«Grande defesa de Américo! Espetacular estirada do guarda-redes do Porto, a afastar a bola! Américo bloqueia o esférico com segurança! Américo voa ente vários jogadores e agarra a bola, acabando com o perigo! Américo, Américo, ah Américo suplanta os avançados adversários! Américo destemido lança-se aos pés do adversário e mata a jogada! Espetacular defesa em golpe de rins de Américo! Elegante salto de Américo, de pés atrás e mãos ao alto a segurar a bola sobre a cabeça! Mais uma grande defesa de Américo, lançando-se para o lado e caindo com a bola agarrada a si! Ah, Américo, nem só os pássaros voam…» Assim me habituei a ouvir nos relatos do rádio da mesinha de cabeceira de minha avozinha, junto a sua cama onde, ela paralítica como estava há anos, me contava histórias e, como gostávamos de estar juntos, com santa paciência dela, ali também eu ouvia os relatos do Porto, em criança. Antes e depois de ter podido ir ver o FC Porto no estádio e ver então o Américo em carne e osso, e os outros naturalmente, como o Pinto, Hernâni, Azumir, Arcanjo, Jaime, e tantos mais, mas o Américo era em quem mais tempo pousava os olhos de admiração…
Ora... Nesta data passa a efeméride do nascimento de Américo,
nascido que foi a 27 de fevereiro de 1933. Bastando referi-lo pelo primeiro
nome para se saber que se trata do eterno guarda-redes de futebol Américo Lopes. O
célebre "Baliza de Prata", entretanto falecido a 22 de setembro de 2023, com 90
anos.
Efetivamente foi a 27 de fevereiro de 1933 a data de seu nascimento, tal como era sempre no dia 27 de fevereiro que festejava o seu aniversário. Embora em muitas publicações conste o dia 6 de março, por ser a data oficial com que foi registado no Registo Civil. Mas isso é outra história, conforme já neste blogue está explicado, também.
Américo, o valoroso guarda-redes do FC Porto do tempo em que me lembro de ter começado a ser Portista e que durante esses anos da travessia dos anos 60 era mesmo assim autenticamente "meia equipa do Porto", como se dizia (por então, de sua parte, lá atrás, na baliza, conseguir em campo valer na defesa portista diante dos adversários, nesses tempos difíceis do sistema BSB e também perante diferenças entre setores da equipa do Clube). Quão quase todos os anos recebia prémios de regularidade, inclusive de órgãos de comunicação e instituições de Lisboa, em reconhecimento de sua valia. Apesar de a nível federativo de Seleções ditas nacionais ter sido muito injustiçado, como se sabe. Sendo, em suma, alguém especial nesses tempos de vivência azul e branca.
É assim neste dia 27 de fevereiro uma ocasião própria de o lembrar, mais uma vez. Porque desapareceu já do número dos vivos, mas continua sempre bem presente na memória Portista, como constante recordação. Então, na data, como lembrança, sendo os aniversários boa ocasião de prendas, neste dia de aniversário recordam-se duas ofertas especiais.
Uma que lhe pude oferecer, quando visitei o seu museu em sua casa – um quadro com algumas imagens e digitalizações de recortes de meu arquivo pessoal, que desde então esteve no mesmo museu de sua residência (até à passagem disso tudo para o acervo do museu do FC Porto).
E uma sua caneta – que guardo como objeto
de estimação e cuja oferta muito apreciei, por ser relíquia que foi dele. Ele
que foi o meu ídolo do futebol de minha infância e pelo tempo adiante. O meu amigo senhor Américo.
Sendo esta então mais uma ocasião de o evocar, lembra-se
ainda como aqui também foi presenteado nos seus dois últimos aniversários assinalados
em vida:
- Aquando do seu 89.º aniversário, em 2022. Clicando em
https://memoriaporto.blogspot.com/2022/02/parabens-senhor-americo-nos-seus-89.html
- E em 2023 no 90.º aniversário, em
https://memoriaporto.blogspot.com/2023/02/90-aniversario-natalicio-de-americo-o.html
Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens )))
Sem comentários:
Enviar um comentário