Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Ser ou não ser eis a questão: – O que é ganhar com verdade e justiça ou por mentira batoteira…


Todo o mundo honesto reconhece que, conforme está revelado nos célebres e-mails, o futebol português está encapotado numa farsa de contornos inconcebíveis, a que só os agentes da falsa justiça, o poder do compadrio e corrupção, fazem vista grossa. Sendo notório como o Benfica ganha campeonatos apenas através de manobras de bastidores, resultante de manifesta batota e roubalheira, é o termo. Ficando demonstrado como era a jogada da invenção do tal caso do apito, só investigado até se ter sabido haver escutas envolvendo o presidente do Benfica a pedir árbitros. Tentando depois os benfiquistas, sem olhar a meios, procurar intoxicar a opinião pública com mentiras, esquecendo que o FC Porto ganhou mesmo no estrangeiro, nesse tempo, e por diversas vezes, quando o Benfica das vezes que consegue ganhar em Portugal, acaba por perder diante de equipas estrangeiras, à falta da proteção nacional.


Quando diziam que o Porto dominava o futebol cá... lá fora ganhava também... Agora a “toupeirada” ganha cá, mas perde sempre lá fora...! Essa é que é a verdade e contra factos não há argumentos !!!


Com efeito, são já oito os troféus internacionais de competições oficiais que fazem parte do pecúlio histórico-desportivo do FC Porto. Após a vitória do título de Campeão Europeu de Juniores obtido ainda recentemente, juntou-se esta época esse grande triunfo aos sete entretanto conquistados em seniores entre 1987 e 2011.


Perante isto, na atualidade de 2019: Com mais um título do FC Porto... Portugal já ganhou em todas as frentes do futebol internacional. Havendo, assim, a conquista da UEFA Youth League pelo FC Porto, permitido a Portugal ter conseguido alcançar o pleno nas provas de clubes da UEFA, tendo pelo menos uma conquista em cada uma delas. A Liga dos Campeões (em conjunto com a Taça dos Campeões Europeus) é aquela onde o futebol português tem mais troféus conquistados, com quatro (dois para Benfica e dois para o FC Porto), logo seguida pela Liga Europa e Taça UEFA, com duas vitórias (ambas do FC Porto) e pela Taça Intertoto, entretanto extinta, ganha por Sp. Braga e U. Leiria; mais a já desaparecida Taça dos Vencedores das Taças, conquistada pelo Sporting em 1964, e ainda a existente Supertaça Europeia, vencida pelo FC Porto em 1987. Acrescendo ao nível da FIFA a conquista de duas Taças Intercontinentais/mundial de Clubes, com duas vitórias do FC Porto, em 1987 e 2004.


Quer dizer, somando tudo: o FC Porto tem 8 títulos internacionais, o Benfica 2 e o Sporting, Braga e Leiria 1 cada.

Os números falam por si e como isso tudo foi conquistado fora das fronteiras portuguesas é significativo. Orgulhando quem é verdadeiramente pela justiça desportiva e quem não precisa de favores lusos, costumeiros e vezeiros para as bandas de lá… da capital do império centralista. Com a conivência do poder desportivo nacional e fechar de olhos de outras instâncias responsáveis.


Honramo-nos como portistas de ter visto o FC Porto triunfar sobre o poderoso Bayern de Munique, numa autêntica valsa de Viena; mais sobre neve espessa fazer correr seiva diante do sul-americano Peñarol, em 1987 ainda; assim como perante o Ajax da Holanda foi limpa a Supertaça Europeia, em 1987 e 1988, por então ser ainda a duas mãos. Depois houve sabor forte na conquista da Taça UEFA pelo copo dos escoceses do Celtic, em 2003; até que a coroa europeia regressou à Invicta, defronte do Mónaco, em 2004. Culminando ao findar do mesmo ano com mais um Mundial de Clubes, dessa vez diante do Once Caldas, da Colômbia. Para haver apoteose, por ora, ao erguer a Taça da Liga Europa, em 2011, diante do Braga, na única final internacional que meteu duas equipas portuguesas, com a curiosidade dos arsenalistas do Minho terem antes eliminado o Benfica, por dessa vez terem metido peito a suplantar o clube de sua cor.


Disso tudo há muita matéria documental, que se guarda em arquivo pessoal, tal a quantidade de títulos, honrarias e alegrias que o Portista que escreve também viveu, sem precisar de ir à Torre do Tombo pesquisar qualquer coisa. Assim como falta já espaço no recanto doméstico para colocar à vista todas as fotos históricas dos grandes momentos europeus e mundiais, das grandes vitórias conseguidas dentro do campo e a ouvir apitar em línguas estrangeiras.


Reforçando o que é sabido, ainda por estes dias Pinto da Costa referiu isso mesmo, também em entrevista publicada em O Jogo – conforme se respiga numa pequena parte dessa grande entrevista saída a público em duas tranches, a 14 e 15 deste mês de maio (na fase mais aguda da época, motivo de apenas ter lugar impresso naquele diário desportivo nacional não afeto ao Benfica nem a ninguém em particular):


Ora, como é bom a gente conseguir as coisas com honestidade e o que se consegue pelo próprio mérito tem outro valor, é mesmo de se dizer, como apregoava Shakespeare à boca de cena: – Ser ou não ser, eis a questão!

ARMANDO PINTO
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

A 13 de Maio… na fé e relacionamento sublime de Pinto da Costa e do FC Porto – a propósito de efemérides.


Não se trata de milagres, ou pedidos de favores, apenas de fé, o que apraz registar, desta feita. Sem querer misturar as coisas, havendo coisas que não se podem dissociar. Como vem a propósito do dia 13 de Maio. No sentido puro, não com as ideias de não olhar a meios para atingir fins, como ainda vai acontecendo em certos lados.

Antes de se ir ao tema, porém, tem se de dizer que nem mesmo a fé consegue mover tudo o que está preso a qualquer entrave ou cunha...Tanto que, por exemplo, o campeonato de futebol desta época  de 2018/2019 pode-se dizer, a bem da verdade, ser o campeonato do rou...var! O que nem admira, sendo no país onde quem ganha é como quem arranja dinheiro a roubar... Incluindo ofertas, de clubes, árbitros e dirigentes, como quem empresta dinheiro dos bancos sem hipóteses de retorno!!! Contudo, como alguma coisa haverá no infinito do ser, um dia haverá choros e ranger de dentes... pois se for verdade a vida além de tudo o que vemos, não terão perdão os corruptos e vendidos, tal qual nem sempre o mal prevalecerá sobre o bem.

Mas voltando ao 13 de maio, na calha de efemérides relacionadas: Data de grande fé no imaginário católico e de ternura em aspetos vários para quem se sente bem na ambiência sagrada de Fátima, o dia 13 de Maio, noutro aspeto mais particular, também se relaciona com a memória portista. Atendendo a estarem ligados a este dia importantes momentos da vivência azul e branca, de algum modo com interligação à fé de Pinto da Costa, manifestada em ocasiões e atos relacionados com a vida do FC Porto.

Com efeito, a 13 de Maio de 1976 Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa tomou posse como Diretor do Departamento de Futebol do FC Porto; e a 13 de Maio de 2003 revelou a sua proposta para o nome do novo estádio, como Estádio do Dragão, resolução que foi aprovada por unanimidade pelos restantes membros da Direção.

A fé, que pode mover o que for de modo mais humano, algo comum a muita gente, também se pode reter na esperança que há quando ansiamos por qualquer coisa boa, para nós, de modo bem conseguido. Sendo que a fé em algo superior não se explica mas sente-se, como se diz também de outros sentimentos profundos, tanto que a correspondente transcendência pode interagir com coisa assim, dependendo dos pensamentos e convicções. De qualquer forma, o dia 13 de Maio, também data das Aparições de Fátima, foi dia que ficou ligado à entrada de Pinto da Costa na chefia do futebol no FC Porto e, passados muitos anos, ainda à atribuição do nome do atual estádio do FC Porto, por proposta do Presidente Pinto da Costa.

Ele mesmo nunca escondeu ser um homem de fé… e isso está até registado numa das referências bibliográficas sobre ele, como no caso do livro “ O PORTADOR DE ALEGRIAS”, de Jorge Rodrigues – do onde se pode reter interessante passagem:


Ora, nessa envolvência de fé e esperança, o próprio Jorge Nuno Pinto da Costa recordou no seu livro “”LARGOS DIAS TÊM 100 ANOS” como ocorreu a sua entrada na chefia do departamento de futebol das Antas:


Depois disso, volvidos anos, ficou para a história ter alguma coisa a ver a fé de Pinto da Costa  no rumo dos penáltis que decidiram a vitória na finalíssima da Supertaça disputada em Coimbra em 1992.

A tal propósito, recorde-se (como em tempos ficou escrito no Jornal de Notícias): «O jogo foi disputado já em 1992/93, mas ainda dizia respeito à época de... 1990/91! Antes, a 18 de dezembro de 1991, o Benfica recebeu e bateu o F.C. Porto, por 2-1, desfecho que os portistas corrigiram a 29 de janeiro de 1992, com um triunfo, nas Antas, por 1-0. Como para o desempate não contavam os golos marcados fora, o 2-2 do agregado obrigou a um desempate, sendo que o terceiro desafio só foi realizado a 18 de setembro de 1992, no antigo Estádio Municipal de Coimbra. E aí assistiu-se a um jogo recheado em peripécias. O nulo subsistiu até aos 74 minutos, altura em que Isaías colocou o Benfica em vantagem, num lance em que os portistas se queixaram de carga sobre o guarda-redes Vítor Baía. Foi, então, que surgiu um momento que ficou histórico, com vários jogadores portistas a correrem atrás do árbitro, o alentejano José Pratas. O "juiz" recuou muitos metros, mas manteve a decisão, incompreensivelmente. Contudo, o F. C. Porto empatou a cinco minutos do fim, num penálti de João Pinto, forçando tempo extra. Mas só nos penáltis foi possível desempatar. As águias estiveram a vencer 3-0, mas o F.C. Porto foi a tempo de empatar... 3-3. Depois, quem falhasse perdia. O Benfica voltou a falhar e os azuis marcaram, vencendo finalmente, por 4-3. Pinto da Costa é que nunca desmoralizou. O líder do F. C. Porto foi exibindo sempre confiança e, no fim, ajoelhou-se junto ao banco de suplentes, como que agradecendo a ajuda divina.»


Entretanto outras ocorrências ficaram associadas à relação do Presidente do FC Porto com o seu apego a Nossa Senhora de Fátima. Conforme sobressaiu no tema da oferta que fez ao papa João Paulo II aquando de sua ida ao Vaticano para a histórica audiência papal antes do jogo com a Lázio de Roma, que deu a passagem à final de Sevilha, para a grande vitória da Taça UEFA em 2003. De cujo ato, desse encontro com Sua Santidade e futuro S. João Paulo II, ficaram célebres algumas fotografias, como aqui se recorda.


Armando Pinto
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domingo, 12 de maio de 2019

Efeméride do Título Nacional de futebol de 1935…


«A 12 de maio de 1935, reforçando a tendência de ganhar sempre a primeira edição de qualquer competição, o FC Porto garantiu a conquista da I Liga, na sequência de um empate a dois golos frente ao Sporting, em Lisboa (2-2). Lopes Carneiro e Nunes marcaram os golos da equipa orientada por Joseph Szabo, que apresentou o seguinte onze: Soares dos Reis; Avelino e Jerónimo; Nova, Álvaro Pereira e Carlos Pereira; Lopes Carneiro, Waldemar Mota, Carlos Mesquita, António Santos e Nunes.» - Conforme é hoje e bem recordado em Dragões Diário, na rubrica Aconteceu da newsletter oficial do FC Porto.

Era então iniciada a era do Campeonato Nacional, deixando de se chamar Liga ou Campeonato de Portugal como foram as iniciais denominações da prova máxima do futebol português. Numa forma que, a bem da verdade e sem falsas políticas corretas, foi e é para beneficiar o Benfica em títulos ganhos, pois assim o FC Porto e o Sporting ficaram prejudicados, aumentando a diferença de campeonatos ganhos pelo clube do regime. De tal forma que quando, já nos tempos modernos, o Campeonato voltou a ser chamado Liga, não foram contabilizados os títulos da antiga e original Liga, mas apenas continuou o rol desde o chamado campeonato.

Do que depende do lado correto, fica para a história que o primeiro Campeonato, disputado então com esse nome na época desportiva de 1934/1935, foi ganho pelo FC Porto. Com uma equipa de grande gabarito, desde Soares dos Reis, o primeiro guarda-redes do FC Porto que teve a honra de vestir a camisola da seleção representativa de Portugal; até toda aquela linha que englobava vários outros futebolistas também selecionados (o que era já ao tempo também algo raro para os homens do Porto, que tinham de ser muitíssimo superiores à concorrência para merecerem atenções dos selecionadores da capital do império), tendo ali o plantel portista internacionais como Álvaro Pereira, Avelino Martins, Carlos Pereira, João Nova, Carlos Nunes, Artur de Sousa Pinga, Valdemar Mota, Francisco Castro e Acácio Mesquita; mais o goleador António Santos, o célebre Lopes Carneiro sempre lembrado, até Jerónimo Faria, Carlos Mesquita, Raúl Castro, Artur Alves e Augusto Assis (dos que foram injustiçados em não terem chegado a jogar pela seleção); num lote de grandes valores, como se vê pela memoranda aura de todos eles, eternas lendas de outrora.


Desse feito de 1935 e respetiva envolvência, ilustra-se esta evocação com uma página duma revista publicada em 1978, sob título “A VIDA DO GRANDE CLUBE NORTENHO (editada em dois números Extra das Seleções Desportivas).

Armando Pinto
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domingo, 5 de maio de 2019

Edgar Pinto (W52-FC Porto) vence em Oviedo a terceira e última etapa da Vuelta Asturias. E... a propósito recordam-se antigos triunfos também no estrangeiro.


Solidificando mais a categoria de equipa internacional, o conjunto W52-FC Porto voltou este domingo inicial de maio a dar nas vistas no estrangeiro, desta feita vencendo uma etapa na Volta às Astúrias, através de brilhante corrida de Edgar Pinto.


Após diversas provas, sempre com grande destaque, de permeio com a primeira participação numa prova do mais elevado nível de ciclismo, o World Tour, que contou com a participação da equipa portista na Volta à Turquia (na qual a equipa azul e branca teve atuação de relevo), agora surge uma vitória em etapa, o que é já significativo.


Ora, se noutros tempos o ciclismo do FC Porto tomou parte destacável em diversas corridas internacionais, está na atualidade a voltar a modalidade das bicicletas a essa antiga ligação histórica. Como depois de aqui e agora se anotar as ocorrências atuais, adiante deste registo juntamos em género de evocação algumas referências memoriais.

Então, essa primeira corrida da equipa W52-FC Porto no calendário internacional como equipa Profissional Continental teve logo boa prestação, perante o quinto lugar de Edgar Pinto na Geral Individual e quinto também para a W52 FC Porto por equipas, nesse 55º Presidential Cycling Tour of Turkey . Tendo em ambos os casos os representantes do FC Porto ficado à frente de equipas de categoria superior (World Tour).


Para memória histórica: O 5º lugar de Edgar Pinto na Volta à Turquia de 2019, com apenas  mais  59 segundos que o vencedor geral, foi secundado pelos companheiros Raúl Alarcón (em 17º), Ricardo Mestre (27º), Rafael Reis (31º), Samuel Caldeira (48º), Tiago Ferreira (68º) e Gustavo Veloso (93º). Enquanto na classificação final da Geral por Equipas se posicionou em 5º a W52-FC Porto.


Agora, volvidas algumas corridas, desta feita aparece uma grande vitória, com o triunfo de Edgar Pinto na terceira e última etapa da Volta às Astúrias. Cuja Geral individual final foi conquistada por Richard Carapaz (da Movistar Team), tendo entre as equipas lusas presentes se destacado o 4º lugar final de Edgar Pinto, na soma das etapas e sua vitória na derradeira etapa.  


Então, o ciclista da W52-FC Porto, Edgar Pinto, foi o primeiro a cortar a meta na terceira e última etapa da 62.ª edição da Volta às Astúrias, impondo-se no percurso de 119 quilómetros entre Cangas del Narcea e Oviedo perante o colombiano Carlos Quintero (Manzana Postobón) e o espanhol Jonathan Lastra (Caja Rural-Seguros RGA).


No final, em suma, a Volta às Astúrias voltou a ser ganha pelo equatoriano Richard Carapaz (Movistar). Edgar Pinto (4.º) foi o melhor corredor de equipas portuguesas e também dos Dragões o mais bem classificado na geral individual, seguido de Joaquim Silva (12.º), Ricardo Mestre (41.º), António Carvalho (42.º) e Ángel Sánchez (81.º).


Posto isto, olhando ao mérito que se vem verificando atualmente, recorda-se, dentre antigas participações do ciclismo do FC Porto no estrangeiro, a participação de Fernando Jorge Moreira na Volta a Marrocos, em 1949; e a participação vitoriosa de Artur Coelho em 1957 na Clássica 9 de Julho de São Paulo-Brasil.


Quanto à participação de Fernando Moreira na Volta a Marrocos, em 1949; nessa importante prova do norte de África o campeoníssimo Moreira venceu uma etapa e classificou-se em 3º no Prémio da Montanha e em 5º da Geral final. De cuja exibição se recortam algumas notas de reportagem e informações da revista Stadium de 4 e 11 de Maio de 1949.


Já sobre a participação vitoriosa de Artur Coelho em 1957 na Clássica 9 de Julho de São Paulo-Brasil, publicamos acima uma foto da apoteose de sua grande vitória (de imagem do arquivo pessoal do autor destas linhas) e por fim deitamos mão (através de imagens cedidas pelo amigo Paulo Jorge Oliveira) também de recortes de publicações do jornal O Porto de Julho de 1957.


Armando Pinto
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sábado, 4 de maio de 2019

"125 EM AZUL": A História do FC Porto contada em quatro capítulos. E algo mais... no Porto Canal.


"125 EM AZUL": A História do FC Porto contada em quatro capítulos

Num precioso documento visual, mais grafismo complementar, qual documentário com todos os condimentos, a História do FC Porto é passada em imagens e ideias nesse conjunto de quatro capítulos, da lavra de Rui Cerqueira e uma vasta equipa cujos nomes aparecem ao correr da respetiva indicação da ficha técnica, incluindo realização e edição de Luís Esmael, Marco Carvalho, Ricardo Sobral e Nuno Magalhães. Tendo como mentores (segundo aparece escrito no final) Helder Gomes e Rui Cerqueira, através de guião de Guilherme Mesquita e narração a cargo de Rui Cerqueira, que também faz a entrevista de fundo.


Trata-se duma «grande produção do clube, com imagens inéditas e o Presidente como narrador». Começado a ir para o ar na terça-feira 23 de abril, no Porto Canal, tal documentário intitulado  “125 em azul”, é «uma grande produção do FC Porto que conta a história do clube ao longo de quatro episódios, exibidos semanalmente.»

Nesse mega produto historiográfico de imagens e narrativa, «o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa é a figura central da obra e, num depoimento exclusivo, revisita os principais momentos da sua governação, mas também, antes disso, o tempo que viveu como dirigente e adepto, além daquilo que contam os livros de história. Funciona, por isso, como cicerone para esta viagem histórica, que apresentará imagens inéditas e testemunhos revisitados de outras das figuras que fizeram e fazem a história do FC Porto.»


O primeiro episódio foi, então, transmitido no Porto Canal, no dia 23 de abril, terça-feira, às 21 h 45, com Live, também, na App e Portal FC Porto. Com o nome “Pontapé de Saída” percorreu os primeiros anos de vida do clube até chegar ao 25 de abril de 1974.

O período seguinte à revolução dos cravos, até à eleição de Jorge Nuno Pinto da Costa para a presidência, em 1982, foi já contado no segundo episódio (“E depois de abril”).

Então, estando para ser aqui referenciado esse peculiar programa após sua total apresentação, no final, do mesmo fazemos já um justo juízo com antecipação da referência que o autor deste blogue tinha em mente para este espaço de memorização. Pois, pelo que já vimos, fácil é dizer que o "filme" tem qualidade que baste, ou melhor dizendo de forma direta: - É muito bom! Por isso recomenda-se!!!

Em episódios exibidos semanalmente às terças-feiras, o próximo capítulo será sob título genérico “Portugal, Europa, Mundo!”, «incidindo no início do período de domínio do FC Porto a nível interno, a meio dos anos 80, passando pelas primeiras conquistas internacionais, em 1987, e terminando com o histórico Penta, às portas do século XXI.» Até que o ciclo se fecha com “À conquista do futuro”, 4º e último capítulo, «que passa em retrospetiva a era José Mourinho, o segundo tetracampeonato e o terceiro tri, com a conquista da Liga Europa em Dublin pelo meio, até chegar aos dias de hoje.»

Eis pois um belo documento, que fica a perdurar e a fazer sobreviver ao tempo a História do FC Porto, nomeadamente desde que Pinto da Costa deu um definitivo impulso à Vida do FC Porto. Num bem documentado trabalho, profusamente ilustrado com imagens corridas e fotos coevas, a deixar boa sensação. Honrando bem o FC Porto, quão bem fica assim assinalada a marca dos 125 anos do clube Dragão.

Nota Bene: A meio destas possibilidades do mundo portista se ir documentando memorialmente, por meio das imagens destes programas, entre os dois primeiros capítulos deste” 125 em Azul” e os restantes, surge no Porto canal, no “Universo Porto-Entrevista”, mais uma boa conversa televisiva para a malta de outros tempos relembrar e nos dias que correm dar a (re)conhecer ao grande público, sobretudo às gerações mais novas, um grande valor do hóquei em patins – José Fernandes. Em mais um valioso contributo de Rui Cerqueira, que entrevista esse antigo hoquista e depois também treinador campeão europeu do FC Porto, o Zé Fernandes que foi e é o técnico do até agora último título de campeão europeu conquistado pelo hóquei patinado do FC Porto.


Uma entrevista  que, como tem sido normal, poderá ser vista ainda mais tarde, noutros dias e horas diversas, nas repetições sempre propícias.

A não perder…!

Armando Pinto

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Força Casillas, estamos contigo, sempre!


Somos surpreendidos por uma notícia de todo inesperada, a rasgar o sol deste feriado do 1º de Maio: Iker Casillas sofreu um enfarte na manhã deste dia 1 de Maio. San Iker como é conhecido pelo seu valor, o grande guarda-redes que prestigia o FC Porto, sofre assim um ataque cardíaco, como é vulgarmente referida essa dor de lesão do músculo de irrigação ao coração. E o mundo azul e branco sofre uma contrariedade e sobretudo séria aflição, por quanto admiramos esse valoroso defensor da baliza do futebol portista.

Ora, o atual guarda-redes titular do FC Porto, Iker Casillas, sofreu um enfarte do miocárdio e foi hospitalizado. Segundo informações vinculadas pela comunicação pública, o internacional guarda-redes espanhol está internado num hospital portuense, mas não corre risco de vida. Para já não se sabe se esta época ainda voltará a jogar, importando primeiro o seu restabelecimento e fortalecimento de saúde.

De acordo com as informações veiculadas pelo FC Porto, Casillas sentiu uma indisposição no final do treino realizado no Olival e recorreu ao Hospital da CUF, no Porto. As consequências deste problema de saúde ainda estão por avaliar no que respeita ao futuro profissional. Tudo indica que o guarda-redes está a recuperar bem.

Diz a nota oficial publicada na página informática do F C Porto:

«Iker Casillas sofreu um enfarte agudo do miocárdio durante o treino da manhã desta quarta-feira, realizado no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival.
A sessão de trabalho foi prontamente interrompida para ser prestada assistência ao guarda-redes do FC Porto, que se encontra neste momento no Hospital CUF Porto. Casillas está bem, estável e com o problema cardíaco resolvido.»


De certa forma, divagando no prisma da visão de adepto apoiante, será essa dor surgida uma consequência do modo como ele vive intensamente tudo o que respeita ao FC Porto e consequente decurso da época em curso, para lá de tudo ao que antes sobreviveu, de modo particular pelo que o FC Porto tem de lutar contra o sistema para poder competir pelo lugar a que a carreira da equipa faz jus. Diziam há tempos uns espanhóis, em conversa que ouvimos, que nunca ele se viu assim prejudicado como desde que veio jogar para Portugal, tanto que em Espanha só após Casillas ter rumado ao Porto é que se aperceberam como o Futebol Clube do Porto era atacado e roubado por arbitragens e manobras do poder.

Quando havia já quem desejasse que Sérgio Conceição não mantivesse a ideia de alternância de guarda-redes entre Campeonato e Taça, de forma a que Casillas entrasse no Jamor para ganhar uma Taça de Portugal, agora acontece isto… Porém não faltarão oportunidades de Casillas ainda fazer muita e boa dose histórica com a camisola de guardião do FC Porto.

Falando (escrevendo) na primeira pessoa: Sei bem o que é isso dum enfarte do miocárdio, inclusive com efeitos de reserva mental que têm levado a evitar assistir a jogos do FC Porto ao vivo e em direto. Contudo até pensando que talvez faça bem ao coração se pudesse presenciar a final da Taça no próprio recinto em que o FC Porto pode voltar a erguer a Taça. Mas isso é história paralela, interessando de momento desejar que Casillas também sinta melhor seu coração com próximas grandes alegrias dadas pelos colegas do FC Porto…


Enorme Iker: neste momento de sofrimento a Nação Portista está junto a ti, contigo e tua família. Em família portista, nossa, como nos consideramos, desejando que recuperes rápido, para estares junto de nós, connosco. Primeiro o Homem e o ser humano. E depois continuarás a ser o futebolista, o nosso guarda-redes, sempre. O Casillas que foi campeão espanhol, europeu e mundial e no FC Porto já foi campeão nacional, de Portugal, além de ter sido reconhecido com o Dragão de Ouro!



POST SCRIPTUM: - Ao final da tarde, num bom sinal dado, perante a preocupação geral que se manifestou durante as horas entretanto passadas, Casillas colocou nas redes sociais uma mensagem animadora; esta:


ATUALIZAÇÃO: Também a esposa de Casillas, Sara Carbonero, deixou uma mensagem pública de agradecimento a toda a gente:


Por fim, para um melhor ponto de situação, o médico do FC Porto, Dr. Nelson Puga, esclareceu o que se passou em pormenor. Assim explicou em detalhe como se viveram os momentos em que Iker Casillas sofreu o enfarte do miocárdio durante o treino dos Dragões e os procedimentos adotados em seguida.

«Por sorte, foi diagnosticado rapidamente e os procedimentos correram bem. Pedimos para ter uma equipa no Olival em alerta quando suspeitámos que poderia ser esta situação clínica e colocaram-nos uma equipa de prevenção para que mal ele chegasse ao hospital pudesse ser diagnosticado e intervencionado», começou por dizer, em declarações ao Porto Canal.

Após ter feito o diagnóstico, pudemos atuar rapidamente em termos de hemodinâmica, ele fez um cateterismo e os colegas de cárdio que atuaram no hospital foram também muito eficazes na resposta que deram, em particular o colega que fez um cateterismo, que também tem mãos como o Iker na baliza para fazer estes procedimentos», relatou.

De resto, o médico do FC Porto confirmou que Casillas se sente bem: «foi resolvido sem que ele ficasse com qualquer tipo de sequelas. Está estável, com o humor que o caracteriza e vai iniciar os primeiros passos na sua recuperação.»

ARMANDO PINTO
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terça-feira, 30 de abril de 2019

Sub-19 do FC Porto Campeões Europeus: Luzes de néon pela vitória de Nyon !


E o Porto voltou a ser Campeão da Europa em futebol, desta vez em Juniores, com a grande e brilhante vitória na UEFA Youth League, Liga Jovem da UEFA, a Liga dos Campeões Europeus de Sub-19. 


Conquistada a UEFA Youth League, em Nyon, na Suíça, incidiram focos de luminosidade sobre os futebolistas do FC Porto que obtiveram tal grandiosa vitória na Liga Jovem da UEFA, dos Campeões Europeus de Juniores. Enquanto o dia seguinte foi de tomar o pulso a tão importante realidade. Incidindo sobre eles e sua conquista as luzes da ribalta, do mundo portista.


Ora, para o adepto comum e interessado no que respeita ao grande F C Porto, este dia seguinte foi de comprar o jornal, para ler e guardar. Naturalmente O Jogo, o jornal que costuma merecer apreço. Embora tenha chegado ao conhecimento público que, surpreendentemente, perante tantos casos anteriores, desta vez também o jornal A Bola apresentou sobre o FC Porto espaço maior que o costume na sua primeira página, fazendo justiça ao feito do FC Porto na sua capa. Contudo, como foi e é n' O Jogo que debruçamos nossa atenção e nos inteiramos do que desperta merecimento no mundo da bola de jogo, do jornal afeto aos clubes de Lisboa aqui fica apenas imagem da capa respetiva, para constar.


Sobre o jogo, propriamente, melhor que estar para aqui a tentar descrever algo que se viu pelas imagens televisivas, com a distância também do interesse por saborear essa alegria, respiga-se, com a devida vénia, o que veio publicado no jornal O Jogo. Através de recortes, por via de imagens digitalizadas do papel da edição desta terça-feira, por quanto a reportagem da jornalista Ana Luísa Magalhães cativa a atenção, num trabalho à altura do acontecimento, dando justo valor à grandiosidade da vitória internacional do representante português nesse campo vizinho da sede da UEFA.


Entretanto, os novos campeões Europeus chegaram a Portugal, aterrando no aeroporto de Pedras Rubras, sendo aí alvo de receção eufórica, de tal jeito marcante que levou os próprios jogadores a cantarem eles mesmos o Hino do FC Porto à frente dos adeptos, como que homenageando os entusiastas portistas e o sentimento à Porto. Nomento arrepiante, como se pode ver através do Porto Canal. Após isso rumaram para o Dragão e “tiraram o retrato de família”, em pleno relvado. Seguindo-se vasto programa social, que meteu receção na Câmara Municipal e oficial entrega da Taça no Museu.


Enquanto isso, estava presente tudo o que se passara de véspera. Ocorrência feliz que teve destaque n' O Jogo, a quase toda a primeira página da Edição Norte do dia imediato:


Então, tendo este dia seguinte sido mesmo de comprar o jornal, para ler e guardar, fica a respetiva capa a ser mais uma das valiosas de coleção, a juntar a algumas outras, sobretudo as de registo de outros títulos internacionais do futebol do FC Porto.


ARMANDO PINTO
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