Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Efeméride do jogo FC Porto-Anderlecht disputado em dois dias a 1 e 2 de MARÇO de 1978…

Foi na época quaresmal de 1978, em tempo invernoso da transição do inverno para a primavera, que no estádio das Antas e sob chuva torrencial se iniciou, na quarta-feira 1 de março de 1978, o jogo entre as equipas do FC Porto e dos belgas do Anderlecht, da 1.ª mão dos quartos-de-final da então existente Taça das Taças, na época de 1977/78 (prova percursora da unificação com a também antiga Taça das Cidades com Feira, depois transformada numa só como Taça UEFA e atual Liga Europa). Jogo que devido a tanta chuva que caiu durante o tempo de jogo decorrido, com o campo completamente encharcado de água, a pontos de a bola nem correr, só se disputou em meio tempo. A chuva, caía então quanto Deus a dava… e lá estava também o autor daqui desta lembrança, todo encharcado, a tiritar, não de frio mas com os nervos de ver que a bola não entrava na baliza dos belgas, apesar dos jogadores portistas fazerem grande pressão no meio campo dos adversários e sobre a baliza deles, com bolas pelo ar porque de modo rasteiro a bola ficava presa no relvado alagado de água. E assim ficamos à espera que o jogo recomeçasse, depois da ida para o descanso. Contudo, após o tempo do intervalo, já ninguém regressou dos balneários, ficando adiada para o dia seguinte a respetiva continuação, que foi de reptição do jogo.

Foi então na quinta-feira, dia 2 de março, repetido o jogo. Durante o dia foram lançadas pazadas de areia sobre o relvado, na tentativa de o secar e fazer com que a bola rolasse, ante o seu estado enlameado. E então, jogou-se em fracas condições, de modo que os jogadores do FC Porto nem conseguiram desenvolver as jogadas de forma normal, tendo mesmo assim ainda conseguido marcar um golo, com o jogo a terminar com a vitória do FC Porto por 1-0, perante o golo apontado pelo goleador Fernando Gomes, aos 36 minutos.  

O FC Porto, sob o comando de José Maria Pedroto, estava ao tempo bem encaminhado para a conquista do Campeonato Nacional de futebol que faltava há muitos anos (e que finalmente foi alcançado, em junho seguinte), enquanto na campanha europeia haviam sido ultrapassados nas eliminatórias anteriores o Colónia da Alemanha e o Manchester United da Inglaterra. Aparecendo nos quartos-de-final o Anderlechet, ao tempo uma autêntica multinacional com jogadores de muitos países, enquanto o FC Porto jogava só com portugueses e alguns brasileiros, que nessa noite até foi só um, por acaso um que nem era costume jogar, mas dado o estado do terreno foi mandado lá para dentro quase no fim do jogo, ainda para se tentar alguma sorte… como foi o caso do Metralha, entrado aos 86 minutos, já - na tentativa de aumentar a vantagem para a 2.ª mão (que, como se sabe, um só golo não bastava e não foi suficiente, diante dos 3 que a equipa belga marcaria em casa, depois).

Dessa inesquecível jornada ficou guardado o bilhete do jogo, tal como ficou aí, rasgado como eram todos os bilhetes usados e assim validados à entrada.

Armando Pinto

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