Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Enquanto outros tentam distrair atenções com invenções de tiros para o ar… o FC Porto vence em mais duas frentes, no hóquei e em bilhar!


Sucedendo por estes dias diversos géneros de “faz de conta” de diversão dos meios afetos ao Benfica, tentando branquear o que fizeram e está descoberto nos casos dos e-mails e manobras de toupeiras, com a conivência dos órgãos de comunicação afetos ou subjugados ao mesmo clube do regime… Enquanto e apesar disso, passando ao lado dessas e outras manobras dos corruptos do sistema desportivo… o FC Porto segue serenamente o trilho de vitórias dentro dos campos de jogos e mesas de competição, vencendo e convencendo – como este fim-de-semana é de realçar as concludentes vitórias em Bilhar e Hóquei em Patins.

Ora, ainda que não haja muita gente a saber dar umas tacadas de jeito sobre mesas de bilhar, tal como há quem não ande de bicicleta e inclusive nem seja muito usual andar de patins, o certo é que no mundo desportivo as modalidades de bilhar, ciclismo e hóquei em patins têm adeptos e nalguns casos muitos mesmo. Sendo assim de assinalar que, nas modalidades em que o fim-de-semana teve disputas de atribuição de títulos foi o FC Porto quem saiu vencedor. Com natural apreço pelo hóquei que tem no FC Porto bom representante universal e no bilhar é o clube português que ombreia com os maiores clubes do mundo.


Assim sendo, fica para a história destes dias, em que as nuvens vindas de outras paragens não enegreceram o ambiente, que o FC Porto em Bilhar venceu a Supertaça nacional e em Hóquei em Patins venceu o Torneio Internacional Cidade da Maia.


No sábado foi o Bilhar a dar a tacada de saída, carambolando mais uma importante vitória – ao vencer a Supertaça Nacional, perante vitória concludente em Lisboa, em pleno reduto do adversário de ocasião. Mantendo a sequência de boas tacadas, tanto que, depois do Campeonato e da Taça de Portugal, o FC Porto vence assim a Supertaça em autêntico ciclo de ouro para o bilhar do FC Porto. Tendo os bilharistas Dragões conquistado a Supertaça de bilhar às três tabelas, batendo o Sporting no Estádio de Alvalade. Aí, a formação azul e branca, só com jogadores portugueses, demonstrou a sua superioridade diante desse categorizado adversário e lançou na alta competição mais um jovem, José Miguel Soares, dando continuidade à renovação da equipa, iniciada com João Ferreira. Tendo então esse jovem bilharista cumprido o sonho de vestir a camisola do F C Porto em competição de alto nível e logo com tão boa estreia. Assim: O FC Porto venceu o Sporting por 2-0, em Alvalade, na sequência dos triunfos nos duelos entre Santos Oliveira e Joaquim Alves (3-1) e entre João Ferreira e Rui Edgar (3-0). Dando cumprimento ao regulamento da prova, as partidas que opunham Rui Costa a Jorge Theriaga (1-2) e José Miguel Soares a Francisco Rodrigues (1-1) não necessitaram de ser concluídas.


Já no domingo foi no Hóquei a rolar sobre rodas, com o triunfo frente à Oliveirense na final do Torneio Internacional da Maia a dar merecida vitória nessa prestigiada competição de início de época hoquista. Tendo a equipa de hóquei em patins do FC Porto vencido o Torneio Cidade da Maia, na sequência de três triunfos em igual número de jogos realizados entre sexta-feira e domingo. Havendo começado por vencer o HC Maia por 9-4 na sexta-feira, e feito o mesmo perante o Infante de Sagres, por 7-1, no sábado. Apurando-se para a final diante dos hoquistas da Oliveirense, vencedores de seus jogos, incluindo com o represente estrangeiro, da Suíça. Até que no jogo decisivo, que teve como palco o Pavilhão Municipal Nortecoope, os Dragões bateram a Oliveirense por 3-1.Com Gonçalo Alves, Giulio Cocco e Reinaldo García a serem os marcadores de serviço da equipa portista na final do torneio. Tendo os pupilos de Guillem Cabestany recebido a taça de vencedores.


No fim da disputa da Final da Supertaça de Bilhar registe-se o facto das duas equipas terem posado para captação fotográfica conjunta, em instantâneo de sã convivência, assinalando a respetiva presença. Por felizmente ainda haver desportivismo possível. Com honra e glória para vencedores e vencidos.


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

domingo, 16 de setembro de 2018

António Oliveira: O “Sandokan do FC Porto” – no “Universo Porto Entrevista”


Oliveira, o Oliveira da célebre equipa de Rodolfo, Gomes e Oliveira cantada nos discos comemorativos do título de campeões nacionais de 1978, foi o herói da história passada em entrevista televisiva no Porto Canal. Entrevistado desta feita numa das entrevistas de carreira que o Porto Canal tem realizado. Tendo de se repetir as palavras porque não há forma de sintetizar melhor esse encontro de Oliveira diante dos espetadores, como o autor destas linhas, que estive de frente ao televisor a seguir atentamente a conversa, logo na primeira passagem desse programa, na noite de sábado de meio de setembro. A ponto de quase desejarmos que o entrevistador, Rui Cerqueira, fizesse as perguntas que nos apetecia fazer, perante as questões que nos vinham à ideia. Estando Oliveira em frente ao entrevistador e diante das câmaras, como que câmaras e entrevistador fossemos nós. Quão Oliveira desperta interesse em questões portistas.


Oliveira… Assim como Custódio Pinto foi o rosto que vimos pelas fotos de jornais em 1968 a receber, beijar e levantar a Taça que tão bem soube ao mundo portista ver o Porto finalmente ganhar, como ficou para a história de meias já em baixo, pelas canelas das pernas e camisola de fora, como se viu o Pinto, depois de a receber das mãos do presidente da nação, ao tempo o almirante Américo Tomás, a erguer a Taça de Portugal que ele e Américo Lopes, Valdemar Pacheco, Francisco Nóbrega, Djalma, Pavão, José Rolando, Jaime Silva, Atraca, Eduardo Gomes e Bernardo da Velha venceram em pleno relvado do Jamor… também Oliveira foi quem vimos e ficou nas fotos, de barba e sorriso rasgado, a levantar a Taça em 1977, no camarote presidencial do estádio das Antas, recebida das mãos de Mário Soares, então primeiro-ministro da nação. Tendo sido aí Oliveira, de barba crescida à Sandokan (herói de filmes televisivos), que lá em cima representava toda a equipa, com quem depois partilhou no relvado, passando a taça a Gomes, Rodolfo, Torres, Murça, Freitas, Duda, Taí, Gabriel, Simões, Seninho, etc. etc, como representou todos os portistas, os que aplaudiram esses bravos depois na volta de honra, diante dos adeptos, ou quem em casa ou onde se encontrava ouviu pela transmissão radiofónica do Quadrante Norte o Amaro gritar o golo de Gomes e relatar o ambiente vivido nas Antas.


Oliveira que anos antes recebera o último passe de Pavão, foi também quem fez o remate de livre que originou a recarga de Ademir para o golo do empate com sabor a vitória de Maio de 1978 e por fim marcou o primeiro golo do último jogo do regresso dos títulos nacionais ao Porto… mas também o Oliveira que anos mais tarde ficou associado a momentos de fraca memória, quando foi para o Sporting e falou como leão, sobretudo… Assim como volvidos anos regressou como treinador, tendo arcado com tenaz oposição do sistema do futebol português através do programa Donos da Bola da SIC, mas, superando isso e a costumeira roubalheira arbitral contra o Porto, foi o técnico do Tri e do Tetra, deixando por fim o trabalho feito para o Penta que se seguiu…


Ora Oliveira esteve então no “Universo Porto-Entrevista” do Porto Canal. Podendo assim o mundo portista rever-se nalgumas recordações e extensivamente poder fazer-se algumas reflexões. Porque Oliveira é figura que capta atenções e gera diferentes pontos de vista, tal como nuns aspetos leva facilmente à simpatia e noutros deixa a pairar algumas interrogações se queria mesmo dizer ou não o que as palavras dizem mas poderão não querer dizer. Tal como uma coisa é uma coisa e outras coisas podem ser outras coisas.  Sendo contudo notório ser portista e sócio que vive o clube à sua maneira, além de acionista da SAD e da admiração que merece o seu empreendedorismo, como empresário de sucesso, nomeadamente enquanto figura para já marcante na cidade do Porto. Ele que é natural de Penafiel, onde deixou nome no futebol, também, mas especialmente por continuar como figura nacional e portuense afetivo, também.  


Oliveira, que fez seu percurso de formação no FC Porto e no FC Porto foi um dos maiores futebolistas de sempre...


... tal qual como treinador foi campeão nos dois anos em que esteve à frente da equipa portista, é um nome que dispensa muitas apresentações no aspeto histórico.


Tendo sido um bom entrevistado, desta feita, marcou pontos na opinião pública; a pontos da entrevista com ele ser das mais atrativas, por passar além do caso das memórias para a atualidade e possíveis lampejos futuros. Sem esquecer que foi contemporâneo da ultrapassagem do "Cabo Bojador" do futebol português, mesmo que nos dias que correm ainda haja resquícios, mormente com os campeonatos ganhos pelo Benfica do modo que a descoberta dos famosos e-mails demonstra e a situação nacional se reflita em haver toupeiras nos sistemas fortes da nação.  


Em suma, sem necessidade de se alongar o percurso curricular de Oliveira, explanado em diversos locais e dos mais variados géneros e feitios, deixamos pequena amostra de sua ficha de carreira. Enquanto fica boa sensação de se ouvir Oliveira, como se viu no Porto Canal. Por quanto fez, jogando e treinando, continua nome importante na História do FC Porto.


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Sem ser “hacker”… mas também Pinto!


Por muito que se pense em maneiras possíveis, quer em causa própria ou mesmo no chamado comportamento público politicamente correto (coisa que até nem se entende, sendo a política social normalmente pouco correta, como se vê nas diferenças de tratamentos, monetária e socialmente), incluindo falsas modéstias ou receios de afirmação, está visto que o nome Pinto tem algo que se diga. Desde, por exemplo, Fernão Mendes Pinto, célebre pela sua Peregrinação que de todo o modo ultrapassou séculos; passando por Frei Heitor Pinto, escritor clássico; mais Serpa Pinto, recordando esse antigo explorador dos limites geográficos da África portuguesa; mesmo Pimentel Pinto, militar e político da era de transição do regime monárquico para a causa republicana; inclusive D. Manuel Vieira Pinto, bispo que foi figura dos tempos de oposição ao colonialismo; etc. etc. E… entre pessoas salientes de tão diversificados quadrantes… também Pinto da Costa, nome por que é mais conhecido o presidente do FC Porto Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, o presidente desportivo mais titulado e de mais longa presidência… Até ao agora famoso “hacker” Rui Pinto que, a ser verdade o que anda na comunicação, parece ter sido grande obreiro da descoberta da mafia escarrapachada nos famosos e-mails, porque pela sua destreza informática conseguiu mostrar e desmontar a corrupção que tem dado campeonatos ao Benfica. Entre outros Pintos que nos soam bem na memória, tal os casos dos antigos futebolistas Custódio Pinto e João Pinto, como figuras portistas daqueles astros que nos são afetos pelo coração. E… longe dessa influência histórica, mas por também muito querer ao FC Porto, aqui o autor destas anotações, que sou Pinto com muito gosto e Portista acima de tudo.


Ora, como portista e estudioso de assuntos de história das realidades que mais me despertam interesse, é com reforçada auto-estima azul e branca que registo o facto de ter um texto incluído na mais recente edição da revista Dragões, publicação oficial do FC Porto. Tal o caso de na Dragões correspondente ao número de Julho haver sido incluído um artigo do autor deste blogue, em espaço de leitor. Ocorrência derivada duma sugestão dum leitor deste blogue, que me havia colocado à consideração a situação para eventual artigo a publicar no blogue Memória Portista. Algo que eu pensei merecer outro tratamento, pela curiosa raridade do tema; e como tal, por minha vez, sugeri ao departamento de conteúdos do FC Porto. Tendo pois resultado no que está agora em documentação literária de âmbito oficial do clube.

Sendo assim, registando o facto, anotamos aqui e agora o artigo, inserto nas páginas 62 e 63 do nº 380 da Dragões de Julho, ao ano 33 da revista do FC Porto. Apenas referenciando o assunto como memória, passado algum tempo da respetiva publicação e com espaço alargado desde que a mais recente Dragões foi posta à venda nas lojas do clube e até desde sua chegada às caixas de correio dos assinantes. Embora quem ainda não tenha visto com olhos de ver, deva quanto antes arranjar maneira de também passar a ter (a revista, na edição normal, em papel), pois não há como possuir as coisas que se gosta e tê-las nas próprias mãos, para poder ver e rever sempre que se queira.


Assim há isto também mais no mundo do FC Porto. Visto naturalmente à luz do Portismo que há muito circula ao correr da pena, pela escrita, estudo e colecionismo, no sentido de pluma e guarida portista, de quanto voa na mensagem memorial e se quer para ser perpetuado.


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Recordações Pessoais… Portistas!


Na proximidade da comemoração do 5º aniversário do Muséu do FC Porto, estando prestes a perfazer cinco anos de empréstimo honroso de algum material de recordações clubístico-pessoais ao Museu FC Porto By BMG, recordamos também outras lembranças portistas do que ficou e está no recanto doméstico do autor deste blogue, além de outras memorizações entretanto acrescidas. Porque não há melhor que um bom ambiente, de modo a nos sentirmos bem!


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para amplkiar )))

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Há 50 Anos: Primeiros internacionais juniores do hóquei em patins do FC Porto!


Costuma-se dizer que sem passado não haveria presente nem futuro. E mesmo que possa também dizer-se haver noções diferentes, por outras ideias, havendo quem diga não se dever muito olhar para o que está para trás, a verdade é que se fosse para esquecer quaisquer situações antes conseguidas, não valeria a pena haver esforço para as obter, visto passados momentos de qualquer situação tudo ser já algo passado. Tal como se for para esquecer, seja o que for em jogo, nem haveria interesse na concretização. Sendo assim de valorizar tudo, como qualquer taça ganha, um simples diploma obtido, uma medalha recebida, como uma honra e uma marca atingida. Como disse o poeta da Mensagem, tudo vale a pena se a alma não é pequena.


Entre factos a enaltecer, assim, estão algumas categorias obtidas. Como na circunstância do desporto é o facto das internacionalizações, referentes a participações internacionais em representação do país, quando acontece escolha para jogar ao serviço da seleção representativa de Portugal, nas diversas modalidades. Vindo ao caso o hóquei em patins e o escalão de juniores. 

Em futebol os primeiros representantes do FC Porto tiveram essa honra a meio da década de cinquenta, quando começou a haver jogos desse escalão antecessor dos seniores, tendo sido os guarda-redes Norberto e Roldão que em seu tempo representaram o FC Porto nas primeiras escolhas (com a curiosidade de então serem colegas de equipa e ao mesmo tempo de seleção). Obviamente muito depois de ter começado a realizar-se jogos de seleções de seniores, tendo o FC Porto tido o primeiro internacional, Artur Augusto, em 1921 na equipa de honra, chamada Seleção A. Mas em juniores foi realmente muito mais tarde, conforme a cronologia também da realização de jogos correspondentes. Tal como no hóquei patinado o FC Porto tivera o avançado Acúrcio Carrelo internacional já pela seleção portuguesa em 1957, mas em juniores igualmente foi muitos anos depois, tendo isso ocorrido já em 1968 – faz precisamente agora, em setembro de 2018, cinquenta anos.


Com efeito assim foi. Tendo sido o guarda-redes José Castro e o avançado Cristiano Pereira os primeiros internacionais juniores do hóquei do FC Porto. Duo que antes disso, ainda com idade de juniores, já tinham sido convocados para os treinos da Seleção A. Pois, como já jogavam nos seniores, fazendo parte da equipa principal do FC Porto que nesse ano tivera comportamento surpreendente no Campeonato do continente português (o chamado Metropolitano, antes da fase final do Nacional com as equipas das então províncias ultramarinas), e como aqueles jovens foram autênticas revelações ao nível dos seniores, figuraram logo na escala do então selecionador nacional António Raio para os treinos da seleção principal, com vista ao Campeonato do Mundo que se realizava de seguida no Porto, no pavilhão dos Desportos do Palácio de Cristal. Naturalmente não tendo depois integrado o lote dos dez que formaram o grupo da fase final, além da grande valia dos mais velhos (como eram uns Vítor Domingos, Brito, Adrião, Solipa, Salema, Livramento, Leonel, Jorge Vicente, Rendeiro e Casimiro), também por no horizonte já se contar com necessária utilidade na ida de Cristiano e Castro à seleção de juniores, pouco tempo depois.

= Os dez selecionados da equipa portuguesa presente no Europeu de Juniores de 1968.

Assim sendo, chegado Setembro de 1968, o FC Porto passava a ter também hoquistas internacionais da seleção júnior. Facto agora a evocar. Passando a efeméride de 50 Anos dos primeiros internacionais juniores do hóquei em patins do FC Porto.

= Cristiano e Castro na comitiva ida em 1968 até Vigo, para a disputa do Europeu da categoria de juniores

Ora o Campeonato Europeu de Juniores de hóquei em patins teve lugar em Vigo, na Galiza (Espanha) e começou a 10 de Setembro. Tendo no fim Portugal ficado em 2º lugar embora empatado com a Espanha, sendo vice-campeão pela diferença de golos, apenas (na regra do “goal-average”). Cristiano foi o segundo melhor marcador da prova, também, havendo feito o golo do empate (1-1) no Portugal-Espanha que foi mais favorável aos anfitriões, por terem marcado mais golos na soma dos restantes jogos.

= Seleção Portuguesa do Europeu Júnior em Vigo-1968

Nessa seleção, escolhida pelo selecionador Guilhermino Rodrigues de Lisboa, além de Castro e Cristiano, do FC Porto, jogou também Manuel José Azevedo, que passados anos (em 1977/78) jogou no FC Porto, e o Zé Fernandes que jogava na Cuf e passado um ano e tal veio também para o Porto, em 1970. A equipa espanhola era formada à base de hoquistas que também já jogavam nas principais equipas do Réus e Mataró, clubes que ao tempo dividiam entre si campeonatos espanhóis e taça dos campeões europeus.

= Castro e Cristiano, junto com dois dos colegas da seleção, à mesa no restaurante do hotel...

Então, esse Europeu Júnior de 1968 ficou assinalado com a inauguração do Pavilhão de Vigo. E mereceu mesmo outra novidade, como foi ter dado oportunidade também à inauguração do Hotel Samir, onde ficaram todas equipas e respetivos responsáveis, mais dirigentes. E, pela proximidade da Galiza com o Norte de Portugal e por quanto despertava a participação daqueles dois hoquistas do FC Porto, levou que fosse seguido pelos responsáveis do FC Porto, a tal ponto que se deslocaram propositadamente a Vigo o chefe secção, que era Jorge Nuno Pinto Costa, acompanhado pelos seccionistas Professor Miranda e sr. Arlindo Sousa, os quais acompanharam o campeonato do princípio ao fim, tendo visitado a representação nacional no hotel – como a imagem seguinte documenta…


Na embaixada de apoio, em romagem hoquista à histórica capital do povoamento céltico peninsular, além do diretor Jorge Nuno e dos seccionistas referidos, foram também outras pessoas acompanhantes, entre as quais a esposa de Pinto da Costa, D. Manuela, e os pais de Cristiano. Cujo grupo ficou registado em pose fotográfica com os elementos do grupo da seleção portuguesa dos juniores de hóquei, na ocasião – ficando à posteridade em foto de recordação, oferecida ao autor deste blogue pelo selecionador sr. Guilhermino, em agradecimento a palavras de admiração à época expressas no jornal O Porto (na rubrica de Correspondência dos Leitores) … 


... Em cujo verso ficaram anotados, pelo punho de Guilhermino Rodrigues, os nomes dos hoquistas componentes da equipa presente no Europeu Júnior / 1968:


Começado a 10 de Setembro, o Europeu Júnior em apreço durou toda a semana seguinte, ao longo de sete dias, com a participação de oito seleções, jogando todos contra todos. Em 1968, ou seja há 50 anos. 


Na chegada ao Porto, após o regresso a casa, os dois hoquistas do FC Porto foram homenageados pelo clube azul e barnco e pela Associação de Patinagem do Porto, em festival realizado no rinque do campo da Constituição - a que se reportam as imagens juntas, em que se vê o presidente associativo, sr. Fernando Barbot (pai) a entregar recordações alusivas aos novos internacionais, que no fim ouviram grande ovação, perfilados em frente às equipas, com o capitão da equipa do FC Porto, Alexandre Magalhães, a acompanhar de perto essa distinção aos mesmos, seus jovens colegas à época.



Depois disso, volvido um ano, voltou a haver repetição, igualmente em Espanha e também em Vigo, e aí, no seguinte Europeu de 1969, já Portugal venceu e convenceu, com o FC Porto ainda representado por Cristiano e Castro, a que se juntaram mais Fernando Barbot e António Júlio. Na companhia também de Fernandes, que quase de imediato faria as malas para se fixar no Porto. Mas isso, como se diz, já são outras histórias, para comemorar a seu tempo. Nos diversos percursos da história dos honrosos pergaminhos portistas.

~~~ ++ ~~~


ADITAMENTO – O cinquentenário em apreço foi comemorado neste dia, com os dois primeiros internacionais de há 50 anos rodeados por alguns colegas de tempos idos, juntando-se em ambiente dum cenário marítimo e ali de seguida à mesa de um restaurante junto à praia. Espraiaram-se então pelo horizonte das recordações as memórias do acontecimento de 10 de setembro de 1968, quando Castro e Cristiano, como titulares da seleção júnior portuguesa, entraram em rinque com a camisola das quinas.


Do encontro juntamos, a propósito, algumas fotos da comemoração dos 50 anos da internacionalização dos 2 primeiros internacionais portistas do escalão júnior, estando junto aos homenageados os antigos hoquistas Fernando Barbot, Hernâni Martins, Jorge Câmara e José Fernandes (este igualmente internacional de há 50 anos, mas então ainda não sendo hoquista do FC Porto, como depois foi). Todos amigos e colegas de equipas do FC Porto e de seleções, quer de equipas representativas da Federação Portuguesa de Patinagem, como ainda da Associação de Patinagem do Porto, também.

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))