Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Aniversário de João Pinto: - Parabéns "Capitão" da Final de Viena da Taça dos Campeões Europeus de 1987!

João Pinto completa hoje 61 anos. Estando assim de parabéns o nosso Capitão da Final de Viena, da Taça dos Campeões Europeus de 1987!

 

A 21 de novembro de 1961 nasceu João Pinto, futebolista internacional e campeão do FC Porto, o nº 2 da era moderna do futebol do FC Porto. Herdeiro da posição e número de camisola de ícones clubistas como foram Virgílio Mendes e Alberto Festa, tendo substituído no lugar o também referencial azul e branco Gabriel. Ficando João Pinto como autêntico símbolo da raça portista, considerado um dos melhores laterais direitos de todos os tempos. 


João Pinto, chegado ao FC Porto ainda em idade de formação, ascendeu ao plantel sénior portista na época seguinte ao verão quente das Antas, após a saída de Pinto da Costa e Pedroto do futebol das Antas, na fase final da presidência do Dr. Américo Sá. Tendo-se estreado na equipa sénior em 1981/82 e depressa foi ganhando estatuto de elemento de grande utilidade. Assim se mantendo depois com o regresso de Pedroto ao clube, na sequência da eleição de Pinto da Costa para Presidente, em 1982. Decorrendo desde aí uma bela carreira em que se tornou um ídolo da massa adepta e se transformou em verdadeiro ícone portista com a Final da Taça dos Campeões disputada na cidade austríaca de Viena, onde o FC Porto pela primeira vez ganhou uma taça europeia – a Taça dos Campeões Europeus. Sendo ele a erguer a taça, que não mais largou de suas mãos no final do célebre jogo de 27 de maio de 1987. 

Se há dias felizes e momentos especiais, por vezes, daqueles em que acontece alguma coisa desejada mas até nem muito esperada, um desses foi então isso a 27 de Maio de 1987 (ainda os meses se escreviam em português oficial com letra inicial maiúscula). Quando o FC Porto alcançou o título de Campeão Europeu de futebol e o mundo portista sentiu uma alegria indescritível, num daqueles momentos em que se vê e comprova que o futebol não é só um jogo nem apenas um desporto, é muito mais que isso. Sobretudo, como no caso pessoal, em que estava em jogo o FC Porto, algo especial que faz que se ande no mundo sem ser só por ver os outros andarem.

Pois então aconteceu isso, coisa que há muito desejamos e por vezes sonhávamos, mas com uma ponta de realismo nos parecia quase impossível. Nomeadamente por então ser já um tempo em que no futebol dominavam os interesses dos poderosos europeus. Bastando recordar o que acontecera três anos antes, na final da Taça das Taças, ainda existente nesse tempo, em que a Juventus de Itália, patrocinada por uma firma automóvel de grande fortuna, foi beneficiada em prejuízo do FC Porto que, apesar de ter dado lição de bola, foi autenticamente espoliado desse trofeu. Estando-se assim já muito longe de tempos em que qualquer equipa poderia ganhar quaisquer taças internacionais, visto antigamente não haver tantos jogos de bastidores premeditados no universo europeu e mesmo as comunicações eram reduzidas, a pontos das equipas irem jogar praticamente sem conhecerem quase nada dos adversários. Nessas eras antigas em que até a transmissão televisiva era tão rara que a chegada de imagens dos jogos das finais, via Eurovisão, eram uma espécie de imagens depois chegadas na primeira descida aos saltinhos do homem à lua…e a preto e branco.

Pois em 1987 foi já a cores!

Então se como poetou Fernando Pessoa, o homem sonha e a obra nasce, tal qual tudo vale a pena se a alma não é pequena, esse anseio que andava nas nuvens idílicas dos sonhos, tornou-se realidade. E logo com uma valsa de Viena por fundo!

Foi pois tudo isso em 1987, no Mês de Maria, das flores e dos amores. Coisa que leva mais tempo a descrever que o que sentimos num baque, sem saber já por quanto tempo até chegarmos à realidade, num final de tarde de sonho, depois entrado pela noite dentro.

Estava ali diante de nós, nas imagens da televisão, a legenda “FC Porto Campeão Europeu”. Era mesmo isso, assim. Vimos então tudo de coração arregalado para coisa que acontecia mesmo. O João Pinto beija a taça… como o Custódio Pinto beijara a Taça de Portugal em 1968. E mais tarde vimos Ademir, Gomes, Oliveira e C.ª alcançarem o Título Nacional em 1978. Depois de anos em que até o Campeonato Nacional demorara a chegar, mas chegara. E ali, nesses momentos, a Taça dos Campeões Europeus também era nossa. Valeu a pena desejar e saber esperar. E ainda bem que chegou!

Ora, de tanta coisa muito temos em coisas físicas a descrever e recordar tamanho feito. Bem como sempre temos diante dos olhos um quadro, feito pelas próprias mãos, a não deixar esquecer por um segundo tal coisa mais linda que nos aconteceu desportiva e portistamente.


Assim há 35 anos alcançámos a imortalidade entre a realeza do velho continente. A 27 de maio de 1987 pintámos o Danúbio de azul com um triunfo de proporções bíblicas diante do gigantesco Bayern de Munique. No relvado do Prater a final da Taça dos Campeões Europeus começou por sorrir desde cedo ao colosso alemão, que foi para o descanso em vantagem, por 1-0. Numa segunda parte absolutamente sublime, o calcanhar de Madjer repôs a igualdade (1-1) e a vitória portista (2-1) surgiu como um relâmpago graças à pontaria de Juary. A valsa extraordinária dos Dragões de Artur Jorge valeu a conquista do primeiro de sete troféus internacionais nas vitrines do grande baluarte desportivo da Invicta. João Pinto recusou-se a largá-lo, mas ninguém o pode condenar, assim até ficou mais para lembrar, gracejar e contar em modo interessante.

E tal como o João Pinto sentiu e se comportou, sem querer largar, esse foi um brinquedo que chegou e sentimos ser nosso!


Pois se o mês é assim, também o dia 27 do mesmo tem sido cheio de motivos oportunos de evocação interessante. Como, por exemplo, foi o caso de a 27 de Maio de 1928 Valdemar Mota se ter tornado o primeiro atleta olímpico do FC Porto, ao alinhar e marcar contra o Chile no primeiro jogo da seleção portuguesa de futebol nos Jogos Olímpicos de Amesterdão; bem como na mesma data mas de 1956 o FC Porto ao bater o Torreense por 2-0, com dois golos de Hernâni, venceu a primeira Taça de Portugal das até agora 18 da nossa história. Temas já aflorados, por vezes, e mesmo evocados aqui anteriormente neste espaço de memória portista. E depois, como cereja no topo do bolo, houve em 1987 a vitória na final de Viena de Áustria.


Pois então, a 27 de Maio de 1987 o FC Porto venceu o poderoso clube bávaro Bayern de Munique em Viena, conquistando o nosso primeiro título internacional de futebol ao mais alto nível: a Taça dos Clubes Campeões Europeus. E tal como esse dia, a isso tudo se associa logo o nome, a cara, o comportamento e tudo que é o "João Pinto do Porto", o "Capitão de Viena".


Desse jogo, para ilustrar o acontecimento, deitamos olhos a  publicações que, passados estes anos, recordam tal feito.


Tudo o que se possa dizer ou descrever sobre tudo aquilo leva mais tempo e espaço a narrar que a lembrar. Bastando referir que então, embora em casa, e já definitivamente de pé quase encostado ao televisor a ver bem tudo, foi especial ver o João Pinto a receber e beijar aquela taça, algo que quando víamos antes com outros parecia irrealizável para nós… E então, ali, ao ver os nossos a agarrar essa taça (quando o João Pinto deixava...), foi como se lá estivéssemos também a deitar-lhe as mãos. E tudo o mais, que nem vale a pena tentar discorrer por escrito, pois está de viva memória cá dentro.


Futebol Clube do Porto: Campeão Europeu! Eis a legenda que finalmente apareceu nas imagens televisivas e deu tão grande prazer ver e sentir. Tal como no dia seguinte aparecia nos jornais que comprei e com estima guardei. Como ainda em dias imediatos veio nalgumas revistas, igualmente  merecedoras de ficarem guardadas. Pois o nosso FC Porto alcançou o título de melhor da Europa!


Ora, o João Pinto é o aniversariante de 21 de novembro. Em cuja data de 21 de novembro... de 1961 nasceu esse que foi eterno n.º 2 da era da Taça dos Campeões Europeus ganha em Viena e restantes grandes conquistas dos anos 80’s.

João Pinto, chegado ao FC Porto ainda em idade de formação, ascendeu ao plantel sénior portista na fase seguinte ao verão quente das Antas, após a saída de Pinto da Costa e Pedroto do futebol das Antas. Tendo-se estreado na equipa sénior em 1981/82, e depressa foi ganhando estatuto de elemento de grande utilidade. Assim se mantendo depois com o regresso de Pedroto ao clube, na sequência da eleição de Pinto da Costa para Presidente. Decorrendo desde aí uma bela carreira em que se tornou um ídolo da massa adepta e se transformou em ícone portista com a Final da Taça dos Campeões disputada na cidade austríaca de Viena, onde o FC Porto pela primeira vez ganhou uma taça europeia, A Taça dos Campeões Europeus, sendo ele a erguer a taça, que não mais largou de suas mãos no final do célebre jogo de 27 de maio de 1987. Acabando a carreira - ainda capitão - no final de 1996/97, com quase seis centenas de jogos cumpridos, sendo o jogador mais utilizado de sempre entre os dragões. O seu palmarés, com 24 títulos nacionais e internacionais, inclui a maioria dos troféus oficiais mais desejados pelo mundo portista.

A este mesmo, nesta data, aqui o autor deste blogue, que muito o admirou com a camisola azul e branca do FC Porto e admira como figura carismática do sentimento portista, lhe presta homenagem nesta oportunidade, com pessoais parabéns como aniversariante.


Assim sendo, formulamos aqui votos de continuidade de tão boa companhia portista, neste dia 21 de novembro de 2021 em que o João Domingos da Silva Pinto, nascido em Vilar de Andorinho-Gaia, faz 61 anos. Sendo que ele está sempre presente nos momentos bons do FC Porto, merece ser assim envolvido num abraço de parabéns por tudo o que significa no portismo que nos enche a alma.


Armando Pinto

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domingo, 20 de novembro de 2022

Mundial de Futebol / 2022 com 6 futebolistas do FC Porto

Aí está o Mundial de Futebol em sua edição de 2022, versão “Qatar 2022” a realizar ainda no outono, contrariamente ao habitual costumeiro de verão, inclusive a fazer parar os campeonatos dos países presentes e tudo o mais que se sabe, deixando muitas questões no ar.

Ora o Mundial do Catar (como também se escreve o nome desse país oriental) começa este domingo, dia 20 de novembro de 2022. Como tal estando na ordem do dia, por mais ou menos interesse que possa despertar na generalidade do mundo desportivo. Interessando agora, para o caso, que neste Mundial vão estar 6 (seis) representantes do FC Porto, através de futebolistas que estarão em número de 3 pela Seleção de Portugal, mais 1 pelo Irão, 1 pelo Canadá e mais 1 pela Sérvia. 

Interessa assim e então, para aqui, o que é nosso, de tudo isso o que mais nos importa. Quão se regista por mais uma revista, publicada pelo jornal O Jogo, como algo mais que fica para a coleção pessoal. Profusamente ilustrada, como se pode ver pelo índice de seu material.

Apesar da Seleção dita Portuguesa e suas presenças nas provas internacionais não despertarem grande afeição particularmente, em especial pelas injustiças praticadas com jogadores do FC Porto ao longo dos tempos e de modo mais vincado desde o caso do Mundial de 1966 perante o que fizeram com o guarda-redes Américo, sobretudo, tal qual e até com o ocorrido no Europeu de 2004 diante da “burrice” de Luiz Felipe Scolari, em obediência a quem o contratou obviamente, tida com Vítor Baía… mau grado isso, há sempre o nome e os símbolos de Portugal no ambiente. Vindo a propósito, para não deixar cair no esquecimento o que tem sido o sistema, recordar-se aqui e agora o caso feito pelo selecionador Manuel Luz Afonso e pelo treinador Otto Glória, em obediência ao regime BSB… como está mesmo referido na Enciclopédia do Desporto, publicada em 2003.

Posto isto, que levou a que Portugal (tomando o todo pela parte, através obviamente da Seleção Portuguesa, da FPF) tivesse antes perdido boas oportunidades – tanto em 1966, na Inglaterra, onde podia ter sido campeão mundial, em vez de apenas ter ficado em 3º Lugar; e em 2004 quando Portugal podia ser pela primeira vez campeão europeu, em vez do 2º lugar obtido, em casa – e passado tudo o mais, chega-se ao presente, em que o FC Porto volta a estar representado em grandes acontecimentos mundiais de seleções das nações. Ficando-se a seguir o Mundial mais atentamente pelo que nos diz respeito. Como se guarda à atenção e consulta através da revista publicada este domingo pelo jornal O Jogo, com o "Guia Qatar 2022".

Armando Pinto

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sábado, 19 de novembro de 2022

74º aniversário de Leopoldo, o célebre “Bacalhau” do FC Porto!

Nascido que foi a 19 de novembro de 1948, perfaz nesta data 74 anos de vida o “Leopoldo do Porto”, como era conhecido o sr. Leopoldo José Nogueira Amorim, antigo futebolista que teve a honra de ser Capitão da equipa principal do FC Porto. 

Como homenagem de Parabéns, recorda-se aqui e agora um artigo feito quando o mesmo Leopoldo tinha 68 anos (em dezembro de 2016), a propósito duma coluna que lhe havia sido dedicada pelo Jornal de Notícias no suplemento dos sábados. 

O FC Porto é um mundo apaixonante, bem como é amoroso o sortilégio do Natal e outros fascínios. Tal como é encantador quando o FC Porto cativa as paixões portistas, a bem dizer conforme na atualidade acontece depois da presente série de vitórias e fase atual de ataque goleador, mais defesa consistente, contando os jogos de baliza bem fechada e remates que dão golos.

Assim sendo, quando o FC Porto volta a ter apoio dos portistas habituados aos bons e maus momentos da coletividade, assim como no Natal é época de reunião familiar, vem a propósito lembrar um antigo futebolista que ficou na memória portista – Leopoldo Amorim. O simpático defesa Leopoldo, do tempo da primeira passagem de Pedroto a treinador do futebol sénior azul e branco das Antas. Aquele mesmo Leopoldo que entre a massa de apoiantes portistas era conhecido por Bacalhau, um apelido popular que se lhe tornou nome de guerra no mundo do futebol. Epíteto esse que vem a calhar para evocar o Leopoldo, em tempo de quadra natalícia e do fiel amigo da gastronomia portuguesa, quando o típico bacalhau é rei nas mesas da consoada.


Pois Leopoldo foi tema de uma rubrica semanal do Jornal de Notícias, sendo sobre ele no passado fim de semana a coluna dos sábados que no JN vem dentro do suplemento Ataque, no espaço intitulado Património Nacional, sob título “Um Bacalhau à moda de Pedroto“, incluindo legenda identificativa do “Leopoldo Amorim, antigo jogador do F. C. Porto”, em foto acompanhante.

Na pertinência presente… qual no piscar das luzes decorativas de Natal... é a preceito relembrar então Leopoldo, o popular Bacalhau, por sempre ter ficado associado a momentos que mexeram com a sensibilidade portista, aparecido então como um valor à parte.


Curiosamente, ao tempo em que Leopoldo evoluiu nos relvados com a camisola azul e branca, e mesmo depois, era desconhecido o porquê desse tal apelido com que normalmente o defesa portista foi conhecido. Até que no artigo de sábado, 10 Dezembro, em artigo desse espaço especial, o JN publicou a explicação do próprio, ao mesmo tempo que explanava quanto «Leopoldo Amorim recorda como o "Mestre" o convenceu a deixar um emprego numa empresa de tintas para jogar pelo F. C. Porto:

Aos 19 anos, a vida de Leopoldo Amorim parecia mais do que definida. Acabava de assinar contrato com o Amarante e ia conciliar o futebol com o trabalho numa empresa de tintas. Até que um homem lhe mudou a rota - esse mesmo, José Maria Pedroto. "Fui chamado para uma reunião nas Antas e disseram-me: "Vais ser profissional e ganhar dois contos e quinhentos por mês. Nem pensei em mais nada", recorda, salientando que, sem o "mestre", talvez nunca tivesse sido profissional.

Certo é que foi e que, logo ao primeiro jogo, envergou a braçadeira de capitão. "Só mais tarde o Pedroto me disse porquê. Na altura houve lá uns problemas, três jogadores foram suspensos e ele escolheu-me por eu não estar envolvido naquela história", conta.

Ora, em vez de o tranquilizar, o estatuto só lhe... aguçou os nervos. "O jogo até correu bem. Ganhámos 1-0 à CUF e eu estive bem, mas, nos primeiros dez minutos, andei perdido dentro de campo. Lembro-me que, antes do jogo, no balneário, o Pedroto disse-me para assobiar e eu nem isso conseguia", lembra o "Bacalhau", como um dia lhe chamou Djalma ("por ser muito magrinho", diz) e, num instante, todos os outros.

O nome ficou - e as memórias também. Como a do campeonato do segundo escalão conquistado pelo Varzim, ou da última época como atleta, ao serviço do V. Guimarães, antes de enveredar pela carreira de treinador. De tudo, sobra uma mágoa: a de nunca ter sido campeão pelos azuis e brancos.»


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Bilhete Pessoal / Passe curto:  
- Nome: Leopoldo José Nogueira Amorim
- Naturalidade: Porto
- Data de Nascimento: 19/11/1948 
- Clubes que representou: F. C. Porto, Varzim e V. Guimarães
- Principal título: um campeonato da antiga segunda divisão nacional (pelo Varzim)

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Recorde-se que Leopoldo, depois de ter passado pelos escalões de formação do Sport Progresso, ingressou ainda como júnior no Futebol Clube do Porto. Havendo-se estreado como sénior na equipa principal do FC Porto em plena temporada de 1968/69, na sequência do caso que levou ao desfecho do campeonato desse ano. Sem nada ter a ver com ele diretamente, mas ficando ligado a tal episódio por ter sido chamado a alinhar, como o próprio relembra.


Passados entretanto os anos já decorridos, o caso dá para recordar como na vida do FC Porto sempre houve e haverá de modo marcante momentos bons e menos bons, mesmo com pessoas que ficaram relacionadas com boas e menos boas ocasiões. E no caso calha bem para fazermos memória de Leopoldo, um simpático defesa que vimos com a camisola linda das duas listas azuis sobre fundo branco, como o azul das veias ressalta na candura dos sentimentos.


Posto isto, como evocação de sua carreira, desejamos assim no dia de seu aniversário que mantenha esta sua boa forma. Continuando por aqui na admiração deste Portista que de vez em quando, a título pessoal, vai tentando fazer alguma coisa pela Memória Portista. 

Armando Pinto
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Efeméride: Estreia de Dale Dover – em 1971

= 19 de NOVEMBRO =

A 19 de novembro de 1971 estreou-se Dale Dover com a camisola do FC Porto. O célebre basquetebolista norte-americano que colocou o basquetebol em Portugal nos píncaros das atenções, rivalizando fama com o futebol naqueles anos de 1971 e 1972, especialmente. Sendo então conhecido por Flash Dover, em atenção à sua maestria surpreendente com a bola de basquete. Tanto que na genaralidade ficou considerado o melhor basquetebolista que alguma vez passou por Portugal. 

Teve então início a lenda de Dover, a meio de novembro de 1971. Na primeira partida ao serviço do FC Porto, o melhor basquetebolista de sempre do FC Porto e que passou pelo basquetebol em Portugal marcou 41 pontos no dérbi da Invicta frente ao Académico, encontro que os azuis e brancos viriam a vencer por 84-72. Com a chegada do Flash às Antas – e muito graças ao contributo do base norte-americano – os portistas reconquistaram então depois o título nacional que teimava em fugir desde 1953.

Falecido em janeiro de 2019, Dale Dover deixou-nos entretanto, mas o seu legado no FC Porto e na modalidade será eterno. 

Como ilustração, e em modo de demonstração como o basquetebol ganhou estatuto com Dale Dover, ilustra-se esta evocação com uma interessante imagem (além de foto de pose individual de Dover, mais uma da equipa desse ano com autógrafos de todos, incluindo de Dover, da coleção do autor). Culminando esta memorização com foto de momento assinalável, respeitante a gentileza duma firma (Maccori) representada por um antigo basquetebolista do clube (Alfredo Machado), que ofertou “maples” de sua confeção aos campeões nacionais, como o FC Porto foi ao final dessa época com Dale Dover. Estando o então jogador-treinador em primeiro plano (ao lado esquerdo da imagem).

= Gravura do jornal «O Porto», reportando à oferta recebida pelos basquetebolistas do FC Porto a celebrar a conquista do Campeonato Nacional dessa época.

Armando Pinto

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quinta-feira, 17 de novembro de 2022

(Recordando) Virgílio Mendes: o Portista “Leão de Génova” – a propósito da data de seu nascimento em 1927

A 17 de Novembro de 1927 nasceu Virgílio, no Entroncamento (conforme consta nas publicações existentes, embora haja quem afirme ele ser natural da Praia do Ribatejo, no concelho de Vila Nova da Barquinha). Tendo mais tarde, postumamente, sido homenageado no Entroncamento com uma rua com seu nome.

Residia então no Entroncamento antes de vir mais para Norte e se tornar futebolista do FC Porto. O Virgílio Mendes que depois veio para o Porto e foi célebre defesa do FC Porto, como também na Seleção Portuguesa e foi chamado de Leão de Génova, como o apelidou um jornalista devido a grande exibição em Itália pela equipa das quinas e para sempre ficou referenciado. Um dos maiores da gloriosa história do FC Porto, tornado autêntico ícone da equipa azul e branca na década dos anos 50 como defesa direito do FC Porto por mais de uma década e meia, desde finais dos anos 40 aos primeiros de 60. Considerado em alta estima e admiração na Família Portista pela dedicação ao clube das Antas, tendo recusado convites do Celta de Vigo, Real Madrid, Barcelona e Juventus para permanecer de azul e branco. Em seu tempo e enquanto jogou chegou a ser o futebolista mais Internacional português, com mais jogos pela Seleção A de Portugal, nesse tempo em que havia poucos jogos de seleções e durante longos anos também, mesmo depois, continuou como o mais Internacional do FC Porto, com esse record mantido até aos anos 70.

Embora se tenha estreado pelo FC Porto antes contra o Leixões, em Setembro para o Torneio Início Regional (tendo marcado 2 golos), a sua estreia em jogos do Campeonato Nacional foi a 30 de novembro de 1947, no então Campo do Bessa, onsde se deu o primeiro episódio do “Fenómeno do Entroncamento”. Virgílio Mendes, o avançado que Eládio Vaschetto transformou em lateral, estreou-se então no Nacional da Iª Divisão com a camisola do FC Porto numa vitória por 3-0 sobre o Boavista, selada com golos de Freitas, Araújo e Correia Dias.

 
Desde que Soares dos Reis, lendário guarda-redes dos azuis e brancos e mais tarde dirigente, o convenceu a trocar o Ferroviários pelas Antas, Virgílio venceu dois Campeonatos e duas Taças de Portugal. Foi ainda o primeiro jogador a ultrapassar a barreira dos 400 jogos oficiais com a camisola do FC Porto, atingindo os 436. Ao serviço da seleção nacional somou 39 internacionalizações e conquistou a alcunha de “Leão de Génova” depois de uma exibição inspirada frente à poderosa Itália de Mazzola.

= Revista "Cavaleiro Andante" de 14 de Outubro de 1953 – capa e página interior

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A propósito dos primeiros tempos de Virgílio como futebolista do F C Porto, temos desta vez excertos de publicações coevas, através duma entrevista do próprio à revista Stadium e da mesma uma coluna referente à temporada de seu serviço militar, ao tempo, dando mostras de amor à camisola, como se pode ler..

Para um enquadramento memorando, dando-se uma vista por seu curriculum vitae, junta-se a biografia sobre ele constante em 2 Fichas das Selecções Desportivas, duas séries, de ambos os lados:


Completando a narrativa curricular, junta-se uma biografia sobre ele, constante no blogue “Estrelas do FCP”, onde, pela lavra de Paulo Moreira, consta todo o seu percurso público: 

«Começou por jogar futebol no Grupo Desportivo dos Ferroviários do Entroncamento. Ao futebol juntava o trabalho nas oficinas da CP.

Certo dia partiu em direcção a Lisboa para efectuar testes de futebol no S.L. Benfica. Esteve por lá durante três semanas mas não conseguiu convencer os responsáveis do clube lisboeta e assim regressou ao Entroncamento e ao trabalho de serralheiro na CP.

Um dia recebeu a visita de um tal Soares dos Reis (antigo guarda-redes do Futebol Clube do Porto), que o queria levar para a cidade Invicta. Virgílio aceitou o convite e foi treinar no Campo da Constituição sob o olhar atento de Szabo. Já não voltou ao Entroncamento e muito menos às oficinas da CP.

A sua estreia com a camisola do F.C. Porto aconteceu no dia 30 de Novembro de 1947 no Campo Mascarenhas, onde os Dragões, como equipa visitante, venceram o Boavista F.C. por 3-0, num jogo a contar para a 2ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1947/48.

= Na equipa do FC Porto em início de carreira, Virgílio  junto com Barrigana, Carvalho, Araújo, etc. Pose histórica de visita aos Açores, em jogo na Ilha Terceira com uma Seleção local (foto de arquivo do grande portista Hernâni Rocha, de Fonte do Bastardo). 

Em 1951 o R.C. Celta de Vigo ofereceu-lhe 500 mil pesetas e um ordenado mensal de 15 mil pesetas, recusou a oferta e continuou a vestir a camisola do F.C. Porto. Disse depois que trocar de clube por causa de dinheiro era viver como um mercenário.

Na época de 1955/56, sob o comando do treinador brasileiro Yustrich, Virgílio sagrou-se Campeão Nacional depois de os portistas estarem sem perder 24 dos 26 jogos do campeonato. Também ajudou o F.C. Porto a conquistar a primeira Taça de Portugal da história do clube ao vencer na final o S.C. União Torreense por 2-0.

Na época de 1956/57, Virgílio foi um dos jogadores titulares na equipa portista que se estreou nas competições europeias ao defrontar o Athletic Club Bilbao na 1ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus.

Em 1957/58, voltou a levantar a Taça de Portugal depois da vitória sobre o S.L. Benfica na final por 1-0.

Na temporada seguinte, 1958/59 e já com Bella Gutman como treinador, Virgílio volta a conquistar o Campeonato Nacional.

Venceu ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por sete vezes.

= Na equipa do FC Porto á época de 1961/1962

Ao serviço dos Dragões Virgílio disputou 436 jogos oficiais, apontou 9 golos e conquistou 11 Títulos.

Foi Internacional por 39 vezes. No jogo de estreia com a camisola da Selecção de Portugal contra a Itália e apesar da derrota por 4-1, Virgílio foi o melhor jogador português em campo e anulou o famoso jogador Carapelese. Por isso e desde esse dia foi que Virgílio ficou conhecido como o “Leão de Génova”, cidade onde se tinha realizado o jogo.

Palmarés:

- 2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)

- 2 Taças de Portugal

- 7 Taças Associação de Futebol do Porto »

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Antes ainda de ter terminado a carreira, em 1962/1963, teve uma entrevista sintomática no jornal O Porto de 26 de dezembro de 1962


E por fim em O Porto de 6 de Abril de 1963 teve um "Obrigado Virgílio", com uma página de «OS “ASES” NA  INTIMIDADE


Jogou então até à época de 1962/1963, tendo representado o FC Porto como jogador ao longo de 16 anos.

Ao acabar a carreira de futebolista ficou como treinador das camadas jovens do FC Porto, tendo com os Juvenis e os Juniores sido Campeão Nacional também nessas funções. Incluindo por vezes ter colaborado como treinador adjunto no plantel sénior esporadicamente e mesmo episodicamente até principal responsável, aquando de mudanças de treinador contratado. 

= Virgílio na Equipa Técnica dos Juniores do FC Porto de 1964/65 (tempo da "fornada" de Pavão, Alberto Teixeira, Arlindo, Lázaro, Rui Cruz, Rendeiro, Sousa (guarda-redes), Ernesto, Sérgio Vilarinho, Belo, etc.

Além de também ter chegado a experimentar o lugar de treinador em clubes regionais, como aconteceu com o Rio Tinto. 

Por fim passou a responsável do Lar do Jogador Júnior/Casa do Dragão, além de colaborador em diversas áreas, sempre ao serviço do Futebol Clube do Porto.

Aquando da inauguração do Rebaixamento das Antas, para aumento da lotação com acrescento das bancadas, assim como no Festival comemorativo dos 50 anos do mesmo estádio das Antas, participou como sobrevivente dos que jogaram na inauguração do mítico estádio.

Icónico defesa-direito do FC Porto, foi incluído na "Colecção Onze +" do jornal O Jogo, em 2008, entre os melhores números 2, da posição de Defesa-Direito de sempre. 

Faleceu no dia 24 de Abril de 2009. Encontra-se sepultado no cemitério n.º1 da Póvoa de Varzim.

Falecido em abril desse ano de 2009, teve no mês seguinte uma particular homenagem no estádio do Dragão, através duma realização patrocinada pelo FC Porto e organizada por amigos, com um encontro particular entre seus amigos, de velhas glórias e antigos jogadores treinados por Virgílio, no dia 17-05-2009. Tendo esse grupo então estado no relvado do Dragão, dias depois do seu falecimento, em momentos de convívio com bola, numa singela homenagem ao "Leão de Génova", perante a presença de familiares de Virgílio a assistirem na bancada.

Passados anos, em 2015, na Gala “Quinas de Ouro 2015" da comemoração dos 100 anos da Federação Portuguesa de Futebol, Virgílio foi homenageado entre outros como um dos Lendários de sempre. Algo significativo por a FPF aí quase só se ter lembrado de futebolistas dos clubes de Lisboa… mais uma vez. A ponto de nem terem chamado ninguém ao palco para receber o trofeu em nome de Virgílio, passando à frente (ao chamarem o jogador seguinte),  na sessão solene.


Em 2015 Virgílio foi homenageado no Entroncamento (seis anos depois da morte do antigo jogador e treinador do FC Porto) com o descerramento de uma placa toponímica na rua que ficou com o nome de Virgílio Mendes. Em ato solenemente simbólico culminado na homenagem, iniciada com uma exposição entre Glórias do Ferroviário do Entroncamento. Virgílio, natural do correspondente concelho do distrito de Santarém, representou os Dragões entre as épocas de 1947/48 a 1962/63, ao longo de 16 anos, sendo passado tanto tempo e ao tempo ainda o quinto futebolista com mais jogos oficiais a nível sénior pelos azuis e brancos (com 436), apenas atrás de João Pinto, Vítor Baía, Aloísio e Fernando Gomes. O FC Porto fez-se representar pelo vice-presidente e diretor das camadas jovens Joaquim Pinheiro.


Nesta linha de deitar os olhos por factos de interesse portista, pomos assim memória desta feita na lembrança de Virgílio. Este senhor futebolista eterno da história do FC Porto.

Armando Pinto

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