Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Homenagem ao Portismo de Alvarinho Moreira - Casa do FC Porto de Caracas-Venezuela


Já está no escritório doméstico do autor deste blogue, entre o acervo do particular mundo azul e branco, também um cachecol da Casa do FC Porto de Caracas-Venezuela, devidamente assinado pelo amigo presidente Alvarinho.

Assim, como homenagem a esse portista de eleição, colocamos aqui imagens alusivas, desde a chegada do mesmo cachecol e seguinte colocação junto com outros similares de diversas recordações.

Alvarinho, pessoa mais que conhecida do universo portista, que organiza por vezes diversos eventos, entre os quais tem conseguido realizar o Jantar dos Campeões, tem ainda em comum um assunto há tempos lançado, o qual, em reforço, apraz agora relembrar – conforme o mesmo colocou publicamente no facebook o ano passado, já:

(TEXTO NO FACEBOOK) «Armando Pinto, um enorme Portista, lançou a ideia de termos no Estádio do Dragão, em parte visível de fácil acesso, talvez digo eu ao fundo da alameda, frente à porta 00, ou em cima do Dragão Caixa, um MONUMENTO de união e de força, um enorme dragão, que simbolize a nossa grandeza, donde o nosso hino se materialize, em imagens, pessoas, memórias e feitos, motivações para um futuro brilhante, orgulho no presente, honra no passado, exemplo para a nossa juventude.
Acompanho-te meu amigo neste teu sonho, envio de imediato e-mail ao PRESIDENTE e às relações publicas do FC PORTO. Estou seguro que a ´´tua`` ideia, esse sonho será concretizado.
LONGE MAS NUNCA DISTANTE, UM GRANDIOSO ABRAÇO AZUL E BRANCO. MÃOS À OBRA VAMOS A ISSO.
Alvarinho Moreira PRESIDENTE DA CASA DO FC PORTO CARACAS, FILIAL 43 DA VENEZUELA, DRAGÃO DE OURO 2011.»

Dixit. 

E agora, aqui entre nós: Porque não ser assim mais uma boa forma de assinalar os 125 anos do FC Porto?!

Armando Pinto

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Contas À Moda do Porto – A propósito de efeméride da construção do Estádio das Antas


É da tradição o Porto ser de boas contas, generalizando-se no termo Porto as gentes e instituições sérias. Como é da história haver honestidade em tudo o que é Porto. Quer monetariamente como em caráter, na rigidez granítica própria da região portuense e nortenha do litoral e interior duriense. Como ouro sobre azul, na imagem do clube mais representativo de todo o mundo associado a Porto – “palavra exata, nunca ilude. Renasce nela a Ala dos Namorados”!


É pois sobre contas à Porto que vem a propósito rememorar a efeméride do dia, desta vez reavivada na missiva oficial “Dragões Diário”:

«... A 16 de julho de 1950, era dia de pegar na máquina de calcular e fazer contas às obras iniciais da construção do Estádio das Antas, exatamente seis meses depois de terem arrancado. As faturas da primeira fase do projeto ascendiam aos 500 mil escudos, 2.500 euros na moeda atual, e eram liquidadas na hora. O sucessor do Campo da Constituição começava, passo a passo, a ganhar forma, com a prestimosa ajuda das centenas de sócios e adeptos do FC Porto que as campanhas de captação de verbas movimentavam. A Campanha do golo, Quando todos ajudam nada custa e o Cortejo dos Materiais foram decisivas para que, em menos de dois anos, o recinto fosse inaugurado para se tornar, durante seis décadas, um monumento de referência da cidade e da região.»


Ao tempo andavam no ar algumas sugestões de possíveis nomes a dar ao estádio, desde Monteiro da Costa a Artur Pinga. Mas afinal iria ficar, depois, oficialmente chamado Estádio do Futebol Clube do Porto, embora popularmente fosse e ficasse conhecido por Estádio das Antas, em associação à zona da cidade em que ficou implantado (comparativamente com o anterior campo, sempre conhecido por Constituição, relacionado à rua da frontaria do recinto).


Recordando o andamento das obras iniciais, juntamos imagem histórica de março de 1950 (depois das obras de movimento de terra terem começado pouco tempo antes) e a seguir da evolução imediata da obra e do cortejo de angariação entretanto realizado.


Armando Pinto

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domingo, 15 de julho de 2018

JOSÉ NEVES brilhante vencedor do TROFÉU JOAQUIM AGOSTINHO


O ciclista José Neves da equipa W52-FC Porto venceu na tarde deste domingo de meio de julho a edição de 2018 do Troféu Joaquim Agostinho / Grande Prémio do Oeste / Internacional de Ciclismo de Torres Vedras, após ter terminado a terceira e última etapa da prova no terceiro posto, a nove segundos do vencedor do dia Henrique Casimiro. De modo que o ciclista portista venceu a classificação geral. Tendo recuperado assim a liderança que lhe havia fugido de véspera, desta feita ficando com a camisola amarela da prova em definitivo, sagrando-se vencedor final.

O portista José Fernandes Neves obteve posição que deu para vencer, enquanto o adversário corredor da Efapel concluiu os 172 quilómetros que ligaram o Cadaval ao alto de Montejunto com o tempo de 4h26m50s, gastando menos seis do que o segundo classificado, Joni Brandão, e menos nove do que José Neves, melhor portista a cortar a meta e naturalmente o melhor da geral.  


Depois de ter conquistado a camisola amarela na primeira etapa, e de a ter perdido na segunda, o corredor alentejano do FC Porto voltou ao lugar mais alto da geral, desta vez para selar o triunfo na prova. Além do triunfo na geral individual, os Dragões conseguiram também a vitória na classificação coletiva.


«No prólogo foi por pouco que não vesti a amarela, mas fiquei com ela no segundo dia. Sábado perdi-a, mas hoje viemos prontos para a guerra. Tive algum receio de arrancar, mas os meus colegas ajudaram-me», afirmou o corredor azul e branco citado pelo "site" da Federação Portuguesa de Ciclismo.


Tendo ainda recordado: «No início do ano assumi que este seria um dos meus objetivos. Ontem [sábado] perdi a amarela. Foi uma batalha perdida, mas não a guerra. Hoje viemos prontos para a guerra. Eu tinha algum receio de arrancar, mas os meus colegas disseram-me para não ter medo e motivaram-me», contou José Neves – conforme publicam alguns órgãos de comunicação que vão dando notícias sobre o ciclismo português.


Além de Neves, concluíram a prova mais quatro portistas: António Carvalho foi quarto (a 36 segundos), Gustavo Veloso foi 22.º (a 4m 42s), Ricardo Mestre foi 25.º (a 5m 27s) e Tiago Ferreira foi 72.º (a 34m 41s).


Com este triunfo, mais um de ciclistas do FC Porto durante a época, José Neves sucede a Amaro Antunes, que venceu o Troféu Joaquim Agostinho em 2017 com a camisola do FC Porto.


Neste  41.º Grande Prémio Internacional de Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho, o corredor do FC Porto, José Neves, que desalojou da liderança o espanhol Óscar Hernández, da Aviludo-Louletano, terminou a prova com quatro segundos de avanço sobre Henrique Casimiro, da Efapel, e cinco em relação a Joni Brandão, do Sporting-Tavira. Além da vitória individual da Geral (camisola amarela), Neves venceu também a classificação do prémio Juventude (camisola laranja). No pódio da classificação por equipas, em 1º ficou o W52-FC Porto, em 2º o Sporting-Tavira, distanciado a 4 minutos e 29  segundos, enquanto em 3º se posicionou a Efapel a 5, 25.



Provado está que a camisola amarela fica mesmo muito bem aos ciclistas do FC Porto, autenticamente como ouro sobre azul !


ARMANDO PINTO
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Efeméride: Célebre “Caravana da Saudade”


"Aconteceu" – 13 de julho (de 1949)

«Há 69 anos, o FC Porto partiu de Lisboa no navio Império rumo a uma digressão em África, que ficaria conhecida como Caravana da Saudade (título de um livro de Delfim Pinto da Costa, dirigente do clube que participou na viagem). Durante quase três meses, a equipa principal de futebol viajou por Angola e pelo Congo Belga, participando em dez encontros particulares e vencendo todos. Mais importante do que os jogos e os resultados foi o contacto direto que foi proporcionado entre a comitiva e os milhares de portistas que viviam na maior colónia portuguesa.»
(“Dragões Diário”)

= Pose da equipa do FC Porto em Sá da Bandeira - Angola / 1949. Com o guarda-redes Valongo como titular, em virtude de Barrigana não se ter podido deslocar, devido a lesão sofrida dias antes  =

Como é bem lembrado na newsletter diária do FC Porto, foi realmente algo de realce essa longa digressão do FC Porto a terras da então África Portuguesa e região próxima de acolhimento de muitos portugueses também. Tão importante que levou inclusive a que, do relatório entregue à direção do clube pelo responsável da delegação portista, resultou a publicação de um livro, pela necessidade de salvaguardar a memória de quanto representou esse abraço levado aos compatriotas e consócios residentes naquela província ultramarina, por quanto foi traduzido no fervor então sentido e vivido de parte a parte.

Como nota memorial, ao assinalar-se mais esta efeméride, no caso sobre o início dessa viagem em que o FC Porto se fez representar tão bem por aquela embaixada, juntamos imagem da capa do importante livro que é um marco na literatura sócio desportiva, feito por aquele dirigente do clube que também foi redator do antigo jornal O Porto, Delfim Pinto da Costa – hoje com nome apelativo pela natural relação que essa ordem dos apelidos pode chamar a atenção, sem contudo ter nada a ver com o atual presidente Pinto da Costa, a não ser pelo Portismo comum. Mas aí também o autor destas linhas é Costa Pinto, mudando apenas a ordenação de nomeada (e o presidente Nuno Pinto da Costa até teve um tio de nome Armando Pinto, outro e naturalmente muito mais velho). Não que haja confusão, a sério, mas porque pode haver.

= Presença memorial da deslocação da Caravana da Saudade, através da valiosa Taça Salvador Correia de Sá e outras recordações, em vitrine do Museu FC Porto By BMG. =

Armando Pinto
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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Como o FC Porto era visto na década dos anos 40’s – segundo reportagem da revista Stadium, publicação lisboeta de difusão desportiva de impacto nacional nesse tempo…


Na passagem dos tempos e evolução das circunstâncias, nem tudo evoluiu em Portugal à medida das realidades, mas quantas vezes apenas perante as dependências. Tal o que se nota no desporto português e na inerência relativa das publicações técnico-desportivas, conforme a fácil perceção relacionada com o panorama atual de jornais e canais televisivos sectários, contudo não diferindo muito de outros tempos em que as publicações de maior fama estavam com a mesma dependência do sistema de sempre. Como ainda se tem verificado com jornais demasiado dependentes do regime vigente, como são A Bola e o Record, embora nem só atualmente mas já de longa data, deixando grandes saudades da existência do antigo O Norte Desportivo que era uma das pedradas no charco de outros tempos.


Tal o que ainda agora, pesquisando numa revista de grande divulgação como era a Stadium, se verifica que pelos idos anos das décadas de quarenta e cinquenta, enquanto ao Benfica e ao Sporting, por exemplo, eram dedicados grandes espaços e profusas reportagens, carregadas de fotografias, ao FC Porto pouco mais era facultado que umas duas ou três imagens, quando não menos, apenas para não parecer mal. Só aparecendo mais quando era para dizer mal ou à procura de minar negativamente as mentalidades. Algo que hoje se torna notório na diferenciação de documentação histórico-ilustrativa à posteridade.


Assim, para se ver como nessas circunstâncias o FC Porto era visto apenas como um clube do norte, mas mesmo assim sem conseguirem retirar a importância que o grande clube português já detinha, deitamos olhos a uma reportagem inserta na revista Stadium, de Julho de 1944, como testemunho da visão sobre o FC Porto nesses idos tempos.


Armando Pinto
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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Taça de Valência, de encontro entre campeões da Península Ibérica, na primeira vitória dum clube português em Espanha, em 1947



Ecoando ainda na memória dos tempos andava na transmissão popular a grandiosa vitória sobre o Bétis de Espanha, em 1935, que dera honra de triunfo na primeira Taça Ibérica, quando, após interregno motivado pelas vicissitudes da Segunda Grande Guerra mundial, se voltaram a encontrar em jogo de futebol as primeiras equipas dos campeões dos dois países ibéricos. Havendo então, em 1947, havido jogo entre os campeões respetivos, dessa vez em Espanha, tendo o FC Porto se deslocado expressamente para jogar com o Valência, em território espanhol. Voltando o campeão português a triunfar, dessa vez por 1-0, com golo do então avançado portista Virgílio, estreante a nível internacional na ocasião e que mais tarde se viria a destacar como defesa de grande porte, como evoca o epíteto de “Leão de Génova “ ganho em soberba exibição em Itália, volvidos tempos, na defesa da seleção portuguesa.

= Instantâneo do ato protocolar da troca de recordações. Sendo a imagem legendada na História do FC Porto, por Rodrigues Teles, assim: « Em 1947, era o Valência campeão da I Liga de Espanha. A nossa equipa deslocou-se ao país vizinho onde, em tarde brilhantíssima, venceu por 1-0 o categorizado clube espanhol. Fôra, até aquele ano, o F. C. do Porto o primeiro grupo português que conquistou, além-fronteiras, uma victória em prélios com clubes de Espanha. Nesta fotografia vemos Victor Guilhar, capitão da nossa equipa, oferecendo uma caravela ao capitão do Valência, que este retribuiu entregando o galhardete do seu clube. Um acto tradicional que é sempre rodeado dum ambiente de simpatia e fidalga cordialidade.»

Como reflexo histórico dessa façanha, evocamos desta feita essa estrondosa vitória, em Outubro de 1947, juntando excertos de reportagem constante num dos volumes da História do FC Porto, escrita por Rodrigues Teles – mostrando imagens e página inteira alusiva, da qual para melhor leitura se juntam retalhos separados:

= Imagem da página e do momento dos festejos pelo golo obtido, com Virgílio efusivamente vitoriado =


Como exemplo do que sempre foi o tratamento da imprensa nacional para com o FC Porto, pode-se reparar nuns quadros com que nas duas semanas seguintes e números sucessivos a ocorrência mereceu, apenas, leves referências na revista lisboeta Stadium, em seus números de 22 e 29 de outubro, em 1947.


Ainda no mesmo seguimento, como complemento, no sentido de melhor ficar a narrativa completa, anexa-se também, de seguida, um apontamento memorial publicado no antigo jornal O Porto, num artigo do então colaborador Custódio Castro, em ilustração à posteridade.


Por fim, ao jeito de acrescento apropriado, calha a preceito recordar uma parte duma entrevista de Virgílio, então ainda jovem futebolista em ascensão no FC Porto, publicada já depois também na revista Stadium, no ano imediato, como mostra de curiosidades relacionadas.

Armando Pinto
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domingo, 8 de julho de 2018

Treinador do FC Porto capa de revista social: - Entrevista com Sérgio Conceição na “ Cristina”


“Sérgio Conceição à conversa com Cristina Ferreira “

Entre as publicações que andam nos escaparates e nos chegam aos olhos pela publicidade, sabemos da existência da revista da apresentadora televisiva Cristina, intitulada com o próprio nome, da cara associada ao programa em que a mesma divide a apresentação com o conhecido Goucha. Mas nunca na vida o autor destas linhas pensava ler com muita atenção (a não ser de passagem nalguma sala de espera) e menos ainda comprar a mesma revista, não por qualquer motivo especial mas, apenas, por não ser de primeira necessidade nos hábitos de leitura pessoal. Contudo, agora, porque soube que traz uma entrevista com o Sérgio Conceição, treinador da equipa principal do FC Porto, logo que a vi num local de compras a agarrei para ler e guardar. Embora também, porque estando como estava revestida em embalagem plástica, não desse para ver de outro modo. Como aliás devia estar tudo o que é revistas e livros das superfícies comerciais, por forma a não ficar estragado para os verdadeiros interessados.


Assim sendo já tenho a revista Cristina, com o Sérgio Conceição na capa e onde dentro aparece entrevistado e fotografado a preceito, incluindo ilustrações de boa qualidade, mediante artísticas poses. Sendo como é esta revista direcionada aos meios artísticos e de mediatismo social, passando pela moda visual e temática comunicativa.  Em cujo conteúdo em apreço está a entrevista com Sérgio Conceição, bem conduzida na verdade, em formato clássico de perguntas e respostas, sem artificialismos, como por vezes acontece (quando entrevistadores expõem muita parra e pouca uva, por assim dizer). Lendo-se com agrado e de enfiada, para quem aprecia conhecer melhor pessoas merecedoras de nosso apreço.

Gostei e tenho gosto em juntar mais esta revista, por motivos óbvios, ao acervo histórico-documental da biblioteca portista aqui de casa.

Armando Pinto

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