Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

FC Porto começa vitorioso na campanha da Liga Europa e Fábio Silva assina o ponto de mais jovem do FC Porto em provas internacionais


O FC Porto entrou a ganhar na Liga Europa, vencendo o primeiro jogo, diante do Yong Boys da Suíça. Mesmo sem uma exibição brilhante, ganhou e pontuou no ranking para o futebol português. Fazendo vir acima, mais uma vez, que é o clube que mais tem contribuído para o nível do futebol português além fronteiras. Num patamar internacional ainda em que, desta vez, também o Norte valeu à pontuação europeia do futebol nacional – graças às vitórias do FC Porto e do Braga, contrastando às derrotas do Benfica e do Sporting, a que se juntou negativamente também o Guimarães.


Paralelamente a esta boa entrada do FC Porto na competição internacional que disputa, também Fábio Silva, jovem avançado do FC Porto, tornou-se no jogador mais jovem de sempre a jogar pelo FC Porto nas competições internacionais existentes, entrado em jogo na segunda parte da vitória sobre os suíços do Young Boys, por 2-1, na primeira jornada da Liga Europa. Tendo, a propósito, o detentor da nova marca, declarado com orgulho: - «É sempre bom entrar na história do clube que gosto»!


Com efeito, «o dia 19 de setembro de 2019 ficará para sempre ligado à história e carreira do jovem avançado Fábio Silva no FC Porto. Lançado por Sérgio Conceição no decorrer do encontro com o Young Boys (2x1), o ainda júnior de primeiro ano e já sénior por estatuto tornou-se o mais jovem dragão a jogar numa competição europeia. O camisola 49 entrou aos 81 minutos, para cumprir o seu 4.º jogo na equipa principal dos azuis e brancos, numa altura em que o jogo com o conjunto helvético ainda não estava totalmente decidido, e ajudou na manutenção da vantagem a favor do FC Porto até ao apito final. Ao estrear-se na Liga Europa, segunda competição europeia mais importante ao nível de clubes, Fábio Silva superou o registo de Rúben Neves, que se estreou com 17 anos e cinco meses, e deixou ainda para trás nomes como Fernando Gomes, Anderson e Paulo Futre» (extrato este retirado do zerozero.pt, assim como alguns dados que se registam, embora com certas reservas nalguns casos, por em pesquisas próprias se ter verificado certas incorreções).


Utilizado assim durante o jogo terminado com a vitória do FC Porto sobre o Young Boys com dois golos de Tiquinho Soares, o jovem dianteiro Fábio Silva, de 17 anos e dois meses, tornou-se no mais jovem de sempre a jogar pelo FC Porto nas provas da UEFA, batendo o recorde de Rúben Neves por três meses.


Por curiosidade estatística de números, refira-se que a nível de competições nacionais o recordista ainda é o guarda-redes Kadú, que a 15/10/2011 se estreou diante do C A Pêro Pinheiro com vitória do FC Porto por 8-0, jogando então pelo Futebol Clube do Porto com 16 anos, 10 meses e 15 dias. Sendo secundado por Fábio Silva, que já nesta época de 2019/20 entrou pela primeira vez na equipa sénior portista a 10/08/2019, no jogo que em Barcelos o FC Porto perdeu por 1-2 com o Gil Vicente Futebol Clube, jogando com 17 anos e 22 dias. E em terceiro está cotado Sérgio Oliveira, o qual a 17/10/2009, em jogo que o FC Porto venceu por 4-0 o Sertanense FC, atuou com 17 anos, 04 meses e 15 dias.

Já quanto a competições de âmbito geral, há a curiosidade de a contar para a antiga (e entretanto extinta) Taça dos Vencedores das Taças, o então jovem defesa João Atraca, a 14/10/1964, em jogo que o FC Porto venceu em França o Lyon por 1-0, haver jogado e ficado com marca de se ter estreado na equipa principal do FC Porto em competições internacionais com 17 anos, 02 meses e 20 dias. Acrescendo ainda Victor Gomes que, também na Taça das Taças em 1968/69, se estreou com 18 anos, 6 meses e 22 dias, em jogo que o FC Porto venceu por 1-0 o Slavan de Bratislava, em 13/11/1968.

Assim sendo, na lista dos futebolistas mais novos estreados em provas da UEFA, antes de Fábio Silva ter passado tudo, o Ruben Neves, que era referido como recordista, estava então no meio de Atraca e Victor Gomes. Contudo entende-se em parte que, sendo dada referência das provas ainda existentes, não apareça tudo como deveria ser, embora no caso devesse ser anotado esse item.  


Assim, em competições internacionais existentes na atualidade, Fábio ao ter entrado a jogar neste dia 19 /09/2019 superou essa de Atraca e a anterior marca de Ruben Neves, que a 21/10/2014, em jogo que o FC Porto venceu por 2-1 o Athletic Bilbao, se estreara com 17 anos e 5 meses.

Fica a tabela agora liderada por Fábio Silva, entrado a jogar com 17 anos e 2 meses, superando Rúben Neves que tinha então 17 anos e 5 meses, mais Fernando Gomes com 17 anos e 9 meses, Anderson com 18 anos e 5 meses, Futre com 18 anos e 6 meses, etc.


Armando Pinto
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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Partilha de algo enternecedor

topbella

Aquele sonho ansioso ★★


Ainda não perdi a esperança de conhecer os jogadores do Porto, treinador, presidente e os super dragões..
       Anseio de um dia poder assistir a um jogo ao lado dos super e conseguir tocar lhes e que sintam que sou uma adepta ferrenha e também mostrar aos jogadores e ao mister e ao presidente que a minha garra é mais forte que tudo e ensinar lhes mais da vida... Canto ao som dos super dragões quando vejo em casa os jogos, sinto como se tivesse no Dragão em todos os jogos... Espero a vir conseguir o meu sonho, acho que ficava mais feliz do que já sou e do tento ser nos momentos difíceis ♡♡

Do Blogue "Sofia Cardoso"
em
https://sofiagamacardoso.blogspot.com/

Vi, nas andanças pela blogosfera, e não resisti a tentar ajudar... partilhando. Isto que aí fica, como que lançando uma mensagem ao mar azul, para eventualmente poder chegar à  praia portista!

Armando Pinto

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Efeméride da estreia de Pedroto como treinador do FC Porto no Campeonato Nacional da 1ª Divisão de futebol


José Maria Pedroto, que como jogador havia sido um dos ídolos da geração dourada do FC Porto nos anos cinquentas, e que como treinador começara nos juniores do seu clube também, passando por suas mãos uns Serafim, Neca Soares dos Reis, Faria, Valdemar Pacheco, Rui, etc. (assim como entretanto treinou a seleção nacional de juniores que venceu o Europeu de 1961), enquanto seguidamente como treinador de seniores passou pela Académica e Varzim, depois disso chegou a treinador principal do FC Porto no defeso da temporada de 1966, iniciando funções ao começo dessa época futebolística iniciada no final do verão de 1966, para ir por 1967 dentro. 


Então, após a preparação de pré-época, que como de costume meteu jogos particulares e torneios de verão, além do tradicional e oficial Torneio Início da A F Porto, começou as lides no banco dos responsáveis do FC Porto na 1ª jornada do Campeonato Nacional.


À época, em virtude do clube das Antas estar em fase de contenção e pelas limitações próprias da vida do país, o FC Porto apenas fizera uma aquisição, reforçando o plantel com a vinda do brasileiro Djalma, avançado que anteriormente dera nas vistas ao serviço do Vitória de Guimarães. Embora para o efeito tenha prescindido do defesa Joaquim Jorge, que foi incluído no negócio da mesma transferência, a somar à verba estipulada. Isso para além de entrada de juniores promovidos a seniores, como eram Alberto, Silva, Sérgio e Rendeiro, embora esses quase não passassem depois de jogos de reservas, como integrantes do plantel principal do clube. E a própria equipa estava ainda a contas com algumas baixas, sobressaindo a ausência forçada do guarda-redes titular Américo, a cumprir ainda jogos de castigo da época anterior, por ter sido expulso no Sporting-Porto da penúltima jornada da época finda  quando, aos 40 minutos de jogo em Alvalade, estando o FC Porto a anular todos os ataques sportinguistas, ele como capitão da equipa reclamou dum escandaloso penalti inventado para desbloquear o resultado empatado quase até ao intervalo… nesse jogo em que Américo estava a defender tudo, cotando-se como figura da tarde; e então depois já o Sporting conseguiu vencer, por 4-0 como poderia ser qualquer outro resultado, porque, não podendo haver substituição, como era norma ao tempo, teve de ir para a baliza do Porto um jogador de campo. Teve assim de ficar na baliza Carlos Manuel, polivalente defesa e médio defensivo (género quarto defesa, ou líbero, como hoje se diz), a vestir a camisola de guarda-redes e a postar-se entre os postes! Tendo inclusive o então treinador interino do FC Porto, Virgílio Mendes, feito saber que o árbitro, João Calado, era um sportinguista ferrenho, que ele conhecia demasiado por ser seu conterrâneo do Entroncamento… Acabando depois, por aberrante decisão tomada pelas instâncias do sistema BSB, com Américo suspenso por diversos jogos (seis, mais precisamente); cuja vergonhosa medida se alongou às primeiras jornadas da temporada imediata. Pois o guarda-redes ainda cumpriu um jogo no último da mesma época, então a findar; e mais cinco na que se ia iniciar. Coisas de bradar do regime ditatorial desse tempo. 


Pois assim, já com Pedroto ao leme e nesse cenário de fundo, ainda a tentar minorar mazelas, o FC Porto iniciou o campeonato da época seguinte na Póvoa de Varzim, diante do Varzim Sport Clube. E aí, a 18 de setembro de 1966, José Maria Pedroto fazia a estreia como treinador principal do FC Porto, frente à sua anterior equipa. Os Dragões venceram a formação local por 3-0, no arranque do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, com dois golos de Djalma e pelo meio um de Sidónio (na própria baliza). Tendo o FC Porto alinhado, nesse que assim foi o primeiro “onze” do Campeonato com Pedroto no comando da equipa: Rui; Carlos Manuel, Almeida, Rolando, Sucena, Pavão, Carlos Baptista, Jaime, Djalma, Pinto e Nóbrega.


Como curiosidade acrescida, refira-se que essa equipa seria precisamente a mesma que, ainda mediante as mesmas limitações, entrou em campo no jogo seguinte, diante do Sporting, à 2ª jornada do Campeonato, em que o FC Porto venceu no estádio das Antas  o Sporting por 1-0, com golo de Carlos Baptista a acertar contas. Sendo desse jogo do clássico das Antas a foto de pose da equipa azul e branca, à boa maneira fotogénica de então, nesse início de Pedroto como treinador principal do FC Porto.


Armando Pinto
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Celebração dos 50 Anos do Título Europeu Junior de 1969: - Equipa de Portugal homenageada em Vigo-Galiza


No dia em que se completavam precisamente 50 anos desde a conquista do Campeonato da Europa de Juniores, a equipa portuguesa de hóquei em patins que então se sagrou campeã europeia em 1969 foi homenageada pela autarquia galega de Vigo. Decorrendo aí uma jornada comemorativa, no sábado 14 de setembro de 2019. Num belo dia com que autenticamente Vigo prestou homenagem a antigos campeões portugueses que venceram o campeonato realizado naquela cidade da “Galícia”.


Enquanto em Portugal isso passou ao lado e inclusive não foi lembrado nem pela Federação Portuguesa de Patinagem (FPP - Federação de Patinagem de Portugal), nem pelos clubes desse tempo dos hoquistas, ao menos em Vigo, na Galiza/Espanha, houve uma devida e feliz homenagem!


Porém, refira-se, por cá não foi por falta de lembrança... como neste blogue foi evocado, até com alguma antecedência, a picar alguém que fosse. Apenas se tendo visto na página “online” d’ O Jogo uma notazinha informativa, embora na edição normal (impressa) não tenha aparecido qualquer reportagem, ou seja, não tendo sido referenciado em papel tal ocorrência também.


Para que conste: Com efeito, os elementos da equipa que, em 1969, se sagrou campeã da Europa de juniores, nesse campeonato realizado em Vigo, tiveram assim oportunidade de celebrar o feito, 50 anos passados sobre a conquista.


Naqueles tempos, em finais dos anos sessentas, ainda se ouvia nos relatos radiofónicos de jogos de futebol que “a saúde está primeiro, beba água do Vimeiro”… em célebre anúncio que sem se notar ficava no ouvido, como que a fazer descansar momentaneamente das expetativas perante emotivas descrições de onde andaria a bola. Conforme se ouvia pelas emissora ditas nacionais. Mas nos jogos de hóquei em patins, fora os jogos da seleção principal que “davam” nas emissoras de amplitude nacional, nos jogos da seleção de juniores daquele setembro de 1969 os anúncios mal se ouviam, por apenas ter havido transmissão numa emissora regional da área portuense. Aliás, mesmo nos jogos dos campeonatos regional, metropolitano e nacional, mal se entendia o que era relatado até, para não dizer que das jogadas se percebia pouco mais que os nomes de Cristiano, Castro, Magalhães, Brito, Hernâni, Ricardo, Leite, ficando-se à espera de ouvir gritar golo diante de se mal perceber o desenrolar dos lances, tal o ruído que saía do aparelho do rádio, pois normalmente era só o Norte Reunidos que fazia relatos dos jogos do hóquei em patins, através dessa emissora regional chamada Emissores do Norte Reunidos, de pouca potência, à imagem da distância da capital do império…. Contudo, na ocasião da parte final desse Europeu Júnior de 1969, houve reportagem televisiva do jogo decisivo Espanha-Portugal, através de transmissão oriunda da Galiza.


Agora, chegado o dia próprio neste Setembro, os portugueses Cristiano, Castro, José Fernandes, Fernando Barbot, Rui Monteiro. António Júlio. António Vale, Vítor Orêncio e Pedro Dinis puderam celebrar a conquista portuguesa na cidade que lhes deu o título e então receberam da Câmara Municipal de Vigo uma medalha personalizada relativa ao campeonato, em apreço.


Foi pois significativo esse reencontro acontecido no sábado 14 de setembro, em encontro dos antigos juniores portugueses de hóquei em patins que há 50 anos se sagraram campeões europeus em Espanha, na primeira vez que uma seleção portuguesa jovem, na categoria júnior, conseguiu vencer o Europeu desse escalão fora de portas, no estrangeiro. Com a particularidade desse triunfo, no Campeonato Europeu de juniores (escalão atualmente denominado “Sub-20”) ter sido no reduto do historicamente principal adversário na modalidade, nesse distante Setembro de 1969.


Agora em 2019, ao perfazer o 50º aniversário do evento (que, recorde-se, se realizara de 10 a 14 de Setembro de 1969), voltaram a encontrar-se os intervenientes vitoriosos desse feito, desta vez no passado fim-de-semana, calhando ter sido mesmo no local do acontecimento, em su sítio. 


Ora, não conseguiram estar todos presentes os campeões de 69, estando felizmente vivos os hoquistas então consagrados, de cujo lote campeão, entretanto, apenas desapareceram fisicamente o selecionador e o massagista desse ano, senhor Guilhermino Rodrigues e o eterno sr. Lopinhos, respetivamente. Desta feita, dos jovens heróis de há 50 anos, estiveram presentes nove dos dez hoquistas campeões, tendo havido uma ausência por motivos da vida particular do hoquista Carlos Leitão.


Como se pode ver pelas imagens captadas na ocasião, todos estão obviamente agora mais entradotes na idade e maduros de feições – conforme se pode constatar nos instantâneos fotográficos, dos quais para aqui transpomos algumas passagens de momentos da homenagem, mais de convívio e pormenores pessoais. Além de poses de conjunto, para a posteridade.


Esta foi uma das muitas conquistas lusas com nomes que vieram a destacar-se como Cristiano Pereira, José Castro, António Vale, José Fernandes, Vítor Orêncio, entre outros que foram depois e são antigas glórias que se notabilizaram ao serviço da Seleção A com títulos mundiais e europeus. Recorde-se que Cristiano Pereira e José Fernandes, como treinadores do FC Porto e do Óquei de Barcelos, levaram suas equipas à conquista da Taça dos Campeões Europeus e outros títulos também internacionais e nacionais. Bem como Cristiano foi campeão europeu e mundial em seleções, quer como jogador, como selecionador e treinador.


Esse dia foi então para todos um agradável sábado passado, a 14 de setembro.


Fazendo a cronologia dos acontecimentos, pode dizer-se que havia surgido ideia tendente a isso uns meses antes, no seguimento de outras iniciativas que levaram entretanto a diversos momentos de confraternização, incluindo festejo idêntico anterior aquando da comemoração dos 45 anos do mesmo campeonato. Mas inicialmente pensando num género de convívio entre os colegas de 1969. Decorrendo então contactos e conversas entre amigos, para o efeito.


A ideia original era de eventualmente passar o fim de semana no "local do crime" e pernoitar no hotel onde a comitiva portuguesa havia ficado em 1969, no Hotel Samil inaugurado nesse mesmo ano. Após conversas informais a maioria decidiu não o fazer, ou seja deixaram de pensar em passar ali tal fim de semana, pois o hotel tinha sido abatido. Isso após ter havido conhecimento do facto por verificação local, já que o Vítor Orêncio (que em 1969 jogava no Parede e mais tarde jogou duas épocas no FC Porto), entretanto visitara a praia de Samil e confirmou que o dito já não existia. Tendo, essa constatação e alteração de planos, dado em risota pegada.


Entretanto, continuando contudo com o plano geral de ir até ao sítio onde tudo aconteceu, na continuidade dos preparativos, para registar o acontecimento decidiram fazer t-shirts alusivas e porta cartões em pele. Tendo nessas tarefas havido contribuições amigas, tal foi o contributo do amigo Toni Cunha, antigo basquetebolista do FC Porto e ilustre artesão na área da marroquinaria, assim como de D. Teresa, esposa do Zé Castro, em entreajuda espetacular. Assim como também o amigo e ex colega das lides hoquísticas David Reis colocou à disposição uma magnífica Toyota Ice que levou a embaixada portuguesa à Galiza (e trouxe, naturalmente, todos felizes e contentes). Tendo de permeio havido contactos com amigos da Galiza. Sendo decisiva a colaboração de Julio Saez, amigo de Cristiano e antigo arbitro internacional espanhol, inclusive organizador do torneio de Vigo durante 25 anos, com quem Cristiano contactara e, passados uns dias, veio ligação a dizer que o vereador do desporto de Vigo queria receber os campeões portugueses, para os homenagear, como se confirmou durante o dia, em visita oficial ao pavilhão onde decorreu o Campeonato Europeu de 1969.


O local de encontro para a largada (e chegada) foi no mítico Café Velasquez, vizinho do estádio do Dragão e Dragão Arena, no Porto, tudo se passando com o sábio controle do Fernando Barbot, acolitado por dois monstros da gastronomia, António Vale e José Fernandes. Sendo da hora da partida rumo à Galiza a foto de conjunto de oito dos convivas, por entretanto o Vale ter ido no seu carro.

= Foto da saída do Porto, com destino a Vigo: a partir da esquerda - Monteiro, Júlio, Orêncio, Dinis, Zé Fernandes, Cristiano, Barbot e Castro.

Assim, «para além do almoço no El Rojo, que recomendamos vivamente, ficamos pela visita ao pavilhão onde fomos campeões só com vitórias. Bem simpático da parte da autarquia.» – como nos conta Cristiano. Acrescentando: «A Toyota teve nos comandos o je e como co-piloto António Júlio, que foi uma revelação (já foi contratado para co-piloto do Ogier 😂). Da capital viajaram o Pedro Dinis e o Rui Monteiro. Foram impecáveis ao associarem-se. A única não presença foi do Carlos Leitão, também ele hoquista do Parede, pois estava de férias com a família. Recebemos variadíssimos cumprimentos de felicitações e apreço, de amigos e outros, para os quais vai o nosso reconhecimento e amizade.»


Para rematar, “sticando” nas ilustrações, aqui fica registo acrescido também por intercaladas imagens alusivas (sendo desnecessária identificação individual ou de conjunto, bastando acrescentar o Vale aos anteriormente referenciados). Graças a fotos de cariz oficial, mas também algumas de feição particular, conforme foi possível alguns intervenientes terem feito as captações fotográficas, ao jeito dos retratos feitos por telemóveis pessoais, mediante o desenrolar do repasto...


Armando Pinto
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domingo, 15 de setembro de 2019

Francisco Campos, do FC Porto: Vencedor da primeira edição da clássica Rota da Filigrana


Francisco Campos venceu ao sprint a primeira edição da Rota da Filigrana, uma clássica que ligou Gondomar a Póvoa do Lanhoso, com passagem em Felgueiras.


A primeira edição da Rota da Filigrana – prova clássica, em ciclismo, competição de elite e sub-23, correu-se este sábado, unindo dois concelhos com pergaminhos na arte da filigrana, Gondomar e Póvoa de Lanhoso. Tendo o pelotão sido composto pelas nove formações profissionais e pelas seis equipas de clubes portugueses.


O FC Porto participou com uma formação essencialmente composta por elementos que não participaram na Volta a Portugal de 2019, devido ao número de elementos do plantel e por na ocasião estarem a participar noutras provas no estrangeiro, uns em representação do clube e outros ainda de seleções nacionais. Sendo o grupo escalado para esta clássica assente numa mescla de juventude e experiência.

Num percurso de rara beleza, com saída da área do Grande Porto, na terra da filigrana dos arredores da cidade Invicta, com passagem pelo Vale do Sousa e chegada ao verdejante Baixo Minho, a prova deu um ar de velocidade e cor às terras percorridas pelo interior de Entre Douro e Minho.


Então, a ligação entre duas cidades ligadas ao trabalho com o ouro foi o mote para a criação da Rota da Filigrana. A primeira edição corrida este sábado, 14 de Setembro, teve uma distância de 132 quilómetros apenas com um Prémio de Montanha, na transição dos concelhos de Lousada e Felgueiras.


Uma fuga de 5 homens surgiu logo de início com Joaquim Silva integrado, cuja fuga nunca chegou aos 2 minutos de vantagem e terminou após a passagem no Prémio de Montanha, com o grupo a desentender-se. Joaquim Silva foi o segundo a passar o Prémio de Montanha.


Depois dos elementos da fuga terem sido todos alcançados, o pelotão começou a preparação da chegada ao sprint.


Na discussão do sprint pelos homens mais rápidos foi o portista Francisco Campos a levar a melhor, ao bater Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) e Rafael Silva (Efapel). Numa chegada emotiva ao sprint, o jovem Francisco Campos venceu assim a primeira edição da prova.


Classificação:

1º - Francisco Campos – 3h 04m 04
18º - Jorge Magalhães – mesmo tempo
25º - César Fonte - mt
26º - Rui Vinhas + 7 segundos

(Esta prova, que este primeiro ano teve a ligação referida, terá na continuação partida e chegada de forma alternada nos dois municípios. E “será complementada com a realização de uma outra, do género ‘Grandfondo’, na qual poderão participar todos os praticantes de ciclismo, populares ou federados. Também será promovido um seminário sobre o ciclismo profissional, trazendo para debate os agentes da modalidade. Cabendo à Federação Portuguesa de Ciclismo e ao Boavista Ciclismo Clube a organização e regulamentação técnica da prova.)

Quase no fim da temporada deste desporto das bicicletas de corrida, Francisco Campos alcança sua segunda vitória individual com a camisola do FC Porto (depois de ter vencido o Grande Pémio Anicolor, conforme está também devidamente registado neste blogue), o que é prometedor, atendendo a ainda ser sub-23, enquanto somando esta vitória a equipa W52-FC Porto consegue um total de 18 vitórias na época.

Armando Pinto
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