Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Taça e sucessora Copa Ibérica


Nesta sexta-feira de meio de julho, do corrente ano de 2019, em plena fase de pré-época para 2019/20, a equipa principal de futebol do FC Porto realiza hoje o segundo jogo amigável da nova temporada perante a equipa espanhola do Bétis, no Estádio Municipal de Portimão. O embate faz parte da primeira edição da Copa Ibérica, torneio quadrangular que inclui ainda mais uma formação portuguesa, o anfitrião Portimonense, e outra do país vizinho, o Getafe.


Amanhã, também ao fim da tarde e princípio da noite de sábado, os dois conjuntos hoje ainda de folga, Portimonense e Getafe, decidem qual será o adversário do vencedor do duelo entre Dragões e Verdiblancos para a final de domingo.


Estando-se ainda em período de experiências e acertos, de estudo e análise, o ambiente é também de relação entre o passado presente e o presente futuro, nas esperanças e anseios do mundo azul e branco. Como consubstanciam as imagens, relativas ao homem que marcou o golo do primeiro jogo visionado desta temporada e o que transparece já perante um dos jovens em que se depositam boas perspetivas.


Ora o adversário da meia-final, o Real Bétis, é um clube com ligações interessantes ao FC Porto, desde tempos remotos. Além de mais tarde, pelos idos de finais da década de setenta, haver ficado na lembrança portista por ter tido a envergar durante algum tempo a sua camisola das riscas verdes o António Oliveira, ido do FC Porto. O qual, com saudades que nesse tempo o clube lhe provocava, depressa regressou às Antas, depois.


Quanto à ligação de maior história, como os portistas recordam, a propósito desta reedição, agora com outro nome, “são boas as memórias portistas face ao Bétis. A 7 de julho de 1935, no velho campo do Ameal, na cidade invicta, o FC Porto bateu este clube andaluz por 4-2, com três golos de Pinga e um de Pocas, para conquistar a primeira edição da Taça Ibérica e garantir ao futebol português o primeiro troféu além-fronteiras. Na atualidade, tal como na ocasião, são as proezas do clube azul e branco que continuam a dar maior prestígio ao futebol português no estrangeiro.”

Na pertinência da ocasião, no presente da Copa Ibérica organizada em parcerira das Liga Portuguesa e Espanhola, recorda-se o que aqui já foi lembrado sobre o mesmo facto, aquando da efeméride desse acontecimento de outros tempos:


Julho, mês de bons acontecimentos na profusão permitida pelo tempo quente, costuma ser mais associado como período de férias para muita gente, enquanto a nível desportivo normalmente é referenciado ao ciclismo, pela época de competições de proximidade à Volta a Portugal, mas por vezes o futebol retém atenções. Como nas temporadas dos campeonatos europeus e mundiais de seleções e em tempos também outras provas de importância para o tempo.

Assim foi, por exemplo, no ano de 1935 – em que no dia 7 de Julho o FC Porto, então também campeão nacional, venceu o Bétis de Sevilha, campeão espanhol, num amigável considerado como a "Taça Ibérica". Tinha o FC Porto uma equipa de grandes valores, como Pinga, Carlos Nunes, António Santos, Valdemar Mota, Soares dos Reis, Avelino, Pocas, Carlos Pereira, Jerónimo, Carlos Mesquita, João Nova, Castro e Cª, em que praticamente quase todos foram à seleção nacional, o que era e é caso raro; porque como é sabido, para um portista ser chamado à equipa da Federação Portuguesa de Futebol tem de ser mesmo muito bom, não bastando mais, mas sim muitíssimo superior aos outros.


Pois esse facto e tal feito ocorreu então nesse dia que em 1935 foi a um domingo.

 « Domingo, 7 de julho de 1935: o Porto é hoje a capital do futebol da Península. No Campo do Ameal estão 15 mil espectadores, autoridades civis, militares e consulares, para assistir à primeira edição da Taça Ibérica, a prova que opõe o campeão de Portugal ao de Espanha. O FC Porto joga com o Bétis e chega ao intervalo a ganhar por 1-0, com um golo de Pocas, médio em estreia absoluta na equipa de Szabo. No reatamento, Pinga eleva rapidamente a marca para 3-0, os andaluzes ainda reduzem, com dois golos em dois minutos, mas não conseguem parar Pinga nem evitar que ele estabeleça o 4-2 final. Aplausos para o primeiro campeão ibérico, recém-consagrado campeão da I Liga, que também era o primeiro vencedor Campeonato de Portugal e que depois conquistaria o primeiro Campeonato Nacional da I Divisão e ainda a primeira edição oficial da Supertaça. Sempre o primeiro.»


Tamanha ocorrência, para o tempo, merece mesmo ser relembrada, de modo a que seja conhecida. Como noutros tempos até era, mas não na comunicação social comandada pelo clube do regime... Embora num livro editado há anos pelo jornal A Bola, pela pena do grande jornalista e igualmente investigador António Simões, haja referência a isso mesmo - como recortamos para aqui, a dar efeito da justa rememoração.


Assim, ilustra-se o tema com esta lembrança alusiva, através de recorte da parte respeitante ao FC Porto na obra publicada pelo jornal A Bola, "Glória e Vida de 3 Gigantes".

~~~ *** ~~~
ADITAMENTO:

Sobre este mesmo tema já havia o autor escrito também um artigo no antigo blogue pessoal (“Lôngara…), o tal que há anos foi anulado da internet por adversários, por não convir ao sistema que haja memória... em cujo espaço atualmente apenas aparecem mensagens estrangeiras!

Também, igualmente sobre o mesmo assunto foi publicado em 2014 um texto muito completo na rubrica “Os Imortais”, da edição de abril desse ano da “Dragões”, revista oficial do FC Porto. Do qual, em homenagem ao grande jornalista e investigador Victor Queirós, um dos elementos da equipa que teve papel relevante na instalação do Museu FC Porto By BMG,  para aqui transpomos o mesmo artigo, em reforço desta jornada gloriosa do FC Porto.


« TRÊS GOLOS DE PINGA, UMA GOLEADA E A PRIMEIRA TAÇA IBÉRICA

A 7 de julho de 1935, o FC Porto venceu o Bétis e a primeira prova que opôs os campeões de Portugal e de Espanha

Por Victor Queirós

O imortal FC Porto de Szabo acumulou registos impressionante através da bravura de equipas preparadas para atacar: O Real Bétis Balompié e outros campeões espanhóis acabaram vergados ao poder de linhas atacantes constantemente renovadas e com uma capacidade ímpar para marcar. Só Pinga fez três dos quatro golos da vitória na primeira edição da Taça Ibérica, disputada em 1935.

Historicamente, foi o FC Porto quem desbravou os caminhos de todas as principais competições regionais e nacionais. Desbravou-as e conquistou-as. Essa queda especialíssima para vencer todas as primeiras edições das provas prioritárias criadas em Portugal estendeu-se à Taça Ibérica, prova de referência em que a capacidade dinamizadora do FC Porto do século XX esteve sempre presente.

É com um orgulho natural que o FC Porto olha para a História e se revê vencedor do primeiro Campeonato de Portugal (1922), do primeiro Campeonato da I Liga (1935), do primeiro Campeonato Nacional da I Divisão (1939) e da primeira edição oficial da Supertaça (1980/81). E, ao alargar das fronteiras, da primeira edição da Taça Ibérica, a 7 de Julho de 1935.

A vocação para fazer história resume essa rara qualidade do FC Porto, capaz de se impor em qualquer circunstância, mesmo desconhecendo em rigor o real valor dos adversários, como era o caso do Real Bétis Balompié, o campeão espanhol que defrontou o campeão português na primeira edição da Taça Ibérica, sendo de notar que, por esses tempos, Espanha era vista como uma das maiores potências europeias e “sovava”, regularmente, a selecção portuguesa em goleadas que chegaram a atingir os 9-0…

Um dos grandes méritos do FC Porto ao longo de mais de um século de existência foi essa invulgar capacidade de rasgar fronteiras, como voltou a ficar provado no triunfo sobre o poderoso Bétis, com os temíveis goleadores Simon Lecue e Victorino Unamuno. O último transferiu-se, mais tarde, para o Atlético Aviación (hoje Atlético de Madrid), marcando golos atrás de golos no campeonato espanhol.

Mas o FC Porto de Szabo, o primeiro campeão da I Liga, já era uma equipa do mundo. Desde 1930, adquirira a boa prática de abater os melhores conjuntos europeus e mundiais e, na coleção particular de vítimas de primeira grandeza, estavam os campeões da Hungria, da Checoslováquia, da Áustria, ou o invencível Vasco da Gama de 1931.

Entre 1930, após a entrada de Pinga, e 1935, com a fusão do trio Waldemar-Pinga-Acácio, ninguém escapou ao poder de fogo deste trio infernal e a primeira edição da Taça Ibérica seria, com alguma naturalidade, marcada por mais uma poderosa demonstração de superioridade do FC Porto e, em particular, de Pinga, autor de três dos quatro golos que derrotaram o campeão espanhol.

Num Ameal superlotado de público e de autoridades civis, militares e consulares, o FC Porto chegou ao intervalo a vencer por 1-0, com um golo fortuito, raro e feliz, de área a área, obtido por Pocas, médio transmontano em estreia absoluta. No reatamento, Pinga elevou rapidamente a marca para 3-0.

Um breve lapso de evasão, associado à qualidade da equipa espanhola, permitiu que Caballero e Unamuno, no espaço de apenas dois minutos, reduzissem para 3-2. Sentindo o perigo, Pinga sacou do seu inesgotável arsenal mais uma diabrura e bateu Urquiaga para estabelecer o 4-2 final, muito mais concordante com a realidade do jogo e, ainda assim, vagamente lisonjeiro para o Bétis.

Estava encontrado o primeiro campeão ibérico. Pena que a eclosão da Guerra Civil espanhola tenha congelado a prova e perturbado a realização dos campeonatos espanhóis, cujos vencedores não foram reconhecidos durante o período (1936-1939) em que o conflito não deu tréguas.

O facto de as autoridades desportivas espanholas não terem atribuído oficialmente o título nesses três anos impediu que se colasse ao jogo o rótulo formal de segunda Taça Ibérica. Mas que houve taça, lá isso houve… E mesmo sem Taça Ibérica oficial (só reatada em 1984), a tradição ainda se manteve por alguns anos.


O FC Porto era o alvo preferido dos campeões espanhóis e, além de derrotar várias vezes o orgulhoso Real Madrid nos anos 1940 e 1950, seria uma vez mais a primeira equipa portuguesa a bater, em Espanha, um campeão espanhol: o Valência, em Outubro de 1947.

Este Valência, que dominou a década de 1940 (três títulos e duas Taças do Rei) era um brutal ministério de atacantes comandado pelos imortais Edmundo Suárez e Epifanio Fernández, dupla de área que ganhou o apelido de “ataque eléctrico”, ainda assim incapaz de eletrocutar o FC Porto do argentino Eladio Vaschetto, também ele um colossal ex-avançado da escola do River Plate, com centenas de golos espalhados pelo Rive, pelo Colo-Colo (Chile) e pelo Puebla (México), três dos grandes sul-americanos do século XX.

FC Porto-Bétis, 4-2
Campo do Ameal, no Porto
7 de Julho de 1935 (15h00)
Assistência: 15.000 espectadores
Árbitro: José Pereira (Coimbra)

FC PORTO: Soares dos Reis; Avelino Martins, Jerónimo; Nova, Pocas, Carlos Pereira; Waldemar Mota, Pinga, António Santos, Carlos Nunes, Carlos Mesquita
Jogaram ainda: Álvaro Pereira, Raul e Castro
Treinador: Joseph Szabo

BÉTIS: Urquiaga; Arego, Aêdo; Peral, Gomez, Lecue; Saro, Adolfo, Unamuno, Caballero, Valera.
Jogaram ainda: Timimi, Espinosa e Fernandez
Treinador: Joseph O’Connell

Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Pocas, Pinga (3); Caballero e Unamuno

Quando Jerónimo pagou a viagem a Szabo

Nos oito excecionais primeiros anos em que comandou o FC Porto (1 Campeonato de Portugal, 1 Campeonato da I Liga, 7 Campeonatos do Porto), Szabo, médio internacional húngaro que foi jogador e treinador do FC Porto nos dois primeiros anos (1928 e 1929), viveu muitas vezes longe da família, já que a esposa preferia ter os filhos na Hungria. Mas, à altura, nem os mais reputados técnicos de então ganhavam o suficiente para se permitirem ao luxo de viagens regulares aos países de origem. Sem fundos para ir conhecer o último filho, que nascera seis meses antes em Budapeste, a prenda de Szabo pela conquista da Taça Ibérica foi o mais singelo acto de amizade: Jerónimo, defesa internacional portista gerado no seio de numa família de posses, pagou a viagem ao treinador em nome da equipa.

985 golos com Szabo no banco

O primeiro período de Joseph Szabo no FC Porto (1928 a 1935) foi o mais produtivo da história do FC Porto. Golo era o credo de Szabo e, nesses oito anos, a sua equipa marcou 509 golos! Uma barbaridade que se explica de forma objetiva: dispunha de atacantes como Pinga, Waldemar Mota, Acácio Mesquita, Norman Hall, Simplício, Balbino, Lopes Carneiro, Carlos Mesquita, Carlos Nunes e António Santos, jogadores com lugar em qualquer passeio da fama de qualquer grande clube mundial. Noventa anos depois, Szabo ainda é o treinador com mais golos na história do FC Porto: 985, em 306 jogos oficiais. Contabilizados os jogos particulares (790 golos), a conta atinge os 1775 golos. Brutal. »

Armando Pinto
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Post Scriptum: E o FC Porto chega à final desta prova, passando o Bétis através de vitória no desempate por grandes penalidades.

Podendo dizer-se que não é o mais importante, visto estes jogos interessarem como preparação, é sempre melhor ganhar e passar adiante. E assim, após empate no tempo regulamentar, num bom jogo, mediante as muitas substituições que também são normais, interessou que desta vez foi finalmente quebrada a “malapata” dos penaltis e o FC Porto venceu, passando à final!

A. P. 

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Portugal volta a ser Campeão do Mundo em Hóquei em Patins. Triunfo no Mundial 2019, em Espanha – Fazendo recordar 1960...


De tão desejado que era o título mundial que há anos se escapava dos stiques portugueses, foi intensamente acompanhado o desenrolar do Campeonato do Mundo de hóquei em patins, edição de 2019. Cuja prova, desta vez, foi possível seguir diretamente pelas transmissões televisivas da RTP 1, finalmente a ter algo da função de serviço público que tem faltado também. De tal modo compensatório que, segundo dados estatísticos entretanto divulgados, a visibilidade dos jogos da seleção portuguesa de hóquei ultrapassou em audiências até novelas e outros programas de massas. E logo com tal energia o resultante apoio mereceu a grande alegria esperada, tendo a seleção principal do hóquei português conquistado finalmente o Campeonato do Mundo, trazendo um título que ia faltando à geração atual de hoquistas internacionais.


São pois Campeões Mundiais pela Seleção de Portugal de 2019: Ângelo Girão, João Rodrigues, Rafa Costa, Hélder Nunes, Gonçalo Alves, Jorge Silva, Henrique Magalhães, Nelson Filipe, Miguel Vieira e Telmo Pinto. Sob orientação do treinador e selecionador Renato Garrido e seu adjunto Edo Bosch.


Dezasseis anos depois do último título mundial de seniores, o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins voltou assim à posse de Portugal. Uma conquista que era necessária, visto o hóquei ser a modalidade que mais títulos dava a Portugal e nos tempos recentes estar a ficar sucessivamente numa posição secundária, alterando-se por fim esse estado com a brilhante vitória de agora. Para a qual, no caso do FC Porto (obviamente, sendo este espaço de Memória Portista), há que referir, contribuíram decisivamente Gonçalo Alves e Rafa, hoquistas que se manterão no plantel portista para a próxima época, mais Hélder Nunes, Telmo Pinto e Nélson Filipe, até agora hoquistas do FC Porto mas que na próxima temporada se mudam para outros clubes, além de Jorge Silva que já representou o FC Porto, também. Numa vitória de conjunto, ao longo de todo o campeonato, ressaltando no jogo da final o comportamento de todos, com saliência para o papel preponderante do guarda-redes Girão e para os remates convertidos por Gonçalo Alves e Hélder Nunes, com que foi selado o triunfo por 2-1 na decisão por penaltis, após empate sem golos no tempo regulamentar e após prolongamento.


A formação das ‘quinas’ de hóquei patinado conquistou o 16.º título mundial, menos um do que a ainda recordista Espanha, reconquistando um título que lhe fugia desde 2003, em Oliveira de Azeméis.

 = Festa de Oliveira de Azeméis/2003

Fora de Portugal, a ‘equipa das quinas’ não vencia um título desde 1993 (em Itália, também na decisão de penaltis, com Filipe Santos a concretizar o único..), sendo que em Espanha apenas Portugal se tinha sagrado campeão mundial uma vez, em 1960. Até que isso voltou finalmente a acontecer, agora, em 2019.


Ou seja, 26 anos depois dum Mundial fora de Portugal e 16 anos depois do último ganho, a Seleção de Portugal conquistou novamente o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins.


Ora, em espaço de memória, calha a preceito dar uma olhadela por qualquer coisa disso. E, como das vitórias mais recentes, tal o caso já de finais do século XX e o que se tem passado pelo século XXI, ainda há mais ou menos recordações das gerações atuais, desta feita deitamos mão do baú sobre o título alcançado por Portugal em Espanha, então na capital espanhola, em 1960:


Voltando ao presente: Esta vitória de julho de 2019, pôs Portugal a falar no memento de hóquei em patins, a pontos de várias personalidades públicas se terem manifestado, desde o Presidente da República, a políticos de maior visibilidade dos partidos, e sobretudo gente do hóquei e de outras modalidades. Num desses bons sinais realça-se nas atenções o comentário logo surgido na página do Tweetter do atual treinador principal do futebol do FC Porto, Sérgio Conceição: 

Que grande vitória! Campeões do mundo!! 🏆 Parabéns !

Está assim reconquistado o cetro do hóquei para Portugal, interrompendo o tempo de jejum de permeio verificado. Tal como de outras vezes, que ficaram para a história. O que faz vir à lembrança outro feito do passado, o título Europeu de 1971, que apraz recordar em artigo à parte.

Armando Pinto
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domingo, 14 de julho de 2019

Festa de apresentação pública dos equipamentos do FC Porto para a nova época (2019/2020) e desfile da coleção de vestuário portista


Uma bela apresentação, em atraente desfile de vestuário clubista, foi o que reluziu e mais empiscou à sensibilidade portista na festa já tradicional e este ano ainda mais conseguida, a fazer durar o apetite azul e branco, como que a apresigar a roupa que vai cobrir a pele. Deixando no íntimo um sorriso satisfeito, como o sorriso que nos atrai do craque Nakajima.


Tal como um sorriso japonês nunca foi tão agradável, também nunca um desfile de vestuário mexeu tanto com o que faz mover esta afeição sentida por tudo o que seja sensação portista. De ano para ano tem melhorado a organização destes eventos públicos de cunho portista, tendo desta vez sido mesmo agradável e emocionante o que se viu e sentiu.


Com momentos interessantes e números diversificados, o programa foi bem preenchido e conseguiu mesmo dar boa e grande imagem do que é a imensidão do FC Porto.


O “FC Porto na Baixa”, como foi chamado o acontecimento, decorreu assim este sábado na Praça Gomes Teixeira, junto à Reitoria da Universidade do Porto, levando ao público caras novas e outras bem conhecidas do futebol, bem como das outras modalidades do clube. E os adeptos e simpatizantes do FC Porto corresponderam, enchendo por completo o recinto, em número calculado de mais de dez mil pessoas. Nesta que foi a sexta edição de um evento que já se tornou icónico a cada início de temporada, este ano mais diante das presenças de dez jogadores do plantel principal de futebol do FC Porto, bem como atletas do andebol, hóquei em patins, bilhar, boxe, natação e desporto adaptado.


Ora, foi bom e bonito ver a desfilar os reforços Nakajima, Luis Díaz, Renzo Saravia e Zé Luís, mais os jovens Fábio Silva, Romário Baró e Diogo Costa. Num leque de jogadores do plantel principal completado com Pepe, Vaná e Alex Telles.


No que às modalidades diz respeito também desfilaram António Areia, Victor Iturriza e Yoan Balázquez, do andebol; Poka, do hóquei em patins; Rosa Oliveira e Tiago Soares, da natação portista. Bem como o bilhar esteve representado por Daniela Santos e José Soares; o boxe por Pedro Ribeiro e Naida Varela e o desporto adaptado também marou presença, com Carla Oliveira (boccia), Carlos Pinto (ténis de mesa) e Renato Silva (natação).


O desfile, de apresentação da coleção New Balance 2019/20, foi abrilhantado ainda com jovens atletas da Dragon Force, além de modelos profissionais e artistas musicais, resultando numa noite de energia portista, a dar bom mote para a temporada já no horizonte.


Para melhor compor a apresentação pública, com efeito, desta feita houve mesmo a presença da maioria dos reforços que vêm completar o plantel e dos reforços da casa, provenientes da chamada formação, que aumentam a valia da equipa. Além de caras e simpatias de artistas do conhecimento público, mais valores das diversas modalidades do clube. Sendo uma bonita festa, mesmo, diante dum público entusiasta; sendo como foi esta uma festa aberta para quem gosta de presenciar tudo o que é do FC Porto. Assim como, para quem, como nós, reside e estava algo distante da cidade, foi como que estar no Porto com o Porto Canal – acompanhando a emissão e tudo o que os olhos e outros sentidos abarcaram. Quão o Mar Azul este ano será maior com os Dragões Juntos.


Foi apoteótico o momento final com toda a gente a cantar o Hino do clube. Algo demonstrativo como, na verdade, o FC Porto tem crescido imenso. Ainda me lembro como pouca gente conhecia o Hino do clube noutros tempos (a pontos dum amigo há tempos me ter recordado que, quando eramos ainda muito jovens em idade de ensino liceal, e quando tínhamos voz de primeira, ter sido eu que lhe ensinei a cantar o Hino do FC Porto, apesar de ele então ser residente do Porto e eu de longe). Enquanto agora o "Hino do Porto" até já já mais cantado que o hino nacional, verdadeiramente.


Uma nota tem de ser referida, entretanto. Ainda não foi desta, mas pode ser que aconteça – lá virá o ano – em que até o presidente do clube apareça na passerelle. Sim, porque como até agora e em todos estes anos, apenas têm sido apresentados os diversos padrões de equipamento e vestuário desportivo, falta um dia juntar apresentação da roupa clássica, ou seja o fato oficial de cerimónia e de representação. Podendo então, quando isso acontecer, também termos uma autêntica apoteose com o aparecimento, por exemplo, dum diretor e sobretudo do Presidente.


Foi uma festa bonita. À Porto!

Armando Pinto
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sábado, 13 de julho de 2019

Vitória por 4-2 sobre a Espanha põe Portugal na Final do Mundial de Hóquei em Patins/2019: Um resultado de boas recordações… a lembrar a vitória de 1971!


Em Barcelona, no mítico Palau Blaugrana, na Catalunha, Portugal garantiu a presença na final do Mundial de 2019 ao derrotar a Espanha por 4-2, após prolongamento. Em jogo da respetiva meia- final, ganhando lugar no jogo da final – que será domingo às 17h entre Portugal e a Argentina.


Vitória sobre a Espanha, por 4-2, com um resultado que traz boas recordações, remetendo a 48 anos atrás no tempo e tão boas lembranças. 


Num jogo emotivo e muito tático, na noite de sexta 12 de julho de 2019, Portugal logrou alcançar tão importante vitória e consequente passagem ao jogo de atribuição do título máximo, mediante um resultado de dois golos de vantagem. Uma conta que, afinal, logo puxa atrás imagens de boas recordações, por números iguais ao resultado que em 1971 levou Portugal a conseguir um dos títulos mais emocionantes da história do hóquei patinado. Havendo então sido conquistado pela seleção portuguesa o Campeonato Europeu disputado em Lisboa, no rinque do clássico Pavilhão dos Desportos (mais tarde rebatizado com o nome de Carlos Lopes, do atletismo). Então em tempo normal de jogo, agora durante e após prolongamento, com final idêntico.


Embota a analogia, desta feita, seja mais dos números, quanto ao resultado de golos marcados e sofridos no jogo mais importante da prova até à chegada ao último dia, mesmo assim pelos contornos envolventes há muitas semelhanças. Em 1971 chegava em definitivo à seleção principal o então jovem Cristiano, que fora bi-campeão europeu em juniores e na seleção A apenas estivera presente em anterior oportunidade dos Jogos Luso-Brasileiros. E nesse ano a seleção teve papel difícil, perante a ausência de Livramento, enquanto a Espanha tinha um grupo coeso e muito forte. Assim como, tal como desta feita Portugal apenas conseguiu abrir o ativo luso, na ocasião fazendo o primeiro empate do jogo, através dum hoquista que não entrara de início, Gonçalo Alves, também em 1971 Portugal deu a volta ao resultado por meio de Cristiano, que entrara já com o jogo a decorrer. E, como este ano, desta vez João Rodrigues foi autor de dois golos, também em 1971 Cristiano bisou. Quão agora o guarda-redes Girão teve participação importantíssima, também naquele tal célebre jogo do Pavilhão dos Desportos de Lisboa Ramalhete deu confiança à equipa.


Dessa inesquecível noite daquele sábado de Maio de 1971, recordamos o feito por meio de recortes jornalísticos guardados desde então no arquivo pessoal do autor deste blogue. Agora com viva esperança que, também, a final da tarde deste domingo de meio de julho de 2019 traga mais um título internacional para Portugal, no Mundial inserido nos Jogos de Barcelona – até para haver boa oportunidade de se evocar todo o Europeu de 71…


Armando Pinto
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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Efeméride do falecimento de Artur de Sousa "Pinga"


A 12 de julho de 1963 faleceu Artur de Sousa “Pinga”, «o Pinga, figura do FC Porto nos anos 30 e 40, um dos melhores jogadores portugueses da sua geração. Foram 15 épocas consecutivas no FC Porto, escrevendo as mais belas páginas da história da Constituição e apresentando números impressionantes: 331 jogos, 314 golos, 16 títulos conquistados no clube portista.» 


Emblemático futebolista que foi referência do FC Porto, a ponto de após a sua morte ter sido instituído pelo FC Porto um galardão clubista com seu nome, o Troféu Pinga, que antecedeu o atual Dragão de Ouro.


Já passou mais de meio século, perfazendo 56 anos, neste ano de 2019, que desapareceu esse que em seu tempo era geralmente considerado o melhor futebolista português. Algo que só não passou a barreira do tempo por no continente português ter jogado no FC Porto. Pois se tivesse sido do Benfica ou do Sporting era badalado como depois foram Espírito Santo e Rogério, Peyroteo e Travassos, esses por exemplo nada superiores a Araújo e Hernâni, para não dizer outra coisa. Quem teve oportunidade de conviver com pessoas desse tempo sabe que foi assim. Mesmo depois, quando Eusébio andava pelos campos do futebol continental português, era frequente ouvir-se entre pessoas com memórias mais antigas - Qual Eusébio, qual quê?! Pinga era bom em tudo, nas extremas, no meio campo, a transportar jogo e a marcar. Sendo dessa opinião também o então diretor do jornal O Norte Desportivo, Joaquim Alves Teixeira, que não se cansava de elogiar e fazer saber o que Pinga foi…


Tal como, ao fazer um ano após a sua morte, foi então recordado:


Artur de Sousa Pinga, o Maior de sempre para muita e boa gente! E como se notou bem na sua Despedida de jogador de futebol, em 1946.


- A propósito, recorde-se outras evocações sobre o Maior(clicando) em


Armando Pinto
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