Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Casillas: Guarda-redes campeão europeu, mundial, espanhol e português, na História no FC Porto !


Iker Casillas (Casilhas, à portuguesa) termina neste dia 1 de julho de 2020 a sua ligação contratual ao FC Porto como futebolista profissional, acabando assim a sua carreira de guarda-redes, na sequência do episódio clínico do enfarte de miocárdio sofrido em 2019. Mas, apesar do pouco tempo que foi possível estar ao serviço do FC Porto, desde julho de 2015, tendo jogado até maio de 2019, e acabado o contrato agora ao final de junho de 2020, fica na História do FC Porto como um dos guarda-redes que mais honra o sentimento portista. Tendo sido gratificante o facto de ter sido do FC Porto este Casillas, guarda-redes famoso, campeão e capitão da seleção espanhola, campeão europeu e mundial por Espanha e pelo Real Madrid, que depois veio para o FC Porto também ser campeão em Portugal, com a camisola do FC Porto.


Quando Casillas chegou ao Porto foi uma surpresa quase mundial e logo trouxe expetativas internacionais sobre o panorama do futebol portista. Tanto que aquando da sua chegada à cidade Invicta esperavam-no, além de muitos portugueses, grande número de jornalistas espanhóis, que aproveitaram para tentar saber o que era feito do guarda-redes que Di Stefano considerara um dos melhores que viu jogar, por saberem que o antigo guarda-redes Américo havia sido grande guardião do FC Porto, antecessor de outrora portanto do Iker Casillas. E Casillas soube bem preencher esse lugar de honra, na linha de grandes guarda-redes que o FC Porto teve ao longo dos tempos, desde Siska, Soares dos Reis, Barrigana, Acúrcio, Américo, Tibi, Fonseca, Zé Beto, Baía, Helton, etc.


É certo que na época de sua chegada, valha a verdade, houve alguma relutância de adeptos mais acérrimos de Helton e inclusive Casillas nos primeiros tempos esteve quase à prova para certa franja da comunicação social, também porque os simpatizantes dos clubes adversários naturalmente não gostaram de ver um nome tão prestigiado a reforçar o clube rival. Mas a grande valia e carácter de Casillas conseguiu superar tudo e acabou por se impor, vincando mais ainda as suas qualidades de grande senhor das balizas.


Ora, Casillas fica no pódio dos grandes guarda-redes do FC Porto de sempre e, para já, inclui o rol dos guarda-redes com melhores números relacionados com as prestações dos melhores, embora sem se poder fazer bem uma comparação perante o menor número de anos, no seu caso, e noutros casos a menor quantidade de jogos que antigamente eram realizados. Contudo, tal como o algodão não engana, basta ver e saber os que ficam na memória comum para conclusão moral da história.


Porque Casillas foi alguém e é especial na História do FC Porto, memoriza-se aqui isto, com dados e números, através de recortes de interessante registo referencial publicado no jornal O Jogo, nesta data de 1 de julho de 2020.


Armando Pinto
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sábado, 13 de julho de 2019

Vitória por 4-2 sobre a Espanha põe Portugal na Final do Mundial de Hóquei em Patins/2019: Um resultado de boas recordações… a lembrar a vitória de 1971!


Em Barcelona, no mítico Palau Blaugrana, na Catalunha, Portugal garantiu a presença na final do Mundial de 2019 ao derrotar a Espanha por 4-2, após prolongamento. Em jogo da respetiva meia- final, ganhando lugar no jogo da final – que será domingo às 17h entre Portugal e a Argentina.


Vitória sobre a Espanha, por 4-2, com um resultado que traz boas recordações, remetendo a 48 anos atrás no tempo e tão boas lembranças. 


Num jogo emotivo e muito tático, na noite de sexta 12 de julho de 2019, Portugal logrou alcançar tão importante vitória e consequente passagem ao jogo de atribuição do título máximo, mediante um resultado de dois golos de vantagem. Uma conta que, afinal, logo puxa atrás imagens de boas recordações, por números iguais ao resultado que em 1971 levou Portugal a conseguir um dos títulos mais emocionantes da história do hóquei patinado. Havendo então sido conquistado pela seleção portuguesa o Campeonato Europeu disputado em Lisboa, no rinque do clássico Pavilhão dos Desportos (mais tarde rebatizado com o nome de Carlos Lopes, do atletismo). Então em tempo normal de jogo, agora durante e após prolongamento, com final idêntico.


Embota a analogia, desta feita, seja mais dos números, quanto ao resultado de golos marcados e sofridos no jogo mais importante da prova até à chegada ao último dia, mesmo assim pelos contornos envolventes há muitas semelhanças. Em 1971 chegava em definitivo à seleção principal o então jovem Cristiano, que fora bi-campeão europeu em juniores e na seleção A apenas estivera presente em anterior oportunidade dos Jogos Luso-Brasileiros. E nesse ano a seleção teve papel difícil, perante a ausência de Livramento, enquanto a Espanha tinha um grupo coeso e muito forte. Assim como, tal como desta feita Portugal apenas conseguiu abrir o ativo luso, na ocasião fazendo o primeiro empate do jogo, através dum hoquista que não entrara de início, Gonçalo Alves, também em 1971 Portugal deu a volta ao resultado por meio de Cristiano, que entrara já com o jogo a decorrer. E, como este ano, desta vez João Rodrigues foi autor de dois golos, também em 1971 Cristiano bisou. Quão agora o guarda-redes Girão teve participação importantíssima, também naquele tal célebre jogo do Pavilhão dos Desportos de Lisboa Ramalhete deu confiança à equipa.


Dessa inesquecível noite daquele sábado de Maio de 1971, recordamos o feito por meio de recortes jornalísticos guardados desde então no arquivo pessoal do autor deste blogue. Agora com viva esperança que, também, a final da tarde deste domingo de meio de julho de 2019 traga mais um título internacional para Portugal, no Mundial inserido nos Jogos de Barcelona – até para haver boa oportunidade de se evocar todo o Europeu de 71…


Armando Pinto
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