Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Não há pai pró Porto...!


Hoje é o consagrado Dia do Pai, uma data tocante para quem sente seus descendentes bem chegados e tem presente a heroicidade terna da imagem ascendente, a quem cultiva a eternidade da lembrança, na saudade eterna.

Nesta ocasião, enquanto nos envolvemos no sentimento paterno, filial e paternal em uníssuno, chega-nos uma outra vertente dum ditado alusivo. Pois, quando eramos crianças, habituamo-nos a dizer que não havia pai para o nosso pai, tal a distância com que víamos essa figura tutelar que nos abraçava de corpo e alma. Hoje já mais espiritualmente, mas sempre com o mesmo sentimento de que ninguém chega a nosso pai... e nada era como aquilo que víamos nessa perspetiva...

Essa máxima, com os tempos, tem sido associada à grandiosidade duma dimensão que supera tudo, por assim dizer, em diversos aspetos. Tal o que se passa nos casos de entusiasmo por algo ou alguém, mais, como nos temas de foro social, por exemplo.

Nesta fase da vida, ao chegar a Primavera e na atualidade do Dia do Pai, depara-se-nos na comunicação a novidade que o F C Porto passa a ser o clube desportivo com mais adeptos nas redes sociais. Algo de relevo, atendendo a que, durante muito tempo, houve quem tentasse inventar uma diferença substancial de apoiantes de clubes lisboetas perante o maior clube de fora de Lisboa, o que afinal, conforme se comprova facilmente, não é bem assim.

Repare-se então na nota noticiosa hoje difundida no Jornal de Notícias:

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Assim sendo, a propósito, até apetece dizer. - Não há pai pró Porto! Ninguém chega a este nosso F C Porto!!!

Armando Pinto

domingo, 15 de março de 2015

À roda histórica do Ciclismo Portista…


Ressurge a natureza na transição anual já evidente nesta fase do calendário, prestes a chegar a Primavera e com o Inverno a ficar para trás. Num tempo, porém, em que no futebol parece ainda teimar a manutenção das invernias, em meteorologia fustigada por tempo incerto, tal o que está a acontecer no desporto português, onde o crime volta a compensar, à imagem salazarenta de antigamente e também de anos ainda recentes dos campeonatos dos túneis, do estorilgate, até a estes sintomáticos dos colo-colo… com a equipa protegida do regime quase sempre a ganhar contra menos um (11 contra 10, na grande maioria das jornadas), sempre com mais um trio encomendado a seu favor, de cada vez... e, se isso não basta, perante tanto receio ainda, até fazem com que seja expulso o guarda-redes do F C Porto (para ficar em campo com menos um, por sua vez) como aconteceu agora com o Arouca - só porque o Porto continua firme a meter medo ao Benfica. 

Visto isto: Para não ter de dar sempre no mesmo, tal como antigamente, recuamos uns vislumbres recordatórios à existência dentro do F C Porto da modalidade que outrora mais adeptos granjeou na afeição portista, durante os longos anos do sistema BSB, quando no futebol só os três primodivisionários clubes de Lisboa, ou seja Benfica, Sporting e Belenenses, tinham direito a presidir aos destinos federativos portugueses e faziam o que lhes dava na real gana, a seu bel prazer. Restando ao F C Porto lutar com os músculos das pernas a dar ao pedal, por então no ciclismo não haver árbitros, juízes arbitrários, e serem as boas forças humanas a ditarem leis. Embora ainda, mesmo assim, com algumas questiúnculas famosas…


Nesta pedalada, remontamos atenções memoriais a tempos mais recuados do ciclismo Portista. Cuja história já desenvolvemos em anteriores lembretes. Deixando para agora alguns lampejos de tempos remotos, através de imagens, quer duma publicação comemorativa do clube, há uns anos bons, no qual se inclui um recorte de arquivo pessoal; como por meio de recortes de pranchas de banda desenhada dum interessante documentário ilustrado ("Heróis da Estrada"), publicado em 1985 pelos jornais O Jogo e Jornal de Notícias. Apenas parcialmente, para não alongar demasiado o artigo.

Comecemos assim por uma panorâmica histórica:


Posto isto, passamos aos anos das iniciais pedaladas oficiais de ciclistas com as camisolas do F C Porto. Sabendo-sde que antes houve representações clubistas nos tempos dos Fortes e Fracos, também. Até que já com inscrição garantida, passaram a correr com as camisolas portistas alguns pioneiros das bicicletas pelos idos anos  trintas...
Recorde-se que a Volta a Portugal em Bicicleta teve início em 1927, com alguns anos de interegno pelo meio.

Reparemos então no que refere "HERÓIS DA ESTRADA", quanto à Volta a Portugal de 1934:


Depois, essa mesma História da Volta a Portugal, em populares imagens aos quadradinhos, recorda outras curiosidades, já relacionadas com 1941 e primeiros valores salientes com a sagrada camisola azul e branca colada ao dorso.


Entretanto, a evolução da corrida foi tendo participações portistas mais evidentes...


Até que surgiu a primeira vitória individual do F C Porto na Volta a Porttugal em Bicicleta...


... Daí em diante, e durante uma assinalável série de anos, houve domínio muito acentuado do ciclismo portista no universo do desporto das bicicletas em Portugal. Mais ou menos até começarem a aparecer casos públicos ainda na memória coletiva. 

Com estas imagens dos primórdios das andanças portistas pelas estradas, ficamos desta feita por aqui. Guardando para outras oportunidades a devida continuação. Salvagurdando que diversas imagens desta sequência já foram publicadas em anteriores partilhas e outras mais poderão ser inseridas noutras evocações. Enquanhto se verifica que, passados tantos anos, depois que o F C Porto deixou de ter ciclismo entre suas modalidades ativas, ainda é o F C Porto o detentor de maior número de vitórias individuais e coletivas no historial da Volta a Portugal em ciclismo.

Armando Pinto

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sábado, 14 de março de 2015

Salvé Poeta Popular Portista: João Manuel!


O F C Porto, como grandioso baluarte do sentimento de muita gente, tem sido cantado por homens que conseguem exprimir de forma eloquente a grandiosidade que representa. Havendo na História do F C Porto alguns poemas épicos deveras expressivos, quer no histórico Hino, como na popular Marcha e outras composições heroicas, tal o que sempre temos presente das frases rimadas de Heitor Campos Monteiro, João Manuel, Pedro Homem de Melo, etc.

Desses, habituamo-nos, também, à companhia de lindas poesias publicadas no jornal O Porto por poetas de repentismo apurado, como o mesmo João Manuel, mais um Rutra Luar, entre alguns mais. Poetas que admiramos em seus versos ao correr de muitos anos, no lado de leitor e na distância do que ia vindo nas páginas que gostávamos de ler.

Ora, através duma crónica que lemos hoje, num jornal diário, ficamos a saber que João Manuel perfaz neste sábado noventa e tal anos. Segundo o que bem escreveu Helder Pacheco, na sua habitual caixa dos sábados no JN. Julgando (aqui o autor) tratar-se desse tão popular poeta, pois o cronista referido, historiador portuense com alguns trabalhos igualmente dedicados ao F C Porto, não refere no artigo pormenores biográficos sobre o personagem em apreço. Contudo o tema logo nos fez recordar esse poeta que, assim, recordamos aqui.

Por quanto João Manuel encantou em versos o que é o F C Porto, aproveitamos para lhe prestar justo tributo, com a recordação duma sua poesia ilustrativa.

Armando Pinto


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quarta-feira, 11 de março de 2015

F C Porto nos Quartos de Final da Liga dos Campeões, entre os melhores da Europa


Foi uma noite de gala, daquelas jornadas para recordar ao longo dos tempos. O que aconteceu na noite de terça-feira, com a passagem do F C Porto à fase seguinte da mais prestigiada competição europeia, através duma histórica goleada ao Basileia.

Assinalando esse facto especial, cá estamos simplesmente a registar essa ocorrência digna de apreço, numa grande exibição de toda a nossa equipa. Apesar deste tempo de meteorologia instável, que leva ao aparecimento de gripes, motivo porque deixamos passar o tempo até colocarmos aqui esta anotação, de permeio com abafamento de retenção no leito…

Diziam os povos antigos que a vida se questiona se somos ou fomos felizes. Porque o mais interessante é viver-se por nossos méritos e não andar à custa de ajudas alheias. Tal o que se passa no futebol, que é um fenómeno apaixonante e para nós vale por ganharmos sem andar ao colo… como se vê nas provas internacionais, sem favorecimentos a outras equipas!

Armando Pinto

terça-feira, 3 de março de 2015

Recordando a tal vitória do F C Porto sobre o Sporting, com dois golos oficiais de Doriva


Pois bem, como escrevemos no último comentário respeitante ao anterior artigo, na respetiva caixa e em determinada resposta, a questão dos hat-tricks reais, de três golos apontados por um só futebolista, em jogos com o Sporting, levou a diferentes interpretações. Por via disso, porque o que aqui se procura fazer unicamente é com intuito de puxar pelo F C Porto, mas dentro da verdade, concluímos o tema com a colocação duma página desse distante ano de 1998, de ilustração ao facto do F C Porto então ter derrotado o Sporting com 2 golos de Doriva, em 3 remates do mesmo, na marcação de livres.  Porque o outro golo oficialmente foi atribuído ao Jardel, como se pode ver nos quadros anexos.


Eis aí, assim, o que fica e vale, do que foi publicado na revista Dragões, órgão oficial do F C Porto, em seu número de Dezembro de 1998 – sobre o próprio jogo e à carreira da equipa do F C Porto, até à 16ª jornada do Campeonato Nacional da I Divisão de 1998/99.


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Armando Pinto

segunda-feira, 2 de março de 2015

Tello na pauta dos grão goleadores em clássicos e na galeria dos “Hat-tricks” Portistas perante o Sporting


A vida é feita de pequenas e grandes coisas, contudo sempre mais atrativa quando complementada com grandes feitos. Tal a importância de haver heróis, como apologia da transcendência existencial.

Sendo que o desporto é um fenómeno social e o chamado desporto-rei que é o futebol galvaniza multidões e ajuda a tornar a vida menos monótona, sabendo-se como não se pode sempre estar a pensar no enfraquecimento do nível de vida e prejuízos causados pelas más políticas dos anos mais ou menos recentes, ainda é o entusiasmo pelo universo futebolístico que serve de válvula de escape, com a paixão portista firme na crença ( apesar da intromissão de jogadas de bastidores que têm ajudado o Benfica a manter-se ao colo do sistema que vem do tempo dos túneis)…


De todo o modo, como dizia o poeta, o F C Porto mantém firme o passo, aqui ninguém recua. Com perseverança e confiança. Tanto que este domingo deu uma lição a muita gente, do modo como goleou o Sporting por 3-0. E só não foram mais porque, além dum outro remate esbarrado na trave da baliza, ainda foram escamoteados ao F C Porto pelo menos dois penaltis, em mais uma arbitragem feita por um conhecido árbitro pró-Benfica…  

Para o caso, contaram três golos apontados então pelo espanhol Tello.


Com estes três golos apontados ao Sporting no clássico do Estádio do Dragão, Tello entrou para um lote restrito de futebolistas que estão na história, integrando quadro de honra, por terem apontado três ou mais golos em duelos entre Dragões e Leões, ao longo de todos os jogos das competições oficiais. Desse rol, importa, no caso, a parte respeitante ao F C Porto, tendo sido cinco homens equipados de azul e branco a apontar tantos golos duma assentada, em seis jogos, ao rival de Alvalade.

A honrosa lista é encabeça por Artur de Sousa Pinga, histórico senhor que nunca é demasiado recordar.


Eis alguns números e dados do rol de tais marcadores de três ou mais golos nos embates entre os emblemas do F C Porto e Sporting, num total de cinco craques de sucessivas gerações. Sendo que desses o portista Carlos Nunes até apontou quatro golos, e Pinga fez três em duas partidas disputadas em anos seguidos.


Os cinco magníficos e seus feitos correspondentes:

Primeiro foi o grande Pinga, em 1934/35 a obter 3 golos no F C Porto 4 x 2 Sporting dessa época de 1934/35; repetindo a proeza no ano seguinte, fazendo assim um hat trick em dois jogos entre estes rivais. Em cujo triunfo azul e branco por 10 x 1, Pinga fez três golos, mas Carlos Nunes fez quatro remates certeiros. Seguiu-se aí Carlos Nunes, então com os 4 golos na goleada de 10 x 1 infligida aos leões, em jogo disputado no campo do Ameal, em 1935/36. Volvidos poucos anos, ocorreu outro hat-trick portista através de Slavko Kordnya, autor de 3 golos de enfiada no cômputo do F C Porto 4 x 2 Sporting de 1939/40.


Passou de permeio muito tempo de interregno, até novo futebolista do F C Porto ter  levantado  três dedos vitoriosos perante os adversários da camisola às riscas verdes,  o que só voltou a acontecer já na década dos anos setentas,  com António Oliveira a enfiar três golos no decorrer do F C Porto 4 x 1 Sporting, em 1976/77...


...Surgindo agora a mão cheia de heróis azuis e brancos em tais autorias, com o feito de Tello, neste F C Porto 3 x 0 Sporting que ainda vivemos e saboreamos, agora com novo ânimo nesta fase decisiva da época de 2014/2015.


Um facto destes merece natural realce. Como procuramos aqui fazer, revivendo os autores através de alguns respigos ilustrativos, nomeadamente por via de alguns excertos de números das antigas Seleções Desportivas, edições de 1978; bem como por uma ficha da Enciclopédia do Desporto, edição Quidnovi, volume 10, de 2003; e da revista “Golo”, de 1977 – dando, por fim, imagens da grande exibição de Oliveira, coroada com três golos, diante do Sporting de Laranjeira, Fraguito, Baltazar, Manuel Fernandes, Inácio e demais badalados sportinguistas desse tempo. Entre os quais também estava Manaca que, anos mais tarde, transferido para o Vitórioa de Guimarães, ajudou o Sporting a ser campeão com um auto-golo famosíssimo acontecido num Guimarães/Sporting celebrizado pelos piores motivos.


Importa destacar que Cristian Tello é o primeiro espanhol a marcar três golos num jogo deste género por cá, entre nós. Ou seja, até este domingo, nenhum jogador espanhol havia feito tantos golos num encontro entre portistas e sportinguistas.


Olhando para a justeza  dos números e contando o tempo pela medida da ampulheta recente, verifica-se que ia na casa das três décadas de anos que um só jogador do F C Porto não fazia pelo menos três golos num só clássico entre F C Porto e Sporting. Recuando-se então ao tempo em que José Maria Pedroto treinava o FC Porto e António Oliveira era o “Sandokan”, em 1976/77, emparceirando na forte equipa cantada na voz popular como sendo especialmente de… “Duda e Oliveira, mais Gomes na dianteira”… Ao tempo em que António Oliveira tinha sido o último a apontar um hat trick ao serviço do FC Porto contra o Sporting. Na altura, os Dragões venceram no Estádio das Antas por 4 x 1.


Armando Pinto
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domingo, 1 de março de 2015

F C Porto - Sporting em imagens de arquivo…


Aí está mais um Porto-Sporting. Disputando-se hoje no estádio do Dragão mais um jogo entre as equipas principais do F C Porto e do Sporting de Lisboa, para o campeonato da Liga Portuguesa.

Na oportunidade, e porque quanto ao resto já aqui temos aflorado diversos ângulos da correspondente história, ao longo dos tempos, desta vez ficamos simplesmente com algumas imagens, e apenas algumas de eras dos anos cinquentas e até inícios da década de setenta, das que estão guardadas nos arcanos da memória.

- No tempo de Hernâni, o grande Hernâni Silva, "Furacão de Águeda" e “Estratega Fora-de-Série”, como foi intitulado nas revistas  Ídolos do Desporto.

- Américo mostrando que era o rei da baliza…!

- Época de Vieira Nunes, Pavão, etc.

- …com Leopoldo, Rui, Rolando, Ricardo…

- Na era de Abel, Joaquinzinho e outros…

Armando Pinto


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