Gonçalves”, uma prova realizada em homenagem ao antigo dirigente desse nome, com desempenho associativo e federativo, que estivera ligado à organização do Mundial de hóquei realizado no Porto em 1958, mas que como apoiante de Humberto Delgado na campanha do mesmo ano de 58 foi perseguido politicamente; e mais tarde, após reabilitação a seguir ao 25 de abril e falecido no ano seguinte de 1975, foi homenageado em 1976 através da taça com seu nome na sua modalidade do hóquei em patins.

Desse Torneio reporta-se, com efeito memorando, uma narrativa da respetiva final, por meio de recorte do jornal O Porto da época.

Como ilustração, a encimar a crónica, exemplifica-se esta memória com fotografia duma equipa do FC Porto de Hóquei em Patins de 1976, numa das formações que venceu o Torneio Manuel Maria Lopes Gonçalves: em cima, da esquerda para a direita - Vale, Cristiano, Prezas e Chalupa; em baixo, pela mesma ordem - Fernando, Zé Fernandes e Castro. Tendo ao longo da prova jogado também outros dos componentes da equipa, como David Reis, Domingos, José Cunha  e Rui Dias, entre outros.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

domingo, 19 de dezembro de 2021

FC Porto sagra-se Campeão do Mundo de Hóquei em Patins, erguendo a taça de vencedor da Taça Intercontinental na casa do Sporting em Lisboa!

Depois de ter vencido na 1ª mão da final por 6-3, ganhando vantagem de 3 golos diante do oponente finalista Sporting, o FC Porto foi a Lisboa perder por apenas 1 golo de diferença, suplantando o adversário e mais o ambiente adverso e sobretudo a equipa de arbitragem. Assim, a TAÇA INTERCONTINENTAL VEM PARA O PORTO PELA PRIMEIRA VEZ!

Assim sendo, embora perdendo na 2ª mão por 6-5, foi o FC Porto que terminou o jogo em festa. A vitória azul e branca na 1ª mão por 6-3 garante a conquista da Taça Intercontinental, de Campeão do Mundo.

Como não presenciei o jogo derradeiro pela televisão, visto não querer ver a transmissão do canal sportinguista devido à parcialidade dos comentadores fanáticos do clube da casa, apenas tendo esperado pelo desenrolar do resultado perante as notícias chegadas, registo aqui este feito pela crónica publicada na página oficial do FC Porto:

«19 DE DEZEMBRO DE 2021 - «Mesmo perdendo com o Sporting (6-5), em Lisboa, os Dragões sagraram-se campeões do Mundo.

O FC Porto conquistou a Taça Intercontinental de hóquei em patins pela primeira vez mesmo perdendo neste domingo diante do Sporting (6-5), no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, na segunda mão da final. Na primeira mão, disputada no Dragão Arena na passada sexta-feira, o FC Porto venceu o Sporting por 6-3.

A primeira parte deste clássico foi fértil em emoções fortes, golos e expulsões. O FC Porto adiantou-se no marcador por intermédio de Carlo Di Benedetto, mas o Sporting respondeu imediatamente por Alessandro Verona e chegou mesmo aos 3-1, antes de Carlo Di Benedetto ver o cartão vermelho por atingir a face de Gonzalo Romero com o stick de forma inadvertida. Um claro excesso de zelo da equipa de arbitragem espanhola, que no mesmo lance fez vista grossa à dupla agressão de Matías Platero ao avançado internacional francês do FC Porto.

Mesmo assim, os Dragões tiveram forças para chegar ao 3-2 através de uma grande jogada individual do capitão Reinaldo García (13m), mas os lisboetas voltaram a aumentar a diferença no caminho para o intervalo, que chegou com o marcador a registar um 4-2 para a equipa da casa. Nem um minuto estava decorrido na etapa complementar quando o Sporting elevou para 5-2, mas Rafa respondeu e voltou a colocar o FC Porto na liderança da eliminatória. Os lisboetas ainda deixariam tudo igual com o 6-3, mas não resistiram ao ímpeto final dos azuis e brancos.

Xavier Barroso e Gonçalo Alves marcaram num espaço de cinco minutos e a diferença na eliminatória ficou claramente favorável ao FC Porto, que se uniu ainda mais para segurar um resultado que valeu a primeira Taça Intercontinental da história do hóquei em patins azul e branco. O 6-5 não voltou a mexer e a festa no Pavilhão João Rocha, em Lisboa, pertenceu à equipa comandada por Ricardo Ares. O FC Porto é campeão do Mundo.


FICHA DE JOGO

SPORTING-FC PORTO, 6-5

Taça Intercontinental, final, 2.ª mão

19 de dezembro de 2021

Pavilhão João Rocha, em Lisboa

Árbitros: Sergi Mayor e Ivan González (Espanha)

SPORTING: André Girão (g.r.) (cap.), Alessandro Verona, Matías Platero, Toni Pérez e Gonzalo Romero

Suplentes: Zé Diogo Macedo (g.r.), Ferran Font, Gonçalo Nuno, João Souto e Henrique Magalhães

Treinador: Paulo Freitas

FC PORTO: Xavier Malián (g.r.), Telmo Pinto, Rafa, Gonçalo Alves e Carlo Di Benedetto

Suplentes: Tiago Rodrigues (g.r.), Reinaldo García (cap.), Xavier Barroso, Ezequiel Mena e Carlos Ramos

Treinador: Ricardo Ares

Ao intervalo: 4-2

Marcadores: Carlo Di Benedetto (2m), Alessandro Verona (2m), João Souto (11m e 34m), Reinaldo García (13m), Toni Pérez (7m, 16m e 26m), Rafa (30m), Xavier Barroso (41m), Gonçalo Alves (45m)»

 *****

Sendo o resultado final completo, na soma, o agregado dos dois jogos, recorde-se o primeiro pela

Ficha do jogo da 1ª mão, na sexta-feira dia 17

FC PORTO-SPORTING, 6-3

Taça Intercontinental, final, 1.ª mão

17 de dezembro de 2021

Dragão Arena

Árbitros: Rubén Fernandez e Jonathan Sanchez (Espanha)

FC PORTO: Xavier Malián (g.r.), Rafa, Carlo Di Benedetto, Xavi Barroso e Gonçalo Alves

Suplentes: Tiago Rodrigues (g.r.), Ezequiel Mena, Telmo Pinto, Carlos Ramos e Reinaldo García (cap.)

Treinador: Ricardo Ares

SPORTING: Ângelo Girão (g.r), Gonzalo Romero, Alessandro Verona, Matías Platero e João Souto

Suplentes: Ferran Font, João Almeida, Gonçalo Nunes, João Souto, Toni Pérez, Henrique Magalhães e Zé Diogo (g.r),

Treinador: Paulo Freitas

Ao intervalo: 2-2

Marcadores: Ezequiel Mena (15m), Reinaldo García (17m), Romero (17m e 47m), Toni Pérez (20m), Gonçalo Alves (27m e 50m), Carlo Di Benedetto (27m) e Telmo Pinto (44m).


~~~ *** ~~~

No final o treinador Ricardo Ares sintetizou o grande momento: "Ganhar ao Sporting a duas mãos e resolver a final em casa do adversário tem de ser o ponto de mudança para o futuro. Tenho um sentimento de orgulho por conquistar um troféu inédito para o clube". 

Também todos nós Portistas temos esse sentimento e um grande orgulho!

*****

Post-scriptum: (Depois de escrito… o apontamento deste artigo) 

- Conforme se soube depois, o canal televisivo do Sporting, em sinal de mau perder, acabou a transmissão em direto logo que acabou o encontro e eles perderam o título em jogo. Não querendo os responsáveis daquilo então mostrar a entrega do trofeu e a alegria natural da vitória azul e branca. De modo que não se viram na hora nem ficaram imagens por essa via da entrega e erguer da taça. Só faltou desligar a luz, porque não era possível ligar qualquer água de rega como o outro (no outro caso famoso do futebol)… Mas mesmo assim ainda há imagens, por mais que lhes custe, depois visíveis por meio de captação de assistentes que conseguiram gravar a ocorrência!

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Efeméride da inauguração do rebaixamento do relvado e aumento das bancadas do estádio das Antas

 

A efeméride que calha lembrar, desta vez, é daquelas ocorrências passadas há já uns anos bons mas coisa ainda bem presente nas lembranças. Como quem revê em papeladas amarelecidas pelo tempo algo guardado de recortes de jornais e revistas, mais fotos de papel manchado e riscos feitos pela erosão do passar dos anos, enquanto damos conta que a vida vai voando, mas de vez em quando pousa sempre que há motivos de particular recordação. Como nesta data em que faz anos que numa fria noite de dezembro, já lá vão afinal muitos anos, estive na bancada das Antas, de coração quente com o que lá em baixo deocorria, desde que a Aurora Cunha assomou junto ao relvado como porta-estandarte, ladeada pelo futebolista bi-bota d'ouro Fernando Gomes e o hoquista António Alves, como representantes do ecletismo do clube. Até ao final do jogo de cartaz, com a taça em disputa a ficar em casa.


Isso foi a 17 de Dezembro de 1986, quando foi inaugurado o rebaixamento do relvado do Estádio das Antas, para ampliação das bancadas em profundidade do local, obra que aumentou a sua lotação em muitos mais lugares, ao tempo ainda sem cadeiras. Tendo sido uma das primeiras grandes concretizações do Presidente Nuno Pinto da Costa à frente dos destinos do FC Porto.


Tal concretização, então, antecedeu o grande feito que deu forte impulso ao FC Porto, como foi no ano seguinte a conquista da Taça dos Campeões Europeus de futebol, cuja caminhada se iniciou durante as obras do rebaixamento do estádio. Motivo porque na 1ª eliminatória, ao início da época futebolística de 1986/87, o FC Porto jogou em Vila do Conde, em casa emprestada, e nos seguintes jogos em casa, já com o relvado concluído, contudo ainda com as bancadas em construção durante alguns dos desafios disputados, até culminar na final de Viena, em 1987.


Relativamente à inauguração do novo tapete e do amplo anfiteatro das Antas (de cujo jogo, com o convidado Benfica, a taça correspondente ficou em casa, perante vitória portista em penaltis de desempate, após igualdade no tempo regulamentar), junta-se imagens do bilhete da festa e do desdobrável de envolvimento ao mesmo, como recordação pessoal dessa presença inesquecível.


Como festa bonita que foi, merece também ser devidamente recordada essa noite de comemoração festiva da Casa do Futebol Clube do Porto. Quão se pode rever através da reportagem que a revista Dragões fez, em modo que passado todo este tempo ainda faz história descritiva e ilustrativa do acontecimento.


Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens ))) 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Memória de Pavão, na data de seu falecimento!

Foi em 1973, ao dobrar a meio o mês de dezembro, que na tarde cinzenta do domingo dia 16 faleceu Fernando Pascoal Neves, conhecido por Pavão, mítico futebolista do FC Porto que tombou em pleno jogo ao serviço do clube de seu e nosso coração.

Fernando Pascoal Neves, mais conhecido e celebrizado por Pavão, nascido em Chaves a 12 de Agosto de 1947, faleceu assim na cidade do Porto e no coração do FC Porto a 16 de Dezembro de 1973. Era jogador de futebol do FC Porto, com cuja camisola azul e branca vestida conseguiu ser Campeão Nacional de juniores e vencedor da Taça de Portugal, então já em seniores. Tal como tinha a faixa de capitão da equipa principal do FC Porto, além de ter envergado ainda a camisola da seleção nacional – não tantas vezes como merecia ser chamado a representar Portugal, sabendo-se que era o melhor no seu lugar, mas como jogava no FC Porto, atendendo ao sistema BSB que privilegiava tudo o que fosse de Benfica, Sporting e Belenenses, as poucas vezes que conseguiu superar isso demonstra como era mesmo bom… e superior à concorrência!



Morreu então no decorrer do jogo de futebol disputado no Estádio das Antas no que veio a ser seu último dia de vida. Ao minuto 13 da 13ª jornada da época de 1973/74, durante o encontro do Futebol Clube do Porto com o Vitória de Setúbal. Pavão caiu no relvado e ficou inanimado. Foi levado para o Hospital de São João, mas apesar de todas as tentativas médicas de reanimação, não foi possível mantê-lo vivo.


Tal como ficara conhecido por fintar os adversários de braços abertos, em associação ao majestático porte dos pavões, ficou com seu esplendor para sempre na memória portista.


Estava-se a 16 de Dezembro de 1973 e esse jogador referencial de então ainda foi transportado para o Hospital de São João, mas o óbito foi declarado ainda antes do final do jogo com o Vitória de Setúbal. Tendo a notícia rebentado publicamente ao final do jogo. Para depois ter tido velório no Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães, a abarrotar de gente, na cidadela desportiva das Antas, e o seu enterro, até ao jazigo perpétuo do F C Porto, teve uma das maiores manifestações públicas de pesar e homenagem de despedida na cidade Invicta.

Com muito orgulho guardo dele uma camisola, que tenho emoldurada em quadro em lugar de honra no meu escritório-ateliê de leitura, escrita e passatempo. Camisola que, por lembrança do meu amigo senhor Armando Silva, ao tempo guarda-redes do FC Porto, o Pavão foi buscar ao seu armário dos balneários e me entregou, em 1972. 

Para não repetir algo do que tem sido relembrado aqui noutros anos por esta ocasião, também, e porque a narrativa da triste ocorrência será naturalmente evocada noutros locais, lembramos esse vulto da História Portista, e do futebol nacional, através de algumas imagens de arquivo pessoal (entre as quais um título duma entrevista quando era “Capitão” de equipa)...

...e, com uma visão de sua ficha contante na "Enciclopédia do Desporto", edição de 2003 da Quidnovi, em seu volume 11.

Está sepultado no Mausoléu do Futebol Clube do Porto, no cemitério de Agramonte, onde jazem Estrelas do FC Porto. 

Pavão é eterno!

= Obs.: A foto que encima esta crónica reporta à vitrina do Museu do FC Porto by BMG, com o equipamento de Pavão usado no jogo em que faleceu, mais fotos correspondentes e o livro a ele dedicado da coleção "Ídolos do Desporto"; e foi captada pessoalmente na visita ao Museu no dia da abertura ao público do mesmo (estando algo desfocada por ter sido "tirada" sem flash, como foi então recomendado à entrada).

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Um livro de vez em quando… Obra “NÚMEROS E NOMES DO FUTEBOL PORTUGUÊS”- Compilação de Ricardo Ornellas, de 1949

Olhando para a estante de livros diversos, aqui em casa, por vezes os olhos calham de reparar nalgum que foi lido há já muito tempo, mas por vezes merece ser consultado. Como desta vez calha de lembrar o livro “NÚMEROS E NOMES DO FUTEBOL PORTUGUÊS. Compilação de Ricardo Ornellas”, 1.ª edição, de 1949. Obra rara, atualmente, que à época foi uma “Edição do «Diário Popular» (Soc. Industrial de Imprensa): 1949-50”, publicada em 1949”. Com 189 páginas de texto e fotos, mais 3 complementares e uma folha desdobrável. Também referindo conter “Capa de Pargana e Colaboração de Carlos Pinhão”.

Ora, este livro, que é «Obra de referência sobre o futebol nacional, dos primórdios até 1949, ano da sua publicação», é também «Livro muitíssimo ilustrado com tabelas e desenhos esquemáticos no texto, e 100 páginas em separado reproduzindo retratos de jogadores dirigentes, equipas em pose e "instantâneos" de desafios. Inclui ainda uma folha desdobrável: Os internacionais portugueses que alinharam nos sessenta e três desafios da Selecção Nacional.» …"Começa por ser um pontapé na bola... Depois...». «Números exactos ou enganadores - que ficam para sempre. Nomes que valem mais ou menos - a definirem épocas. De aí o título deste livro." (Excertos da Apresentação)

Acresce que, tendo este livro antigo sido produzido em Lisboa e por jornalistas lisboetas, foi um trabalho digno de nota, referindo tudo e todos até esse tempo, sem esquecer o FC Porto, incluindo mesmo algumas fotos de interesse portista. Daí que merece um lugar na biblioteca pessoal aqui do autor deste blogue. E dele se extraem algumas imagens, em captações fotográficas – e não em digitalizações para o não estragar, como livro antigo com evidentes efeitos da antiguidade do papel e impressão. 

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))