Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Estreia de Soares dos Reis em jogos oficiais pelo FC Porto


A 12 de Novembro de 1933 colocava-se à frente da baliza do FC Porto em jogos oficiais Manuel Soares dos Reis. Então «no Campo do Bessa, Soares dos Reis, o primeiro guarda-redes internacional do FC Porto, estreava-se num empate (1-1) com o Leça, em jogo da primeira jornada do Campeonato Regional do Porto. Além dos seis títulos de campeão regional, Soares dos Reis foi campeão nacional por três vezes e campeão de Portugal por uma. Foi ainda o guarda-redes da vitória do FC Porto na primeira edição da Taça Ibérica, quando, a 7 de junho de 1935, no Campo do Ameal, o campeão português derrotou o Bétis, campeão espanhol, com um golo de Pocas e um hat-trick de Pinga (4-2)» - como bem é recordado nesta data na newsletter oficial “Dragões Diário” (e está anotado neste blogue, em artigo sobre a Dinastia dos Soares dos Reis do FC Porto).


Desse acontecimento há registos no álbum particular do próprio Soares dos Reis, elaborado ao longo de sua carreira por ele mesmo – conforme se dá à estampa por imagem retirada dos arquivos em posse da família (mais propriamente de seu sobrinho afilhado e nosso estimado amigo).


Ora esta passagem de história interessante, relacionada com a vida do FC Porto e no percurso desse célebre nome grande do FC Porto, o Soares dos Reis I (assim nomeado por ter dado início à dinastia de guarda-redes continuada com seu irmão, como tal oficialmente conhecido por Soares dos Reis II, e depois através de seu afilhado e sobrinho Neca Reis, como neste blogue está historiado em artigo próprio), vem mesmo a calhar diante da atualidade recente. Na calha desta referida estreia ter ocorrido no campo do Bessa, local onde após diversas ampliações se ergue o atual estádio do Bessa em que o FC Porto teve a mais recente vitória, num resultado importantíssimo perante a situação vigente. E com o subconsciente portista ainda a querer que agora tudo se resolva a bem do FC Porto, no caso. Tal como se passou com Soares dos Reis, anos depois de sua entrada e após a sua gloriosa carreira de guarda-redes, o qual em finais de seu trajeto de grande guardião da baliza do FC Porto se viu envolvido num caso de disciplina interna de que depois foi absolvido e reabilitado, tendo mesmo por fim exercido até funções de dirigente do clube, como é do conhecimento histórico da vida grandiosa do FC Porto.


Armando Pinto
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domingo, 10 de novembro de 2019

Atualidade do futebol do FC Porto - Reflexão pessoal, de sentido coletivo


A noite de sábado, véspera do importante jogo da equipa principal do FC Porto no terreno do rival Boavista, teve infeliz marca na notícia do afastamento de quatro dos futebolistas estrangeiros portistas, por castigo interno perante atropelo ao regulamento de disciplina do clube. Tendo surgido tal triste novidade: «Marchesín, Uribe, Luis Díaz e Saravia estão fora dos convocados do jogo do FC Porto com o Boavista. Os quatro jogadores terão estado numa festa de aniversário até horas impróprias, e assim falharam o recolher obrigatório do clube portista.
Marchesin tem sido uma das figuras da equipa de Sérgio Conceição e vai falhar o encontro deste domingo. Uribe e Luis Díaz também têm sido presença assídua nos escolhidos do treinador, ao contrário de Saravia.»

Ora, isto é uma machadada no ambiente do clube e uma boa notícia para os adversários.

Como tal, este artigo apenas é aqui publicado, neste espaço particular, pois não é para ninguém se intrometer mas simplesmente como chamada de atenção de um adepto de longa data e sócio, contando que quem escreve sente o FC Porto.

Resumindo e concluindo, antes de mais, à primeira vista esta e outras ocorrências mais não serão que fruto do estado a que chegou o futebol do clube azul e branco. Sem necessidade de especificar pontos de vista, pois quem lá anda dentro sabe ou deveria saber, e quem está fora vê que as exibições e  os resultados estão a ser autênticos desastres, não só ao nível da equipa sénior, mas até na equipa B e nos Sub-19, por exemplo. Logo tem de haver reflexão contundente e sincera, de modo a atacar o mal enquanto é tempo.

Não estamos de acordo com muita gente que sempre aproveita coisas destas para atacar a Direção e as diretrizes de gerência, pois não têm aparecido alternativas. Não colhendo ser por respeito ao presidente, que se devia afastar por sua iniciativa, pois se assim fosse noutros quadrantes nunca haveria mudanças. Quem não está bem, põe-se. Quem quer ser alternativa presidenciável que assuma e não se escude em nada. Quem apoia outros rumos que faça valer sua vontade, pedindo uma assembleia extraordinária, por exemplo, e não andando por trás a opinar destrutivamente. Os que mais minam são toupeiras e bem sabemos que os inimigos não olham a meios para atingir fins.

O que se pretende com este desabafo é apenas um alerta interno, para as gentes de bem do FC Porto.

Diz-se que anda um chamado adepto, que tem entrada no ambiente do clube, “a fazer das dele”, sempre presente em atitudes e convívios que têm lesado o clube. Entre outros casos. Sendo pessoa que agora aparece em fotos no tal convívio do festejo que levou a esta ocorrência. Será? E será que na estrutura do clube estão a dormir com estas e outras "coisas"?

De um modo ou de outro com este castigo ao quarteto, quem será prejudicado é o clube. Quanto a mim em casos destes deviam ser punidos os jogadores sem castigar o clube, ou seja, sem que o FC Porto fosse prejudicado. Enquanto um valor como o Marche estiver fora quem dera que a equipa não se ressinta, porque quer se queira quer não ele tem disfarçado atrás a fraca prestação da equipa. E todos eles são pagos para jogar, o clube adquiriu-os porque precisava deles. Deviam sim ser castigados de outra forma, multando-os fortemente com redução de ordenado durante determinado tempo, por exemplo, assim como obriga-los a treinar pela manhã cedo, horas antes dos outros e depois novamente junto com os restantes, entre diversas hipóteses de os fazer ver que se portaram mal. Mas não prejudicando a equipa.

No FC Poro tem havido um histórico de casos em que o clube foi prejudicado com castigos internos. Desde o que foi feito ao Pinga e depois revisto já a bem; tal como com o castigo ao Soares dos Reis, mais tarde reabilitado por verificação tardia de ter sido injusto, a pontos de ter depois sido até diretor do clube; mais o célebre afastamento de Custódio Pinto, Américo Lopes e Eduardo Gomes que levou a ter sido perdido o campeonato de 1968/69; passando pelo castigo a Gomes devido ao que aconteceu com o Octávio Machado na Madeira e originou o afastamento do Bibota, levando-o a ter de ir depois para um clube rival... Querendo isto dizer que no FC Porto não há meio de se aprender com os erros do passado.

Enfim, que haja ainda bom senso é o que se pede e anseia, a bem do FC Porto. Devendo haver uma reflexão a sério, sem deixar feridas abertas.

Honremos o FC Porto, que o FC Porto nos contempla.

Armando Pinto

Post Scriptum (de atualização)
- Felizmente o FC Porto venceu no Bessa o difícil encontro com o Boavista, ultrapassando vitoriosamente esse sempre complicado dérbi. E ultrapassando momentaneamente o difícil estado do ambiente clubístico. Mas não se pode esconder a cabeça na areia, nem ficar a descansar sentados no relvado ou no banco e mesmo no balneário, tem de se enfrentar a situação de frente. Viu-se neste jogo que muita coisa tem de ser alterada e felizmente o Boavista desta vez não foi tão contundente, não tendo colocado à prova alguns dos problemas da atualidade portista. Foi assim então uma importante vitória, e agora com a interrupção do campeonato haverá tempo de tomar as melhores medidas. A bem do FC Porto.
A. P. 

sábado, 9 de novembro de 2019

Lote histórico de percurso entre FC Porto e Boavista


Por entre exemplos possíveis de exercícios de memória, a propósito de mais um jogo do FC Porto com o Boavista, desta vez em casa do rival portuense, na ocasião do dérbi da Cidade Invicta, eis um exercício divulgado pela comunicação do FC Porto:

«Apesar de rivais, FC Porto e Boavista nunca estiveram de "costas voltadas" no que respeita a transferências, estando por isso a história repleta de nomes que vestiram as duas camisolas da Cidade Invicta.»

= Bobó, com uma camisola e outra…

Assim: «Na véspera de mais um dérbi portuense, o FC Porto elaborou uma lista de nomes capaz de formar um onze com jogadores que representaram dragões e panteras. A saber:

Guarda-redes: Américo;
Defesa: Bosingwa, Pedro Emanuel, Ricardo Costa e Mário Silva;
Meio-campo: Bobó, Raul Meireles e Timofte;
Avançados: Jorge Couto, Hugo Almeida e Artur.
Treinador: José Maria Pedroto.»

Com efeito foram vários os elementos, quer como jogadores e mesmo treinadores que estiveram de ambos os lados, tal também o caso do preparador físico Prof. Hernâni Gonçalves. Além mesmo de dirigentes, sabendo-se que Álvaro Braga Júnior antes foi funcionário do FC Porto e depois passou aos quadros dirigentes do clube do Bessa. Bem como de futebolistas que foram emprestados episodicamente, além de Américo, numa época a meio dos anos cinquentas, também Lemos em finais da década de sessenta esteve duas épocas por empréstimo no Bessa. Assim como entre os futebolistas transferidos de um para outro lado mais outros houve, como lembra os casos de Celso e Taí, inclusive internacionais nos anos setentas, mais  Albertino a seguir igualmente na década de setenta, por exemplo, ainda, mais anteriormente também António Barbosa, nos inícios da década de cinquenta. Bem como entretanto também Alberto Teixeira, Júlio e Ailton, e em tempos mais recentes igualmente Coelho, Latapy, Tavares, Duda (o mais jovem e que pouco jogou no FC Porto), Diogo Valente, Ricardo Sousa, Ricardo Silva, Rui Óscar e Tiago. E na atualidade Alberto Bueno. Dos que lembram, podendo ter até havido mais, evidentemente.


Nesse sentido, recordamos por imagens o caso do guarda-redes Américo, aqui com um cromo e uma fotogravura (constante de seu primeiro livro na coleção Ídolos do Desporto) de quando ele esteve uma época, por empréstimo, a rodar, ganhando experiência, com o emblema de xadrez na camisola. Junto com célebre imagem dum tradicional cromo com a camisola do FC Porto.


E ainda alguns outros, entre os diversos exemplos, com imagens de seus tempos de camisola azul e branca vestida.


Post Scriptum:

- Como aqui é referido que podia haver mais, afinal há mesmo. Conforme complementação, por um comentário chegado, pelo amigo Paulo Jorge Oliveira, verifica-se que: «Os primeiros jogadores que jogaram entre Boavista e FC Porto foram Vitor Guilhar e José Monteiro (Costuras). Vitor Guilhar entre 1933/34 a 1935/36 no Boavista e em 1936/37 no FC Porto. Depois voltou ao Boavista na época seguinte de 1937/38 e regressou ao FC Porto em definitivo de 1938 a 1948. O Costuras esteve no Boavista entre 1933/34 a 1936/37 e duas épocas no FC Porto entre 1937/38 a 1938/39.»

Armando Pinto
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Último golo oficial de Pedroto como futebolista


Na newsletter “Dragões Diário", na rubrica "Aconteceu" (neste dia), é agora lembrado que «há 60 anos, José Maria Pedroto marcava o último golo com a camisola do FC Porto. Fê-lo na sétima jornada do campeonato, frente ao Sporting de Braga, nas Antas. Foi o último de 35 golos em oito épocas consecutivas de azul e branco, durante as quais conquistou dois campeonatos e duas Taças de Portugal, palmarés que repetiu mais tarde enquanto treinador do FC Porto.» Isso quanto a campeonatos, pois em Taças de Portugal foram mais, só pelo FC Porto foram 3, a cujos triunfos juntou ainda mais duas como treinador do Boavista.


Ora, Pedroto, como médio dedicava-se mais a pautar o jogo, na captação de jogadas e distribuição de bola, como se diz em linguagem futebolística, mas quando lhe surgia oportunidade também fazia o gosto ao pé e mais a gosto dos apoiantes portistas. Como foi então pela última vez a 7 de novembro de 1959, segundo a indicação aludida. (Data contudo não coincidente com o que está no “Almanaque do FC Porto”, por Rui Miguel Tovar e produto oficial FCP, onde tal jogo aparece referido com data de dia 2 desse mês.) Tendo então a equipa portista alinhado (se estiver correta a informação) com Acúrcio, Paula, Arcanjo, Barbosa, Pedroto, Monteiro da Costa, Gastão, Ferreirinha, Humaitá, Adérito e Hernâni.



Pedroto, depois de ter envergado a camisola do FC Porto a partir de 1952, estava então a fazer últimos jogos como jogador na equipa principal do FC Porto. Tendo tido uma festa de homenagem após a conquista do Campeonato de 1959 (em março desse ano de 59, no jogo de entrega oficial das faixas de campeões), que não foi de despedida porque ainda jogou até finais de 1959, já na época de 1959/60. Pois tinha contrato até ao final da época, em agosto de 1960, embora nos últimos tempos até ao final do contrato praticamente só tenha feito jogos particulares e ajudado no Campeonato de Reservas. Estava já a preparar-se para ser treinador, até que enveredou de seguida pela carreira que o elevou ainda mais no panorama do futebol.


O FC Porto passava então por fase de renovação, com a fixação na equipa principal de novos jogadores como o guarda-redes Américo, o defesa Paula, o avançado Jaime (a entrarem na equipa onde ainda pontificavam uns Acúrcio, Virgílio, Arcanjo, Carlos Duarte, Hernâni, Perdigão, etc) e de passagem também contando momentaneamente no plantel com jogadores em ascensão, tais os casos de Armando, Ferreirinha, Coimbra, Humaitá, Adérito, etc.


Já com a mudança de orientação do futuro em mente, em finais da carreira de futebolista e depois da conquista do título de campeão nacional mais célebre (pelos contornos e feliz superação sobre o caso-Calabote), no mesmo ano de 1959, durante o defeso da época oficial de futebol, Pedroto deu novo rumo à sua vida também no aspeto sentimental e familiar.
Até ali solteiro e bem comportado, também, fazendo parte da equipa dos solteiros do FC Porto em jogos festivos (como à época era costume de vez em quando, conforme a imagem de ocasião em que alinhou junto com Américo, Virgílio, Arcanjo, Morais, etc.), José Maria de Carvalho Pedroto casou então, com uma jovem universitária e depois licenciada com o curso de farmácia, D. Cecília, constituindo uma linda família, que ainda hoje é referência no universo portista. Quão se pode dizer que a colheita de 1959 foi mesmo de Porto Vintage, saboreado com golos bebidos pelo título nacional e no casamento.


Armando Pinto
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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Recordando João Pinto, na calha do seu “Jogo da minha Vida”


Passou esta terça-feira no Porto Canal, no Universo Porto Jornal e no âmbito da rubrica “O Jogo da Minha Vida” que tem vindo a ser dado a conhecer na antena do canal televisivo do clube, a recordação de João Pinto como “guardador” da “orelhuda” taça da Taça dos Campeões Europeus em 1987. Vindo acima das lembranças toda aquela envolvência de, quase em êxtase, todos termos visto um jogador do FC Porto a receber aquela taça que até ali só tínhamos visto capitães de outras equipas estrangeiras receberem. E como deu especial gosto ver ao mesmo tempo na televisão a legenda "FC Porto Campeão Europeu-1987".


Eu, ao final da tarde desse dia 27 de Maio de 1987, então tendo em minha casa a companhia de amigos que vieram viver comigo esse momento único, e depois de tudo o que passamos durante o jogo, foi de pé e quase de cara encostada ao televisor que vi aquilo, quase ainda sem acreditar, mas a sentir em cheio... dei comigo aí a rir-me de emoção ao ver o João Pinto agarrado à taça, lá em Viena, na terra das valsas de música clássica, como melodia que tão bem soava ao coração. Parecia que era eu ali a agarrá-la, como bons anos antes, em Junho de 1968, senti ao ouvir pela rádio que o então capitão Pinto, o Custódio Pinto cabecinha de ouro e diamante, levantava a Taça de Portugal no Jamor… Tal como nos tempos em que esperei anos por um triunfo em Portugal, chegara enfim algo mais por que tanto esperei viver um dia, e logo ao mais alto nível da Europa do futebol.


Pois ao rever isso, algo que jamais sai dos sentidos, recordo os apontamentos que naquele tempo anotei pessoalmente, a registar para mim tal grande alegria, essa grandiosa conquista do FC Porto. Coisa que terá de ser de conhecimento dos vindouros, para contar aos netos, que também vivemos isso. Não no local, por não nos ter sido possível, mas como se lá estivéssemos. Quão estive de corpo e alma. Perdurando pelos tempos adiante terna recordação, mais tarde até vincada com a colocação de autógrafos de alguns dos campeões europeus no livrinho alusivo a essa final triunfante.


Ainda no passado domingo, no FC Porto-Aves, o vimos ao lado de Gomes, quando o Bibota recebeu a ovação da homenagem de solidariedade com que o mar azul o tributou. Estando ao lado do tradicional Capitão da equipa, o seu amigo, colega e nosso correligionário Capitão de Viena, o João Pinto. Figura carismática do portismo que nos percorre e ocorre nas memórias eternas.

Armando Pinto
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domingo, 3 de novembro de 2019

Fernando Gomes, o Bibota do FC Porto, aplaudido no Dragão ao minuto nove, o número da sua histórica camisola!


Minuto 9  👏 Minuto de aplausos
💪 A mensagem de força dos adeptos para Fernando Gomes

Através do facebook, especialmente, mas também por outros meios das redes sociais da internet, gerou-se uma onda de partilha duma mensagem para homenagear Fernando Gomes, ao minuto 9 do jogo FC Porto-Aves, por parte do público presente nas bancadas do Dragão em plena noite do primeiro domingo de novembro.

(«O Eterno 9...aos 9 minutos de jogo... todos de pé.
-No primeiro PORTO-AVES nas ANTAS, em 1986, ele decidiu com dois golos. Hoje no DRAGÃO o PORTO-AVES é o histórico jogo TRÊS MIL. Que melhor momento para que aos "9" MINUTOS o MAR AZUL e toda a nação Portista lhe tribute, com todos de pé, a maior OVAÇÃO da sua vida.
Vamos a isso, Viva o BI-BOTA Fernando Gomes, VIVA O FUTEBOL CLUBE DO PORTO!»)

E a grande mola humana ali presente aplaudiu, precisamente à passagem do nono minuto deste encontro, durante um minuto, de pé. Assim como quem não pôde marcar presença também viveu em espírito totalmente esse momento enternecedor. Porque Fernando Gomes, o Bibota, é alguém especial no afeto dos que sentem tudo e quanto é ser portista.


Com efeito, o F. C. Porto-Aves deste domingo, dia 3 de novembro, foi marcado ao minuto 9 por tal homenagem à histórica lenda portista Fernando Gomes, o "Bibota", como é conhecido desde que ganhou duas botas de ouro europeias na década de 80. Os adeptos presentes no estádio do Dragão levantaram-se e aplaudiram aquele que é o melhor marcador da História do FC Porto, recentemente diagnosticado com um problema de saúde do foro oncológico. Algo que com fé e a força de tantos admiradores está em tratamento, para poder vencer mais esse difícil adversário.


Em mais uma homenagem evocativa, aqui, deixamos reforço da memória correspondente com a sua ficha de apresentação curricular, a fazer constar os primeiros jogos oficiais pela equipa principal do FC Porto a nível nacional e internacional; bem como algumas imagens dum dos muitos jogos em que capitaneou a equipa portista, tendo sido representante em momentos significativos (como no exemplo da tradição nas visitas ao Restelo); mais a reportagem da revista Dragões sobre a homenagem que o clube lhe prestou em 1986 por via da sua 2ª Bota de Ouro.


Gomes nunca será finito, é eterno.


Armando Pinto
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Relembrando: Programa radiofónico “A Voz do FC Porto”


É lembrado nesta data em “Dragões Diário”, na rubrica Aconteceu, quanto à efeméride do dia: «Há 68 anos, realiza-se a primeira emissão de “A voz do FC Porto”, programa radiofónico oficial do clube e que a partir desse dia começou a ser transmitido todas as terças-feiras na Ideal Rádio. Num tempo em que não havia televisão em Portugal, só começaria seis anos mais tarde, a rádio era o meio de comunicação por excelência, com as famílias reunidas à volta da telefonia como hoje se sentam em frente ao televisor.»

Sendo assim, foi então a 3 de novembro de 1951, um sábado, que foi para o ar essa emissão do primeiro programa radiofónico do FC Porto.

Contudo pode essa ter sido uma das edições, pois que antes, segundo está na Tábua Biográfica da Fotobiografia do FC Porto, houve inicial emissão da Voz do FC Porto anteriormente, tendo sido a 25 de Abril de 1950 que «começa a emitir-se a “Voz do FCP”, programa radiofónico de um grupo de associados, “Os Portistas”, com direcção de João Manuel Antão.» Como aliás também aqui neste blogue já foi registado no artigo sobre o Dr. Miguel Pereira.

De todo o modo esse programa de informação e apoio do FC Porto durou durante mais alguns anos, pelo menos, constando no Relatório da “Gerência de 1956” uma notícia de apresentação com devida informação historiadora, como à época o anual Relatório e Contas apresentava com pormenores e desenvolvimento.


Mais tarde houve outras reedições de programas radiofónicos do FC Porto, ao longo dos anos, com intervalos e renovações. Tendo a versão mais recente acontecido ainda e já no tempo inicial da presidência de Nuno Pinto da Costa, conforme ficou também anotado na revista Dragões.

Também na História do FC Porto escrita por Rodrigues Teles em 3 volumes, até aos anos cinquentas, ficou expresso no 3º volume, no encerramento dessa obra, uma referência ao inicial programa radiofónico lançado pelas ondas hertzianas em 1950.

Armando Pinto
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