Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 12 de agosto de 2017

Passagem da Volta a Portugal / 2017 pela Longra (Felgueiras)


Com poucos quilómetros ainda decorridos desde o início da etapa, rumo ao alto da Assunção em Santo Tirso, a 7ª tirada da Grandíssima Portuguesa de 2017, saída de Lousada ao início da tarde deste sábado, depois de percorrido pequeno trajeto dentro de terras lousadenses e entrado no concelho de Felgueiras, passou na Longra a toda a velocidade de carros da caravana e bicicletas dos ciclistas, perante a atenção das pessoas que estavam na berma da estrada. Passagem assim aplaudida por um público assinalável, já com a barriga saciada pelo almoço e, como que em sobremesa de interesse, a presenciar tal passagem dos ciclistas que se vão vendo na televisão e alguns jornais.


Desses momentos, qual reportagem possível feita pessoalmente, enquanto se deitavam olhos aos ciclistas que despertam atenção do autor e a oportunidade de clicar na maquineta fotodigital, se regista visualmente a passagem da Volta na Vila da Longra, à porta de casa do autor destas linhas e fotos  captando a passagem dos carros afetos à equipa portista, mais vista do grupo da frente em "fuga", onde ia incluído um representante do FC Porto... 


...depois o trânsito do pelotão perseguidor, ainda nessa fase de aclimatação dos voltistas... 


...até ao encerramento transitário do carro vassoura. 


Armando Pinto
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Obs.: Partilha para aqui do blogue "Longra Histórico-Literária", também do mesmo autor.
A. P.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Correndo Portugal: Andanças da Volta / 2017 pelo Vale do Sousa, com partida de etapa em Lousada e passagem em Felgueiras, terra de tradições ciclísticas e… de Adriano Quintanilha, “parceiro” honroso do ciclismo do FC Porto


A Volta a Portugal em bicicleta de 2017, na sua 79ª edição em que se perfaz a conta de 90 anos da primeira realizada em 1927, anda pelas estradas do país nestes inícios de agosto quente também no entusiasmo que a caravana do ciclismo português transporta em tão tradicional prova. E, entre as etapas de seu percurso, uma há de passagem por terras de Felgueiras, também, o que apraz aqui registar, como região que é de históricas ligações ao ciclismo, no passado, e boas ligações atuais, sendo Felgueiras o concelho natal do autor destas linhas e... de Adriano Quintanilha, grande entusiasta do ciclismo, como personagem empreendedor de diversos projetos resultantes em equipas que engrossaram o pelotão nacional ao longo de anos, quão importante figura que teve papel decisivo no regresso do ciclismo ao FC Porto e como tal no reavivar do entusiasmo atualmente à vista por esta modalidade  de heróis dos pedais.


Com efeito, a região do Vale do Sousa será uma das zonas que por estes dias (quando se escreve isto, nos inícios de agosto de 2017) terá os ciclistas da Volta a Portugal a correrem entre a verdejante paisagem destas paragens idílicas sob o céu bem azul. O que sucede à 7ª Etapa, no dia 12, após partida em Lousada, com passagem pela vila da Longra, em direção à cidade de Felgueiras e depois à Lixa, também, naturalmente correndo assim aqui em terras de Felgueiras, onde o ciclismo teve tradições efetivas (como está historiado pelo autor destas linhas, em diversas publicações), com saliência para o ciclista Artur Coelho, natural de Felgueiras, que, correndo pelo FC Porto, participou em Voltas a Portugal entre 1955 a 1961, a prova-rainha em que ele por diversas vezes foi camisola amarela e ganhou algumas etapas, além de se ter salientado com vitórias noutras corridas como em Grandes Prémios e ter representado a Seleção Nacional em duas participações na Volta a Espanha, bem como e especialmente por haver vencido a clássica 9 de Julho de São Paulo, no Brasil, em 1957, além de ter corrido em França, etc. e tal.

= Troféu da Vitória de Artur Coelho no Brasil, em exposição no Museu do FC Porto =

Nas afinidades de Felgueiras ao ciclismo também consta nos anais das corridas nacionais o protagonismo felgueirense havido com Joaquim Costa, valoroso ciclista que correu na Volta a Portugal em 1961 e 1962, tal como em 1964 coube vez a Albino Mendes (conforme de ambos também já aludimos em anteriores artigos), assim como merece saliência ter existido, em finais dos anos setentas, a equipa Zala, representativa da fábrica de calçado Zala, na qual se incluiu como treinador e ciclista Fernando Mendes, formação que correu a Volta a Portugal de 1979, e que chegou a ter pelo menos um felgueirense no plantel, de nome Miguel Magalhães; 


«««« = Joaquim Luís Costa, ciclista que representou a equipa então existente do Académico do Porto =

...tal como lembra ainda ter havido a equipa W52-Quintanilha-Felgueiras, com sede em Felgueiras e que ostentava camisola com as cores municipais com o símbolo do concelho de Felgueiras. Grupo que em 1993 alinhou nas provas do calendário velocipédico português e teve ação interessante na Volta a Portugal.

= Jornal O Jogo de 31-7-1993, apresentação das equipas para a 55ª Volta a Portugal =

Havendo depois, anos volvidos, uma outra equipa da firma felgueirense W52, também, que até saiu vencedora das Voltas de 2014 e 2015, esta que, embora com sede oficial de Sobrado-Valongo, incluiu nome patrocinador dos vinhos da também empresa felgueirense Quinta da Lixa. Equipa por fim substituída pela entrada do FC Porto nessa parceria, ficando como W52-FCPorto, com Adriano Quintanilha na cabeça, através de acordo firmado com o FC Porto, representado por elementos próprios, como um diretor mais o presidente do clube no topo orgânico e de modo particular pela representatividade que o grande clube azul e branco representa nacional e internacionalmente.

=  Revista Dragões, de Janeiro de 2016 =

Ora, o ciclismo sempre foi um desporto de heróis e, embora a modernidade tecnológica haja alterado certas panorâmicas do interesse público, continua a haver um lugar especial para certos casos que mexem com as sensibilidades, entre exemplos como é ainda o ciclismo de competição de alto nível. O que se revela em todos os que nos interessamos de algum modo por esta modalidade desportiva ao longo dos tempos e temos sempre presentes na ideia os nossos ídolos de infância e juventude, desde tempos em que, quando começamos a seguir as notícias da "Volta", havia “aqueles” ciclistas de que gostavamos (ah Sousa Cardoso, Mário Silva, Joaquim Leão, Ernesto Coelho, Gabriel Azevedo, etc!) e a nossa equipa nos fazia ficarmos presos aos relatos radiofónicos das etapas e pelo tardio da noite à espera das imagens do Diário da Volta na televisão, que era de um só canal e “bibó velho”…


Pois então, à falta de melhor, o ciclismo mais uma vez passará fugazmente na nossa terra, ao menos, depois de em anos passados já ter tido metas de chegada, primeiro em  etapas do Grande Prémio de Minho para profissionais que, em anos diferentes, teve metas finais na cidade de Felgueiras e no monte de Santa Quitéria; e depois a Volta a Portugal em Bicicleta teve chegadas na Volta de 1992, à etapa Mondim de Basto-Felgueiras da 54ª edição da Grandíssima Portuguesa, ganha então na cidade do pão de ló pelo italiano David Bramatti, da equipa Lampre; bem como na Volta de 2006, ao correr da etapa Gondomar-Felgueiras, passando na Longra com meta de aproximação à chegada, enquanto a meta final dessa 5ª etapa esteve instalada no alto de Santa Quitéria, onde triunfou o galego Gustavo César Veloso, da equipa espanhola Kaiku (o que leva a que Felgueiras esteja associada à primeira vitória em Portugal e primeira camisola amarela deste ciclista que mais tarde venceu a Volta já por duas vezes e atualmente é dos mais destacáveis nos dias decorrentes… em que é chefe de fila da W52-FC Porto); tal como em 2008 o monte de Santa Quitéria acolheu um final de etapa, mais importante ainda por ter sido no último dia, ao encerramento triunfal dessa edição da Volta, em contra-relógio vindo de Penafiel, com passagem pela Longra e chegada ao cimo dessa “rampa” de  8,4 % de inclinação média, em que triunfou o também espanhol Hector Guerra, da equipa portuguesa Liberty Seguros (tendo no pódio oficial, na alameda daquele mesmo alto da Santa, sido festejada a vitória, como vencedor da Volta, de  David Blanco, do Clube de Ciclismo de Tavira-Palmeiras Resort).

= Boletim “O Felgueiras”, nº 2 de Junho de 1987 do órgão oficial do FC Felgueiras, ao tempo que Adriano Sousa fazia parte como um dos diretores =

No meio disto, apareceu de há anos a esta parte o felgueirense Adriano Quintanilha, mais conhecido desde que patrocinou, ao longo dos anos, diversificados projetos desportivos, a partir do apoio a uma dupla de automobilistas de ralis (Nuno Pinheiro e Dr. Miguel Mota, este o autor da proposta textual para a elevação da vila de Felgueiras a cidade, entrada oficialmente e aprovada na Assembleia da República; os quais vieram a falecer num desastre automóvel fora do âmbito de provas), depois com sua participação em diversas funções no clube de futebol representivo de Felgueiras, e por fim entrado no mundo do ciclismo, nomeadamente através duma equipa que correu com o nome de Felgueiras na Volta a Portugal, até uma das recentes em que teve parceria com a marca de vinhos Quinta da Lixa. Isso já depois de entretanto ter sido membro da Direção e inclusive presidente do Futebol Clube de Felgueiras (como se recorda aqui, por recortes jornalísticos). Até que o mesmo empresário, dono da empresa W52, passou a ser parceiro do FC Porto através da respetiva equipa de ciclismo.

=  Suplemento do jornal O Jogo de 22-6-1988 dedicado ao FC Felgueiras, de que Adriano Sousa era o presidente em que o povo de Felgueiras depositava confiança numa ansiada subida  à divisão imediata à que o clube estava (então na antiga II Divisão Nacional-Zona Norte) =

Adriano Quintanilha, entretanto já se tornara famoso por levar para as etapas da Volta a Portugal parte da sua coleção de carros desportivos, com os quais por vezes acompanha a prova. Fê-lo inicialmente ao serviço da equipa Quintanilha-Moda Jovem-Paços de Ferreira, tendo de imediato logo no ano seguinte continuado com a equipa W52-Quintanilha-Felgueiras, que se manteria na modalidade também em 1993. O regresso da W52 ao pelotão deu-se em 1995 com o apoio ao Clube de Ciclismo de Paredes, ao serviço de quem, nesse ano, Cândido Barbosa se estreou como profissional. Depois veio a ligação à formação de Sobrado e a Nuno Ribeiro, um portista que, depois da experiência com a equipa W52-Quinta da Lixa, se arreigou ao FC Porto com a equipa W52-FC Porto-Porto Canal, em 2016, atualmente com nome oficial de W52-FC Porto-Mestre da Cor a correr em 2017.


Recorde-se que, no ano passado, Quintanilha subiu mesmo ao palco da cerimónia dos Dragões de Ouro, recebendo a distinção relativa ao ‘Projeto do Ano’ do distinto galardão oficial do clube, devido à prestação da equipa ‘W52-FC Porto-Porto Canal’.

=  Revista Dragões de Novembro de 2016 =

A ligação com o FC Porto começou assim em 2015, embora sem ser Portista assumido e aliás até de permeio ter diversos contactos públicos com o Benfica, segundo por vezes surge na comunicação social, e em jovem haver tido simpatia pelo Sporting, clube com o qual, até, em 2015 chegou a ter um pré-acordo para patrocinar a equipa de ciclismo dos 'leões', algo que foi quebrado e acabou por ser selado por fim com o FC Porto em finais do mesmo ano de 2015; pois, segundo Adriano Sousa referiu  publicamente «a única pessoa que apareceu e apresentou um projeto viável foi o senhor Pinto da Costa e o acordo tem viabilidade, no mínimo, para cinco anos».


Pois bem, com tudo isso e o resto, é pois a equipa de ciclismo do FC Porto um caso à parte dentro do interesse portista de adeptos seguidores, mesmo que à distância física, sendo nesse aspeto já como que familiares os nomes e caras de Raúl Alarcón, Gustavo Veloso, Rui Vinhas, Ricardo Mestre, António Carvalho, Joaquim Silva, Samuel Caldeira, Amaro Antunes, João Rodrigues, Tiago Ferreira, Daniel Freitas, Jacobo Ucha, Ángel Sanchez Rebollido e Juan Ignacio Pérez, mais Nuno Ribeiro, Maximino Pereira, Helder Alves, Miguel Vinhas, Nelson Lobo, Celestino Pinho, Alexandre Patrício, Fernando Maia, Elias Barros, etc.

Enquanto isto, aí está então o ciclismo de élite com a Volta a Portugal percorrendo parte do país profundo, dentro do que parece ser possível à Corrida Grandíssima Portuguesa, que em tempos percorria mais o país de lés as lés e ultimamente nem tanto, mediante certas condicionantes dependentes de apoios das autarquias, patrocinadores e apreciadores da passagem da "Volta".


Armando Pinto
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Nota: = Artigo para aqui partilhado do Blogue "Longra Histórico-Literária", também do autor deste "Memória Portista".
A.P.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Gustavo César Veloso: Chefe de Fila da Equipa de Ciclismo W52-F C Porto-Mestre da Cor


Iniciada a Volta nesta sexta-feira dia 4 de Agosto, até dia 15 deste mesmo mês estarão as atenções portistas voltadas ao ciclismo, a par com o início do campeonato principal de futebol, por via do que na sempre importante Volta a Portugal farão os ciclistas que correm vestidos com as lindas camisolas azuis e brancas, de permeio com outra grande atenção pelo que jogarão os futebolistas no dia 9, para já, na estreia oficial da época do FC Porto, neste que será um mais querido mês de Agosto. Enquanto na Volta, a atual e mediática prova de ciclismo no pico do calor entusiasta, se espera obviamente a vitória do FC Porto quer individual como coletivamente.


Havendo sempre favoritos, importa sobretudo que seja um ciclista do FC Porto a conquistar a camisola amarela cujo portador receba a coroa de louros de vencedor, perante alguma esperança, misturada com confiança, que Gustavo Veloso faça subir ao pódio o seu valor, para somar a sua terceira vitória em quatro anos, e especialmente a sua primeira ao serviço do FC Porto. Embora se Veloso não puder, haja sempre outros, desde que os ventos da fortuna também soprem favoravelmente, como Raúl Alarcón, Amaro Antunes, Ricardo Mestre, António Carvalho, Rui Vinhas, assim como para poder vencer etapas, e naturalmente ajudar no trabalho de equipa, além de todos os outros, há uns Joaquim Silva e Samuel Caldeira que muito se deseja ver levantarem os braços em sinal de triunfo. Tanto que na equipa do FC Porto existe um bom conjunto de valores, num naipe de cepa valorosa em que qualquer um pode vencer.


Diante de tudo o que consubstancia o ciclismo portista, na representatividade desta equipa em que se depositam sentimentos à Dragão, ressalta evidentemente o chamado chefe de fila, como é o líder natural entre os ciclistas da equipa W52-FC Porto-Mestre da Cor. Ciclista de raça, que conhecemos obviamente apenas de o ver em cima da bicicleta, e ele a nós nem assim (nem assado), mas que há muito tem a admiração do autor destas linhas… desde que em Agosto de 2006 o vi vencer uma etapa na então seletiva subida do Monte de Santa Quitéria, no alto de Felgueiras, estava ele ainda nos seus primeiros anos de corridas em Portugal. Curiosamente, então que o FC Porto estava ausente do ciclismo, recordo, eu pensei para comigo como seria bom o FC Porto voltar a ter equipa de ciclistas e entre eles estar esse Gustavo César, como ao tempo era referido. E não é que, passados cerca de dez anos, o F C Porto voltou a ter ciclismo, desde 2016, e a partir de então esse mesmo Gustavo Veloso corre com a camisola do FC Porto?!


Ora, desse momento interessante, recorda-se essa vitória, que na ocasião deu a camisola amarela a Veloso, na Volta de 2006 (em que no fim triunfou David Blanco, da equipa Comunidad Valenciana). Podendo isso dar para lembrar que Veloso representava a equipa Kaiku, uma das formações que integrou ao longo da sua carreira, com saliência para uma importante vitória numa etapa da Volta à Espanha, e especialmente como ele planeava o seu próprio percurso, ao tempo – sem contar então fixar-se no ciclismo português, que em boa hora veio abrilhantar, sendo um dos Notáveis da Volta a Portugal e já um dos nomes célebres do ciclismo do FC Porto.


Gustavo César Veloso ciclista espanhol, nascido a 29 de janeiro de 1980 em Vilagarcía de Arousa (Galiza), é honrosamente um cidadão ibérico querido do Porto e de Portugal, um dos heróis das estradas com a camisola azul e branca do FC Porto, assim como lhe fica bem a camisola amarela de faixa central estampada com as cores portistas e letras da W52-FC Porto.


Eis Gustavo César Veloso: Chefe de Fila da Equipa de Ciclismo W52-F C Porto-Mestre da Cor e forte favorito das aspirações portistas!

Armando Pinto
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Volta a Portugal do 90º aniversário Voltista em sabor adoçante…


Está a chegar às estradas portuguesas a famosa Volta a Portugal em Bicicleta, que, desta feita, irá percorrer parte do país ao longo de 11 dias de competição, desde a partida em Lisboa até à chegada a Viseu. Mantendo também parte do interesse, na linha de tradicionalmente ser um importante acontecimento desportivo do verão português, este ano a desenrolar-se de 4 a 15 deste mês de agosto. Sendo de estranhar, contudo, que mais uma vez não passe pela cidade do Porto, atendendo à Invicta ser naturalmente considerada capital do Norte, pelo menos, além de ser do Porto a equipa que tem sido a mais forte, enquanto o povo portuense sempre proporciona grandes manifestações de apoio vibrante à caravana dos ciclistas.

Fora isso e outros considerandos que dariam outras voltas, há um tema evidente no meio da volta dada pela memória dessa competição tão simbólica na identidade desportiva nacional:


A Volta a Portugal em Bicicleta, realizada a primeira vez em 1927, comemora 90 anos neste ano da realização da sua 79ª edição, levando por isso na roda a Volta de 2017 a ser a Volta dos 90 anos. Em cujo âmbito está a ser feita uma homenagem oficial a alguns ciclistas salientes da história da grande corrida portuguesa, embora sem fazer justiça a outros tão ou mais notáveis.


Então, nesta homenagem da organização da atual Volta a Portugal dos 90 anos, através de diversas iniciativas, estão a ser salientados, dos demais vencedores de todas as Voltas, apenas os que venceram mais que uma edição, com exceção do que venceu a primeira. Sendo 14 os nomes considerados nesse rol, desde o 1º, António Augusto Carvalho, que venceu uma Volta, e os vencedores por duas, três e quatro vezes, que se enumeram por ordem alfabética do nome por que eram referenciados e são mais conhecidos: Alfredo Trindade, Alves Barbosa, David Blanco, Dias dos Santos, Gustavo Veloso, Joaquim Agostinho, Joaquim Gomes, José Albuquerque, José Maria Nicolau, José Martins, Marco Chagas, Orlando Rodrigues e Ribeiro da Silva. Ficando de fora dessa lembrança alguns grandes animadores da popularidade da Volta, vencedores uma vez e quantas vezes mais favoritos, como por exemplo Fernando Moreira, tão popular em seu tempo e muito depois ainda, autêntico rei das multidões e dos mais idolatrados de sempre, bem como Fernando Moreira de Sá, Carlos Carvalho, Sousa Cardoso, Mário Silva, José Pacheco, João Roque, Joaquim Leão, Peixoto Alves, Joaquim Andrade, Manuel Zeferino, Belmiro Silva, Joaquim Sousa Santos, Fernando Carvalho, Venceslau Fernandes, Cássio Freitas, Nuno Ribeiro, Jorge Silva, Ricardo Mestre, Rui Vinhas. E, mais, houve entretanto também grandes ciclistas que não inscreveram seu nome por qualquer razão na lista dos triunfadores, mas foram grandes intervenientes, além de portadores da camisola amarela durante largos dias, como, entre outros, uns Aniceto Bruno, Eduardo Lopes, Onofre Tavares, Amândio Cardoso, Luciano Sá, Sousa Santos (pai), Artur Coelho, Alberto Moreira Copi, Américo Raposo, Azevedo Maia, Alberto Carvalho, Jorge Corvo, Mário Sá, Ernesto Coelho, Leonel Miranda, Firmino Bernardino, Cosme de Oliveira, Gabriel Azevedo, Custódio Gomes, Joaquim Leite, José Amaro, Alexandre Ruas, Cândido Barbosa, etc.

Estes todos e mais uns quantos, por certo, bem davam para uma galeria verdadeira de Notáveis da Volta. Tanto que nos 90 Anos da Volta a Portugal de ciclismo seria mais justo homenagear 90 figuras maiores do historial da Volta – contando os vencedores ao longos das 79 edições e mais os que podiam ter sido vencedores! 


No âmbito da homenagem oficial aos 14 notáveis lembrados, entre outras realizações e publicações, foi também feita uma coleção de sacos de açúcar, as populares saquetas com açúcar de deitar ao café, que, naturalmente, chegaram às mãos do público frequentador de estabelecimentos de cafetaria e restauração, interessando a colecionadores e apreciadores, numa série de 15 exemplares, contando os homenageados e mais o logotipo da Volta com a enumeração das etapas. Desse conjunto, para memória portista pessoal, guardou o autor destas linhas os saquitos referentes aos Vencedores da Volta que representaram o FC Porto como tal, conforme é o caso de Dias dos Santos, vencedor por duas vezes e ambas pelo FC Porto e Marco Chagas, vencedor de uma pelo FC Porto, a primeira das suas quatro vitórias homologadas, bem como Gustavo Veloso, atual ciclista portista e que bem pode vencer ainda pelo FC Porto também.


Fica-se assim com certo sabor adoçante, no caso, como em dose clínica popularmente se faz para evitar o amargo da saúde, em vez de açucarada consagração, como seria devido aos laureados da histórica Volta a Portugal. Contudo, qual coletânea de memorização, aqui com coroa de louros em nossa memória.

Armando Pinto
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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A Volta a Portugal do “Zeferino do Porto”!


O tempo corre, como nas bicicletas de corrida flui a grande velocidade, qual sopro do ar sob impacto do movimento das rodas e veloz recordação perante mecanismo da memória aos “Ases dos pedais”, os ciclistas heróis das estradas. Tal apraz recordar, quando está prestes a começar a “Volta” de 2017, enquanto já (como é lembrado em “Dragões Diário”) «passaram exatamente 36 anos desde a vitória de Manuel Zeferino na edição de 1981 da Volta a Portugal em biclicleta. Considerado um dos melhores ciclistas portugueses de todos os tempos, o poveiro conquistou a camisola amarela na primeira etapa para não mais a largar até à consagração, em Gouveia, impondo-se a Venceslau Fernandes (2.º) e ao colega de equipa Fernando Fernandes (3.º). Ao triunfo individual, a equipa portista juntou a vitória na classificação coletiva.»


Vem assim a talhe relembrar esse grande feito do ciclismo do FC Porto, conforme ocorreu em 1981 numa das épocas áureas em que o FC Porto passeou vitoriosamente as camisolas azuis e brancas no desporto dos pedais. Calhando a preceito publicar aqui, a propósito, algumas imagens relacionadas, sobretudo de uma cassete de áudio, da capa artesanal e vista da mesma cassete contemporânea do acontecimento, gravada e guardada pelo autor destas linhas, a qual contém gravações de reportagens radiofónicas de relato da vitória e entrevistas alusivas. Acrescendo, como ilustração, alguns trechos e gravuras da coeva reportagem jornalística d’O Porto, com algumas curiosidades colaterais…


Armando Pinto
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