Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Do baú histórico portista: Participação da equipa de futebol do FC Porto nas festas de Lamego – "com autorização superior"... em 1951 !

Nos últimos dias de agosto, durante a transição do fim de verão de dias maiores e sol quente a entrar pelas tardes fora, até inícios de setembro, ocorre anualmente a grande Romaria de Lamego. Durando algum tempo, assim, as chamadas Festas de Lamego, em honra de Nossa Senhora dos Remédios. Costumando por estes dias de réstias de veraneio acorrer até ali, à cidade do santuário que desce por grande escadório de ligação à área citadina, grande número de romeiros provenientes dos mais variados pontos do país e não só, visto a Romaria de Lamego ser uma das maiores de Portugal. Com um diversificado programa, que em tempos meteu até visitas de grupos afamados do desporto português, como aconteceu com um jogo da equipa de futebol do FC Porto, em tempos idos.


Ora, estando-se em período fecundo de festas tradicionais portuguesas, com a realização de festividades populares de cunho nacional, vem a talhe o caso de por esta altura do ano e durante alguns dias se realizarem as festas de Lamego, por sinal da terra de Pedroto, o Mestre Pedroto que faz parte da história do FC Porto e do futebol português (embora à época o famoso futebolista e depois treinador ainda não jogasse de camisola azul e branca portista vestida). Vindo a preceito recordar, então, uma visita da equipa principal do FC Porto a essa região vinhateira do país, ao correr do primeiro ano dos inícios da década de cinquenta – como se pode ver por reportagem coeva da antiga revista Stadium, em seu número de 5 de Setembro de 1951, reportando tal ocorrência anterior. Em cujo conteúdo se notam curiosidades relacionadas com condicionantes editoriais por esse tempo da política situacionista, em que até as deslocações de clubes precisavam de autorizações superiores. E o mais que se recorda neste registo historiador.


Armando Pinto

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sábado, 21 de agosto de 2021

Entrevista ao Diretor Desportivo da W52-FCPorto Nuno Ribeiro - em rescaldo da “Volta” e à época de 2021 (in caderno “Ataque” do JN)

Nuno Ribeiro é um homem com nome célebre do ciclismo português sem nunca ter chegado a correr nas grandes provas pelo FC Porto, por ter sido ciclista do tempo em que o FC Porto esteve ausente da mesma modalidade desportiva das bicicletas. Porém é um nome associado ao sentimento portista, antes e durante o que é agora, sendo atualmente o Diretor técnico da equipa portista, como orientador responsável da W52-FC Porto. Havendo, enquanto corredor, detido simpatias dos simpatizantes portistas por ele próprio ser portista. E nos dias que correm, já como treinador da equipa azul e branca, é admirado por ser um vencedor comandante de ciclistas e gestor de bons planteis de ciclismo, como a W52-FC Porto tem tido nas seis épocas de parceria do projeto do empresário felgueirense Adriano Quintanilha, da empresa de vestuário de moda W52, com o grande clube Dragão.

Nuno Ribeiro como ciclista venceu uma Volta a Portugal e teve uma carreira frutuosa de êxitos, atingindo grande popularidade em seu tempo (quando poucos ciclistas chegaram a ser conhecidos do grande público, nesse tempo de ciclismo sem os grandes clubes do desporto português). Sendo também um dos quatro ciclistas de Sobrado-Valongo vencedores da Grandíssima Portuguesa (como está referido até em livro da Câmara Municipal de Valongo sobre o mesmo tema). Agora como Diretor da secção de ciclismo do FC Porto, detendo cargo de treinador (como popularmente é mais referido o lugar, à maneira tradicional), ainda é mais vitorioso. Conforme se pode verificar por quanto é analisado em entrevista saída este sábado, 21 de agosto, no Jornal de Notícias, no caderno dos sábados titulado “Ataque” do JN):

Armando Pinto

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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Efeméride: À 1ª jornada do Campeonato Português com vitória a valer 3 pontos, em 1995… início do FC Porto também a conquistar 3 pontos!

No dia 20 de Agosto de 1995, em plena tarde de soalheiro domingo de verão, com a Liga Portuguesa a começar a organizar a prova do então Campeonato Nacional da 1ª Divisão em remodelada orgânica, entre cujas novidades passavam as vitórias a serem comtempladas com 3 pontos (em vez de 2 como anteriormente, enquanto se mantinham os empates com 1 ponto), o FC Porto venceu logo o primeiro jogo ao bater o Sporting na primeira jornada do Campeonato Nacional da época de 1995/96, conquistando assim pela primeira vez três pontos por uma vitória, em jogos oficiais. Num histórico jogo, disputado no estádio das Antas sob ambiente quente dessa tarde estival e calor de entusiasmo, em que o Sporting chegou a estar a vencer mas o FC Porto deu a volta, com Domingos a bisar numa emocionante reviravolta.

Disso se pode rever imagens, números e narrativas correspondentes, pelas reportagens registadas na revista Dragões, da época, e no livro “FC Porto – Álbum 95/96 - 15º Título – A consagração de Domingos” (da autoria de Manuel Dias e publicado pelas Edições ASA).

Estava assim dado o lamiré para a boa época que depois, já na primavera de 1996, seria por fim coroada com o título de Campeão Nacional, que o vitorioso FC Porto alcançou na primeira época dos 3 pontos no futebol em Portugal.

Armando Pinto

terça-feira, 17 de agosto de 2021

“Days after” da Volta a Portugal – ecos jornalísticos da vitória do Portista Amaro Antunes e da parceria da felgueirense W52 com o FC Porto

Passaram-se dois dias, depois de mais uma grande vitória azul e branca, como foi o triunfo de Amaro Antunes do FC Porto na Volta a Portugal em bicicleta de 2021, e cada vez sabe mais e melhor a apreciação da dimensão dessa conquista. 

Não será preciso qualquer lupa mental à Sherlock Holmes para se vislumbrar como custa e dói a certos setores mais uma grande vitória da equipa de ciclismo W52-FC Porto. Conforme, ainda após isto e passados tempos, de fresco ainda, há quem não queira referir nos jornais diários o concelho em que está sediada a equipa da parceria azul e branca do ciclismo nacional. Ou será que haverá de algum jornalista alguma coisa contra Felgueiras ou com o principal patrocinador e entusiasta do ciclismo sr. Adriano Quintanilha? Quiçá dele ter deslocado a sede da equipa W52-FC Porto para o seu concelho, visto ter sido sempre ele o principal obreiro da mesma equipa?! Ou será por ele não ter gostado do tratamento emproado de que foi alvo por parte dum outro clube, de Lisboa no caso, com que aliás ele antes simpatizava mais, e então aceitou o acordo com quem se portou bem e apresentou a melhor proposta de parceria?!

Assim sendo, embora contando com o que foi deixado de fora, precisamente pelo que facilmente se depreende (já deixando de fora também os jornais lisboetas que são de morais deprimentes demais) partilha-se as entrevistas publicadas esta terça-feira nos jornais O Jogo e Jornal de Notícias, relacionadas com o bi-vencedor da Volta a Portugal Amaro Antunes do FC Porto, ciclista da equipa W52-FC Porto.

Ah, antes disso, há que referir e reforçar que também aqui na autoria deste blogue sempre se acreditou e confiou no triunfo da equipa do FC Porto!

Assim, eis...

Do jornal O Jogo:

 E do Jornal de Notícias:

Armando Pinto

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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Depois da vitória portista de Amaro na Volta a Volta a Portugal em bicicleta de 2021: - Receção em Felgueiras e reportagens em jornais menos sulistas…

 

No final da tarde e pela noite do domingo 15 de agosto houve festa azul e branca, graças ao saboroso triunfo de Amaro Antunes e toda a equipa W52-FC Porto na oficial 82ª Volta a Portugal. A Grandíssima Portuguesa de 2021.

Depois das emoções vistas desde Viseu, à noite houve receção em Felgueiras, concelho do interior do distrito do Porto. Onde, nos Paços do Concelho de Felgueiras, foi publicamente assinalada a grande vitória da equipa W52-FC Porto, festejada então no concelho em que tem sede social e de onde são oriundos e laboram seus principais patrocinadores desta equipa felgueirense e portista campeã de Portugal!  

Em boa e nobre atitude do Executivo Municipal liderado pelo atual Presidente Nuno Fonseca, a que se associaram muitos munícipes felgueirenses que gostaram dessa ocorrência. 

Também lá estive, como não podia faltar! (Cuja presença aparece registada nestas fotos das páginas informáticas da Rádio Felgueiras e do Semanário de Felgueiras)

Uma vitória, esta, que é mesmo especial, no acerto das edições da Grandíssima Volta Portuguesa, sabendo-se que além das 82 edições numeradas, houve mais, como especialmente ainda há um ano a chamada Especial, por ter sido somente organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo e não pela empresa concessionária, devido à pandemia Covid. E o final foi emotivo por toda a envolvência, mediante as dificuldades lutadoras das equipas adversárias da mais forte equipa, que mesmo assim soube vencer. Sem haver atenuantes para a queda no contrarrelógio do segundo classificado, visto (apesar de estar a ser escamoteado da visão pública na comunicação regimental) no mesmo contrarrelógio final o Amaro ter sido vítima de um adepto “mouro” que o tentou amedrontar e quiçá tentar derrubar, colocando-se de supetão à sua frente na respetiva passagem… além de na véspera também ele, o Amaro Antunes, ter tido azar no percalço que o retirou na disputa da arrancada final da etapa do Monte Farinha.

Mas o que é bom é mesmo melhor, e o FC Porto mais uma vez deu essa grande alegria aos portistas como o autor destas linhas. Sim, a mim também que, após as emoções em casa diante do computador e por fim do televisor, estive depois à noite na receção, em Felgueiras, na sede de concelho da terra do “sponsor special” sr. Adriano Quintanilha, e já agora também do autor destas linhas e possivelmente até autor de alguma publicação também especial sobre ele…

Pois o que conta é mesmo isso, por mais que custe a quem desejava o contrário. Nomeadamente àqueles que esquecem quando Benfica e Sporting andaram associados a empresas e tiveram sedes das suas equipas de ciclismo nas localidades dessas empresas, andando agora com esfarrapados pretextos. Sendo de bradar até que um clube que tem uma roda de bicicleta no seu emblema não tenha atualmente ciclismo e o outro que se gaba de rei da selva não ser capaz de reinar no desporto que passa pelos sítios de toda a gente…!

Assim sendo, neste espaço de memorização portista, regista-se a receção acontecida na noite de domingo na Câmara Municipal de Felgueiras e partes das reportagens dos jornais O Jogo e Jornal de Notícias desta segunda-feira seguinte - mesmo sem os autores dos títulos e dos textos não conseguirem disfarçar certa azia... que até satisfaz mais quem está satisfeito!

- Do Jornal de Notícias:

(... nesta lista há um engano: em 1983 o Marco Chagas já não  correu pelo FC Porto, mas então sim pela nova e episódica equipa da Mako Jeans - cuja formação, criada através de fuga de ciclistas do FCP para essa nova equipa, com a época já a começar, originou depois o afastamento do ciclismo por parte do FC Porto, durante largo tempo).  

- Do jornal O Jogo:

Armando Pinto

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domingo, 15 de agosto de 2021

FC Porto triunfa mais uma vez no ciclismo! - Amaro!!! Amaro Antunes é o Grande Vencedor da 82.ª Edição da Volta a Portugal em Bicicleta!

Amaro Antunes é o Grande Vencedor da 82.ª Edição da Volta a Portugal em Bicicleta!

Precisamente no dia da efeméride da primeira Volta a Portugal ganha pelo FC Porto, passando 73 anos desde a vitória de Fernando Moreira em 1948, na então 13ª Volta a Portugal...

...agora o Portista Amaro Antunes vence a grande 82.ª Volta a Portugal. 

Contrariando os prognósticos e desejos do comentador e ex-ciclista Marco Chagas, e da locutora Inês Gonçalves que vai muito pela azia do Marco, mas também de outros comentadores, como João Cabreira, por exemplo, Amaro Antunes é o grande vencedor da Volta a Portugal de 2021. 

Vitória esta cuja soma deve meter engulhos a certos jornalistas que teimam em lançar números falsos contando com o tal caso não decidido... Além de haver quem ainda não acerte com o concelho da sede social da W52.


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Chegados ao último dia, a etapa de contra-relógio final, com os adeptos adversários a desejarem tanto a vitória do estrangeiro Moreira da Epapel, foi o portugês Amaro Antunes a vencer. E, ao invés da véspera, em que Amaro teve o azar de se lhe soltar o pedal na parte final de discussão da etapa, desta feita o episódio acontecido da queda e paragem momentânea do concorrente já foi posta nas desculpas, mas Amaro vence e convence. Até que no final emocionado gritou: Porto, Porto, Porto!!!

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Assim sendo, resumindo e concluindo; Amaro vence a Volta e a W52 – FC Porto completa o Hexa. 

Pois é, o FC Porto é o grande vencedor da Volta a Portugal, novamente. Somando agora, na história da Volta, 18 triunfos individuais e 18 coletivos. Pois, com esta vitória de 2021 e já antes, o FC Porto orgulha-se de ter no historial 15 ciclistas seus que foram triunfadores individualmente da "Volta" (pois há 3 vencedores de duas Voltas, Dias dos Santos, Alarcón, mais agora o Amaro) e já venceu por 18 vezes por equipas, também.

Marca assim o FC Porto ainda mais o ritmo do ciclismo português, no historial, desde que começou a disputar-se a Volta em 1927, contando alguns interregnos em parcelas de anos que não andou pelas estradas. Em cujo percurso memorial o FC Porto é o clube com mais vitórias, de vencedor da Volta, recebendo a taça da Grandíssima Volta. Com a curiosidade que quando o FC Porto começou a participar na Volta já os outros clubes por lá andavam há muito, tendo muito antes começado o ciclismo no sul e inclusive durante anos aos clubes do Porto só era permitido participar com menos ciclistas, pela metade, tendo sido necessário os clubes nortenhos reclamarem muito para poderem participar em plano de igualdade. Assim pese essas atenuantes, pela lógica dos acontecimentos, é de vincar que o FC Porto apenas participou na Volta a Portugal pela primeira vez em 1934, e mesmo assim episodicamente, voltando depois em 1941, ainda sem ser para continuar, pois, como se intrometeu a grande guerra, só em 1946, com o retorno da competição, o clube azul e branco passou a participar assiduamente. Acrescendo o facto de mais tarde ter estado ausente do ciclismo durante largo tempo, desde meio dos anos oitentas até 2015, tendo regressado em grande já no ano de 2016. E, mesmo assim, é ainda e por boa margem o clube com mais vitórias. Estando para continuar a ser, visto a parceria da W52 com o FC Porto ser para manter e continuar por mais anos.

Assim sendo, na Volta a Portugal, é honrosa e volumosa a galeria que faz do F C Porto o clube mais triunfador da Grandíssima Volta. Conforme atestam os números e factos do palmarés portista na história da Volta”:

Vencedores individuais: Volta de 1948 – Fernando Moreira; 1949 – Dias dos Santos; 1950 – Dias dos Santos; 1952 – Fernando Moreira de Sá; 1959 – Carlos Carvalho; 1960 –Sousa Cardoso; 1961 – Mário Silva; 1962 – José Pacheco; 1964 – Joaquim Leão; 1979 – Joaquim Sousa Santos; 1981 – Manuel Zeferino; 1982 – Marco Chagas; 2016 – Rui Vinhas; 2017 – Raul Alarcón; 2018 – Raul Alarcón; 2019 – João Rodrigues; 2020 – Amaro Antunes, 2021 – Amaro Antunes (18 no total).

Vitórias Coletivas (classificação por equipas em que o F C Porto venceu): nas Voltas dos anos de 1948, 1949, 1950, 1952, 1955, 1958, 1959, 1962, 1964, 1969, 1979, 1980, 1981, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020 (18).

A esse palmarés junta-se também 8 (oito) Prémios da Montanha conquistados por ciclistas do F C Porto: em 1947 – Fernando Moreira; em 1955, 1958, 1960 e 1961 – Carlos Carvalho; 1962 – Mário Silva; em 2017 – Amaro Antunes e em 2018 – Raul Alarcón.

Bem como noutras classificações o FC Porto não deixa seus créditos por mãos alheias. Assim na classificação por Pontos (que poucas vezes foi atribuído nos tempos antigos), venceram do F C Porto: em 1958 – Sousa Cardoso; 1962 – José Pacheco; 1983 – Carlos Santos; 2016 – Gustavo Veloso; 2019 – Daniel Mestre (5 até 2020); ao passo que (na mais recente) classificação de Combinado (“Kombinado”) foram vencedores como representantes portistas: em 1982 – Marco Chagas; 2016 – Gustavo Veloso; 2017 - Raul Alarcón; 2018 – Raul Alarcón; 2019 – João Rodrigues. (5 até 2020); mais no Prémio da classificação das Metas Volantes: em 1981 – José Amaro; 1982 – Carlos Santos; 1983 – Carlos Santos (3 até 2020); e também na classificação do Prémio Juventude, venceu em 1982 – Manuel Zeferino (1, até 2020).

Nesta linha, deu-se assim continuidade à quantidade e qualidade vitoriosa, ao sexto ano da parceria da W52 com o FC Porto. Tanto que pelo sexto ano consecutivo a equipa azul e branca, dirigida tecnicamente por Nuno Ribeiro, patrocinada por Adriano Sousa Quintanilha e presidida por Jorge Nuno Lima Pinto da Costa, vence a Volta a Portugal.

Armando Pinto

= Crónica - Da página fcporto.pt:

«Ciclista da W52-FC Porto não deixou fugir a vitória no contrarrelógio individual e triunfou pelo segundo ano consecutivo.

Amaro Antunes é o grande vencedor da 82.ª edição da Volta a Portugal. O ciclista da W52-FC Porto entrou no último dia de prova com 42 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Maurício Moreira (Efapel), e não deu aso a surpresas na décima e última etapa, que contemplou um contrarrelógio individual de 20,3 quilómetros em Viseu.

Esta foi a segunda Volta a Portugal consecutiva ganha por Amaro Antunes, que também triunfou em 2020. Este ano, o algarvio concluiu a prova com um tempo total de 39h 39m 33s, menos dez segundos que o uruguaio Maurício Moreira (Efapel). Joni Brandão (4.º, a 1m 36s) e João Rodrigues (9.º, a 6m 32s) são os outros dois atletas da W52-FC Porto que terminaram no top-10 final. Seguem-se Ricardo Vilela (14.º, a 13m 15s), Ricardo Mestre (24.º, a 35m 45s), Daniel Mestre (47.º, a 1h 33m 27s) e Samuel Caldeira (53.º, a 1h 49m 48s).

No contrarrelógio deste domingo, ganho por Rafael Reis (Efapel), Amaro Antunes cotou-se como o melhor Dragão ao fazer o quarto melhor tempo. Seguiram-se os restantes ciclistas azuis e brancos que estiveram na estrada: João Rodrigues (7.º), Ricardo Mestre (10.º), Daniel Mestre (12.º), Joni Brandão (15.º), Samuel Caldeira (21.º) e Ricardo Vilela (25.º). Na geral por equipas, a W52-FC Porto fechou a prova na segunda posição, a 10m 42s da Efapel. 

Amaro Antunes: “Acima de tudo, é a concretização do objetivo a que esta equipa se propôs. Estou arrepiado porque hoje de manhã fizemos umas três voltas ao circuito. Todos diziam que ia ser possível, o diretor foi incansável e estudámos o contrarrelógio ao pormenor. Toda a equipa confiou, mas estes homens merecem. Foi uma Volta muito dura, foram dias de grande tensão e toda a gente dizia que não seria possível, mas temos um diretor [Nuno Ribeiro] que sempre nos disse que seria possível. Felizmente, hoje estamos aqui com a vitória. Quero dar uma palavra de apreço ao Mauricio [Moreira], que teve um azar [caiu no contrarrelógio), mas acontece. O desporto é mesmo assim. Fiz essa curva umas 15 vezes, voltava e descia, para certificar-me de como era. Consegui ir buscar forças onde não sabia que as tinha. Quero agradecer à equipa, aos adeptos e a todas as pessoas que apoiaram.”»


AP