Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Trio Maravilha ou os “Três Diabos do Meio-Dia”




Num já longínquo dia 3 de abril, corria o ano de 1932, o FC Porto aplicou aquela que é até à data a maior goleada de sempre em jogos do campeonato maior português. Foram 18 golos sem resposta no jogo frente ao Ginásio do Lis, com destaque para os sete apontados por Valdemar Mota (na ortografia da época escrito Waldemar), mais quatro de Pinga e três de Acácio Mesquita, que entre eles somaram 14.

= Artur de Sousa "Pinga"!

«Triunfaram com um sorriso nos lábios, defrontando um adversário fácil de manobrar. Valdemar Mota foi o jogador que mais distinguiu, quer construindo jogo, quer rematando às redes» como ficou descrito na História do FC Porto por Rodrigues Teles. Contando que apesar das dificuldades não terem sido muitas, houve contudo vontade conjunta de fazer sempre mais e melhor, sem deslumbramentos nem acomodação, forçando a motivação ao limite (como pensamos aqui para nós).

O jogo decorreu no Campo do Bessa e era relativo ao Campeonato de Portugal.

Sendo então que aquele trio de grandes futebolistas nesses tempos ficou celebrizado pelo epíteto de “ Três Diabos do Meio-dia”, tamanha a exibição efetuada num jogo realizado pelo meio-dia, às 12 horas, num certo dia.

Armando Pinto
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sábado, 31 de dezembro de 2016

[Retalhos da] Vida de Artur de Sousa “Pinga” (Continuação) – VII, VIII e IX (final).


Continuação e final da série de flaches descritivos sobre a vida e obra futebolística do célebre PINGA - GRANDE FUTEBOLISTA PORTUGUÊS dos anos 30 e 40, do século XX, que se tivesse jogado num clube de Lisboa era certamente considerado mediaticamente pelo reino como dos maiores do panorama luso…





Armando Pinto
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

[Retalhos da] Vida de Artur de Sousa “Pinga” (Continuação) – V e VI


= Continuidade, com mais fragmentos, sobre Pinga - o primeiro futebolista-maravilha da Madeira, grande referência do FC Porto e  durante muitos anos considerado o melhor de Portugal. 




Armando Pinto
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Vida de Artur de Sousa “Pinga” (Continuação) - II


Continuação / Fração II - Sobre a vida e carreira desportiva de Pinga:

Armando Pinto

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Vida de Artur de Sousa “Pinga”


« Decorria o ano de 1938 quando o madeirense Artur de Sousa “Pinga”, grande referência ofensiva da equipa portista da época, rejeitou a 27 de Dezembro uma oferta “gorda” para se mudar para o Vasco da Gama (Brasil). O avançado, que haveria de conhecer apenas dois clubes na carreira (pois além do FC Porto só jogou no Marítimo) disse não a 30 contos de luvas (cerca de 150 euros na moeda atual) e mil escudos (cerca de cinco euros) de ordenado, continuando a viver entre Águeda e o Porto. Como jogador, a bonita história de azul e branco terminou com uns notáveis 146 golos marcados em 221 jogos que fazem do já falecido “Pinga” um dos mais eficazes artilheiros ao serviço do nosso clube.»


Assim refere a página informática Dragões Diário (no texto acima reproduzido, com a devida vénia), evocando este ícone futebolístico portista, madeirense e nacional. Fazendo lembrar quão interessante é recordar sua biografia, conforme há já uns anos bons veio transcrita no jornal O Porto, em respigos dum livro sobre a carreira desportiva de Pinga - o símbolo portista que noutros tempos foi até nome do antigo galardão do clube, antecessor do atual trofeu Dragão de Ouro.


Assim sendo, para aqui transpomos recortes dessa peça antiga, em fascículos ao longo de alguns dias, por artigos a postar separadamente.

Eis o início:


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Armando Pinto

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Carlos Pereira – célebre médio da “Linha Maginot”, contemporâneo e conterrâneo de Pinga.


A 19 de Novembro de 1933, faz agora 82 anos, «estreava-se com a camisola do FC Porto Carlos Pereira, um médio descoberto no Marítimo após um jogo com o Sporting em que se exibiu em grande nível. Pereira depressa se tornou um dos grandes médios da história do FC Porto – e não são poucos, como sabemos – tornando-se o centro de comando do célebre trio de centrocampistas conhecidos como Linha Maginot (…), por onde nada passava e tudo se construía. Carlos Pereira fez 198 jogos pelo FC Porto, tendo-se sagrado tricampeão português, a que juntou o último campeonato de Portugal.»

Ora, Carlos Pereira, que junto com Anjos Pocas e Francisco Ferreira, formou a célebre linha média que separava a defesa do ataque conhecida por “Linha Maginot”, foi um internacional portista madeirense que deu cartas em Portugal continental, quando da sua Madeira para o continente era preciso comunicar mais por carta, em correio vindo a vapor, como se dizia, nos navios a vapor, de carreira.

Quanto a isso e muito mais, sobre a sua carreira desportiva, palmarés e quanto à tal celebrizada linha, deixamos à consideração alguns excertos documentais: primeiro do trabalho de Rodrigues Teles sobre os Internacionais do F C Porto (publicado em finais dos anos sessentas, aquando da colocação da galeria de retratos respetivos na antiga sede do F C Porto da baixa da cidade); e depois com respigos da rubrica Imortais (da interessante série com esse nome, iniciada na revista Dragões em Janeiro de 2014).



ARMANDO PINTO

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

PINGA: o Portista "Vulcão Futebolístico" da Madeira !



Surgida das águas oceânicas por erupção vulcânica, em cuja vastidão se tornou “Pérola do Atlântico”, a Madeira teve de si outro vulcão, mas humano, a largar um magma potenciador de importância para a ilha, em tempos passados. Tal o que sucedeu com Pinga, nome de guerra desportiva de Artur de Sousa, detentor de grandes dotes na arte futebolística, tendo sido o primeiro grande valor desse jardim encantado no meio daquelas águas azuis.


Artur de Sousa Pinga, com cognome derivado de tradição familiar, foi assim, no século XX, a partir da década de trinta e até aos anos da década de quarenta, em especial, o primeiro grande fenómeno madeirense. Tendo sido ídolo de multidões em Portugal, por quanto se evidenciou entre pares nas provas disputadas do futebol português, como grande futebolista ao serviço do F C Porto. Transformando-se então num carismático homem do norte do país, residente como era da cidade Invicta e admirado como foi das gentes nortenhas. Mas não só, visto ter representado Portugal, com a camisolas das quinas ao peito, num tempo em que escasseavam jogos de apreço entre nações, e Portugal estava muito recatado neste nosso recanto ibérico. Sendo Pinga, entretanto, nome que, então, teve direito a figurar numa rua da sua terra, ficando também perpetuado na toponímia do Funchal. 


Pese a grande distância desses tempos até aos dias de hoje, e quando nos dias que correm o atual grande embaixador da Madeira, que é o futebolista Cristiano Ronaldo, é muito festejado, de todas as maneiras e feitios, não pode ser esquecido esse grande valor do passado que foi Artur Pinga.

Atendendo a isto, como forma de avivar memórias que tendem a ser curtas, por vezes, trazemos desta vez ao espaço da blogosfera uma recordação do madeirense Artur de Sousa Pinga, por meio de alguns exemplos escritos com que está referenciado nas letras portuguesas. 


Armando Pinto

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pinga: Um futebolista d’ ouro de outros tempos.


Está-se num período de loas de popularidade de alguns nomes sonantes do futebol, daqueles mais contemporâneos da difusão televisiva e mais ainda da teia informática expandida através da Internet. Nomes mais recentes e conhecidos das gerações atuais, por isso, que antigos astros do desporto-rei, dos que em tempos passados faziam as delícias do imaginário das multidões, entre adeptos e simpatizantes de perto e longe, quantas vezes sem nunca os terem visto ou apenas conhecerem por gravuras de jornais, quando não só de ouvirem deles falar.


Por tais razões e mais umas quantas considerações, devemos sempre recordar nossos maiores, os que nos precederam na defesa do que sentimos e nos entusiasma, como nossos antepassados, a nossa pátria e o F C Porto. E, porque os de outras eras não chegaram a ser do tempo de tv´s e computadores, não podemos esquecer grandes valores de antigamente, neste caso dos que bem serviram o F C Porto. Tal como numa religião se deve conhecer os fundamentos e numa votação o respetivo programa delineado, também nestes casos, como a memória desportiva, se deve ter em conta o percurso histórico, e não apenas reduzir tudo a um conhecimento ditado pelo mediatismo da atualidade e ditames da comunicação social vigente.

Assim sendo, por exemplo, devemos todos conhecer Artur de Sousa  Pinga, o grande futebolista português dos anos trinta e quarenta, do século XX. Como é possível recordá-lo, através do que ficou escrito. E como de outras vezes, anteriormente a este artigo, já desenvolvemos alguns textos e colocamos alguns recortes e crónicas sobre ele, neste nosso espaço da blogosfera, dispomos desta feita de mais umas frases identificativas de sua valia, na senda de sua fama, a perdurar pelos tempos além, no seio da verdadeira história do desporto português.  


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Armando Pinto  

quarta-feira, 8 de maio de 2013

F. C. Porto de Artur de Sousa Pinga, na História Eterna – o Maior de Sempre !

 

Neste início de Maio, para nós, Portistas, floriu de novo a fé na conquista e manutenção do título de Campeões Nacionais, ante a possibilidade do F. C. Porto voltar a ser Campeão Nacional de futebol. Sem embandeiramentos antecipados, contudo, diante do panorama do que tem acontecido esta época já conhecida como dos escândalos à Capela, tal como no sucedido no ano dos túneis. Além de algumas tremideiras possíveis de intrometer-se. Porém, cientes e concentrados, com garra e valor venceremos. 

Pois sim, apesar de tudo quanto tem ocorrido, tanto de estranho, quão vergonhosamente impune, no benefício ao clube do regime, em prejuízo do nosso clube ainda campeão em título, pois o F C Porto, apesar de tudo, tem conseguido manter-se na disputa do comando da prova máxima do futebol português. Com um exemplar comportamento dos nossos representantes, quer dentro como fora do campo, no recente jogo da Madeira, tão decisivo na mira do objetivo em vista, perante a pressão colocada no desafio do rival, de que resultou o que se sabe…

   

Ora, nesta ocasião, quando todos tecem referências ao próximo e mesmo decisivo embate no estádio do Dragão, entre os dois primeiros classificados, voltamos nossa celebração do presente através de mais uma recordação do passado. E que estrela essa refulge no além, projetando nos ares a grandeza do F. C. Porto! Fazendo memória, para o efeito, dum grande astro que sintetiza a grandiosidade do F. C. Porto, por sinal um Madeirense que não foi em ondas e cantigas de regime e se afeiçoou ao Porto, tornando-se numa das maiores referências históricas do F. C. Porto, considerado por verdadeiros desportistas, como foi, o melhor futebolista português – Artur de Sousa Pinga.

   

Se Pinga tivesse jogado por algum dos grandes clubes de Lisboa, e nomeadamente pelo clube de Salazar de outros tempos e dos Sócrates, Passos e Portas de agora, seria tido em conta com honras pátrias. Não digo que lhe chamassem um figo, mas por certo teria uma estátua com uma fronha mais bonita que a do zoológico da Luz… Assim, tal como nossos patrícios o conheceram e deram testemunho, Pinga foi grande entre os maiores. A pontos de durante uns anos ter tido em sua honra uma estatueta, considerada trofeu com seu nome; objeto esse que serviu de galardão mais significativo da Família Portista, o Trofeu Pinga, antecedente do atual Dragão de Ouro.

   

Vem assim à lembrança fazer tão justa memória de tamanho símbolo clubista, como quem olha o céu, contemplando o universo azul a pairar sobre tudo o que em baixo fica. Evocando esse grande nome entre tantos gloriosos astros que honraram a sagrada camisola das duas listas azuis do F. C. Porto. Tal qual o F. C. Porto é o clube português com mais títulos oficiais em futebol, continua a ser o Campeão Nacional e ostenta as maiores honrarias, também teve nas suas fileiras o melhor futebolista português de sempre - por muitos considerado melhor que Eusébio e quejandos, até porque foi de tempos de menor projeção do futebol e menor realização de jogos de clubes e seleções, continuando a ser dos poucos lembrados desses tempos de antanho.

   

Em tal viagem ao passado, com os sentidos no futuro, procuramos mais uma resposta ao percurso grandioso do F. C Porto, com uns laivos de quão significativa foi, em seu tempo, a festa de despedida de Artur de Sousa, o nosso Pinga. Abrindo-se o peito com uma bonita reportagem inserta na revista Stadium, no respetivo número de 10 de Julho de 1946, numa graciosa edição de tal publicação lisboeta, in illo tempore…!

   

Melhor que mais considerandos, deixamos à vista algumas passagens da festa de homenagem a Pinga. Enquanto, clamamos também: Como depois houve uns Araújo, Barrigana, Hernâni, Américo, Fernando Gomes e alguns mais que se aproximaram em representatividade Portista, e outros têm ficado na História em muitíssimas vitórias, que venha aí mais uma jornada vitoriosa de alguns outros ainda, dos nossos atuais futebolistas seniores. Que se afirmem uns quantos mais dos “nossos” e façam história este sábado, para gravarmos em nosso coração… de sangue azul e branco!
   

Armando Pinto 
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Obs: Em anteriores oportunidades dedicamos outros artigos a Pinga, especialmente no nosso pioneiro blogue “Lôngara…”. Porém esse blogue foi violado por adversários, deixando o respetivo espaço de estarno respetivo link.

A. P.