Dia 19 de MARÇO é o Dia do Pai, numa data comemorativa que homenageia anualmente os pais. Cuja tradição está enraizada e tem contornos deveras afetivos nos laços familiares. Ocasião em que a descendência mostra ao progenitor sua afeição, de variados modos naturalmente, enquanto um pai sente que vive plenamente a paternidade, na história sentimental da família. Ora, transpondo ao caso do Futebol Clube do Porto, no sentimento de ligação ao grande clube desportivo que faz parte de nossa vida e da vida de muita gente, há certas afinidades relacionadas com a história portista, desde o fundador e o refundador. Sendo naturalmente a figura paternal associada ao fundador, António Nicolau de Almeida, o criador da existência portista...
... e também ao refundador, José Monteiro da Costa, como o segundo pai na mesma existência, pela ação que possibilitou continuidade.
Mas também mais, dentro do prisma da figura paternal, como
são vistos os pais dos atletas, jogadores e jogadoras (neste momento especial
em que o futebol feminino, no seu segundo ano, se apura para a final da Taça de
Portugal!), mais grandes homens que
foram gerindo o FC Porto ao longo dos tempos. E como tal, na atualidade,
neste dia o portismo que anda no sangue azul portista lembra o pai do
Presidente André Villas-Boas, na ocasião do Dia do Pai.
É assim aqui o tema deste dia, nesta ocasião. Tal como
pessoalmente, na vida particular, tenho o meu pai como meu herói, desde que me
lembro e continuarei a lembrar pelos tempos fora. Tanto que desde pequeno me
recordo de ficar orgulhoso quando ouvia dizer que ele criara uma sirene melhor
e muito diferente de quaisquer outras, para a empresa em que trabalhava, quão
(a sirene da Metalúrgica da Longra, em Felgueiras) era uma referência para toda
a vasta região onde chegava a longa distância, a pontos que servia inclusive
como sinal de previsão meteorológica, conforme fosse ouvida. E extensivamente
ainda me orgulho dele ter sido distinguido com o Prémio da Associação
Industrial Portuense, galardão com que foi o único felgueirense assim
reconhecido. Tal como sou pai e sei como é ser visto pelos meus filhos. Num
sentimento que transportando para aqui, como espaço de memorização portista,
tem outro sentido, na amplitude do significado ser Porto, de ser pelo FC Porto.
Vindo a talhe, com justiça, na visão pessoal, uma homenagem ao pai do
Presidente do FC Porto.
Para o caso, não é necessário muito mais palavreado escrito,
pois desde que vi o pai de André Villas-Boas na apresentação da sua candidatura
para as eleições do FC Porto, como entretanto numa das conversas em que estive
presente na sede da mesma candidatura, e depois na tomada de posse de
Villas-Boas como 32.º Presidente do FC Porto, senti simpatia por esse senhor,
humilde na sua grandiosidade de pessoa culta e bem formada, mas simples a ponto
de quase passar despercebido, em modo de ser discreto. Mas sendo dele que descende o
grande timoneiro do FC Porto, o Presidente que tem conseguido levar o FC Porto
para o bom caminho.
Ora o pai de André Villas-Boas é um senhor de boas famílias,
como se diz popularmente. Descendente dos Viscondes de Guilhomil. De cuja
linhagem vem obviamente a família Villas-Boas do Porto. Engenheiro licenciado
que até já foi Professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, do
Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, além de ter tido sociedades
em diversas firmas industriais, é assim a figura pública que merece homenagem
portista, neste caso, pelo menos de um Portista que escreve esta transmissão de sentimento
portista. E no orgulho de pai e filho, aqui se regista o pai, no dia do pai,
dirigindo as atenções da Memória Portista para o senhor Engenheiro Luís Filipe do
Vale Peixoto de Sousa e Villas-Boas. Cidadão nascido a 29 de fevereiro de 1952 (pouco mais
velho que eu, que sou do ano em que o FC Porto foi vencer a Lisboa na
inauguração do anterior estádio da Luz…). Natural da freguesia de Ramalde, da
cidade do Porto. Portuense ilustre, com a honra maior de ser dele que veio ao
mundo André Villas-Boas, o atual Presidente do Futebol Clube do Porto. Lembrança
que vem a propósito no dia do Pai. E, eu que sempre pensei que não há pai como
o meu pai, no dizer popular de que "não há pai pró meu pai", também dou apreço
aos pais de quem admiro e fazem parte de sentimentos mútuos e comuns. Como
com cada coisa em seu lugar, aqui é sítio do sentimento Portista.
Armando Pinto




Sem comentários:
Enviar um comentário