Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

A célebre vitória da Taça Intercontinental de 1987 que elevou o FC Porto a Campeão Mundial de Clubes no século XX !

Inesquecível. Algo que marcou um dia, uma época, um tempo. Quando o FC Porto foi Campeão Mundial de Clubes ao vencer a Taça Intercontinental de 1987. Acontecimento ocorrido na madrugada de 13 de dezembro de 1987, com o mundo portista madrugador sem ir à cama e de olhos postos na hora do começo do jogo, para não ser perdida pitada dessa jornada histórica.

É assim altura, agora, de lembrar essa que na verdade foi e é uma das conquistas mais marcantes da história do FC Porto. Dando-se então logo de caras, àquela hora da noite, já de madrugada afinal, ainda com o corpo meio estremunhado por tal hora madrugadora das 3 da manhã em Portugal, com imagem inesperada chegada pela transmissão televisiva do recinto de jogo coberto por manto de neve, num ambiente surpreendentemente branco e de aspeto gélido. Naquele estádio de cores desbotadas pela neblina da neve, era cerca de meio-dia lá no Japão, em Tóquio. Cujas condições climatéricas ambientais chegaram a colocar em causa a realização do jogo, mas que mesmo assim foi jogado e no fim, após prolongamento e demasiado tempo de sofrimento para quem andava lá dentro e para quem assistia fora e em casa, o FC Porto venceu o Peñarol (por 2-1) e tornou-se o primeiro emblema português Campeão do Mundo de clubes. Gomes e Madjer foram decisivos para o triunfo azul e branco, como autores dos golos, a coroar a grande exibição de querer de toda a equipa. Ficando o clube a ter esse inédito título a nível de clubes portugueses, que mais tarde se repetiu em 2004 em nova remessa também para o FC Porto 


Faz agora anos, muitos… Bem sabemos quantos, mas não importa quanto já passou, pois parece ser ainda de fresco, estando sempre bem presente… Ah, aquela conquista da Taça Intercontinental, do Mundial de Clubes disputado então numa final, a dois e num só jogo, lá nos confins nipónicos… com um fuso horário que pôs muitos portugueses e não só despertos pela noite fora... Aquela nossa primeira Taça do Mundo de futebol alcançada pelo F. C. Porto…!


Isso... Numa leda manhã, aquela, de noite ainda feita manhazinha, qual madrugada que, tal como há dias inesquecíveis, será sempre uma madrugada para sempre lembrada. Então o meu filho estava com coisa de nove anos, e (alta noite, ao chegarem as três horas da madrugada) quando dei conta, sem eu contar, àquela hora, ele estava acordado e a pé para ver o jogo comigo, diante do televisor às tantas daquela madrugada… Nem pregara olho, com sentido em ver o jogo… Há que tempos foi já, bastando reparar que ele e a irmã (pois então a minha filha estava com cerca de cinco anitos) hoje estão ambos na casa dos quarentas… 


Ora, aquela equipa, a formação que entrou em campo, com o tradicional equipamento lindo da camisola de duas listas azuis - e que bem ficava ao Fernando Gomes, ao Madjer, a todos - é uma equipa histórica! 


Faz agora anos, efetivamente, essa primeira Taça Intercontinental. Depois, passados anos, veio outra. E não haverá duas sem três, já diz o velho rifão. Mas agora, neste dia em que passa tal aniversário, importa recordar essa Taça Intercontinental conquistada em Dezembro de 1987, sobre um branco tapete de neve que cobria o relvado todo lá em Tóquio, num ambiente branquíssimo, mais parecendo sob efeito dum luar feliz, como aquele então próximo luar de Janeiro que não tem igual, quanto amor como o primeiro…! 


Desse acontecimento inolvidável ficaram recordações espirituais, intimamente sentidas, e muitas também físicas. Como não poderia ser assim, diante do que foi aquilo…?!!!







É… Faz agora em 2022, neste dia 13 de Dezembro, 35 anos que vencemos essa nossa 1.ª Taça Intercontinental, alcançando o título de Campeões Mundiais, com o FC Porto a ser campeão Mundial de Clubes! 

Inesquecível essa célebre vitória da Taça Intercontinental de 1987 que elevou o FC Porto a Campeão Mundial de Clubes no século XX. Como também já no século XXI voltou a ser, em 2004, sendo o FC Porto o único clube português com tal honra e glória !

Armando Pinto 
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

De vez em quando… Um livro, da biblioteca pessoal, entre livros com algo relacionado com o FC Porto: “AMÉRICO BOAVIDA Tempo e Memória (1923-1968)”

Américo Boavida foi um antigo futebolista e sobretudo um dos antigos jogadores que alinharam na equipa principal de futebol do Futebol Clube do Porto, entre as épocas de 1945/46 e 1946/47. Embora tenha vestido a camisola do FC Porto praticamente apenas durante duas épocas, ficou com aura de muito habilidoso e com nome gravado na História do FC Porto como integrante da equipa vencedora do Campeonato do Porto de 1946/47. 

(Américo Boavida teve um irmão que de seguida veio também jogar no FC Porto, Diógenes Boavida, integrante do plantel portista em 1948/49. Tendo esse, Diógenes, integrado a célebre Caravana da Saudade da viagem da embaixadora equipa do FC Porto a África, em 1949. Tendo o mais novo dos irmãos, Diógenes, depois ao abrigo da lei estudantil da época ido jogar para a Académica e em Coimbra formou-se em Direito, tendo por fim jogado ainda no Belenenses. Já como respeitado advogado, foi sempre um dos lutadores pela independência de Angola e em Janeiro de 1975 fez parte da delegação oficial do MPLA que assinou o acordo para a independência. Foi ainda Ministro da Justiça no governo de transição e também nos governos seguintes. Faleceu no dia 25 de Fevereiro de 2012.)

Não havendo continuado, entretanto, por se ter dedicado aos estudos, Américo Boavida acabou depois por se formar em Medicina, tornando-se afamado médico. De permeio com ligações aos movimentos políticos pró-independência de Angola, como mais tarde esteve envolvido na mesma guerra. Conforme consta no seu currículo: «Respondendo a um apelo lançado pela direcção do MPLA para a abertura da Frente Leste na Guerra de Independência de Angola, Américo Boavida, acompanhado pelo comandante José Mendes de Carvalho, mais conhecido como Hoji-ya-Henda, deslocou-se para a nova frente de combate, onde desenvolveu uma extenuante acção médico-sanitária em vastas regiões do Moxico e do Cuando-Cubango, organizando os Serviços de Assistência Médica do MPLA. Na manhã do dia 25 de Setembro de 1968, Américo Boavida foi vitimado por um bombardeamento aéreo do exército português à "Base Hanói II" do MPLA, onde se encontrava, perto do rio Luati e da floresta de Cambule, no Moxico. O nome de Américo Boavida é hoje associado ao Hospital Universitário de Luanda, em Rangel, e também à rua onde morava em Ingombota. A data da sua morte foi escolhida para institucionalizar em Angola o "Dia Nacional do Trabalhador da Saúde".»

Ora, sobre Américo Boavida foi escrito um livro, publicado em 2015 e da autoria do historiador angolano Fernando Correia: “AMÉRICO BOAVIDA Tempo e Memória (1923-1968)”. Livro esse que consta entre livros da biblioteca pessoal do autor deste blogue, por se tratar de um antigo futebolista do FC Porto. Como se ilustra por imagens de algumas fotos incluídas no mesmo livro, onde é referida a sua passagem pelo FC Porto, também.

Armando Pinto

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Efeméride memorável: Gala de Entrega dos primeiros Trofeus Pinga – a 7 de DEZEMBRO de 1964 !


A 7 de DEZEMBRO de 1964 houve grande noite festiva de fervor portista no Pavilhão dos Desportos do Porto (como ao tempo se chamava ao pavilhão da abóbada dentro dos espaços ajardinados do antigo Palácio de Cristal), em festival realizado para distribuição do Trofeu Pinga. O então máximo galardão de reconhecimento do mundo azul e branco, que nessa noite era pela primeira vez entregue a atletas distintos do grande clube das Antas. Facto então acontecido nessa noite de segunda-feira véspera de feriado do dia santo da Imaculada Conceição e Dia da Mãe, como à época era ainda estabelecido. Aquecendo o ambiente portuense em plena noitada fria de inverno, tornada quente no entusiasmo gerado em torno da paixão clubista. 

Por acaso o ambiente na altura estava até bem alegre, pois ainda no dia anterior, no jogo de domingo à tarde como era tardicional, o FC Porto vencera nas Antas o Belenenses por 2-0, com golos de Daniel e Nóbrega, a coroar grandes exibições de Américo, Valdir e Custódio Pinto, conforme narraram os jornais da época. Sendo em tempo de transição de fim de carreira de grandes jogadores dos anos 50 e inícios dos novos valores dos anos 60. Tendo por exemplo Hernâni deixado de jogar, havia pouco tempo ainda, como até consta na reportagem d' O Porto, entre "instântâneos".

Após o falecimento de Artur de Sousa “Pinga”, futebolista icónico do FC Porto e do futebol português, em 1963, havia ficado decidido passar a haver um trofeu com o seu nome para distinguir os melhores atletas do FC Porto. Tendo essa incumbência ficado a cargo da Comissão Pró-Sede, histórico grupo de associados e dirigentes que angariavam fundos monetários com o intuito de possibilitar a construção duma sede social e administrativa mais ampla para o clube. Cuja iniciativa da criação e outorga do "Trofeu Pinga" visava honrar os desportistas que se distinguiam ao serviço do clube em cada período relativo, agraciados então com esse que passava a ser o maior galardão honorífico do FC Porto, cujo nome homenageava assim o maior ídolo do passado portista. Tendo para essa função, direcionada a tal honra, sido escolhida uma comissão de jurados, formada por diretores do clube e jornalistas da cidade do Porto. 

Daí resultou a primeira entrega ao final de 1964 desse mesmo Trofeu Pinga, representado por significativa estuteta em bronze duma figura de atleta com um facho olímpico.

Então, depois de terem sido atribuídos os primeiros Trofeus Pinga pela comissão formada para o efeito, cujos resultados foram confirmados conjuntamente em reunião havida a 20 de novembro, houve a entrega formal em sessão solene realizada a 7 de dezembro. Sendo aí feita com pompa e circunstância a distribuição pública dos primeiros exemplares do Trofeu Pinga aos 26 atletas homenageados com o galardão. Além de também haver sido entregue um exemplar à Direção do clube, trofeu esse de base maior, para ficar na posse do FC Porto e nele ficarem gravados os dados relativos a atos de edições e entregas seguintes, para memória patrimonial.

Do memorando acontecimento regista-se aqui o facto através do que ao tempo foi publicado no jornal O Porto, aquando do anúncio público e de seguida da entrega do I Trofeu Pinga. Em tão preenchida realização e consequente repercussão que, para uma melhor amplitude, se regista através da profusa publicação narrativa e fotográfica publicada no jornal O Porto, órgão informativo e historiador do clube.

Ora, sobre a atribuição, atente-se na reportagem relativa à reunião da respetiva Comissão e extensivo Júri, a 20 de NOVEMBRO de 1964, mais anúncio dos galardoados:

E sobre a Gala, nessa segunda-feira véspera de feriado e dia santo, eis o que descreve e mostra a desenvolvida reportagem documental alusiva a tal Festival, realizado festivamente no Pavilhão dos Desportos, no Palácio de Cristal  incluindo crónica e captação fotográfica.


A Gala foi também abrilhantada através da presença de alguns convidados, como por exemplo foi o caso de ter sido atração o artista Francisco José, cançonetista então em voga. Ao mesmo tempo que teve ainda a entrega do Prémio Jornal O Porto, atribuído ao atleta mais popular do FC Porto segundo votação dos leitores do jornal O Porto, numa eleição que premiou o guarda-redes de futebol Américo (a que se refere foto inserta no jornal, com um lapso quanto à indicação publicada, sendo que Américo ali recebeu esse prémio e não o trofeu Pinga  que viria a receber depois em 1966, por o mesmo galardão ter passado a ser distribuído com dois anos de distância).
 

Por fim, ficam os galardoados, fotografados em apresentação parcelar, conforme ficou distribuído pelas páginas do jornal O Porto:




Armando Pinto

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terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Recordando a minha ROSETA DE PRATA… recebida em 1999!

Estando a serem entregues por estes dias no estádio do Dragão as Rosetas de Prata aos sócios do FC Porto com 25 anos de filiação, recordo aqui e agora a minha, recebida a 12 de maio de 1999, nos baixos do estádio das Antas (zona por baixo da arquibancada). Então ocorrida com um ano de atraso, visto ter completado os 25 anos em 1998. Numa sessão algo apressada, a pontos que o meu filho, que estava de máquina pronta para fotografar o momento, nem ter conseguido fazer qualquer captação fotográfica, tal a confusão na chamada de sócios para ida à frente receberem as respetivas rosetas, com uns a passar diante dos outros.

Dessa minha Roseta, além da recordação guardada na memória, tenho também guardada a carta recebida de aviso e naturalmente o emblema referente à mesma chamada Roseta, mais a respetiva "caixinha" de acompanhamento.

Armando Pinto

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sábado, 3 de dezembro de 2022

50 anos da “minha” camisola do Pavão

 

Sim, mesmo. Há 50 anos que tenho a camisola que recebi das mãos do Pavão, por indicação do guarda-redes Armando, o meu amigo sr. Armando Silva, ao tempo guarda-redes do FC Porto. Camisola que guardo desde então, a minha camisola oferecida pelo nosso eterno Fernando Pascoal Neves “Pavão, ao tempo capitão do FC Porto. Que com natural orgulho tenho emoldurada, em espaço do meu escritório-ateliê doméstico. Tendo essa oferta ocorrido em 1972, em tempo decorrente ainda da temporada de 1971/1972.  

Assim sendo passa mesmo já dos 50 anos, feitos há alguns meses, ainda deste ano. Podendo dizer assim que já são 50 anos disto, de ter com muito orgulho e estimação esta camisola. Naturalmente isso quanto à posse da camisola do FC Porto, essa linda camisola de duas listas azuis, sobre o branco do conjunto que nos enche os olhos, como sempre gostei; e com o emblema bordado. Pois quanto a Portismo isto vem muito mais de longe, são já sessenta e tal anos disto que não se explica, mas se sente.

Ora, esta minha camisola, de cuja posse tenho naturalmente muito gosto, fez então este ano já a respetiva conta de bodas de ouro, que a tenho. Uma contagem normal, mas de estimação pessoal.

Armando Pinto

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Jantar de convívio natalício / 2022 dos antigos hoquistas “Campeões Metropolitanos“ do FC Porto

Fruto dos laços de companheirismo e amizade dos tempos da afirmação do hóquei em patins do F C Porto, de quando o hóquei patinado azul e branco começou a ganhar lugar de destaque no ecletismo do clube, têm os hoquistas desse tempo mantido uma saudável convivência que se tem traduzido na realização de alguns encontros de convívio. Havendo assim acontecido agora mais uma vez, à chegada do tempo natalício, com a realização do anual jantar dos antigos hoquistas Campeões Metropolitanos do FC Porto, do tempo da conquista do célebre Campeonato Metropolitano de 1969, o primeiro grande êxito a nível superior da modalidade dos patins dentro do clube dragão.

Desse jantar anual, como ilustração de tão boa jornada de confraternização de tais eternos homens do FC Porto, juntam-se algumas imagens alusivas, testemunhando a saúde manifestada. Sendo grato rever, por estas fotos de ocasião, bons e dedicados atletas do passado, alguns dos quais inclusive depois também treinadores e dirigentes, como Alexandre Magalhães, Cristiano, Zé Fernandes, Castro, Júlio, Leite, Valentim, Rui Caetano, Paulo Carvalho e Sobral. Obviamente todos com bom aspeto, como se nota, a desejarem que os que desta vez não puderam comparecer voltem a juntar-se ao grupo em futura oportunidade.

Sendo este espaço um local de partilha de bons momentos que fazem parte da memória portista, com apreço se regista o facto e se compartilha, para constar portisticamente.

Armando Pinto

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Quando o FC Porto começou a vencer um dos poucos Campeonatos Nacionais que conseguiu durante a ditadura do Estado Novo Salazarista… após irradiação federativa no 1.º de dezembro de 1955 ao presidente portista Bonito e seguinte luta contra o poder reinol…

O primeiro de dezembro é uma data marcante. Além de em 1954 a equipa de futebol principal do FC Porto ter vencido o Benfica por 3-1 no jogo de inauguração do antigo estádio da Luz.  Pois foi ainda nessa data, noutro ano, a mesma que os históricos “Conjurados” conseguiram em 1640 acabar com a União Ibérica Filipina e devolver a Independência a Portugal, que em 1955 a Federação Portuguesa de Futebol irradiou o presidente do FC Porto Dr. Cesário Bonito por críticas à entidade federativa. Corria o ano de 1955 e a FPF acabava de adiar, com horas de antecedência, um clássico contra o Sporting sob o argumento de que o jogador Travassos, um dos violinos de Alvalade, havia ficado retido pelo nevoeiro em Espanha após representar uma seleção de jogadores lisboetas em Madrid. Cesário Bonito insurgiu-se contra a decisão, enviou um telegrama de protesto para a capital e fez jus à frase “tudo o que fazemos, tudo o que pensamos fazer, tem uma exclusiva finalidade: servir o FC Porto!” que o celebrizou. Acabou irradiado pela tutela depois de ter tido um papel determinante na construção do Estádio das Antas e em vésperas da primeira "dobradinha" da história do clube (Campeonato e Taça de Portugal que, volvidos meses, o FC Porto conquistou em 1956).

Ora, o clube, através de seus homens, sentiu o baque de tudo isso nos finais de 1955. E, apesar do tempo que se vivia, foi havendo tentativas de fazer alguma coisa. Sabendo-se que o regime político-desportivo tentou impedir algo mais, a ponto de no jornal O Porto, em sua edição imediata, não ter aparecido escrito qualquer referência, naturalmente por reprovação governamental, estando o jornal sujeito, pois era “Visado pela Comissão de Censura” do governo da nação. Mas depois, perante a catadupa de acontecimentos, os sócios do FC Porto manifestaram-se de outro modo, em Assembleia Geral, como pôde assim já constar na edição de 28 de dezembro d’ O Porto desse final do ano de 1955.


De permeio e mesmo depois, na evolução dos acontecimentos e diante da posição que o FC Porto conseguiu afirmar, houve mesmo uma espécie de conjuntura episódica de circunstância, que não se pode esquecer. Quão se pode recordar, sendo tema que convém avivar – como foi entretanto também relembrado em análise historicista muito bem desenvolvida recentemente na revista Dragões, de junho de 2020, através dum bom trabalho de Diogo Faria, do Departamento de Comunicação do FC Porto.

E no fim de contas, quanto ao que acabou por contar, no jogo disputado em campo, o FC Porto conseguiu vencer o Sporting por 3-1, disputado depois a 1 de janeiro seguinte, na mudança de ano dessa época futebolística de 1955/1956. Tendo assim amealhado pontos que foram decisivos para no final do Campeonato Nacional o FC Porto ser Campeão, como foi.

Armando Pinto

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