Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

(Entre) Curiosidades e Recordações Portistas: Um Prémio – “Estádio de Prata” – ganho por Gomes e João Pinto - em 1985 e 1992 !

 

Entre diversos prémios individuais de consagração de futebolistas do FC Porto, recorda-se desta vez uma distinção atribuída a futebolistas em tempos da existência de um jornal desportivo entretanto já desaparecido. E, como tal, extensivamente, prémio que também já não existe no panorama futebolístico português. Como foi o caso do “Estádio de Prata”, galardão instituído pelo jornal “Gazeta dos Desportos” para premiar o melhor jogador da respetiva época, na opinião dos redatores daquele periódico desportivo.

Galardão esse que na sua denominação juntava o nome da firma patrocinadora, no caso uma marca de cerveja mais usual no sul do país – o então chamado Prémio Sagres/Gazeta. Sendo entregue em Lisboa, numa Cervejaria conhecida por seu painel principal de azulejos, onde decorreram assim diversas cerimónias de entregas de prémios a futebolistas do FC Porto, como melhores jogadores do Campeonato de futebol da então 1.ª Divisão Nacional, por pontuação atribuída pelos jornalistas da Gazeta dos Desportos. Tendo sido eleitos, então, Fernando Gomes, como melhor jogador da época de 1984/1985, e João Pinto como melhor de 1991/1992.

Das respetivas consagrações, ao Gomes, também vencedor da Bota de Ouro europeia, e ao João Pinto, capitão da final de Viena, juntam-se imagens das entregas correspondentes, conforme em devido tempo foram publicadas na revista Dragões, a assinalar tais atribuições do “Estádio de Prata-Trofeu Sagres/Gazeta”.

 Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

20.º Aniversário da Inauguração do Estádio do Dragão


Passam já nesta data vinte anos da inauguração do atual estádio do F C Porto. Perfazendo assim essa soma de anos desde que, a 16 de Novembro de 2003, se realizou a inauguração solene do Estádio do Dragão.

 
O Estádio do Dragão, substituto mais avantajado do velhinho, histórico e muito querido Estádio das Antas, é na verdade uma maravilha em muitos aspetos e no próprio aspeto visual, em deslumbramento a nossos olhos e sentidos, mas também aos olhos de qualquer pessoa. Embora tenha ficado uma sensação estranha com o desaparecimento da antiga cidadela desportiva das Antas, nomeadamente por terem sido cedidos os muitos terrenos que pertenciam ao clube, onde estavam diversas construções, desde pavilhões, piscinas e vários campos de treinos, mas o estádio do Dragão conta também pelo seu simbolismo dentro da cidade do Porto, no país e especialmente no mundo portista.


Com esse facto bem presente, assinalamos aqui mais um aniversário do nosso estádio atual. 


Recorda-se, a propósito, esse dia em que, há vinte anos também estive ali. De modo que calha relembrar isso através de algumas imagens de afeto relacionado – como são alguns adereços e artefactos guardados. E os bilhetes de ingresso, quer no Estádio do Dragão no mesmo dia da inauguração, como na posterior despedida do Estádio das Antas.


Comemoramos assim hoje a existência deste lindo estádio onde o F C Porto tem obtido muitas vitórias e dado grande felicidade a todos nós Portistas, num já extenso rol, metendo êxitos sobre grandes equipas e conquistas relevantes em títulos nacionais e eliminatórias internacionais, com expoentes inesquecíveis nos 5-0 ao Benfica em 2010/2011 e no Momento K, o golo de Kelvin que, ao minuto 92, pôs de joelhos o simbolismo benfiquista, em 2012/2013.

  

Parece ainda ter sido há pouco tempo, para quem já viveu algo mais, mas realmente até já se passaram 20 anos desde aquele domingo de temperatura meteorológica agreste mas ambientalmente atraente. Como foi andar ali entre a multidão ao redor do estádio novo e nas cercanias do antigo, até que lá dentro foi toda uma explosão de admiração que mais parecia estarmos nas nuvens, a ver aquilo quase sem sabermos ainda muito bem como ali estávamos, em algo nosso que ainda nem conhecíamos bem. Quase como quando sonhamos com locais que nos parecem surreais, em mistura de ilusões e realidade sonhada.


Passa então agora mais um aniversário do nosso estádio do Dragão, sobre a data da sua inauguração, pois de construção tem mais tempo, incluindo o do atraso conhecido, provocado pelo presidente da Câmara do Porto nesse tempo. Ficando a valer após ter ficado pronto, na inicial abertura ao público, ocorrida festivamente então na época fria de outono, porém sob temperatura efusiva do calor clubista.


Disso tudo nunca será demasiado celebrar o facto, tal o que se viveu nesse dia e pela noite adiante. Ficando as recordações personalizadas, quer na retina da memória pessoal, como em adereços e objetos, de estimação.


Ora, como as imagens valem por muitas palavras, assinala-se a data com algumas fotografias retiradas de literatura historiadora dessa festiva inauguração.


E o estádio do Dragão continua a ser a nossa casa dos momentos portistas.


*****

A 16 de novembro de 2003, num domingo de soalheira tarde de verão de São Martinho, cedo começada em ambiente festivo, resultante do aglomerado e entusiasmo da grande multidão portista que encheu por completo toda a zona das Antas e a nova área urbana do Dragão, foi ao final do dia solenemente aberto ao público o novo estádio do Dragão. Decorrendo então belo cerimonial da inauguração já com aragem fria de noite outonal, mas com os corações bem quentes de fervor clubista. 

Faz agora em 2023 já 20 anos, de quando também eu ali estive de pele eriçada pelo frio de regelar o corpo, à mistura com apaixonada visão e sentimental vivência de tão importante momento da vida do clube do coração. 

Ora, o mais bem-sucedido estádio português está de parabéns. A 16 de novembro de 2003 era inaugurado este digno sucessor do saudoso estádio das Antas, sendo o atual autêntico palco dos sonhos de todos os portistas há exatamente 20 anos. Desde aquele inesquecível serão de domingo que reuniu mais de 51 mil adeptos azuis e brancos, enquanto no prato-forte do programa respetivo o FC Porto recebia o Barcelona num jogo que marcou a estreia de dois históricos do futebol: o Dragão e Lionel Messi. Tendo no 1º jogo, o jogo da festa da inauguração, ficado: FC Porto, 2 - Barcelona, 0. 

Tiago deu o pontapé de saída, Bruno Moraes desferiu o primeiro remate, Vítor Baía fez a primeira defesa e Derlei assinou o primeiro golo, de penalti. Hugo Almeida fez o segundo, de cabeça, ficando assim carimbada historicamente a vitória dos portistas frente aos catalães por 2-0. (Depois, devido a questões relacionadas com o então recém-instalado relvado do terreno de jogo, o anfiteatro da Invicta só viria a acolher o primeiro jogo oficial em fevereiro do seguinte ano de 2004, na vitória por 2-1 sobre o Leiria,  bem a tempo de ver o FC Porto sagrar-se Campeão Nacional, da Europa e do Mundo). Desde então, só o Camp Nou, a Allianz Arena e o Parque do Príncipes festejaram mais conquistas.

Entre os números e nomes incontornáveis do Dragão sobressaem os sempre referidos de Derlei, Maniche, Sérgio Conceição, mais Helton (com mais jogos), Jackson Martínez (com mais golos) ou Pepe (mais velho), mas há outras tantas figuras do futebol com uma ligação umbilical ao novo estádio do FC Porto… Que o diga Lionel Messi, que fez a estreia como sénior na noite da inauguração e regressou - dez anos e quatro das suas Bolas de Ouro depois - ao palco dos sonhos de todos os portistas para o jogo de despedida de Deco. E há a registar o facto de André Villas-Boas ter sido e ser o treinador mais jovem a festejar a conquista de um título internacional no Dragão, obtendo um trofeu europeu oficial, quando com 33 anos e 213 dias foi o treinador da vitória do FC Porto na Liga Europa de 2011, efusivamente comemorada depois no Dragão (em cuja era do novo e atual estádio portista José Mourinho foi o primeiro a conquistar um trofeu europeu, na vitória na Liga dos Campeões Europeus de 2004, contudo não acompanhou a equipa no regresso festivo para a comemoração que se seguiu no Dragão).

Em dados formais, Maniche foi o autor do primeiro golo oficial da história do Dragão, contra o União de Leiria para o Campeonato Nacional da Liga portuguesa - 83 dias depois da inauguração do estádio, já com novo tapete relvado - e, em outubro de 2020 Pepe tornou-se o futebolista mais velho a marcar com a camisola azul e branca na nova casa (com 37 anos, 7 meses e 7 dias). O atual treinador Sérgio Conceição é o que mais vezes se sentou oficialmente no banco dos responsáveis ali. Entre diversas curiosidades relacionadas, como jogos e golos de jogadores que sucessivamente vão acrescento números e factos ao longo dos anos.

Hoje os olhos dos portistas gostam de contemplar a imponente obra na zona Oriental da cidade do Porto. E gostamos de ali estar. Tal como sentimos como coisa propriedade nossa, algo nosso.

Aumentando o pecúlio, o ainda muito jovem mas já adulto estádio novo do FC Porto teve também a visita presencial de atletas campeões das diversas modalidades do clube a receberem apóteoses de reconhecimento, em voltas de honra ao recinto para mostrarem ao público taças de grandes vitórias. Tal como no seu interior acolhe o também atual museu portista, o Museu FC Porto by BMG, onde constam alguns dos muitos trofeus do património histórico do Clube.  Além das diversas instalações espalhadas, entre áreas de apoio às atividades, até auditórios e estacionamentos. Tendo nesses espaços se vivido infelizmente também, ainda recentemente, os tristes acontecimentos da noite negra de 13 deste mês e ano, na realização mais mal organizada de sempre por uma Direção do Clube, com a Assembleia Geral depois transferida para o pavilhão Dragão Arena – onde se passaram as mais lamentáveis cenas perpetradas pela claque organizada, transformada em braço armado dos órgãos diretivos em funções, com os elementos da Direção a assistirem calados. Noite de memória triste e infeliz, que pelos piores motivos fica para a história pesarosa da gloriosa coletividade azul e branca, onde nunca se passara por algo assim em 130 anos de memórias.

Acresce a tudo isso, recorde-se ainda, que também o estádio do Dragão já foi palco de grandes eventos internacionais, além dos Campeonato Nacionais já vividos e celebrados durante estes 20 anos de vida, mais as conquistas dos triunfos internacionais.

Nesta data, para assinalar tão inesquecível efeméride, da inauguração, ilustramos o tema com algumas imagens de recordações alusivas do mesmo dia e adereços dos mais variados formatos e meios relativos à ocasião, do acervo pessoal. Através de fotografias captando objetos, livros, revistas e jornais, quão aqui fica a demonstrar visualmente toda essa envolvência, por quanto no aspeto mais íntimo perdura o que só o coração sabe melhor enquanto vai pulsando.


~~~ ***** ~~~

Na pertinência de mais este aniversário do estádio do Dragão, é vez também de lembrar a caminhada anteriormente decorrida até à constução do estádio novo, deitando olhos a um livro raro, dos que felizmente conseguimos ter em nossa biblioteca particular, cujo título aqui se mostra e relembra. Por quanto isso se envolveu afinal na vida de quem seguiu atentamente esse desenvolvimento – O PROJECTO URBANO DAS ANTAS”. Livro publicado em novembro de 2005, quando o estádio fazia 2 anos. A deixar marcas dos riscos e estudos, e tudo mais. Nesta realidade que é o estádio do Dragão, o nosso palco dos sonhos, onde vemos a bola a entrar na baliza como ansiamos e vibramos, bem como gostamos de ver taças a reluzir perante o efeito dos holofotes em voltas de honra dos atletas do FC Porto, quão de ver irem ao centro do terreno jovens artistas de outras modalidades a receberem aplausos dos apoiantes gratos às conquistas de títulos de campeões do FC Porto.  

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

De vez em quando… (Mais) UM LIVRO, entre livros da biblioteca pessoal: “A Cadeira do André / A época de sonho de André Villas-Boas no FC Porto”, de Martim Mariano, com prefácio de Vítor Baía…

 

Na sequência da ida à estante da biblioteca pessoal, de vez em quando, em busca de livros de apreço e estimação, para partilha neste espaço de memorização clubística, entre o acervo bibliográfico portista, constante do número possível mas apreciável da biblioteca portista que integra esse mesmo património arquivístico… Desta vez é vez de puxar o livro que tem por título “A cadeira do André” e em subtítulo “A época de sonho de André Villas-Boas no FC Porto”, da autoria de Martim Mariano e ilustrado por cartoons de Carlos Laranjeira, iniciado com prefácio de Vítor Baía, publicado em 2012 pela Chiado Editora.

Livro este então publicado quando André Villas-Boas já não treinava a equipa do FC Porto mas estava bem no apreço portista, estando nas melhores sensações a sua maestria de liderança demonstrada na época de sonho de 2010/2011, como se pode constatar pelo PREFÁCIO, apresentado por Vítor Baía. 

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Guilherme do Carmo Pacheco: 1º Sócio Honorário do FC Porto – na pertinência da memoração evocativa entre a linhagem honrosa do primitivo Sócio Honorário até ao atual Presidente Honorário

Quando está na ordem do dia importante decisão quanto ao futuro do FC Porto, a resolver em Assembleia Geral Extraordinária dos sócios portistas, vem a talhe relembrar uma honrosa deliberação acontecida no longínquo ano de 1913. Com a aprovação então determinada em 1913, no primeiro dia do mês de novembro, perante o reconhecimento clubístico a José Guilherme do Carmo Pacheco, que havia sido Presidente do Futebol Clube do Porto entre 1911 e 1912, e então elevado à posição de Sócio Honorário da coletividade que por esse tempo passava a ter casa também na área desportiva do campo da Constituição. Tornando-se esse grande personagem dos primeiros tempos do FC Porto como primeiro Sócio Honorário da nobre história do grande clube azul e branco da Invicta.  

Vem o tema a calhar, não por semelhança, mas por extensão. Sendo que ultimamente tem sido ventilada a justeza duma homenagem ao Presidente atual da Direção e da SAD do clube, se estiver a acabar o seu longo e histórico mandato, mas como Jorge Nuno Pinto da Costa já foi Sócio Honorário, desde 1979, e é também Presidente Honorário do FC Porto, desde 14 de junho de 1985, merece pois uma homenagem de despedida, se souber sair pela porta grande do clube. Porque tudo tem seu tempo, e há que dar lugar a sangue novo e ideias renovadas. Calhando assim a preceito esta rememoração, na distância entre a eleição do primeiro Sócio Honorário, até ao atual Presidente Honorário.

Então, Guilherme do Carmo Pacheco teve a honra de ser o primeiro a ser elevado à condição de Sócio Honorário do FC Porto. Foi precisamente em tal dia de 1913, em Assembleia Geral do Clube nesse sábado, até também Dia Feriado e Dia Santo de Todos os Santos. No dia 1 de novembro (e não a 11, como por vezes aparece referido). Conforme consta, por exemplo, na Tábua Biográfica da Fotobiografia do Futebol Clube do Porto, por Rui Guedes, e na História do FC Porto, de António Rodrigues Teles. 

Como preito a esse histórico Diretor e Presidente Portista de tempos idos, recorda-se o que sobre ele foi publicado na revista Dragões, no seu primeiro ano de existência, em 1985, num espaço de memorização do passado histórico do clube dragão.

Nota Bene - Para ter atenção: A publicação da revista Dragões, frise-se, foi em 1985, reportando-se a tempo anterior de terem aparecido documentos comprovativos da verdadeira fundação do Clube. Algo que como se sabe veio a público aquando da Fotobiografia do FCP em 1987 e depois foi aprovado em Assembleia de 1988.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Passeio da Fama do Dragão - na Praça Azul circundante do Estádio do Dragão

Novembro é mês deveras marcante na vida do FC Porto, colocando em destaque na memorização portista as boas memórias das entregas das duas Botas de Ouro ao nosso Fernando Gomes, em 1983 e 1985, por isso mesmo “Bibota”, mais a inauguração do estádio do Dragão, em 2003, e interligações à nova e atual casa maior do FC Porto. Como foi e é o caso do chamado “Passeio da Fama” que circunda o estádio do Dragão. Cujas placas circulares lembram e homenageiam grandes nomes e grandes datas e acontecimentos do futebol sénior do FC Porto.

Há pois associação também, entre as efemérides das Botas de Ouro entregues ao Gomes e o mês da inauguração do estádio do Dragão, por terem sido ocorrências no mesmo mês, embora em anos diferentes naturalmente, além de puxarem atrás a lembrança de então ter ficado a faltar placas a assinalar as Botas de Ouro e sobretudo uma evocativa da figura do Gomes, maior goleador de sempre do FC Porto. 

Ora, desde 16 de Novembro de 2003 que existe o “Passeio da Fama do Dragão” à volta do estádio do futebol portista, através das placas circulares de homenagem a factos e algumas pessoas históricas do futebol do FC Porto, inaugurado que foi no mesmo dia da inauguração do então novo estádio.

Com efeito, a inauguração do Passeio da Fama foi um dos pontos altos das cerimónias no novo estádio portista. Tendo, do vasto programa idealizado pelos responsáveis azuis e brancos, se destacado a abertura da Praça Azul, num espetáculo multimédia que envolveu os dois estádios (o das Antas, quase em fim de vida, e o então já chamado Dragão a ser inaugurado) e extensiva inauguração do passeio da fama, uma intervenção artística naquele espaço a perpetuar momentos e personagens históricos. Mais o hastear das bandeiras de Portugal, cidade do Porto, FC Porto, UEFA e Comunidade Europeia. Isso, naturalmente, bem antes da passagem das cerimónias para dentro do estádio, onde decorreu o célebre espetáculo de magia de Luís de Matos e o jogo da inauguração com o Barcelona, quando se estreou Messi como senior pela equipa principal  catalã.

Existe então o passeio da fama, com as placas circulares alusivas colocadas entre a passadeira azul e branca às riscas, em volta do estádio. Estando ali imortalizados alguns nomes emblemáticos do clube, embora faltando outros tanto ou mais referenciais. Fazendo parte do Passeio da Fama o fundador António Nicolau d’ Almeida, o refundador José Monteiro da Costa, Artur Augusto (1º internacional portista de futebol, na Seleção Nacional), Valdemar Mota (jogador de futebol e 1º atleta olímpico do clube), Simplício (ex-jogador e criador do emblema do FC Porto com as armas da cidade do Porto), Hernâni (o "senhor General" do furebol portista e um dos melhores futebolistas nacionais de sempre), Yustrich (treinador histórico de futebol do título nacional de 1955/1956, ao fim de 16 anos), Pavão (futebolista que morreu com a camisola do FC Porto em jogo, no próprio estádio das Antas), José Maria Pedroto (o Mestre, treinador do título nacional de futebol de 1977/78, obtido após 19 anos de espera), Jorge Nuno Pinto da Costa (chefe do Departamento de futebol e depois Presidente mais titulado), Rodolfo (futebolista formado no clube e que depois do fim da lei da opção que prendia os jogadores aos clubes, foi o 1º que só vestiu a camisola do FC Porto), Teles Roxo (chefe do departamento de futebol da era das 3 conquistas internacionais, Taça dos Campeões Europeus, Supertaça europeia e Intercontinental/ Mundial de Clubes), Madjer (autor do célebre golo de calcanhar que abriu caminho à conquista da Taça dos Campeões Europeus, em Viena), João Pinto (capitão da equipa na final de Viena, em 1987), Rui Filipe (um dos diversos desportistas falecidos enquanto representavam o clube, futebolista falecido em desastre de viação que mereceu a existência de um busto que esteve junto ao estádio das Antas e depois foi transferido para a zona nobre do interior do estádio do Dragão), Vítor Baía (guarda-redes que chegou a ser recordista de títulos), Jorge Costa (capitão da equipa nas finais da Taça EUFA de 2003 e Liga dos Campeões Europeus em 2004). Além das placas que recordam os primeiros títulos nacionais de futebol e as grandes conquistas nacionais e internacionais dos dragões.

Assim sendo, além desses que têm um lugar no Passeio da Fama que circunda o Estádio do Dragão, ficaram a faltar alguns emblemáticos nomes do futebol portista, autênticos ícones da História do FC Porto. Para apenas referir alguns, basta relembrar: Pinga (Artur de Sousa “Pinga”, considerado o melhor futebolista de sempre, a ponto de ter chegado a ter seu nome no galardão de reconhecimento do clube aos seus melhores, o Troféu Pinga, antecessor do atual Dragão de Ouro), António Araújo (que em seu tempo era referenciado no clube como Futebol Clube Araújo, e, também sendo exclusivo representante do FC Porto na Seleção Nacional, ou seja único a conseguir furar o sistema BSB na chamada equipa das quinas, a seleção era considerado Sport Lisboa e Araújo), também Soares dos Reis (1.º guarda-redes internacional do FC Porto), Virgílio (1.º recordista de internacionalizações do FC Porto), Américo (1.º guarda-redes internacional formado no FC Porto e  guarda-redes que primeiro foi reconhecido com distinções nacionais, com realce para a 1ª Baliza de Prata), Fernando Gomes (duplo vencedor da Bota de Ouro da Europa) e ainda Jardel (vencedor também duma Bota de Ouro enquanto futebolista do FC Porto), mais os diversos Presidentes Honorários e outros Presidentes Históricos, com realce para os combativos Ângelo César, Urgel Horta e Cesário Bonito, e os emblemáticos Sebastião Ferreira Mendes, Paulo Pombo, Miguel Pereira e Afonso Pinto de Magalhães, eram e são merecedores de figurar entre os ilustres do escol azul e branco. Tanto como entre os acontecimentos, as duas Botas de Ouro do Gomes, mas uma do Jardel, bem mereciam ter referência entre os fastos assinaláveis da gloriosa História do FC Porto estampada em redor do estádio do Dragão.

Algo bem presente neste mês em que se comemora a inauguração do estádio do Dragão e em que passam as efemérides das entregas das Botas de Ouro ao “Bibota” Fernando Gomes, entre factos da cultura e sensações ímpares das emoções portistas.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))