Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Vítor Baía – no seu 50.º Aniversário: Lembrança de Parabéns!


Vítor Baía comemora esta terça-feira, dia 15 de outubro de 2019, seus 50 anos. Sendo assim este dia do 50º aniversário natalício do eterno Vitor Baía, associamo-nos neste espaço de Memória Portista com algumas imagens relacionadas a seu brilhante percurso, que tanto honrou o sentimento da mística portista.


Baía está na memória portista como um dos mais emblemáticos guarda-redes que vestiram as camisolas do FC Porto e da seleção nacional. Curiosamente na seleção dita nacional ficou também associado ao triste episódio de não ter sido chamado a defender a baliza portuguesa no Europeu de 2004, à imagem do que no Mundial de 1966 foi feito a Américo, outro dos estrelados guarda-redes da história portista. Perdurando ainda Baía na memória pelos tempos adiante também por constar na chamada “Capsula do tempo” enterrada pela UEFA aquando do seu jubileu de ouro em 2004, com a colocação de umas luvas suas como melhor guarda-redes da Europa nesse ano.

= Equipa da final vitoriosa da Liga dos Campeões Europeus de 2004 !

Sendo como foi e é uma referência portista, está também entre as figuras caricaturadas em  miniaturas da coleção de "bonecos" da equipa do FC Porto, conforme consta da coleção do autor destas linhas... 


Ora, como ilustração de seu Currículum Vitae, recordamos aqui algo de tão grandiosa carreira através de resenhas de sua biografia e currículo desportivo.

Primeiro através do que lhe foi dedicado no nº 1 dos livros da Coleção “ Onze + “ (sobre os considerados melhores nas respetivas posições, numa edição d’ O Jogo e da editora Quidnovi em 2008), no caso os onze mais dos guarda-redes que passaram pelo futebol português, em cujo lote de onze foram colocados do FC Porto, por ordem cronológica, Barrigana, Américo e Baía.



Seguindo-se mais uma página referente à publicação sobre uma seleção de equipa do FC Porto, em edição da Quidnovi também de 2008, na qual há uma apreciação ao Vítor Baía, a cuja página se junta imagem com o respetivo autógrafo, que foi possível conseguir para um livrinho de “Caça Autógrafos”…


Assim como, em complemento e reforço, se junta a sua parte integrante no livro “FCPorto figuras & factos 1893-2005”, edição d’ O Comércio do Porto, com indicação de Produto licenciado FCP, de 2005.


Efetivamente Baía faz parte da galeria dos melhores guarda-redes do FC Porto e do futebol português. Como foi até aflorado em tempos numa publicação da antiga revista Bola Magazine, juntando quatro desses grandes guarda-redes que vestiram a camisola de guardiões do FC Porto.

= Américo, Vitor Baía, Barrigana e Acúrcio !

Por fim, anexamos números e factos de seu palmarés, deitando mãos ao que foi publicado (na véspera deste aniversário) no jornal O Jogo. Em cujas páginas, ao longo de oito folhas, foi publicada uma grande entrevista, com Baía a passar em revista histórias e episódios marcantes de uma carreira ímpar. «Dos primeiros passos na Académica de Leça ao FC Porto foi um pequeno passo, numa carreira que teve ainda uma passagem pelo Barcelona. Voltou a casa, escolheu o 99 e continuou a vencer em Portugal e no estrangeiro. Só faltou mesmo um título pela Seleção». Que poderia muito bem ter acontecido, então para ele e sobretudo para a seleção portuguesa, se tivesse estado na baliza no Euro/2004, o tal em que a atitude de Scolari (e de quem também o aconselhou a isso, dentro da Federação…) fez Portugal perder com tão incompreensível caso de Vitor Baía não ter sido selecionado...


Dessa publicação, eis os números e dados que com a devida vénia para aqui recortamos:


Parabéns por tudo isto e também pelo aniversário. E muitos anos de vida!

Armando Pinto
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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Notícias sobre o FC Porto de regresso ao Porto Canal, com o Universo Porto-Jornal


Com alguma surpresa, nesta segunda-feira 14 de outubro, ao passar hoje os olhos pelo Porto Canal soube aqui o autor deste blogue que está de regresso ao ecrã normal um programa de formato noticioso com lugar no televisivo Porto Canal.

Há algum tempo que o canal portista não era chamariz de interesse clubista, a não ser à noite com os programas habituais Universo de Bancada, de Imprensa, Entrevista, etc. Por ultimamente o canal televisivo do FC Porto ter andado algum tempo algo arredio de programação noticiosa sobre o clube, desde que surgiu a variante de visão noutros suportes.

Agora, segundo soubemos, volta a haver coisa de interesse com o Universo Porto – Jornal, como “um programa de informação desportiva, sobre conteúdos do FC Porto. Trata-se de um programa diário, de segunda a sexta-feira, com todas as informações do FC Porto, um olhar atento sobre o dia-a-dia do clube, com síntese sobre todas as modalidades.”. Nos horários das 13,00 e 19, 30 horas.

Saúda-se tal regresso à antena do Porto Canal, com a certeza de deixar de ser necessário novamente andar com o comando caseiro a clicar em espaços de canais afetos aos clubes adversários, para o efeito de atualização possível.

Armando Pinto

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Um “recorte” dum jogo de juniores de 1956… a propósito de lembrar ARMANDO, o guarda-redes dos juniores do FC Porto desse tempo, e mais…


Se fosse vivo, Armando Pereira da Silva “fazia anos” nesta data. Sendo o dia 11 de outubro de aniversário desse que foi o valoroso guarda-redes de futebol Armando. Um Senhor do desporto e Pessoa com letra grande, um bom amigo que é constante recordação.

Formado no FC Porto, Armando permaneceu no FC Porto até aos seniores, tendo chegado a vestir a camisola nº 1 do seu clube de coração antes de ir para a tropa. Depois percorreu os caminhos que a vida lhe proporcionou, chegando a guarda-redes titular do Braga, onde se cotou como herói da primeira Taça de Portugal ganha pelo clube arsenalista do Minho, até que depois ainda regressou ao FC Porto. E tudo o mais, metendo novo regresso onde fora feliz, ao Sporting de Braga, até ali ter acabado a sua carreira e então haver recebido a medalha de Comportamento Exemplar da FPF por nunca ter tido algum castigo.

Ora, neste dia em que o senhor Armando nasceu há 81 anos no Porto, recordamo-lo de uma maneira singular. Deitando olhos a um recorte de jornal de seus tempos de formação no FC Porto, quando evoluía como guarda-redes titular da equipa de Juniores do clube dragão.


Assim, reporta o caso a um jogo do distante ano de 1956, respeitante à época futebolística de 1956/57. Do qual, através do jornal O Porto, em sua edição de 14 de novembro daquele ano de 1956, vemos a crónica de um jogo em que o nome de Armando lá estava como guarda-redes dos juniores portistas.


Também desse encontro, a ilustrar o tema, é uma foto da mesma edição do órgão oficial do clube nesse tempo, dando para ver um dos avançados da equipa, e lá atrás a silhueta do guarda-redes do Porto, in illo tempore…!

Desse tempo, a propósito da lembrança dos juniores do tempo do guarda-redes Armando, são também as fotos que se juntam, retiradas para aqui de sua Fotobiografia, quer a que encima este artigo de homenagem, como a seguinte de evocação justa, inclusive (na imagem ao cimo) com anotação pelo próprio punho dele referente a essa época.


Depois foi todo um percurso assinalável, como se pode lembrar através de seu Crriculum Vitae desportivo.

Nascido no Porto a 11 de outubro de 1938, começou nas camadas jovens do FC Porto uma longa carreira de futebolista:

- Futebol Clube do Porto, como Júnior - entre 1954/1955, 1955/1956, 1956/57 e 1957/58 (tendo no final dessa época subido de imediato aos seniores e logo sido suplente da final da Taça de Portugal ganha em 1958 por 1-0 ao Benfica, com golo de Hernâni);
e como Sénior
- Futebol Clube do Porto - final da época de 1957/58 e totalidade das épocas de 1958/1959 e 1959/1960;
- Gil Vicente Futebol Clube - época 1960/1961;
- Ferroviário de Malange - 1961/1963 - serviço militar em Angola (Campeão Distrital de Malange);
- Sport Comércio e Salgueiros - época 1963/1964;
- Sporting Clube de Braga - épocas 1964/1965, 1965/1966, 1966/1967, 1967/1968, 1968/1969 e 1969/1970 (vencedor da Taça de Portugal de 1966);
- Futebol Clube do Porto - épocas 1970/1971, 1971-1972 e 1972/1973;
- Sporting Clube de Braga - épocas 1973/1974 e 1974/1975.

- Internacional B (Portugal vs França);
- Suplente da Seleção A de Portugal (Portugal vs Roménia / Portugal vs Suíça / Portugal vs Grécia / Portugal vs México / Roménia vs Portugal / Suíça vs Portugal).

Medalha de Exemplar Comportamento da Federação Portuguesa de Futebol (391 jogos sem qualquer castigo).


Curiosidades:
- Primeiro Guarda-redes a defender um penalti de Eusébio em jogos para o campeonato, a 22 de Novembro de 1964, no Estádio da Luz, jornada 6.
- Record Mundial de Penaltis Defendidos (4 seguidos) no jogo FC Porto vs Celta de Vigo, em Caracas, Venezuela - 1971

Carreira como treinador:
- Vilaverdense Futebol Clube
- Santa Maria Futebol Clube
- Forjães Sport Clube
- Atlético Clube de Valdevez (Treinador de Guarda-Redes)
- Sporting Clube de Braga (Camadas Jovens)
- Associação Desportiva de Terras de Bouro (Campeão Distrital da 2ª Divisão da AF Braga pelo AD Terras de Bouro em 1983/84).


Falecido em fevereiro de 2018, o senhor Armando continua vivo na memória de quem o admirou e estimava, como aqui o autor destas linhas de profundo reconhecimento.

Ora, assim mesmo, como alguém de relevo nunca morrerá enquanto for lembrado, aqui continuamos a recordá-lo. Honrando sua memória.

Armando Pinto
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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Curiosidades Portistas: Uma "sociedade" de quatro futebolistas do FC Porto: Pedroto, Teixeira, Vieira e Américo - em 1952/53


No deslumbre interessante que proporciona o conhecimento de factos passados na história que nos toca, seja na área da heroicidade das figuras da chamada história da Pátria, seja ao nível desportivo na admiração pelos nomes ilustres do historial do clube desportivo que nos enternece motivação especial, merece um cantinho peculiar de afeto o que se guarda no baú de memórias do grande baluarte do desporto português. Incluindo curiosidades relacionadas. Como o caso desta vez a merecer uma revista memorizante.


Ora, folheando páginas de história portista, pousam nossos olhos num anúncio publicitário sobre uma mota usada em tempos idos. Conforme aparece numa das páginas do livro “Colecção FIGURAS do FUTEBOL NACIONAL” (Volume I - Futebol Clube do Porto), publicado na época de 1952/53. Sendo essa publicação numa edição conjunta de “Publicidade Sete Cores” e da “Livraria Simões Lopes”, através de patrocínios de anunciantes, entre os quais estava a firma dessa moto, naturalmente. Com a curiosidade de em tal campanha de promoção terem entrado quatro futebolistas ao tempo a jogarem no FC Porto, que aceitaram juntar seus nomes, para o efeito – Teixeira, Pedroto, Vieira e Américo.


Assim os futebolistas António Teixeira, José Pedroto, Carlos Vieira e Américo Lopes “faziam reclame” (como se dizia, popularmente), conforme era anunciado desse modo, a afirmarem que compravam motos da marca publicitada. Estava-se então nos inícios da década dos anos cinquentas, a entrar por 1953, sendo de notar que Teixeira e Pedroto eram já nomes consagrados como titulares da equipa principal do FC Porto, enquanto Carlos Vieira que era mais antigo no clube era visto como um reforço quando necessário, e Américo estava a começar a entrar no plantel, antes ainda de ter ido para a tropa e o serviço militar lhe atrasar a carreira.


Ao tempo ainda o estádio das Antas era novo, havia sido inaugurado em Maio da temporada anterior e todos os futebolistas do FC Porto entretanto tinham passado pelo pelado do campo da Constituição. A equipa principal detinha também alguns dos grandes valores da década de quarenta, mas estavam de permeio a entrar jovens arietes. Tendo por isso a escolha sido sintomática do apreço dos diversos níveis etários e da inerente valorização diante do público.

Era então treinador do FC Porto o célebre Cândido de Oliveira. Ao lado de cuja biografia, no referido livro, foi colocado o chamariz do anúncio publicitário...


Perante esta curiosidade, e os quatro elementos do FC Porto terem sido escolhidos para essa publicidade, em sinal da admiração com que eram tidos, folheamos o livro em apreço para revisitarmos o que sobre os mesmos, desse quarteto, era então narrado à época.


(Note-se que a terra natal de Américo é Santa Maria de Lamas  e a data de nascimento está conforme foi registado, mas o verdadeiro dia de seu aniversário é a 27 de fevereiro. Sendo estas mais algumas curiosidades, a talhe da publicação.)

Armando Pinto
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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Efeméride do dia - (Mais) Uma goleada do FCP ao Benfica


A 8 de Outubro de 1950, «no Campo da Constituição, o FC Porto de Anton Vogel recebia e vencia o Benfica por 5-2 em jogo da quarta jornada da Liga, mesmo sem Hernâni, a contratação e sensação do momento que não entrava nas contas do treinador romeno nascido em Viena e radicado em Birmingham. Vital e Monteiro da Costa bisaram e Nelo fez o resto, de pouco valendo aos “encarnados” os dois golos de José Águas.»


Assim é recordado hoje em “Dragões Diário” o facto que serve a preceito para a efeméride desta data. E como dá especial sensação vencer e convencer diante dum adversário de estimação, sobretudo sendo numa superação sempre difícil contra o clube protegido do regime, assinala-se também aqui o caso. Porque sempre dá gozo saber que o FC Porto venceu antes, como depois, tal como vencerá sempre.  


Como ilustração apropriada, adorna-se o tema com colocação duma correspondente “separata” (como ao tempo, por ser imagem separada duma publicação, se chamava a um poster, conforme agora é conhecida qualquer gravura de formato médio ou grande). Fixando à posteridade a pose das linhas avançadas dos dois clubes em confronto, antes de iniciarem um importante jogo dos que por esses tempos se realizaram no recinto do FC Porto, não estando na imagem Vital mas tendo entre os avançados Nelo Barros, dos nomes referenciados na efeméride.

Na linha de recordação, a propósito, recordamos também a estada de Anthony Vogel no clube portista.


E, como remate mais consentâneo, junta-se imagens do próprio Porto-Benfica de 1950 – deitando mão a gravuras publicadas na revista Stadium, de Lisboa, em seu número de 11 de outubro de 1950.


De acrescentar ainda, na visão destas imagens coevas: Esse jogo teve mais uma particularidade relevante, também, como foi o regresso de Araújo depois de uma lesão no joelho, após paragem de cerca de dois anos e meio.


Armando Pinto
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domingo, 6 de outubro de 2019

Amália Rodrigues: Imortal fadista, também apaixonada pelo FC Porto


Amália tem uma dimensão planetária no mundo das artes sonoras e uma imagem marcante na representatividade portuguesa a partir do século XX. Tendo significado algo de sua memória quando em 2019 passam 20 anos de seu falecimento, como em 2020 se celebram 100 anos do nascimento. E continuará certamente pelos tempos adiante. Havendo particularidades especiais, como a que colhe as flores do ramo evocativo que aqui se lhe dedca.

Pode não ser muito badalado nem entoado de garganta ao alto, mas houve e há uma relação azul e branca na raridade da ligação de Amália Rodrigues ao F C Porto.


Jaz no espaço honorífico de repouso eterno de alguns personagens simbólicos nacionais também Amália Rodrigues, a fadista considerada voz de Portugal e primeira mulher a ser colocada no salão da igreja de Santa Engrácia, que serve de panteão nacional na capital política do país. E permanece no sentimento dos que a admiram e, mais, se honram em ela ter sido "uma doente pelo FC Porto".

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A 6 de Outubro de 1999 desapareceu do número dos vivos, mas permanecendo na memória comum portuguesa, a grande fadista Amália. A Amália Rodrigues que cantou a célebre Casa Portuguesa (“É uma casa portuguesa com certeza…”) e também "Povo que lavas no rio" (que Pedro Homem de Melo poetou e ela entoou)!
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Amália da Piedade Rebordão Rodrigues, nascida em Lisboa a 23 de julho de 1920, faleceu também em Lisboa, em 6 de outubro de 1999. Vem nos compêndios que «foi uma cantora, actriz e fadista, portuguesa, geralmente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre portugueses ilustres. Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, italiana, mexicana e brasileira). Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados, de que é exemplo a lírica de Luís de Camões ou as cantigas e trovas de D. Dinis». Mais (é de dizer) os poemas de Pedro Homem de Melo, a que deu vida musical. Sendo ele até o poeta do "Aleluia" que define poeticamente a Alma do FC Porto.

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Vem então a talhe, na data de efeméride do seu falecimento, trazer a público esse relacionamento portista conhecido parcialmente, sobretudo a partir que, através de Amélia Canossa, a famosa Amália colaborou com o F C Porto, nos inícios da década dos anos cinquenta, aquando da campanha de angariação de receitas para a construção do estádio das Antas.


Conta Amélia Canossa na sua Fotobiografia:


Pois, já há muito que é conhecida a afetividade Portista de Amélia Canossa, a histórica Voz do Hino do F C Porto. Mas o caso de Amália Rodrigues não tem sido referido publicamente. Contudo na "Data Base" da revista Dragões, de Junho de 2014, veio a lembrança:


Desse acontecimento, em 1951, naturalmente houve antecipadamente uma devida divulgação, embora quase sem ser necessário, por assim dizer. Como se pode rever por uma nota das notícias ao tempo saídas na imprensa, no caso através do jornal O Porto:

= Caixa noticiosa sobre o Concerto de Amália Rodrigues no Coliseu do Porto no dia 21 de junho de 1951. O FC Porto agradeceu o concerto com a presença dos seus jogadores. =

Ora, a 21 de Junho de 1951, coincidindo com o dia da abertura do Hotel Infante de Sagres, na cidade do Porto, foi também dia especial para o FC Porto. Então no Coliseu do Porto, realizava-se um concerto a favor das obras de construção do Estádio das Antas, que seria inaugurado no ano seguinte. Amália Rodrigues, por muitos considerada a maior intérprete de Fado de todos os tempos, era a protagonista do espectáculo e, no final, descansou no Infante de Sagres. Foi a primeira hóspede especial do Hotel.

= Caricatura de Amália Rodrigues, da autoria de Mário Norton, aquando do concerto no Coliseu do Porto em Junho de 1951 =

Nesse dia, 21 de Junho de 1951, Amália Rodrigues cantou no Coliseu "graciosamente", num espetáculo de angariação de fundos para a construção do Estádio das Antas. Maria Amélia Canossa e a Orquestra de Vasco Resende Silva completavam um cartaz que esgotou a sala. A diva, rezam as crónicas, deu um espetáculo inesquecível.

Ora, como em contas à maneira do Porto, de honestidade e transparência, desse espetáculo de 21 de junho de 1951, em que participou a rainha do fado AMÁLIA RODRIGUES e outros artistas de variedades no Coliseu do Porto, houve depois comunicado público da soma conseguida: Ficando-se a saber que o total da receita foi de 40.737$50 escudos, num bom resultado atinente à campanha pró-Estádio das Antas, no caso através dessa realização concretizada pela Comissão Executiva Pró-Estádio. Conforme posteriormente veio publicado no jornal O Porto de 31 de agosto de 1951.


Mas não se ficou por aí essa interação, entre Amália e o FC Porto.

Como testemunho da colaboração de Amália Rodrigues com o FC Porto, tendo mais tarde participado na Festa do jornal O Porto, no Coliseu, atente-se no que foi publicado a propósito no próprio jornal O Porto em Janeiro de 1955 (ficando patente ser seguidora da vida do clube, inclusive interessando-se em saber quando um dos seus ídolos, Carlos Duarte, lesionado há algum tempo e a fazer falta à equipa, voltaria então a jogar...):



Dessa ocasião, foi uma foto deveras focada nalgumas publicações, esta:


Na foto - em instantâneo histórico de aplauso conjunto dos futebolistas da equipa principal do FC Porto, como agradecimento e homenagem em nome do clube: Amália rodeada por alguns dos craques portistas desse tempo, Virgílio, Barrigana, Carvalho, Albasini, Carlos Duarte, Pedroto, Osvaldo Cambalacho e Miguel Arcanjo.

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Sempre admiramos essa senhora expoente do fado nacional e sempre a tivemos como sincera. Daí estranhar-se, sabendo como a vida de Amália tem sido narrada e gravada, de diversos meios e suportes de órgãos nacionais: Porque não tem sido mencionado, a nível histórico-literário, esse facto curioso…? - Pois... ela era "doente pelo Futebol Clube do Porto"!

Armando Pinto
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