Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Gala dos 120 anos da Federação Portuguesa de ciclismo, com Onofre Tavares no corte do bolo...


No sábado, 30 de novembro, foi dia de comemoração condigna, com pompa e circunstância, da passagem de 120 Anos da Federação Portuguesa de Ciclismo. Em festa engalanada com um espetáculo, a completar uma jornada de convívio, no Fórum Lisboa. De entrada livre a todos os praticantes, representantes de clubes, agentes e adeptos de ciclismo que puderam marcar presença, entre convidados para esse momento de afirmação da importância social do ciclismo, cuja Federação é a mais antiga com atividade em Portugal.


A Gala, segundo testemunhos de amigos que estiveram presentes, resultou então num grande espetáculo. Foi no Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma), na Avenida de Roma, onde se realizam as Assembleias Municipais. Incluindo almoço festivo, na Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, com elevado número de aderentes.


Esta Gala de 120º Aniversário Federação Portuguesa de Ciclismo foi conjuntamente motivo de realização do anual convívio de gente do ciclismo, desta feita o 18º Convívio de Corredores de Ciclismo.

 = 30/11/2019:  Foto de registo do reencontro de "nomes do ciclismo", como Joaquim Leite e Acácio da Silva, com Neca Soares dos Reis, antigo guarda-redes de futebol (do FC Porto, Aves, Chaves, etc), corredor de ciclismo, colaborador da equipa Rádio Popular-Boavista e colecionador da melhor coleção de artigos do ciclismo.

Na oportunidade, a Federação Portuguesa de Ciclismo foi agraciada pelo Presidente da República.

Com efeito, assinalando tal conta jubilar, na ocasião do 120º Aniversário da União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa presidiu, em Lisboa, à Gala Comemorativa, na qual foram homenageados José Bento Pessoa, Alves Barbosa, Joaquim Agostinho e Rui Costa. Contando com diversos momentos musicais, mais as intervenções do Presidente da Federação Portuguesa Ciclismo, Delmino Pereira, do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto e do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.


Para encerrar a gala, o Presidente da República usou da palavra, tendo no final entregue as insígnias de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique ao Presidente da UVP-FPC.

Dessa festa, além das homenagens, que pecaram por não contemplar outros valores, com currículo internacional vitorioso, que bem mereciam também lembrança, há a registar que o corte do bolo foi um momento bem reluzente, afinal, sendo esse singelo ato deveras significativo, tendo essa distinção por protagonistas os antigos ases do pedal Onofre Tavares e Américo Raposo, célebres ciclistas que ficaram para a história como representantes do FC Porto e do Sporting, respetivamente, e foram nomes sonantes vitoriados pelas estradas do país em tempos de outrora.


= Corte do Bolo de Aniversário - com Onofre Tavares, Américo Raposo e Delmino Pereira, Presidente da FPC.

Armando Pinto
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FC Porto Campeão de modalidade nova: Raul Meireles e Bosingwa conquistaram o primeiro torneio de Teqball


Sempre que o FC Porto ganha e seja no que for, tudo tem interesse e merece destaque. Como agora ao saber-se que este primeiro domingo de dezembro dois antigos futebolistas campeões e internacionais do FC Porto se sagraram também Campeões de uma modalidade nova e praticamente ainda desconhecida, chamada Teqball.


Com efeito, em representação do FC Porto, equipando de camisola portista vestida e formando dupla, Raul Meireles e Bosingwa conquistaram o primeiro torneio de Teqball em Portugal.


Assim, Bosingwa e Raúl Meireles voltaram a representar o FC Porto. Os ex-jogadores formam a dupla que representou o clube no torneio de lançamento do teqball, em Portugal, uma nova modalidade que no domingo, dia 2 de dezembro, se deu a conhecer no Pavilhão Multiusos de Odivelas.

(Recentemente criada, a Federação Teqball de Portugal pretende promover quatro circuitos no próximo ano, envolvendo seis equipas. O FC Porto é uma delas e será, então, como agora, representado por Bosingwa e Meireles.)


Nesta primeira aparição da modalidade e neste torneio inicial, o FC Porto estava inserido no grupo A da competição juntamente com o Estoril Praia e o Vitória de Setúbal (sendo que no grupo B estavam o Sporting, o Guimarães e o Clube Belenenses; dos clubes que conseguiram formar equipas, para o efeito). Em jogos para serem assistidos gratuitamente. Até que passada a fase de apuramento o clube Dragão venceu também o resto e chegou ao fim vitoriosamente.


Então Bosingwa e Raúl Meireles, ao serviço do FC Porto, por meio de convite que lhes foi oficialmente dirigido pelo FC Porto para representarem o clube, nessa modalidade jogada com os pés, peito e cabeças com a bola disputada ao jeito de ténis de mesa, de cada um dos lados duma mesa curvada, para o outro lado perante uma dupla de adversários, os dois grandes nomes do futebol mostraram que têm dotes acrescidos e venceram todos os adversários que lhes apareceram pela frente. Tendo na final a equipa do FC Porto derrotado a equipa representante do Vitória de Guimarães.


Armando Pinto
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Encontro de antigos hoquistas do Hóquei em Campo do FC Porto


Em tarde húmida e reluzente, enquanto na baixa do burgo portuense se preparava o ambiente do ascender das iluminações natalícias e a tradicional grande árvore de Natal aparecia já à vista da cidade, decorria mais acima, no velhinho campo da Constituição, «um almoço de confraternização dos antigos atletas de Hóquei em Campo do F.C. do Porto».


«Repasto que contou com cerca de meia centena de praticantes». Entre os quais será de destacar, pela sua representatividade, «duas das grandes glórias da modalidade, Carlos Monteiro e Carlos Amaral. Atletas, que deixaram de representar as cores do F.C.do Porto, há mais de 45 anos. Ali estiveram pelo menos, cinco gerações de atletas, em franco convívio, recordando bons momentos» que todos eles passaram naquele histórico campo da Constituição.


Antigo Campo da Constituição, que após ter sido remodelado através de obras de modernização, é agora oficialmente chamado “Vitalis Park”, embora tal recinto seja popularmente também conhecido por  “Dragon Force”, em virtude de ali funcionar a estrutura dessa valência da formação juvenil do FC Porto.


Do evento tomou conhecimento o autor deste blogue, como certamente muitos outros seguidores, através de um amigo que também esteve ligado a essa modalidade, agora desativada dentro do ecletismo portista. Sendo por meio de publicação no facebook do amigo Carvalho Brochado, antigo colega das lides de colaboração no jornal O Porto, que foi possível saber da louvável iniciativa, que com todo o gosto registamos agora neste espaçozinho de memória portista. E quão agradável é haver momentos assim a fazer memória, como a que decorreu então nesse recinto onde outrora houve o campo pelado de jogos de futebol, andebol de onze e hóquei em campo, e um rinque de patinagem para o hóquei em patins, «hoje completamente transformado num complexo desportivo de excelência», designado por “Vitalis Park”.

= Carlos Amaral e Carlos Monteiro foram homenageados pelos amigos do Hóquei em Campo do FC Porto. Momento alto do evento, entre significativos atos então vividos no “Vitalis Park”. Duas Glórias, que muito contribuíram para o engrandecimento do Hóquei em Campo em Portugal e do F.C.do Porto, em particular.

Disso, o que se fica a saber pela partilha do amigo Carvalho Brochado anota-se entre parênteses, sob crédito do que informou. Como, adiantando mais ao que o mesmo refere, por ele se fica também a saber que «ficou agendado já o próximo encontro para 2020 no mesmo local»


Está pois de parabéns a organização desse encontro, cujo evento permitiu entre eles rever antigos colegas e entre os mesmos conviverem em amena cavaqueira, possibilitando desse modo um reencontro de velhos companheiros, que defenderam sempre galhardamente as cores do F.C.do Porto, numa das chamadas modalidades olímpicas.

= Dois antigos atletas, Adriano e Rui, responsáveis pelo convívio do Hóquei em Campo do FC Porto.

Modalidade já historiada aqui neste recanto de Memória Portista, o Hóquei em Campo foi uma modalidade em que pontificaram alguns nomes que são considerados Estrelas do FC Porto, como, entre outros, se podem contar Carlos Amaral e Carlos Monteiro (este o do rótulo duma garrafa que originou haver já ter sido homenageado com um artigo neste blogue); assim como, no FC Porto (pela perspetiva mais pessoal aqui do autor destas linhas) foi também onde jogou Adriano, um felgueirense que orgulha como tal outro felgueirense portista. Além que o atual presidente da Federação respetiva, Armindo Vasconcelos, é também um natural de Felgueiras que até já foi alguém no antigo jornal O Porto, por exemplo.  

- Rui, antigo atleta e responsável pela organização e Tiago Marques, um dos apresentadores do F.C.do Porto do Porto Canal, filho do antigo hoquista Adriano.

Porque as imagens valem por muitas palavras, remata-se esta cronica de rememoração com algumas imagens sugestivas, reportando o acontecimento.


Armando Pinto
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domingo, 1 de dezembro de 2019

Um sábado pleno de acontecimentos de apreço


Chegado o final de novembro e ao entrar o mês do Natal multiplicam-se inaugurações de iluminações natalícias e abertura de parques temáticos de figurações relacionadas com o sortilégio natalício. Mas também encontros de famílias de afeições variadas. Tendo, já dentro desse espírito, num casos, e noutros por relação aniversária, acontecido alguns encontros afetivos por estes dias. Com especial relevância aos acontecimentos do género realizados no sábado último de novembro, no sentimento que toca às lembranças desportivas, genericamente, e portista em especial.

Foi assim que no sábado 30 de novembro, no âmbito da vivência portista, aconteceram quer o aqui anunciado jantar de antigos hoquistas portistas de comemoração do 50º aniversário da conquista do campeonato Metropolitano de Hóquei em Patins, quer um jantar de convívio e reencontro de antigos elementos do Hóquei em Campo do FC Porto, como em Lisboa teve lugar a Gala dos 120 anos da Federação Portuguesa de Ciclismo, onde, entre diversos casos, o FC Porto foi honrado com o destaque dado ao célebre ciclista e treinador Onofre Tavares (além de ter tido a presença de gente dedicada ao ciclismo como os nossos amigos Eduardo Lopes e Neca Soares dos Reis).

Sobre cada um desses eventos aqui se procurará dar nota, na ideia de vincar tais ocorrências dignas de registo – conforme o que chegar entretanto ao conhecimento aqui do autor deste blogue.

Nesta apresentação de preâmbulo, ao que depois se anotará devidamente por partes, juntam-se já as imagens que chegaram ao conhecimento do autor, mas outras naturalmente farão parte dos respetivos memorandos.

Armando Pinto
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sábado, 30 de novembro de 2019

Jantar comemorativo do cinquentenário da vitória portista no Campeonato Metropolitano de 1969


No próprio dia da passagem de 50 anos da conquista do título de Campeões Metropolitanos, em 1969, realiza-se este sábado, 30 de novembro de 2019, um encontro de antigos hoquistas do FC Porto para celebrarem o cinquentenário da vitoriosa campanha do Campeonato Metropolitano, culminada no último jogo em Lisboa com o Paço de Arcos, na noite da véspera do feriado 1º de Dezembro, em 1969.


Decorre este evento por iniciativa e organização de alguns dos campeões metropolitanos, com a aderência dos restantes que poderão marcar presença, juntando os que participaram desde a fase de apuramento até à fase final, mais alguns convidados que tiveram alguma relação correspondente. Sendo esse encontro à mesa apenas de jogadores, dos hoquistas do FC Porto daquele tempo.


Assim, estão confirmados para o evento (30 / 11 / 2019):

Participantes

Hoquistas campeões - Cristiano, Alexandre Magalhães, Joaquim Leite, Brito, Castro, Hernâni, Rui Caetano, Sobral, Joel, Graça, Orlando e Júlio.
(Não participam, por impossibilidade de motivo pessoal, Luís Caetano; e Segadães, incontactável.)

Convidados – Valentim, Fernando Barbot e Zé Fernandes.
(Valentim porque foi anteriormente hoquista do FC Porto, apenas não tendo feito parte do plantel na época de 1969 por haver sido transferido, para o Académico, envolvido que foi, junto com o já falecido guarda-redes Branco, na troca acontecida para a vinda e regresso de Brito para o FC Porto. Também Fernando Barbot porque era no FC Porto o capitão da equipa júnior desse tempo, além de ter sido colega de seleção dos da equipa de seniores que no mesmo ano foram campeões no Europeu de juniores em Vigo, na Galiza. E José Fernandes por igualmente ter sido, junto com Cristiano, Castro e Barbot, campeão europeu júnior em 1969; acrescendo na época seguinte ter ingressado no FC Porto. Com a particularidade de Fernandes haver participado no Metropolitano de 1969 como jogador da CUF, equipa que fez com que o campeonato durasse mesmo até ao fim, por na penúltima jornada ter conseguido a única derrota do FC Porto, de modo que a vitória portista no jogo final foi decisiva diante do Paço de Arcos para a atribuição do 1º lugar.)


O acontecimento naturalmente terá reunião festiva à mesa, como é da praxe, mas antes da refeição será celebrada uma Missa por alma de José Ricardo, pelas 19 horas, na Capela do Santuário Coração de Maria, em Pedroso / Carvalhos – Gaia. Por, dos hoquistas intervenientes no acontecimento de 1969, Ricardo entretanto já haver desaparecido do número dos vivos fisicamente, mas continuando, como estará então, presente na recordação de todos.

Por fim terá lugar o Jantar Comemorativo, no Restaurante Mário Luso, nos Carvalhos (onde houve um anterior encontro de hoquistas).


Como, e muito bem, o evento é apenas para os antigos jogadores, depois através dos mesmos haverá motivos de reportagem, por meio de imagens fotográficas que os convivas naturalmente farão chegar ao autor destas linhas escritas com grande apreço.

Fica assim prometido, desde já, aqui dar-se à posteriori uma devida ilustração fotográfica, pelo menos, de tão significativa ocorrência de algo importante na história do FC Porto, bem como dos próprios atletas e mais elementos da secção, além dos apoiantes portistas. Tendo sido esse feito, da conquista do Campeonato Metropolitano, em 1969 o primeiro grande cometimento de âmbito nacional da história do Hóquei em Patins do FC Porto.

Armando Pinto

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Efeméride jubilar da 1ª grande conquista nacional do Hóquei em Patins do FC Porto: Cinquentenário do Título de Campeão Metropolitano !


Pois é. Passam já 50 anos da conquista do cetro de Campeão Metropolitano vindo para o FC Porto em 1969 – o primeiro título de grande monta, do hóquei em patins portista. Sendo que o Campeonato Metropolitano era nesse tempo o Campeonato Nacional da Metrópole, havendo depois uma fase final com os representantes das províncias ultramarinas, como eram Angola e Moçambique, onde o hóquei patinado estava evoluído.


Para a chegada à fase decisiva do Metropolitano, houve antes a fase de apuramento, em cujo percurso o FC Porto, além do grupo base constituído por João Brito, José Castro, Alexandre Magalhães, Joaquim Leite, Hernâni Martins, Cristiano Pereira e José Ricardo, utilizou outros valores como António Júlio, Rui Caetano, Joel Pinto, Luís Caetano, Segadães, Sobral, Graça e Orlando.


Chegada por fim a fase final, a disputa dos jogos desenrolou-se inicialmente com jogo inicial entre as duas equipas apuradas de cada zona (no Norte FC Porto e Carvalhos, no sul a CUF e o Paço de Arcos), para depois num fim de semana se ter disputado jornada dupla no Norte entre os do Norte e do Sul, e seguidamente ao contrário, vice-versa na semana seguinte, até acontecer o final em Lisboa (na véspera do feriado do 1º de Dezembro, Dia da Restauração Nacional) com os nortenhos a jogarem no reduto dos sulistas da área de Lisboa.

E a 30 de novembro, desse ano de 1969, disputou-se o último e decisivo jogo, ao fim do qual, após emotivos contornos, o FC Porto venceu e convenceu, tornando-se Campeão Metropolitano.


Eis os resultados, em números e nomes, da parte do FC Porto, na caminhada de campeão:

Com Carvalhos – 2-2 e 5-1 (empate e vitória)
Cuf – 2- 0 e 1-5 (vitória e derrota)
Paço D’Arcos – 2-1 e 2-1 (duas vitórias)

Marcadores dos Golos:
Cristiano – 9
Ricardo – 4
(e 1 do Paço d’Arcos na própria baliza, no jogo final; em que também o golo do Paço de Arcos foi em autogolo da parte do FC Porto)

Jogadores utilizados:
Brito, Magalhães, Hernâni, Cristiano, Ricardo, Leite, Castro e Júlio.

Classificação:
1º - F C Porto
2º - CUF
3º Carvalhos
4º Paço de Arcos


E o FC Porto conseguiu então ser assim Campeão Metropolitano, obtendo pela primeira vez um título de âmbito nacional.


Dessa grande epopeia pode reter-se algo mais através do que ficou registado, nesse tempo, pelo punho do autor destas linhas, ao tempo ainda jovem adepto entusiasta do hóquei azul e branco, por entre o que sentia no portismo que corria nas veias e saía pelos poros da pele. Embora, no caso dos registos anotados, naturalmente ressalvando as condicionantes da época e a erosão do tempo. Por meio de cujas páginas, então retiradas dos cadernos escolares e metidas em pasta de argolas, se avivam sensações e quase que ainda se consegue conviver com protagonistas (então conhecidos apenas de nomes e fisionomias pelas imagens dos jornais e acompanhamento pelos relatos radiofónicos, pois só mais tarde houve conhecimentos pessoais) mais acontecimentos vividos intensamente, numa linha cronológica que acompanha a alegria sentida, também.


Foram depois, então, todos os Campeões alvo de louvor oficial da Associação de Patinagem do Porto.

Nota Bene: - Para comemorar o Cinquentenário desse feliz acontecimento de novembro de 1969, haverá um jantar entre os hoquistas campeões metropolitanos, no próprio dia em que há 50 anos se sagraram campeões. Desse evento, a assinalar o caso e a realizar por iniciativa dos mesmos, contando só com jogadores que tiveram ação direta e indireta na caminhada para o título então alcançado, se dará aqui nota informativa até ao dia.

Armando Pinto
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Hóquei em Patins do FC Porto de há 50 anos: Vitória no “Regional”, em Advento do “Metropolitano”


Estava-se em 1969. O hóquei em patins portista ia crescendo a olhos vistos. Contudo se a nível nacional até ali havia alguma diferença ainda, já a nível regional, no âmbito da área associativa portuense e nortenha, já ombreava com as equipas até então favoritas. Mas, após ter chegado ao hóquei muito depois de quase todos os outros, passando o FC Porto a competir regularmente a partir de 1955/56, tendo logo sido campeão da 2ª divisão regional e ascendido à 1ª divisão de imediato, e havendo conseguido conquistar o Campeonato Regional em 1959/1960, passaram-se anos sem ter voltado a chegar-se ao lugar cimeiro da prova maior da Associação de Patinagem do Porto. Até que finalmente em 1969 isso foi alcançado, finalmente, quase uma década depois.


Como tal, em ilustração histórica, junta-se composição de recortes ao tempo retirados do jornal O Porto e colados em página do arquivo pessoal do autor destas recordações. Com as formações dos campeões anteriores e dos sucessores, quase dez anos depois. 
(Na colagem, onde se lê acima é ao lado, sendo a equipa de 1969 a da gravura mais pequena.)


Assim sendo, esse título Regional foi, pois, como que o advento da obtenção do título de vencedor do Campeonato Metropolitano, que se seguiu.

Estando-se assim em tempo comemorativo da conquista desse título de Campeão Metropolitano obtido pelo FC Porto no final de novembro de 1969, há que recordar o título Regional antecedente. Tendo sido através da disputa desse Campeonato que seguiram em frente os representantes nortenhos para medir forças com os do sul no campeonato da Metrópole de Portugal. Havendo assim sido apurados para a disputa do Metropolitano o Campeão Regional, FC Porto, e o vice-campeão, Carvalhos.


A equipa do FC Porto era composta por um grupo coeso de hoquistas, contando com a experiência de Alexandre Magalhães e Joaquim Leite, o valor crescente de Cristiano, mais valias de Ricardo, Hernâni, Castro e Brito. Tendo durante essa prova do Regional também feito parte do plantel como reforços Joel, Rui e Luís Caetano, além de Júlio e mais um ou outro utilizado episodicamente (nos apontamentos tenho anotado um outro, Mário, do qual agora passados estes anos todos já não me lembro nada mais).


Estava-se então em 1969. Passaram-se já 50 anos. E naquele tempo, aproximava-se a fase final do Metropolitano, que o FC Porto conquistaria depois já em pleno tempo de aproximação também à chegada do tempo natalício, qual estrela a reluzir no horizonte. Sendo como tal esse Regional que levou a ter o Metropolitano à vista.


Armando Pinto
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